A grande parte dos jogadores, principalmente os que jogam diversos gêneros, esperam por jogos que tenham um foco ao ponto de deixar jogar por horas em que sequer seja notável. Metroidvanias é um gênero bastante comum nesse aspecto, uma vez que graças aos backtrackings que eles possuem, eles fazem com que o jogador, em sua grande maioria, se perca no tempo devido ao interesse em testar habilidades novas e conquistadas no decorrer do avanço, ou até mesmo da trama…

Cookie Cutter é um desses metroidvanias que tem um mundo, em sua teoria, curta, porém com uma exploração rica, sendo desenvolvido pela Subcult Joint e distribuido pela Rogue Games, o jogo chamou atenção em seus primeiros trailers com uma arte com traços cartoonescos e animações fluídas…

Subcult Joint LTD

Situada na Inglaterra, na cidade de Brighton.
Desenvolvedora estreante com o título em questão.

Rogue Games (site oficial)

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Vamos então analisar e aprender o que Cookie Cutter nos traz???

Código fornecido para review pela Rogue Games, versão Playstation 5

Nome: Cookie Cutter
Gênero: Action, Adventure, Indie, Metroidvania, Platformer
Desenvolvedora: Subcult Joint LTD
Distribuidora: Rogue Games
Plataformas: Playstation 5, Xbox Series S|X, PC
Lançamento: 2023 (14 de dezembro)
Mídia: até o momento do review, apenas digital

Tela Título

História / Enredo

O vazio, a matéria, a Megaestrutura.
Um mundo distópico com um líder egomaníaco determinado a desvendar os segredos do universo. A INFONET prometeu uma utopia construída nas costas de andróides incansáveis chamados Denzels. Era mentira.

200 anos depois, o planeta está em decadência e a misteriosa Red Seed foi roubada. Raz, um mecânico renegado, procura um laboratório escondido e descobre Denzel Cherry, massacrada e deixada para morrer, agarrando-se à vida por pura vontade. Sua criadora – e o amor de sua vida, Doutora Shinji Fallon – foi levada por um doente demente e Cherry pretende fazer com que ele – e qualquer pessoa ou qualquer coisa que fique em seu caminho – pague.

Cherry entra em uma busca sangrenta por vingança enquanto ela explora a enorme megaestrutura e eviscera os exércitos da INFONET.

Gráficos

Com a arte voltada para um cartoon deformado, muito comum por sinal, temos um jogo totalmente desenhado à mão, em sua concepção. Com detalhes tridimensionais que se misturam com efeitos nos desenhos com entonação de claridade e escuridão. As animações são muito fluídas e há grandes quadros de movimentação para acompanhar a brutalidade das mortes dos inimigos e de Cherry, além de breves efeitos de tela em filtros, que irão se misturar à narrativa.
A arte dos personagens aparece também no desenvolvimento da história, e é feita pelo diretor do jogo (e também criador da Subcult), Stefano Gugliemana, Dan Liimatta e Stefano Raniollo. A concepção artística ficou por conta de Hilary Purnamasari.

Som/OST

O jogo possui pequenas dublagens em algumas cenas de narrativa, porém apenas com o idioma em inglês, no time de dublagem temos:
Cherry é dublada por Arson Alfaro, que trabalhou em Vertigo 2.
Regina é dublada por Grace Winpenny, trabalhou em Bach, The Animated Series.
Raz é dublado por Eli Harris, que trabalhou em Immortals of Aveum e Jitsu Squad.
Shinji é dublada por Nicole Boyland, sendo seu único título de trabalho encontrado, até então.
Salem é dublado por Themba Robin, no qual trabalhou na série Shadow.

Os arranjos da trilha sonora, considerando o clima punk do jogo, é focado em trance e techno, com sintetizadores e algumas músicas em riffs de guitarra pesados e rock trance.
Sendo composta por Nicola Campo e Luigi Sansò

Infelizmente não encontrei a trilha sonora em canais oficiais para poder mostrar pra vocês.

Jogabilidade

Apesar de ter um esquemático rico em funções, usando todos os botões, o esquemático é confortável e bem responsivo para o combate em alto ritmo que o jogo pede, digo isso porque haverão momentos que Cherry enfrentará muitos inimigos ao mesmo tempo, sem considerar o fato de que os inimigos poderão perseguir ela no decorrer das áreas de mesma tela…

Além disso, o esquemático também é totalmente personalizável.

Sistema de Jogo

Cherry deverá percorrer as diversas áreas de Megastructure, a fim de tentar encontrar informações sobre o paradeiro de Shinji, e consequentemente ganhar novas habilidades e armas.
Ou seja, a base de todo metroidvania…

Regina, a melhor amiga de Cherry…

Logo após a introdução e a apresentação de Raz no Burger, vamos então aos primeiros passos do jogo, que será ir atrás da mochila de Raz, para que ele possa lhe ajudar com outras funções que serão explicadas no decorrer do review…

Entretanto, Regina, uma amiga de Cherry com um formato um tanto quanto peculiar, será sua companhia e também sua guia para algumas ocasiões. Regina poderá auxiliar Cherry em informações para portas que não irão abrir, atualizações do mapa e escaneamento geral das informações de objetivos e quaisquer outro fator que será identificado no mapa…

Regina também interage de forma minuciosa sempre que Cherry precisar averiguar portas, progredir na história, dando dica de como ela pode prosseguir.

Os chutes de vingança…

Os ataques de Cherry incluem combos básicos, tanto no chão, quanto no ar.
Os chamados combos básicos darão danos baixos, mas com uma frequência de ataque alta.

Os combos básicos são os mesmos, independente do progresso do jogo, Cherry sempre usará a mesma combinação básica de ataques, porém mesclando com outros golpes especiais que são feitos através do seu analógico;

Um arsenal bem variado…

Cherry, além de seus combos básicos, também pode misturar seus ataques com as armas que ela pode usar. Cada arma terá seu combo particular, limitações de golpes e possibilidades de uso no cenário. A primeira arma que Cherry tem ao seu dispor é a Gauntlet, sendo um punho de ferro capaz de mandar os Denzel’s para longe.

As armas entretanto usam o que o jogo define de void, que é a barra branca abaixo da vida de Cherry. Os combos com as armas tem um uso por hit, ou seja, se fizer um combo completo com a Gauntlet, ela irá gastar o void 3x.

Ao progredir no jogo, você irá ganhar novas armas, como a Stratoblaster.

Usar uma guitarra para batalhar… onde será que vimos antes???

Habilidades e Poderes

Como todo metroidvania que se preze, vamos encontrar novas habilidades e alguns poderes adicionais enquanto progredirmos com Cherry no mapa, habilidades e poderes que permitirão acessar áreas inalcançáveis antes.

As habilidades de combate também são encontradas nas câmaras, e você pode selecionar juntamente com as armas, usando os direcionais e .

As câmaras são identificáveis pela sua coloração, provavelmente ao ve-las você já sabe o que esperar. Entretanto, os poderes também necessitam do uso de void, e cada poder terá seu número X de uso justamente por serem poderes para ataques novos. As habilidades por outro lado, são de uso passivo e não necessitam de void, por simplesmente serem habilidades de deslocamento e movimentação.

Evidentemente, a ideia aqui não é mostrar todas as armas ou habilidades, deixando para vocês terem a experiência enquanto jogam.

Brutal, Parry e Heal…

Cherry é capaz de causar algumas brutalidades nos inimigos, e esse indicador é a barra amarela abaixo da vitalidade deles, denominada de GRIT, que nada mais é que a resistência em causar mal funcionamento e eles ficarem em condição de stagger por alguns segundos.
Alguns inimigos terão mais de 1 barra de grit para desgastar.

Porém devemos frisar que o Grit só se desgasta quando ele for extinguido, através do Parry, que é feito logo antes dos golpes brilhantes em azul acertarem Cherry.

Seja com o Parry sendo aplicado ou você deixando os inimigos em condição crítica, ou seja, pouco HP, o stagger entra em indicação por alguns segundos, dando a possibilidade de Cherry aplicar um brutal.
Brutalizar inimigos também recuperam void através das esferas de void.

A vitalidade de Cherry só pode ser recuperada através da brutalidade, coletando as esferas de cura, ou usando seu mecanismo de cura, apertando e segurando .
O Heal irá extinguir seu void.

A diferença entre manter o combate versátil, com mistura entre golpes normais, armas, habilidades e parries, incluem o sucesso para dar uma grande escala de dano, já que os golpes básicos tiram pouco dano comparado com as armas, porém elas tem animações mais pesadas e com maiores frames, tendo de saber quando aplicar cada ataque.

Componentes, Energy Cells e Materiais

Cherry pode ser equipada com o que chamamos de Components, que podem ocasionar melhorias passivas ou ativas em forma de complemento de ataques. Os componentes podem ser equipados de acordo com a quantidade de energia que eles precisam para funcionar em Cherry.

Como dito antes, os componentes terão a necessidade de energia, Cherry poderá aumentar sua capacidade de agregar energia aos componentes, e consequentemente equipar diversos componentes, ao encontrar as energy cells, encontrada em capsulas vermelhas para abrir.

Os materiais serão necessários para o upgrade dos seus equipamentos e componentes, são deixados por alguns inimigos e sinalizados no canto inferior direito da tela. Ao conseguir o número necessário de materiais, você também deverá pagar através de BITS, a moeda corrente do jogo, também adquirida por destruir objetos do cenário e os inimigos.

Pontos Destacados

O mapa irá destacar diversas informações, como objetivo de missões e progressão de história, pontos de conversa com NPC’s, coletáveis e pontos de explorações que podem exigir backtrack.
Como pontos, podemos destacar os seguintes:
NPC’s – alguns personagens serão encontrados no mapa e terão seu rosto marcado na tela, eles podem ocasionar conversas para saber mais da história, melhorias (no caso de Raz), comércio ou até mesmo subquests para Cherry completar e que irão retribuir com algum item.

Denzel Station – as estações serão responsáveis pelo fast travel do jogo em determinados pontos que encontra-los, sendo ativado simplesmente por Cherry os encontrar e passar perto deles. As estações também são usadas para equipar os componentes vistos anteriormente.

Saves – os saves são as pequenas câmaras com 2 computadores, salvam no momento que Cherry passar por eles, sendo substituindo sempre pelo próximo ponto que ela passar.

O jogo também conta com terminais que servem para descobrir mais do passado e do aprofundamento de plot. Outros pontos como passagens de backtracking e explorações também estarão presentes, mas esses deixarem para você descobrir…

Troféus / Conquistas

Mosaico aplicado para evitar spoilers…

Dificuldade: 3/10
A platina se consiste em fazer o clássico 100% do jogo, descobrir tudo do mapa, terminar o jogo, descobrir todas as armas e usar elas uma vez, descobrir todas as células de energias, descobrir algumas salas secretas, causar mortes brutais 100x, entre outras.

Entretanto, desde seu lançamento o jogo teve pequenos bugs com relação aos troféus.
A Subcult consertou alguns através de patches mas ainda há casos isolados, como o meu, onde não é possível pegar 1 energia mesmo destruindo o teto que ela se encontra escondida no mapa, como podem ver no gif abaixo.

Infelizmente tive de adiar minha platina, mas já encaminhei para o pessoal e esperarei eles aplicarem o patch de correção… 😛

Considerações Finais

Graficamente o jogo chama atenção pelos detalhes de cenários e o traço cartoonesco no design dos personagens. A fluidez das animações e os frames com relação aos brutal kills dá a imersão de realmente estarmos jogando um desenho cyberpunk de violência extrema. Os efeitos de luz com os golpes e em contraste ao traço desenhado dão um bom aspecto de apresentação, a paleta de cores inicialmente é pálida, mas alguns cenários vemos mais destaques nos ambientes e com maior presença de tonalidades.
A artwork dos personagens entretanto não tem o mesmo sincronismo enquanto falam, mas isso não tira o brilho do detalhamento citado anteriormente.

A dublagem por outro lado, apesar de parecer presente no início do jogo, depois se perde, as cenas de história inicialmente são totalmente dubladas, mas pelo menos na minha cópia, o jogo não teve mais dublagens, sendo apenas a forma escrita, independente de estarmos em cenas de narrativa ou não.
A trilha sonora por sua vez também é em sua grande parte, discreta, com poucas músicas memoráveis, apesar de termos um foco grande em techno e rock, poucas músicas são de fato presentes nas batalhas.

Os controles são bem dinâmicos na troca de ataques e combos, isso é necessário para o ritmo rápido de batalhas na grande maioria dos casos. Algumas pessoas relataram dificuldade em fazer o parry, acusando de ser quebrado, entretanto, devo frisar que a mecânica funciona de acordo com o timing dos inimigos que tem seus padrões isolados de ataque e tempo de acerto. Há sim uma dificuldade em masterizar o parry, mas não é de nenhum fato, quebrado, tanto que podemos aplicar o parry inclusive nos chefes.

A dificuldade do jogo é moderado alto, muitas vezes teremos um combate em grande número de inimigos, que terão combates em formato de arena e hordas, básico em grande parte do gênero, onde devemos destruir essas hordas para continuar a exploração. Em outros casos, os combates são mais abertos e de acordo com a exploração do cenário.

A duração é em torno da média dos metroidvanias, questão de 10 horas para terminar e explorar quase tudo que o mapa proporciona, os ambientes são isolados e ricos em pontos de save. Já os pontos de fast-travel são mais estratégicos, alguns parecem ser longe, mas conhecendo os atalhos do jogo você irá se localizar bem.

Conclusão

Apostando em um visual cartoonesco com grande dose de violência, Cookie Cutter se mostrou uma experiência agradável, sendo um daqueles jogos que você começa pra testar e perde a hora jogando, justamente pelo seu combate frenético e versátil. A diversão do jogo está em diversos aspectos como exploração, combates e referências, sim, o jogo é rico demais em referências…

Porém, alguns jogadores podem se decepcionar com a pouca variação de ambientação da megaestrutura, com sua grande parte se passando em ambientes mecânicos e áreas fechadas, pode ser que passe a impressão de mais do mesmo, mas ao explorar veremos alguns aspectos clássicos do metroidvania, como segredos, paredes e puzzles para adquirir os itens que Cherry pode melhorar. Os inimigos terão uma diversidade em padrões, mas em visuais, alguns apenas irão alternar sua paleta de cores, e terão ataques diversificados.
Em compensação, as batalhas com os chefes são as mais divertidas que joguei em metroidvanias, que é um dos pontos que sempre aguardo um ponto alto, os chefes terão pontos de HP maiores e GRIT maiores, tornando o combate versátil para a decisão de parries ou esquivas aplicadas em combates fechados para ataques com as armas e os chutes de Cherry.

Apesar de pequenas nuâncias de problemas, não podemos deixar de tirar o brilho do título, merecendo assim o selo de recomendação do site. Cookie Cutter é um excelente metroidvania com uma história com seu grau de complexidade, e um universo interessante, unificado em uma distopia cyberpunk recheada de violência e ganâncias…

Será o amor entre uma Denzel e sua cientista mais forte que a opressão do jogo???
Ajude Cherry a descobrir…

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