Sempre que vemos anúncios de coletâneas, principalmente de empresas que fizeram um legado, é um entusiasmo de reviver uma época cheia de jogos brilhantes e que talvez passem pelo pente fino da geração, e até mesmo do tempo, com perguntas do nível “será que tal jogo envelheceu bem???”

Os amantes de shmups certamente já devem conhecer a Irem Corporation, uma das pioneiras em jogos eletrônicos de diversos gêneros, sendo destacado Moon Patrol, Spelunker, R-Type entre outros. A empresa teve grande parte de seus títulos comercializados em Arcades e se mantém presente até hoje.
Entretanto, parte do pessoal que trabalhou na Irem montou a Tozai Games, que retém os direitos das franquias Lode Runner e Spelunker. Em 1997, foi criada a Irem Software Engineering, no qual absorveu o departamento de desenvolvimento da Irem Corporation e o assumiu.
Evidentemente a história da empresa tem muitos detalhes, mas não iremos focar muito na empresa em si, porém nos jogos que ela criou e no legado que se construiu, ao ponto de hoje revivermos seus jogos através de coletâneas denominadas Irem Collection.

No decorrer do ano passado, foram feitos os anúncios de pré venda para a versão física delas por intermédio da Strictly Limited, em parceria com a Inin Games / United Games Entertainment GmbH, é possível fazer pré venda de 3 dos 5 volumes prometidos.
Como os lançamentos ainda estão saindo aos poucos, provavelmente por conta de licenciamentos e outros aspectos, os outros 2 volumes ainda não temos previsões de data de lançamento. Devo frisar que o Volume 1 foi revelado em maio de 2023, enquanto o Volume 2 foi revelado em julho de 2023 e o Volume 3 em outubro de 2023.
Irem Software Engineering (site oficial em japonês))
IREM é uma empresa que oferece “interesse” aos clientes através de vídeo e entretenimento. O que o IREM valoriza é que vários talentos se unam para perseguir a fundo o que é “interessante” para os nossos clientes. Gostaríamos de lhe apresentar a “singularidade do IREM” que construímos constantemente em resposta aos tempos de mudança.
Tozai Games (site oficial em japonês)
Negócio principal:
Planejamento, produção e vendas de software de jogos e conteúdo digital para consoles de jogos domésticos, terminais de informações móveis e PCs
Aplicação, utilização, licenciamento, manutenção e gestão de direitos de propriedade intelectual relativos a conteúdos digitais
Consultoria em conteúdo digital
Evidentemente vamos lidar com o Volume 1, que foi lançado no fim do ano passado, da mesma forma que já fizemos em outras coletâneas, vamos lidar com os jogos de forma geral, porém com sutilezas específicas, como particularidades de cada jogo e aspectos técnicos de forma geral no final do review/tutorial.
Então, começamos o túnel do tempo…
Em tempo: gostaria de agradecer ao site The Arcade Flyer Archive que deixa a memória desses jogos antigos guardadas em materiais para os flyers promocionais, a fim de preservar o legado desses jogos.
Os flyers usados para o review foram graças à esse grande museu nostálgico.

Código fornecido para review pela ININ Games / United Games Label, versão Playstation 4/5
Review baseado na versão Playstation 5
Nome: Irem Collection Volume 1
Gênero: Collection, Shoot’em Up, Retro
Desenvolvedora: Irem Corporation / Irem Software Engineering / Ratalaika Games (port emulado)
Distribuidora: Inin Games / United Games Entertainment / Tozai Games (Japão)
Plataformas: Playstation 4/5, Xbox One / Series S|X, Nintendo Switch
Lançamento: 2023 (21 de novembro)
Mídia: digital e física por prints limitados
OBS: a versão Playstation possui crossbuy

Versão Física

Como dito antes, as versões físicas são feitas através de prints limitados pela Strictly Limited, porém apenas as versões Playstation 4/5 e Nintendo Switch são possíveis.
A Play-Asia também vende as versões européias pela Inin e as japonesas pela Tozai, se quiser conferir ambas, deixarei o link para vocês.


Os cálculos são feitos apenas com o valor de venda do jogo adicionado ao valor de frete para sua residência. Caso for preciso o pagamento de importações adicionais no seu serviço postal, deverá ser feito por sua total responsabilidade.
Tela Título

Seleção de Jogos

A tela de seleção de jogos incluem as versões alternativas de cada título, no caso do Volume 1, temos 3 títulos:
X-Multiply (Arcade)
Image Fight (Arcade / PC ENGINE / Nintendo Entertainment System)
Image Fight II (PC Engine CD)
Os títulos também incluem suas versões regionais, como Japonesa, Americana e Global, diferenças sutis entre elas existem, mas que não agregam um impacto monstruoso na experiência final de jogo.
X – Multiply

O jogo foi originalmente lançado no Japão em setembro de 1989, nas máquinas de arcade M-72 da Irem, havendo também uma versão com a M-81, porém sem diferenças significativas em jogo.
X-Multiply é visualmente comparável ao seu antecessor R-Type. Mais tarde o jogo teve ports para o Playstation e Saturn em 1 disco que continua junto o Image Fight, outro título dessa coleção que veremos a seguir.

O plot maravilhoso do jogo se consiste em:
Uma invasão alienígena incomum contra um planeta colônia no ano de 2249 – os próprios alienígenas são criaturas microscópicas que invadem, infectam e matam os colonos. Os cientistas implantaram o caça microscópico X-002 no corpo de uma pessoa que foi invadida pela rainha alienígena.
O sistema de jogo é simples, focado apenas em 1 botão de ataque, que é justamente o de disparar sua arma principal.

O básico de ataque é justamente isso, entretanto, os power-ups se consistem em 3 items para nave e 3 items para suporte de ataque, que virão através de um pequeno pod que os carrega.

Os items que refletem diretamente na nave são:

Speed Up – representado pelo S em vermelho, aumenta a velocidade da nave em 5 níveis.

Speed Down – representado pelo S em azul, porém invertido, diminuindo a velocidade da nave em 5, se estiver em Speed Ups ativados, ela diminuirá em 1 escala.

Bomb – a nave é capaz de atirar cápsulas de bombas, a melhoria também se baseia na quantidade de bombas e frequência.
Agora como power ups, temos um fator muito peculiar, nossa X-002 terá 2 tentáculos flexíveis que irão auxiliar nos ataques. Os tentáculos são invencíveis com relação aos projéteis dos inimigos, podendo servir também de escudo para alguns deles. O movimento dos tentáculos reflete na movimentação da sua aeronave.
Os tentáculos também sofrem variação de poder dos disparos, sendo necessário pegar o mesmo tipo para aumentar o poder.
Os tentáculos terão 3 tipos de disparos:


Homing Missiles – simbolizado pelos power ups azuis, misseis teleguiados irão em direção aos inimigos mais próximos.


Lasers – simbolizado pelos power ups vermelhos, os tentáculos e a X-002 irão disparar lasers que atravessam os inimigos.


Shadow – simbolizado pelos power ups amarelos, os tentáculos irão disparar conchas de sombra que podem percorrer 16 direções, sua nave atira o disparo normal e os tentáculos irão disparar conforme orientação que se encontram.
Com relação às mecânicas do jogo, é isso, um dos mais simples shmups que tivemos até hoje, porém com uma particularidade muito interessante que é a sincronia dos tentáculos com relação à sua aeronave.
Image Fight

Image Fight foi lançado em 1988, antes de X-Multiply, e sua rolagem é no sentido vertical, usando o mesmo hardware de arcade, a M-72. O jogo também foi portado para NES e PC Engine, Sharp X68000 e FM Towns, sendo essas 3 últimas versões exclusivas do Japão.
Na coletânea, temos a versão M-72, NES e PC Engine.
Como as versões não tem diferenças significativas, há não ser gráficas, o tutorial será focado apenas na versão arcade M-72.

Vamos ao plot, que por sinal era o mesmo encontrado no manual dos cartuchos.
Num dia fatídico de 20XX, a lua da Terra explodiu em quatro grandes fragmentos e uma infinidade de meteoros. Alienígenas de longe conseguiram destruir a base lunar do Ocidente. Um após outro, outros complexos espaciais industriais militares da humanidade foram sendo perdidos.
O que a humanidade temia aconteceu.
Dezenas de combatentes não identificados estavam na área.
Além disso, o computador principal da Lua, ainda intacto após a explosão, tinha uma estranha vegetação enrolada ao seu redor. Sendo sua marca registrada de façanhas malignas, os invasores da Galáxia Boondoggle chegaram para dominar a Terra.
Para combater essas forças do mal, os principais cientistas de todo o mundo criaram o caça “OF-1”. Pilotos de combate partem da Terra para afastar os invasores e ganhar glória eterna.
Em termos de comandos, temos 2 botões de funções, um de disparo e um de velocidade.
Sim, diferente do que estamos acostumados em ver na maioria dos jogos, a sua OF-1 tem 4 modos de velocidade, não precisando coletar power ups para aumentar sua velocidade. Entretanto, temos outras particularidades no sistema de evolução de ataque.

Os tiros básicos, da mesma forma que X-Multiply, são fixos com a nave isolada, não havendo mudanças explícitas nesse aspecto de combate. Por outro lado, temos algumas capsulas que irão aparecer na tela, e elas podem conter um considerável número de possibilidades variadas.

As possibilidades incluem 2 aspectos de ataque, o que o jogo define como Pod’s Attack’s e Parts.


Os pods irão acompanhar sua nave para disparar juntamente com ela, porém eles podem ter 2 tipos de ataques, que são designados pelas suas cores.
Os pods vermelhos poderão atirar em 8 direções, de acordo com o deslocamento da nave em relação à eles.
Os pods azuis irão atirar fixamente na direção de linha de tiro frontal, independente da movimentação da aeronave, eles se manterão mirando para frente.

Os pods terão um limite de 3 acompanhamentos, 2 nas laterais e 1 na traseira da OF-1. Ao coletar 1 pod por vez, poderá ter uma variação entre vermelhos e azuis, de acordo com o gosto do jogador, porém ao coletar a partir do quarto pod, todos os outros serão convertidos para o mesmo tipo.

Outro fator interessante é que os pods também podem atacar os inimigos diretamente, isso é feito através da ativação dos botões de disparo e velocidade juntos.

Agora perceba que a minha aeronave tem um parte dianteira diferenciada. Pois trata-se justamente do Parts. No caso desse anexo, ele irá trazer disparos de armas diferenciados para sua OF-1, que correspondem à nesse caso temos alguns parts que podemos mostrar.


Vulcan – disparos em diagonais com breves chamas em grande frequência.
Homing Lasers – breves lasers serão lançados para a sua linha de tiro frontal, mas sofrem desvios se houver inimigos próximos às laterais do disparo.

Shield – protege a nave em 1 hit com ataques frontais e diagonais.
Os outros parts, deixo pra você descobrir… 😛
Entretanto, algo deve ser comentado.
Os parts funcionam como o mesmo tipo de Forces encontrados no R-Type, entretanto, diferente de R-Type onde podemos desacoplar os Forces, em Image Fight você ficará com o mesmo Part até ele ser destruído e coletar outro.
A técnica por trás da troca dos parts e o uso dos pods é crucial para um bom sucesso do jogo, em estilo de destruir uma quantidade de inimigos satisfatória.



Ao terminar as fases, você será julgado pela sua eficiência, a porcentagem total das 5 primeiras missões será somada e você deve concluir uma média acima de 90% para enfrentar a fase final, caso contrário você será penalizado e deverá passar por um treinamento árduo que irá desafiar seus reflexos como piloto, sem pods e parts.
Image Fight 2: Operation Deepstrike


Talvez um dos consoles mais curiosos da minha parte, justamente por ter uma considerável biblioteca com shmups. No caso de Image Fight 2, ele saiu para a versão posterior do PC Engine, que trabalhava com CD-ROM (enquanto o PC Engine original usava cartões).
Lançado em 1992, tivemos uma melhora considerável em alguns pontos mais distintos, mas mantendo grande parte da jogabilidade.

Como disse antes, a melhora significativa fica por conta de uma história com cenas em anime e dubladas em japonês, o que também pode-se destacar que há cenas nas intermissões entre as fases.

O plot já é informado na introdução do jogo, mostrando a OF-1 nos eventos finais do primeiro jogo.
“Em 18 de julho de 2048. Mariko, o computador-mãe na base lunar, deu um grito silencioso e ficou em silêncio. A paz foi então restaurada na Terra e as pessoas tentaram arduamente a reconstrução do planeta devastado.
Três anos depois, uma sonda espacial colocada entre Saturno e Urano detectou a mudança no Espaço Profundo pela primeira vez. Na direção de Sagitário, um aglomerado de objetos emergiu, distorcendo o espaço ao seu redor e emitindo luz que muda para o azul no espectro.
A análise do espectro revelou os dados mais temíveis sobre os objetos não identificados
.Distância: 0,15 anos luz,
direção: direto para a Terra,
Conclusão: uma armada inimiga se aproximando.
Agora a raça humana percebeu que a última guerra espacial não passou de um conflito preliminar.”


Como dubladores, temos um time muito conhecido em diversos aspectos, seja em anime ou jogos em geral.
| Personagem | Dublador |
| Show Sawamura | Tohru Furuya |
| Falong Lie | Yuka Koyama |
| Gregolie Craus | Yusaku Yara |
| Niel. L. Fargason | Takeshi Aono |
| Dr. Arzerstein | Kohei Miyauchi |
| Masaya Sawamura | Michihiro Ikemizu |
| Operador A | Shinichiro Ohta |
| Operador B | Yuko Nagashima |
| Narrador | Hirohiko Kakegawa |


Toda a parte de sistema e mecânica do jogo está mantida em Image Fight 2, o que dispensaria eu fazer um tutorial para esse título especificamente, entretanto, há alguns Parts novos, assim como inimigos e algumas músicas remixadas no primeiro jogo.
Evidentemente as parts novas deixarei para vocês descobrirem jogando.
Novamente o jogo tem o julgamento de média da sua eficiência, também tendo um nível de penalidade e treinamento caso não conseguir a porcentagem necessária.
Entretanto, o jogo possui 10 níveis, onde 2 atos para os 5 primeiros estágios e 5 para o segundo, o que ocasiona 2 aeronaves para pilotar, a OF-1 Daedalus, e a OF-3 Garuda.
Evidentemente a Daedalus é uma revisão melhorada da OF-1 anterior.
Trívia
Os inimigos desconhecidos podem ser versões anteriores do Bydo ou aliados do Bydo.
Isso é apoiado e refutado na cronologia oficial da série R-Type: a linha do tempo afirma que a primeira aparição do Bydo será no século 22, mas Image Fight II se passa em 2048. No entanto, R-Type Final apresenta Bats (os canhões estacionários) em Estágio F-C. Uma vez que o nível mencionado anteriormente é considerado um “Estágio Bônus” de encalhe canônico duvidoso e tem uma grande semelhança com o “Estágio Penalty” do Image Fight, isso, no entanto, pode ser simplesmente uma homenagem ao título.
Bydo no caso é a organização que serve o antagonista de R-Type.
Na introdução do jogo, há destroços OF-1 flutuando no espaço. Pode aludir que os outros 2 pilotos enviados na missão anterior foram destruídos.
No final do jogo, o OF-3 Garuda ejeta o velame para salvar seu piloto. Este é o único OF Fighter capaz de fazer isso, já que várias unidades Daedalus foram abatidas naquele jogo.
Tanto o OF-1 Daedalus quanto o OF-3 Garuda aparecem como naves desbloqueáveis no R-Type Final.
Gráficos

Como foi notado lá na ficha do jogo, a coletânea é um port emulado dos jogos, através da Ratalaika Games, assim como outros reviews feitos aqui, os gráficos terão filtros e opções que podem alterar o aspecto da tela, os filtros emulam uma tv CRT, cabinete de arcades entre outros.
Som / OST
A maioria dos jogos possuem uma trilha sonora clássica do estilo, com sintetizadores FM / MIDI devido ao hardware da época, e focada em composições rápidas e que abrangem o estilo de shoot em ups.
O compositor de Image Fight 1 e X-Multiply é Masahiko Ishida
O compositor de Image Fight 2: Operation Deepstriker é Takushi Hiyamuta e Hiroshi Kimura
Jogabilidade

Os controles dos jogos são bem simples e com poucas funções, onde no máximo há 2 botões para funções. Entretanto, alguns podem estranhar a mobilidade quando a velocidade das naves estiver no máximo, porém é o normal para os jogos da época, uma vez que a maioria dos controles tinham menos precisões do que temos atualmente, baseado em pressão.
Extras
Os jogos possuem 2 modos: Standard e Arcade
A diferença entre ambos é que Standard poderá modificar as chaves de configuração dos jogos, além de usar save state, enquanto no arcade, não há save state e modificações de chaves.
Os jogos também possuem desafios com configurações próprias baseadas em grau de dificuldade e sem a opção de rewind.
Troféus / Conquistas

Dificuldade: 1/10 usando os extras e rewind, 8/10 usando os challenges
Seja qual for sua opção de jogo, basicamente você deve terminar todos os jogos para platinar / dominar o jogo, isso inclui os níveis de penalidade de Image Fight I e II.
OBS: os troféus só são adquiridos no modo ARCADE, não no Standard.

Porém, a coletânea teve diversos troféus bugados, onde alguns não são adquiridos ao completar as fases ou eram invertidos em alguns jogos, no caso de Image Fight, as versões PC Engine e NES tinham troféus trocados ou pulados.
Felizmente grande parte dos troféus foi arrumado, mas ainda não consegui desbloquear o troféu de completar a área de penalidade do jogo no Arcade M-72, o que me fez esperar lançar o review por meses pra ver se iam arrumar, ainda estou na espera para ter minha platina… 😛
Considerações Finais
Acho interessante as diversas opções de filtros que a Ratalaika impõe nos ports emulados dos seus jogos, assim como os aspectos de tela e os papéis de parede. Lembre-se que estamos revivendo uma era de clássicos e não podemos exigir gráficos demasiadamente detalhados, entretanto, colocar diversos filtros que suavizem os serrilhados ajuda muito na percepção de melhoria do tratamento dos jogos.
O mesmo aspecto serve para a trilha sonora e som, dadas as limitações de hardware, sintetizadores FM e MIDI sempre deram um charme por serem chips consideravelmente potentes e poderosos, com um aspecto de som mais limpo. As músicas dos jogos são agradáveis e você se vê cantando os temas de Image Fight na sua mente se jogar todas as versões, de tanto que você ouvirá para platinar… 😛
A jogabilidade é o que pode interferir na maioria dos jogadores de nova geração, uma vez que não estão acostumado às nuâncias dos analógicos e precisão de movimentação em alta velocidade dos power ups. Apesar do jogo citar que há melhorias nos controles, não é totalmente perceptível nessa condição, mas caso se atrapalhar, use o rewind.
A duração dos jogos é curta, questão de 20 ou 30 minutos para terminar os primeiros títulos, já Image Fight 2 tem uma duração maior por ter mais níveis e sequências de progressão maiores. O desafio dos jogos, em termos clássicos é moderado alto, evidentemente como todos shmups, há macetes para derrotar cada chefe, e isso você irá aperfeiçoar aos poucos.
A performance dos jogos rodou de forma satisfatória, não havendo fechamentos repentinos, independente do tempo de execução.
Conclusão
Irem Collection certamente é uma experiência nostálgica para todos os marmanjos com mais de 30 anos, pois resgata o legado de uma das empresas que é criadora de diversas franquias que fizeram história na indústria dos videogames.
O Volume 1 nos trouxe 3 títulos diferenciados, com suas particularidades e melhorias isoladas, focando em mecânicas que irão desafiar sua percepção e destreza em formas sutis de desafio.
Evidentamente talvez não agrade todos por Image Fight ter 3 versões, mas lembre-se que o foco aqui é o saudosismo e nostalgia, pense nisso como um resgate à uma epoca onde ports eram lançados em diversas versões, dado o seu sucesso.
Ou seja, nada muito diferente do que vemos até hoje, com remasters e relançamentos de jogos de PS4 em PS5, por exemplo…
De qualquer forma, podemos dizer que os jogos da Irem envelheceram muito bem, mantendo a diversão e desafio na medida certa, e fazendo com que nós, marmanjos, relembremos como nossa vida era mais pura e tranquila, apenas para destruir aliens em jogos onde a história era o segundo ponto notável (afinal uma micronave está dentro de uma mulher!!!!!), e a gente só queria vencer…
Esperamos reviver mais dessa nostalgia nos próximos volumes…
Pronto pra destruir os aliens e reviver uma época????
