Review / Tutorial: Drainus

Ola, aqui é o Pena e hoje vamos com um shoot’em up que tem umas mecânicas bem interessantes, o Drainus.

O jogo foi produzido pela Team Ladybug, responsável pelo jogo Record of Lodoss War: Deedlit in Wonder Labyrinth e Touhou Luna Nights, enquanto a publicação dele ficou por conta da Playism, da qual já fizemos o review do Mighty Goose e do Giraffe And Annika.

Review feito em base da versão para PC. Código cedido pela Playism

Titulo: Drainus
Produtora: Team Ladybug
Distribuidora: Playism / Why so Serious inc.
Gênero: Shoot’em Up
Plataformas: PC (Steam)
Mídia: Digital
Textos: Inglês, Japonês e Chinês Simplificado

História

No planeta Halpax entramos no controle do protótipo roubado da nave Drainus, a nova tecnologia do Império Kharlal. No controle dela temos Irina, uma escrava do Império nesse planeta que precisa levar o seu pai devolva para o planeta natal dele para curar a sua doença enquanto continua a revolta contra o Império.

A história tem um início simples e direto, coisa mais do que normal do gênero, mas conforme avança na campanha, temos um desenvolvimento interessante envolvendo Layla, irmã da Irina que está trabalhando para o Império, e Gehnie, um humanoide que veio do futuro para parar o avanço do Império.

Gráficos

Esse close da nave ficou muito boa

O jogo traz gráficos no geral usando pixel art, coisa que já vimos em outros jogos da empresa, todos com bastante detalhes e variedade nos cenários e inimigos que encontramos na campanha, isso também contando com os avatares dos personagens nas partes de conversas.

Durante toda a campanha vemos que capricharam nos detalhes, mesmo que as vezes não dê pra reparar tanto por causa da quantidade de tiros que temos na tela.

Áudio

Apesar de não usarem especificamente chip-tunes, as musicas e efeitos do jogo pendem mais pra esses lado, com um estilo mais eletrônico, mantendo bem o clima do jogo durante toda a campanha, sendo que as musicas de chefes são muito boas.
A trilha sonora é composta por Peposoft, que trabalhou nos jogos NEEDY GIRL OVERDOSE, Record of Lodoss War-Deedlit in Wonder Labyrinth- e Touhou Luna Nights.

Infelizmente não temos dublagem no jogo, mas isso não atrapalha a diversão do jogo, só deixo isso avisado pra aqueles que realmente fazem questão disso.

Também encontrei a OST do jogo no Youtube, então você pode curtir ela enquanto termina de ler o review.

Jogabilidade

O jogo tem slots de save, dando pra voltar a partida de onde parou, assim não precisa fazer tudo numa tacada só. Ao iniciar uma nova partida também podemos decidir a dificuldade, escolha a que preferir (o review foi feito no “NORMAL”)

Menu

Geralmente num shump eu já inicio pela ação, mas esse jogo tem um menu bastante importante, então vamos por partes.

Logo de início temos todos os equipamentos da nave. Isso mesmo, não leu errado, nesse jogo equipamos os power ups comprados e customizamos ela conforme desejamos, como funciona a ativação deles eu explico durante a parte da ação, mas o importante é saber sobre os diversos tipos de power ups:

  • Shot: Esses são as melhorias para o tiro básico, tendo uma variedade bem grande de estilo;
  • Mine: Esses são os tiros de suporte, que variam entre misseis e bombas;
  • Stabilizer: Esses são os suportes para tiro traseiro, podendo acertar os inimigos atrás da nave;
  • Bit: Esses equipam bits de suporte com ações diferentes, podendo ter até 4 deles ao mesmo tempo;
  • EX: Esses são suportes extras pra a nave, aumentando alguma característica;
  • Shield: Equipa um escudo protetor que varia dependendo do tipo, tem um slot especifico pra ele;
  • S-Bomb: Altera o tiro das bombas especiais, também tem um slot especial pra ele;
  • Other: Ative melhorias passivas da nave, não necessita equipar, ao comprar já ativa;

Na área “Enhance Function” é aonde compramos as melhorias da nave. Cada melhoria tem um valor diferente, necessitando o uso dos Tanques de Energia (Energy Tank) que são carregados durante os combates.

Durante as missões você encontra uns discos com gravações, você pode assisti-las no “Recorder List“. Enquanto não são obrigatórios, ajudam bastante a entender a história, vale a pena assisti-los.

Também é possível retornar a qualquer estágio já completado pelo “Redo Stage“, assim podendo acumular mais Tanques de Energia pra comprar as melhorias da nave.

Campanha

A jogabilidade básica do jogo é a mesma que conhecemos dos shumps, precisando destruir as hordas de inimigos que aparecem enquanto fugimos dos tiros, que não são poucos.

Mas aqui que temos um dos pontos interessantes do jogo. A nave vem equipada com um escudo protetor que ABSORVE os tiros inimigos, mas apenas os de energia, qualquer tiro físico (marcados em vermelho) ou contato físico com os inimigos ele não consegue proteger.

Mas o escudo não é usado somente pra defesa, conforme absorve essa energia, ele carrega o refletor e assim que você soltar o botão, toda a energia acumulada é disparada contra os inimigos da tela. Só tome cuidado que o escudo tem um tempo limite de ativação, marcado no “Guard“. Absorver tiros ou pegar cristais que os inimigos deixam quando são derrotados são o que carregam os Tanques de Energia usado para melhorar a nave.

Os inimigos vermelhos derrubam também os ativadores dos power-ups que funciona dessa maneira:

  • Cada ativador liga um nível de power-up da sua nave, seguindo a sequencia equipada no menu;
  • Caso tenha 2 power-ups do mesmo tipo (por exemplo, 2 tiros) equipados, somente um deles fica ativado, sendo que estiver equipado mais pra frente da sequencia (Ex: Se tiver equipado no nícel 1 e nível 3, quando ativar o 3º nível, o de 1º nível fica desativado);
  • Caso tenha um escudo equipado, ele só é ativado depois de ativar todos os outros power-ups forem ativados;
  • Receber um ataque faz com que a nave desative um power up e caso não tenha mais nenhum ativado e receba outro dano, perde uma vida (perdendo todas da Game-Over, precisando retornar do ultimo check-point).

O escudo também carrega os S-Bombs, que são tiros especiais bem fortes que causam um dano absurdo dependendo do seu uso. Cada tiro dele consome um bloco de energia do “S-Bombs“, que são carregados aos poucos conforme absorve os tiros inimigos, então já está mais que na cara que você precisa se colocar no risco pra ter uma boa vantagem nesse jogo.

No final de cada estágio temos uma contagem de pontuação adquirida nele. Se você não recebe dano, aumenta o multiplicador de pontos e ao chegar a certas pontuações recebe uma vida.

Extras

Quando você finaliza pela primeira vez o jogo, ele automaticamente te leva para o novo modo, sendo uma sequencia dos estágios anteriores com uma dificuldade maior. Não vou entrar em detalhes aqui pra não dar spoilers da história (sim, realmente temos uma história interessante num jogo de nave hahaha).

Depois que você finaliza o novo modo (que é no mesmo slot do seu save normal), libera dois novos extras:

  • Dificuldade “Ridícula”: Aqui, além de ser mais difícil que o “Difícil“, você morre com apenas 1 tiro, independente de quantos power-ups tiver;
  • Modo Arcade: Aqui entra num modo que segue mais o estilo dos jogos básicos do gênero.

No modo Arcade temos 3 seleções de dificuldade diferente e, enquanto é possível melhorar a nave durante o estágio, você só pode fazer isso SOMENTE UMA VEZ e após terminar o estágio tem um tempo pra configurar tudo que você quer, é um modo bem complicado.

Conquistas

Se eu consegui fazer os 100%, pode acreditar que não é complicado haahahha

As conquistas podem ser feitas em qualquer dificuldade, então mesmo que você não esteja tão acostumado com o gênero, consegue completar ela sem tanta dificuldade, só precisa focar um pouco em re-jogar os estágios algumas vezes pra conseguir tudo. Entre os mais trabalhosos temos:

ConquistaDescrição
Function Enhancement CompleteComprar todas as melhorias da nave
Recorder CompleteEncontrar todos os Recorder

Conclusão

Drainus traz um jogo de shoot’em up puxado pros “bullet hell” bem interessante de jogar, com bastante ação e com uma pitada de RPG nele.

Os gráficos que no geral são em pixel art são bem feitos, tanto a nave principal como os inimigos tem uns designs interessantes além de vários detalhes neles e nos cenários.

As musicas são ais puxadas pro eletrônico e mantém bem o clima e variedade durante toda a campanha, além de claro umas musicas muito boas pros chefes.

A jogabilidade inicial não foge muito dos shumps normais, com os power ups básicos e tiros por toda a tela dos “bullet hell”, mas a mecânica de melhoria da naves no meio do estágio e a possibilidade de customização dela conforme o jogador preferir é algo que chama bastante a atenção e tem uma aproximação diferente do geral, valendo bem a pena a partida.

No geral, se você gosta dos “jogos de navinha” ou dos jogos da Team Ladybug, esse é uma excelente pedida pra passar algumas horas jogando, sendo que até a história, que geralmente não tem muito brilho nesse gênero, tem uns pontos bem interessantes, mas isso eu não vou entrar em detalhes pra não estragar as surpresas dele.