
Fala pessoal, aqui é o Pena e retornamos com mais um metroidvania, dessa vez com o Momodora: Moonlit Farewell.
O jogo foi produzido pela Bombservice, dos quais já fizemos review do jogo anterior, o “Momodora: Reverie Under the Moonlight” e o Minoria, enquanto a publicação ficou a cargo da Playism, que também já trabalhou com os jogos Drainus e Legal Dungeon (todos os reviews deles você encontra aqui).

Titulo: Momodora: Moonlit Farewell
Produtora: Bombservice
Distribuidora: Playism
Gênero: Metroidvania / Plataforma
Plataformas: PC (Steam)
Mídia: Digital
Textos: Português, Inglês, Espanhol, Italiano, Francês, Alemão, Russo, Ucraniano, Japonês, Coreano, Chinês Tradicional e Simplificado
História

Em um certo dia, ecoam pela floresta 13 badaladas do Sino Negro, que estava protegido pelas fadas e com esse som, demônios começam a aparecer e atacar as vilas próximas.

É a partir dai que Momo, uma das sacerdotisas de Koho, entra em ação para desvendar o que está ocorrendo e proteger a floresta dessa nova ameaça.
Cronologicamente, esse jogo se passa vários anos depois do jogo anterior, o “Reverie Under the Moonlight”, mas antes dos outros 3 jogos da franquia. Com isso, temos diversas citações e referencias ao Reverie, que mesmo não sendo obrigatório ter joga-lo pra entender a história, é bastante recomendado para aproveitar melhor a campanha.
Gráficos

Assim como o ultimo jogo, esse traz gráficos em pixel art com uma qualidade bem maior que os anteriores, cheios de detalhes durante toda a campanha.

O interessante aqui é a quantidade de sprites ENORMES durante toda a campanha, alguns chefes tem uma variação de movimentos muito boa, quem curte esse tipo de arte vai aproveitar muito esse jogo do começo ao fim.
Áudio

Enquanto esse jogo não tem dublagem, as musicas dele agradam demais, durante a exploração elas tem uma boa variedade entre umas mais calmas para as mais misteriosas, enquanto durante as batalhas de chefe temos umas musicas bem mais pesadas com um toque de piano e batidas fortes que empolgam bastante durante esses momentos mais críticos.
Não encontrei a OST do jogo no Spotify, mas encontrei no YouTube, então aproveite as musicas enquanto termina de ler o post.
Jogabilidade

Logo de início temos uma seleção de dificuldade, assim mesmo quem não tem tanta experiencia com jogos de plataforma conseguem aproveitar a aventura completamente.
Menu

O menu é bem simples e direto, sem menus dentro de menus. No “Registro de Aventuras”, marca todo o progresso do jogo, com tempo de jogo, inimigos derrotados e os itens de melhoria já encontrados durante a campanha atual.

Na área “Sinetes” podemos equipar essas cartas especiais que adicionam diversas habilidades especiais, desde causar mais dano no ataques, recuperar vida, entre muitos outros. Aqui que entra a maior estratégia do jogo, já que uma boa combinação de efeitos ajuda demais na aventura.

O “Inventário” é apenas para verificar os itens que você adquiriu durante a aventura e entender um pouco mais da história de fundo do jogo.

Um novo sistema são os “Companheiros”, que são criaturas que te ajudam durante a exploração. Eles são divididos em três classes:
- Curandeiro: Eles jogam uma orbe que recupera MP de tempos em tempos;
- Explorador: Esses jogam Cristais Lunares durante a exploração, que é a moeda do jogo;
- Valente: Eles atacam de vez em quando os inimigos na tela.
Independente de qual tipo você decidir usar, eles não te apoiam durante as batalhas de chefe, então não espere essa ajuda extra nos momentos mais difíceis.

As abas “Títulos” e “Anotações” são apenas informativas, sendo que a primeira é relacionada as conquistas do jogo e a segunda com todos os tutoriais, pra caso necessite relembrar algo.
Exploração e Combates

A ação do jogo é bem direta, podendo atacar os inimigos com combos usando a folha sagrada. Enquanto não temos sistema de nível, encontramos diversos upgrades de vida, mp e força para melhorar nossa personagem.

Enquanto os ataques normais não consomem estamina, o uso do arco e flecha tem uma variação aqui. O primeiro ataque, com a estamina cheia, causa um bom dano, consumindo quase toda a barra, precisando esperar recuperar o fôlego para um próximo ataque forte. Os outros ataques não consomem estamina.

Também existe a esquiva, que também consome estamina, mas que facilita bastante a jornada e caso consiga escapar no momento certo, além de não gastar estamina, restaura ela completamente.

Aqui ainda temos o uso da cura, que dessa vez, usa MP ao contrário de ter uma quantidade pré-definida de usos. Isso muda um pouco como funciona a partida, mas isso varia conforme a sua estratégia de uso dos suportes.
Como é esperado de qualquer metroidvania que se pressa, durante a campanha adquirimos técnicas necessárias para avançar na campanha, tal como o clássico pulo duplo e o de escalar as paredes, entre outros que eu não vou comentar aqui pra evitar spoiler e tirar certas surpresas.

Durante a exploração, encontramos nossa parceira de viagem. Ela pode criar novos Sinetes a partir dos cristais e seu inventário aumenta conforme melhora a amizade com ela.

Também temos o Mitchi, esse gato enorme, que nos ajuda a retornar a locais que já exploramos, o que agiliza bastante a exploração.
Já o sino que apareceu nas duas imagens anteriores são os save points do jogo, você pode bater neles para salvar e recuperar toda a energia, como também gastar alguns cristais para deixar nossa protagonista com mais energia e recuperar as forças durante um período de tempo.
Extras

Depois que você finaliza a história principal, pode retomar o save pra terminar a exploração. Também nesse momento libera uma espécie de arena, aonde podemos enfrentar todos os chefes do jogo, com umas pequenas adaptações, como também com desafios extras neles, bem interessante pra quem curte um desafio extra.

Caso queira mais desafio, também libera dois novos modos ao finalizar o jogo:
- Adaptado: Esse todo o jogo fica espelhado, o caminha que antes era pra direita, agora é pra esquerda, como também adicionam novos inimigos em vários pontos;
- Inflexível: Esse é o real desafio do jogo, mais conhecido com conhecido como “Hardcore”, aonde além de ter inimigos mais forte e em maior quantidade, caso morra, perde o save, precisando iniciar tudo novamente.
Conquistas

Depois de um pouco de prática, Momodora 5 não é um jogo complicado, mas completar a lista de conquistas dele requer uma dedicação extra, pois além de explorar cada canto do jogo, precisa finalizar nas outras dificuldades. Entre os mais trabalhosos temos:
| Conquista | Descrição |
| HC | Finalizar na dificuldade “Hardcore” |
| Arranger | Finalizar no “Arrange mode” |
| Completionist | Alcançar 111% num único save |
Conclusão

Momodora: Moonlit Farewell continua as melhorias que encontramos no jogo anterior, acrescentando novas mecânicas para agradar ainda mais os fãs de metroidvania.
Os gráficos em pixel art trazem cenários e personagens muito bem desenhados e cheios de detalhes durante toda a campanha, até mesmo nos menores sprites e efeitos de ataques.
As musicas são bem variadas, geralmente indo das mais tranquilas durante a exploração geral para umas mais pesadas e agitadas durante as batalhas de chefe, empolgam bastante nesses pontos, principalmente as partes com piano, capricharam muito nelas.
A jogabilidade melhorou bastante em relação ao anterior, adicionando o sistema de parceiros e como alguns do ataques especiais funcionam, mas ainda mantêm a base já conhecida de equipamentos pra criar combos de efeitos que facilitam bastante a sua vida.
No geral, se você já gosta da franquia ou é fã de metroidvanias, esse é um excelente jogo para aproveitar uma boa exploração, bem mais profunda do que o anterior, que se não usar ajuda, dura bem umas 10~12h pra encontrar tudo durante a sua primeira partida.

