Review / Tutorial: Yomawari: Lost in the Dark

Os protagonistas do jogo

Ola, aqui é o Pena e aproveitando que hoje é Halloween, to roubando a cena do @thiagomusashi , claro que vamos com um jogo de terror que foge um pouco dos padrões normais com o Yomawari: Lost in the Dark.

Ele é produzido e publicado pela Nippon Ichi Software ou como NIS America / Europa aqui no ocidente. Ela é responsável por diversos jogos publicados nesse lado do globo. Dentre os publicados deles temos Legend of Heroes: Trails from Zero, Yurukill: The Calumniation Games e Caligula Effect 2. Todos os review feitos deles você encontra aqui.

Esse é o terceiro jogo da franquia Yomawari, mas não precisa ter jogado os anteriores pra entender o jogo, já que eles não são conectados (pelo menos não até o momento) e também faz parte da linha “kuwai / kawaii” da NIS, que numa tradução livre seria algo como “bonitinho assustador” (é um trocadilho com as 2 palavras que tem sons parecidos). Essa linha começou com o HTOL#NIQ e continua forte, tem um apanhado de quase todos no post do Void Terranium e o The Cruel King and The Great Hero também faz parte dele.

Review feito em base da versão para PS4. Código cedido pela NIS Europa.
Review feito em base da versão para PS4. Código cedido pela NIS Europa.

Titulo: Yomawari: Lost in the Dark
Produtora: Nippon Ichi Software
Distribuidora: NIS America / Europa
Gênero: Survivor Horror
Plataformas: PlayStation 4, Nintendo Switch e PC (Steam)
Mídia: Físico e Digital
Textos: Inglês, Japonês, Coreano, Chinês Tradicional e Simplificado.

História

Depois de certos eventos, Yuzu se encontra numa floresta misteriosa e ali descobre que foi amaldiçoada, fazendo com que ela perca as memórias aos poucos.

Jogo de terror japonês sem essas bonecas não existe XD

Agora ela precisa recobrar as suas memórias até o nascer do Sol pra não sucumbir a essa maldição, precisando vasculhar todos os cantos da cidade, sendo que de noite é um local cheio de espíritos vagando na região.

A base não foge do que vemos em jogos de terror sobrenatural, mas a mistura de estilos e como a história se desenvolve é bem interessante, só não entro em mais detalhes pra não estragar as surpresas.

Gráficos

Seguindo a linha dos jogos anteriores, temos gráficos em 2D que puxam mais para o estilo “bonitinho” (o termo japonês é “kawaii“), trazendo gráficos mais infantis no seu geral, bem coloridos e temas infantis.

Mas não se engane com a cara bonitinha dele, por que também diversos pontos grotescos para manter o verdadeiro clima de horror da campanha, dando um enorme contraste nos estilos.

Áudio

A parte sonora segue o padrão que conhecemos nos jogos de terror, quase não temos musicas, mantendo mais um clima sombrio cheio de efeitos sonoros como ventos e gritos, algo que fica mais imersivo caso siga as recomendações e jogue usando fone de ouvido.

O jogo não tem dublagem no geral, mas uma vez ou outra temos umas falas rápidas em japonês para ajudar no clima macabro do jogo. Vou deixar o tema de abertura dele pra curtir um pouco.

Jogabilidade

Antes mesmo de iniciar a campanha o jogo pede pra realizar algumas configurações, como acerto de áudio e calibrar o sensor de movimento do controle para aumentar a imersão da partida, como também recomenda usar fones de ouvido, já que nesse jogo você depende bastante dos sons.

Também podemos customizar a aparência e o nome da protagonista (eu deixei o padrão “Yuzu”), isso não afeta diretamente a partida, é mais pra quem gosta dessa parte nos jogos.

Menu

O menu do jogo é simples, parecendo que foi feito por crianças, dando um extra pro clima dele. Na parte principal já temos o mapa completa conforme você explora a cidade e marca os pontos importantes (no estilo mais infantil possível hahaha).

A lista de itens geralmente é apenas para conferir a enorme lista de coisas que você encontra na campanha e ler as informações sobre eles, mas as vezes ela abre automaticamente com alguma interação do jogo para usar uns dos itens da lista.

Na área de “To-Do” mostra todas as missões abertas do jogo, com as indicações gerais do que precisa fazer para avançar, mas são bem gerais mesmo, para deixar o jogador perdido só com vagas referências.

Casa

Um dos poucos pontos seguros do jogo, aqui você acumula alguns itens encontrados na campanha que decoram o seu quarto. Também é possível alterar a aparência da Yuzu aqui.

Um ponto importante é o caderno, que mostra todos os itens importantes encontrados que te dão dicas de aonde estão as memórias perdidas da Yuzu.

Sobrevivendo

O clássico dos passos de sangue não podia faltar XD

A exploração do jogo tem uma visualização geral por cima, aonde encontramos os mais diversos tipos de espíritos. Vale já comentar um ponto importante aqui, Yuzu é apenas uma garotinha, não tendo como enfrentar diretamente os espíritos (nada de cameras milagrosas aqui) e os monstros também não são bonzinhos, matando ela com apenas um acerto.

Pra evitar os espíritos você pode correr ou anda na ponta do pé pra evitar que eles te escutem (aqui som e luzes chamam bastante a atenção). Caso corra, a barra de estamina é consumida bem mais rápido quando está na presença dos espíritos.

Diferente dos dois jogos anteriores, aonde tínhamos pontos no cenário para nos escondermos, agora precisamos tampar os olhos para evitar o contato visual com os espíritos, sendo que fazendo isso a maioria (não todos) dos espíritos param de seguir a Yuzu depois que o efeito ativa. Enquanto estiver com os olhos tampados, o movimento dela é bem lento, mas não é por que eles não te vem que você está a salvo, caso toquem em você (os espíritos ficam marcados com uma luz vermelha na tela), eles te matam do mesmo jeito.

Também temos uma lanterna que nos ajuda na exploração e revelam alguns espíritos que não são visíveis sem a luz. A maioria dos itens ou pontos que tem interação, ao entrar no campo de visão da Yuzu começam a brilhar e mostram balões de pensamento diferentes:

  • Interrogação (?): Indica que algo que tem interação está por perto;
  • Exclamação Simples (!): Local com interação para ativar alguma coisa ou ler alguma informação;
  • Exclamação Dupla(!!): Itens extremamente importantes para a campanha;
  • Estrela: Indica que o item pode ser adquirido;
  • Mão: Item necessário para algum puzzle, precisa segura-lo para carregar o item.

Também temos itens consumíveis, como pedras e avião de papel que servem pra distrair os espíritos, dando uma chance para fugir deles. Esses aparecem a informação no menu de itens, mas pra utiliza-los você precisa seleciona-los durante a ação do jogo.

O jogo é cheio de armadilhas e efeitos para atrapalhar e assustar o jogador, o que da mais impacto se tiver jogando no escuro e com fone de ouvido.

Essas estátuas Jizo são os save points do jogo, mas precisa usar uma moeda para criar um save fixo. Também é possível viajar entre as estatuas já encontradas, o que facilita bastante a exploração. Caso morra, você retorna na ultima estátua que interagiu, mas continua com todos os progressos salvos (mas não esqueça de salvar mesmo, senão perde tudo).

Pos-game

Assim que você finaliza a campanha principal, você fica livre para explorar a cidade e encontrar coisas que deixou passar, além de um pequeno conteúdo extra para fechar a história.

Conquistas

Assim como os 2 títulos anteriores, a lista de conquistas dele é um pouco extensa e com coisas meio aleatórias que dificilmente você conseguira fazer sem um guia, mas fazer essas conquistas mostram uns extras interessantes no meio da partida. Entre os mais complicados temos:

ConquistaDescrição
Someone’s MemoryEncontrar todos os itens do jogo
Flower on the RooftopEncontrar o tocador de musica
Unexplored RegionsEncontrar uma área secreta
Monster CatEncontrar o monstro gato

Conclusão

Seeya!!!

Yomawari: Lost in the Dark traz uma boa mistura entre o bonitinho e aterrorizante que pode enganar bastante aqueles que não conhecem a franquia.

Os gráficos são todos bonitinhos puxados mais pro chibi, mas mesmo com esse estilo consegue trazer um tema sombrio e aterrorizante durante toda a campanha e mostra que nem sempre o bonitinho é aquilo que parece.

O áudio do jogo segue os padrões dos jogos de terror, quase não temos musicas, mas sim o som ambiente da região, com os barulhos dos animais, gritos e rangidos e objetos conforme exploramos, o que deixa o clima sombrio perfeito para o jogo.

A jogabilidade te restringe bastante no ponto de vista que não temos como revidar a maioria das investidas dos espíritos e monstros, precisando fugir ou engana-los para sobreviver, usando mais da inteligência, já que não temos nenhuma arma eficaz contra eles.

A história geral continua macabra que nem esperamos de um jogo de terror, usando bastante do estilo de histórias de terror oriental, quem gosta desse tipo de história vai curtir bastante o desenvolvimento dela.

No geral, se você gosta de jogos de terror mas não deixa de curtir as coisas bonitinhas, aproveite que esse une os dois e de uma maneira que vai prender bem até o final da campanha. Agora é esperar o próximo jogo dessa linha.