Opiniões pessoais e polêmicas abaixo!


Profetas do apocalipse preveem um novo crash na indústria de games faz muito tempo.
Online Pass, DLC’s inclusos em disco, microtransações e tantos outros já foram motivos para ameaçar o mercado como um todo, colocando jogadores em estado de alerta para a ruína dos games.

Particularmente, nunca fui um adepto dessas “profecias”.
Mas confesso que o futuro dos jogos me assusta, pela primeira vez. Ao menos no campo dos AAA’s (os famosos títulos triple A).

Decisões estúpidas e gananciosas de acionistas e diretores nos últimos tempos trouxeram de volta um gosto ruim à boca que não sentíamos em muito tempo.
Helldivers 2, sucesso no PlayStation e PC, subitamente foi removido de centenas de países que não possuem a PlayStation Network oficialmente.

Boa jogada Sony….


Aqueles jogadores que estavam se divertindo e batendo consecutivos recordes na primeira grande investida da Sony no mercado de PC, tiveram sua diversão e progresso impedidos por uma decisão controversa, para dizer o mínimo.

Atrelar contas da PSN aos jogos de PC, com que objetivo? Inflar os dados da PSN?
Uma decisão bastante estúpida por parte da Sony, que impactou negativamente seu abrupto sucesso com o título em lançamento simultâneo.
Mas eles pararam por aí, não?

É claro que não!
Agora todos os títulos de PlayStation chegando ao Steam PRECISAM de uma conta da PSN atrelada, sendo que jogos como Ghost Of Tsushima e God Of War Ragnarok sequer estão listados em países que não possuem o sistema online da Sony…
E adivinha só? São 118 países!

Um tiro no pé tão grande por parte da Sony só poderia beneficiar a Microsoft, mas ela não quis ficar para trás e acabou fechando quatro estúdios de uma tacada só: Arkane Austin, Alpha Dog Games, Roundhouse Games e, inacreditavelmente, Tango Gameworks, o estúdio responsável pelo aclamado Hi-Fi Rush…

A ironia do controle pegando fogo na semana de fechamento dos estúdios


No espaço de uma semana, as duas grandes fabricantes de consoles entraram em uma disputa por ideias tortas, trazendo preocupação e temor pelo futuro do mercado.
Mas a EA (ah, sempre a EA!), sugeriu novamente comerciais dentro dos jogos.

É claro, apenas os AAA se veem ameaçados nessa situação.
Os indies, diga-se de passagem, vão muito bem e sustentam uma geração com raríssimos exclusivos de grande porte e que vê ressurgir timidamente os jogos de médio port.

Então tivemos a Summer Game Fest... e meus amigos, eu fiquei decepcionado!
Nem tudo é tragédia, obviamente, eu fiquei até empolgado com 4 ou 5 títulos anunciados, mas novamente aquele sentimento de que 2024 é um ano praticamente morto de grandes lançamentos e mesmo 2025 irá sofrer com a escassez.

Eu não estou impressionado, Geoff! MELHORE!!!


Considerando as quatro conferências (sim, estou incluindo o State Of Play da Sony), a melhor conferência foi, sem sombra de dúvidas, a da Microsoft.
Suscinta e com uma série de nomes, incluindo franquias antigas e novas IP’s, Phil Spencer não perdeu tempo discursando no palco e deu espaço há uma grande quantidade de trailers.

O problema, e aqui pode ser meu pessimismo falando mais alto, é que mesmo a conferência da Microsoft se mostrou morna… e ela foi a melhor do evento!

O State Of Play foi um show de jogos como serviço e/ou hero shooters.
Astro Bot foi o único título memorável da conferência, seguido por Lego Horizon Adventures (apesar do escopo menor ter me desanimado um tanto).
A apresentação com uma longa CG de Concord, seguido pelo gameplay do título logo após, foi sofrível, com um ar de clone de Overwatch atrasado pra festa.
O restante do show mostrou uma série de títulos já anunciados, incluindo Phantom Blade Zero e
Where Winds Meet
(nome ruim e que precisa ser mudado), em versões de trailers inferiores aos já exibidos no ano anterior.

Ó grande Astro Bot, salve-nos da mediocridade!


A Summer Game Fest em si foi uma série de títulos duvidosos e trailers com muita CG, dos quais eu sinceramente só me recordo de Mighty Morphin Power Rangers: Rita’s Rewind e Killer Bean, os dois únicos que realmente me interessaram.

Já o Xbox Show Case revelou o trailer (scriptado) de Doom: The Dark Ages, South Of Midnight, uma nova roupagem de Perfect Dark e Gears Of War: E-Day (prequel que, com uma cutscene, empolgou mais que a segunda “trilogia” da franquia).

Parece medieval? Não… mas ainda é Doom!


State Of Decay 3 ressurgiu após muito tempo, com um trailer fraco e sem sal, junto de Indiana Jones and the Great Circle (que parece sem peso nos combates e ainda não me convenceu, mas espero estar errado), Avowed (que continua como uma grande incógnita para mim), Dragon Age: The Veilguard com um curioso trailer colorido e “animado” demais para a franquia, além de um trailer com um gameplay MUITO travado de Stalker 2.

Por último, Ubisoft Forward que… eu não acho que deveria continuar tendo shows próprios.
A quantidade de DLC’s anunciados superou em muito os títulos, embora confesse que Assassin’s Creed Shadows tenha me empolgado com o gameplay.

Estou depositando minhas (poucas) fichas aqui, Ubisoft


Enfim, a lista dos jogos dos eventos é certamente algo bem pessoal, mas eu não consigo mais suportar jogos souls-like. É sério, a indústria já está saturando com tantos títulos no estilo.

Passada a sessão desabafo, é notável perceber como PS5 e Xbox Series S e X carecem de mais títulos grandes, que explorem o potencial de seus hardwares, algo que parece cada vez menos provável de ocorrer.
Os indies, enquanto isso, continuam a nos surpreender cada vez mais com sua inventividade.
É, talvez desta feita os profetas não estejam errados… (ou eu só esteja ficando velho e rabugento!)

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