
Fala pessoal, aqui é o Pena e hoje trago Gal Guardians: Demon Purge, que é um metroidvania num estilo mais antigo cheio de ação e perversão.
O jogo foi produzido pela Inti Creates, responsável por toda a franquia Gunvolt e pelo remake da franquia Blaster Master (todos os reviews que fizemos deles você encontra aqui), enquanto a publicação ficou a cargo da PQube, responsável por jogos como The Bridge Curse 2: The Extrication e Knight VS Giant – The Broken Excalibur (todos os reviews que fizemos deles você encontra aqui).

Código cedido pela PQube
Titulo: Gal Guardians: Demon Purge
Produtora: Inti Creates
Distribuidora: Inti Create e PQUBE
Gênero: Ação / Plataforma / metroidvania
Plataformas: PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox One, Xbox Series X & S e PC (Steam e GOG)
Mídia: Digital e Física
Textos: Português, Inglês, Espanhol, Francês, Italiano, Alemão, Japonês, Coreano, Chinês Tradicional e Simplificado.
Dublagem: Japonês
Acertar o link para o do gal guardian
História

Aqui acompanhamos Shinobu e Maya, duas estudantes “quase normais”, que fora dos dias na escola trabalham na caça contra demônios que invadem o nosso mundo. Logo no começo elas retornam para a escola depois de uma longa missão, esperando passar um dia normal, mas claro que não é isso que ocorre.

A escola é transformada num castelo demoníaco, com uma aura maligna fluindo dele. É a partir dai que as irmãs Kamizono nessa nova missão que trará não só terror, uma boa pitada de perversão na campanha.
Enquanto a história foge bem da base dos jogos da franquia, ela é bem vinculada com
Personagens

Shinobu Kamizono
A irmã mais velha da dupla, mais impulsiva e especialista em armas de fogo, dando cobertura para a Maya durante missões do seu clã.
Maya Kamizono
A irmã mais nova da dupla, introvertida e que segue o estilo místico do clã usando talismãs mágicos e outras ferramentas, sendo a linha de frente nos combates.

Gráficos

Seguindo o padrão da maioria dos jogos da empresa (principalmente os de aventura), os gráficos são em pixel art durante a campanha, com uma boa variação de cenários e inimigos, além de bastante ataques com especiais bem feitos, o que agrada bastante quem curte esse tipo de arte.

Em alguns pontos da história temos as artes em CG para exemplificar melhor a situação (e geralmente para adicionar um ponto extra para o ecchi da série), mas não precisa se preocupar, não mostra nada demais durante o jogo (mas mesmo assim, não jogue perto dos pais hahahah).
Áudio

As musicas do jogo são muito boas, segurando bem o clima sombrio dos cenários e ajudando bastante nos momentos mais cômicos das conversas, valendo a pena escuta-las depois da partida pra quem gosta a esse ponto das OSTs.
Não encontrei a OST no Spotify, então segue uma playlist do Youtube pra você curtir enquanto termina de ler o review.
O jogo tem dublagem em inglês e japonês e pra aqueles que preferem a versão asiática das vozes, temos um bom time no jogo, entre eles:
- Emi Uema: Dubladora da Shinobu, faz a Pai na série Omega Labyrinth e e a Chiharu no Idol Death Game TV;
- Chinami Hashimoto: Dubladora da Maya, faz a Chiyo no Prison School e a Fine Motion do Uma Musume: Pretty Derby;
- Aya Fujita: Dubladora da Kurona, faz a Mana no A Corpse is Buried Under Sakurako’s Feet e o Blitz do Card-en-Ciel.
Jogabilidade

Antes de iniciar a partida, você pode escolher a dificuldade de que você prefere, mas não precisa se preocupar muito com isso, por que é possível troca-la caso não consiga avançar ou ache que está muito fácil.

Esse é um jogo de plataforma com os sistemas mais antigos dos metroidvanias antes da era do Super Metroid e Castlevania: Symphony of the Night, dividindo a exploração por estágios (o que lembra muito a jogabilidade do Bloodstained.
A seleção de estágios só fica disponível no final de cara área e apenas as que você já finalizou, mas pelo menos depois disso, fica livre a movimentação entre elas.

O menu de pausa do jogo é apenas para analise de golpes e itens encontrados na campanha, ajuda a entender algumas mecânicas, facilitando a vida do jogador.

Durante a partida você tem livre acesso a ambas personagens, trocando entre elas a qualquer momento, podendo se adaptar as diversas situações de cada estágio.
Caso tenha mais um jogador, cada um contra uma delas diretamente ao mesmo momento na partida, dando uma diversão extra pra aqueles que gostam de jogar com mais gente junto.

Cada uma das irmãs tem uma jogabilidade bem diferente. Shinobu usa metralhadoras como ataque normal, que mesmo causando pouco dano, o longo alcance compensa bastante esse ponto. Enquanto tem uma contagem de balas, a recarga é infinita, não precisando se preocupar em economia de tiros.


Além da arma principal, Shinobu consegue outros armamentos, como granadas e até mesmo um lança-mísseis pra ajudar na sua caçada contra os demônios.

Já Maya tem total foco nos ataques a curta distancia, mas são bem mais poderosos, o que vale muito a pena usa-la com frequência durante a exploração.


As armas secundárias dela são focadas no suporte e auxiliar no fato dela ter um curto alcance nos ataques.

Pra ambas as irmãs, suas armas secundárias não são utilizadas apenas no combate, sendo essenciais no avanço da campanha como desbloquear novos caminhos nos estágios, o que aumenta bastante o fator de exploração do jogo.
Lembrando que as armas secundárias gastam pontos que necessitam ser recarregados durante a exploração, seja destruindo candelabros e pegando os seus conteúdos ou de alguns inimigos.

Ao longo da campanha você começa a encontrar as estudantes que estão pressas no colégio após a transformação para o castelo, além que depois disso precisara encontrar uns “extras” relacionados a elas, mas deixa pra depois esse comentário.

Claro que também encontramos outros itens para melhorar as habilidades das irmãs, tanto pra aumentar a vida delas como das armas principais e secundárias. Mesmo não tendo um mapa direto pra auxiliar na exploração fora o que é mostrado na seleção de estágios, temos um rastreador que mostra uma direção aproximada dos itens e garotas não encontradas, mas realmente achar o caminho certo fica a cargo do jogador descobrir o caminho correto.

Conforme enfrentam os inimigos e coletam orgulho, uma barra especial carrega e ao chegar no máximo, é possível utilizar um especial combinado que causa um enorme dano nos inimigos.

Enquanto algumas coisas, como carga das armas secundárias são divididas entre as garotas, cada uma delas tem HP individual, dai caso uma delas fique sem energia ou caia num buraco, a outra pode revive-la. Mas caso a outra garota também morra, perde uma vida.
Extras

Depois de fechar o jogo, uma nova dificuldade é liberada, além do Boss Rush. Aqui podemos escolher a dificuldade pra enfrentar esse desafio, o que vai forçar bastante a memória e habilidade dos jogadores.
Conquistas

O jogo não é muito complicado, ainda mais por causa da possibilidade da troca de dificuldade, mas como todo jogo que tem mecânicas de metroidvania, fazer todas as conquistas requer uma exploração bem profunda de todos os estágios e realizar algumas atividades extras. Entre os mais trabalhosos temos:
| Conquista | Descrição |
| Legendary Hunter | Finalizar o Boss Rush na dificuldade Legendary Hunter |
| Master of Panties | Encontrar a calcinha de todas as garotas |
| GGDP | Fazer o final alternativo |
Conclusão


No geral, Gal Guardian: Demon Purge traz um divertido e pervertido jogo de plataforma com uma boa ação e exploração.
Os gráficos em em pixel art durante a partida são bem feitos e com bastante efeitos especiais diferentes, além de uma boa movimentação dos personagens e inimigos, agradando bastante que curte esse tipo de arte.
As musicas combinam bastante com os cenários e cituações da história, principalmente nos momentos mais cômicos, mantendo bem o clima durante toda a campanha.
A jogabilidade é o mais básico dos jogos de plataforma com uma certa “pitada” de metroidvania, seguindo o estilo mais antigo dividido por estágios, com vários caminhos e necessitando retornar a essas áreas varias vezes para encontrar tudo disponivel conforme pega as habilidades das meninas, tendo o problema da falta de mapa durante os estágios, o que atrapalha bastante no começo.
A história é bem divertida, com bastante situações constrangedoras para as garotas durante toda a campanha, nada muito pesado, mas que deixa bem explicito as piadas sacanas, algo que pra aqueles que não curtem isso, podem ficar bem incomodados, principalmente do meio do jogo pra frente.
Se você gosta de jogos de plataforma com uma boa ação e não se importa com o “ecchi” durante o jogo, esse é uma boa pedida pra curtir um tempo e rir bastante durante



