Review / Tutorial: Momodora: Reverie Under the Moonlight

Ola, aqui é o Pena e hoje vamos com um metroidvania que puxa o estilo dos retro dos jogos antigos com o Momodora: Reverie Under the Moonlight.

O jogo foi produzido pela Bombservice, que além de produzir os jogos da franquia também produziu o jogo Minoria (review dele você encontra aqui), enquanto a publicação ficou a cargo da Playism, que também já trabalhou com os jogos Drainus e Legal Dungeon (todos os reviews deles você encontra aqui).

Review feito em base da versão para PS4. Código cedido pela Playism

Titulo: Momodora: Reverie Under the Moonlight
Produtora: Bombservice
Distribuidora: Playism
Gênero: Metroidvania / Plataforma
Plataformas: PlayStation 4, Nintendo Switch, Xbox One e PC (Steam e GOG)
Mídia: Digital
Textos: Português, Inglês, Francês, Espanhol, Alemão, Italiano, Russo, Dinamarquês, Japonês, Coreano e Chinês Simplificado

História

Aqui acompanhamos Kaho, uma sacerdotisa que veio para essa região para acabar com a maldição que está se alastrando e chegou até a sua vila, isso usando uma folha sagrada pra enfrentar os diversos monstros que assombram os restos da cidade real.

A história do jogo é bem simples e direta e sem muitas revelações, mas segura bem para termos uma história de fundo que funcione bem para a exploração do mundo.

Apesar de ser o 4º jogo da série Momodora, mas os ocorridos aqui são anteriores aos outros jogos da série, então mesmo que você não conhece a franquia a fundo, consegue curtir ele sem perder grandes pedaços da história.

Gráficos

O jogo usa gráficos em pixel art, um pouco mais simples e com formato de tela do estilo mais antigo, dando uma maior sensação dos jogos mais da era dos 16bits.

Mesmo com o estilo mais simples, ele tem uma variedade razoável de cenários e inimigos, dando pra aproveitar bem o estilo pra quem curte os jogos de pixel art.

Áudio

As musicas gerais são mais ambientes para manter o mistério das regiões tomadas pela maldição, trazendo musicas mais agitadas durante as batalhas contra os chefes, sendo elas bem gostosas de escutar.

Não temos dublagem no jogo, não é algo que vai atrapalhar a diversão, mas é sempre bom avisar pra aqueles que fazem questão disso nos jogos.

Como eu achei a OST dele no Youtube, segue ela pra você curtir enquanto termina de ler o review.

Jogabilidade

O jogo tem seleção de dificuldade, podendo adaptar a partida conforme a habilidade e preferencia de desafio do jogador, só não é possível altera-la posteriormente durante a campanha.

Enquanto esse jogo não tem sistema de evolução por níveis, é possível equipar acessórios com técnicas passivas, que variam entre suporte nos combates e exploração, além de itens de cura e ataque, podendo realizar diversos combos com eles.

Como todo bom metroidvania, temos um mapa que completa conforme você explora as regiões do jogo, mas ele é bem simples, mostrando apenas os pontos de save.

Para ataques temos o ataque com a folha sagrada para curto alcance e arco e flecha para longo alcance. O ataque com a flecha pode ser carregada para causar mais dano, aumentando a quantidade e velocidade de carga conforme avança na campanha.

Claro que também conseguimos técnicas extras para alcançar pontos que antes não conseguiríamos, como o dash aéreo e até mesmo a transformação em gato

Claro que também conseguimos técnicas extras para alcançar pontos que antes não conseguiríamos, como o dash aéreo e até mesmo a transformação em gato

Também tem o uso de itens variados durante a exploração, podendo deixar equipado até 3 ao mesmo tempo, mas é possível troca-los a qualquer momento da campanha.

Em vários pontos encontramos NPCs que vendem itens e equipamentos, precisando das orbes que os inimigos deixam cair ao derrota-los.

Qualquer ponto que tenha interação aparece a mensagem pra facilitar o uso dos mesmos, apesar que as vezes pode ser que você ainda não tenha o item necessário.

Esses sinos servem tanto como save point, salvando o jogo e recarregando a vida e o uso dos itens, como também como viajem rápida depois que é liberada a opção.

Extra

Ao finalizar o jogo no Hard, libera a dificuldade “Insane”, que praticamente torna a partida num “1 hit kill”, já que a vida inicial da Kaho é extremamente baixa.

Também ao finalizar tem a opção de seguir direto para o New Game +, aumentando bem o dano que os inimigos causam e alguns padrões de ataques mudam.

Conquistas

Os 100% dele eu fiz faz tempo já 😛

A lista de conquistas dele é bem curta, tendo apenas 10 desafios, mas não é por que é pequena que é fácil, já que precisa conhecer bem o jogo pra conseguir certos desafios. Entre os mais trabalhosos temos:

ConquistaDescrição
Don’t even try this.Finalizar na dificuldade “Insane”
ImperishableFinalizar sem morrer uma única vez.
PacifistFinalizar o jogo sem matar nenhum inimigo comum.
Bug CollectorEncontrar todos os insetos e entregar para a coelha.

Conclusão

Momodora: Reverie Under the Moonlight traz um metroidvania simples mas bem gostoso de jogar, com uma boa exploração e desafio pra aqueles que curtem combates que necessitam bastante reflexo.

Os gráficos são em pixel art, um pouco mais simples e com a resolução no formato quadrado mais antigos, mas ainda agradam bastante pela variedade de inimigos e cenários.

As musicas variam bastante, indo de mais baixas e misteriosas durante a exploração das áreas para umas mais agitadas durante as batalhas contra os chefes.

A jogabilidade dele, enquanto não tem um sistema de levels, é possivel equipar acessórios, assim como itens de cura e ataque, podendo criar combos entre eles que facilitam a exploração do jogo.

Único detalhe que pode incomodar um pouco é que o jogo é relativamente curto, sendo possível finaliza-lo em 4 horas sem o uso de guias ou até 2 horas depois que está acostumado com o mapa.

No geral, se você curte metroidvanias e pixel art, esse é um bom jogo pra curtir a exploração e combates enquanto aprecia o cenário e inimigos da campanha. Agora é aguardar o próximo jogo da franquia sair.