
Fala pessoal, aqui é o Pena e depois do “pequeno desaparecimento“, volto com logicamente outro metroidvania, o Blade Chimera.
O jogo foi produzido pela Team Ladybug, responsável pelo jogo Record of Lodoss War: Deedlit in Wonder Labyrinth e Drainus, enquanto a publicação dele ficou por conta da Playism, da qual já fizemos o review do Mighty Goose e do Giraffe And Annika.
Esse é o primeiro metroidvania totalmente original da empresa, usando o mesmo engine que eles utilizam nos seus outros jogos, mas com umas mecânicas novas e interessantes durante toda a campanha.

Código cedido pela Playism
Titulo: Blade Chimera
Produtora: Ladybug
Distribuidora: Playism
Gênero: Aventura / Plataforma / Metroidvania
Plataformas: Nintendo Switch e PC (Steam)
Mídia: Digital
Textos: Inglês, Espanhol, Italiano, Francês, Alemão, Japonês, Coreano, Chines Tradicional e Simplificado
História

Aqui controlamos Shin, um guerreira da ordem Union no combate aos demônios que iniciaram o seus ataques aos humanos 30 anos atrás. Na missão inicial, ele invade um shopping abandonado no qual há relatos de uma grande concentração de demônios no local.

Após quase morrer num combate contra um enorme demônio, ele é salvo pro Lux, uma demônio com um corpo imaterial que começa a usar o corpo do Shin como hospedeiro. Essa grande ironia da interligação entre os dois que desencadeia todos os eventos que desmascarará os segredos da ordem e do mundo aonde ele vive.
A história em si inicia bem simples, mas o desenvolvimento e as reviravoltas que ocorrem deixam a história bem interessante, o que é um excelente ponto, ainda mais por ser um metroidvania totalmente original, sem o uso de marcas já conhecidas no mundo dos games.
Gráficos

Assim como os outros jogos da produtora, aqui temos gráficos em pixel art durante toda a campanha, tendo uma qualidade acima da média dos jogos indies gerais, tanto nos sprites e suas movimentações, como cenários e efeitos.

Aqui temos uma boa variedade de inimigos e cenários, sem as famosas “pallet swap” para dizer que são inimigos diferentes, algo que agrada muito quem curte esse tipo de arte e que foge um pouco do estilo anime geral, apesar de essa ser a minha preferência, a arte apresentada aqui conseguiu me ganhar mesmo assim.
Áudio

As musicas agradam bastante e seguram bem o clima sombrio durante toda a campanha, mas mesmo assim não teve uma que chamou tanta a atenção e ficou na memória, ficando difícil de indica-las para escutar aparte da jogatina.
E como já é de se esperar, não temos dublagem durante todo o jogo, não que atrapalhe o jogo, mas como sempre, aviso para aqueles que fazem questão disso nos jogos.
Não encontrei as musicas no Spotify, então segue uma playlist que eu encontrei no Youtube.
Jogabilidade

Assim como os outros jogos da Ladybug, esse daqui utiliza a engine deles, então basicamente, caso tenha jogado outros metroidvanias produzidos pela empresa, já está familiarizado com boa parte das mecânicas e menus.
Logo de inicio, temos os espaços para save, cada um para uma campanha distinta e saves individual, não podendo salvar em outros espaços durante campanha.
Menu

O menu do jogo é bem direto, como nos outros jogos deles, mas como aqui também implementaram o sistema de equipamentos, já é possível equipa-los logo no início do menu.

Na parte de utilizar os novos equipamentos, você tem as seguintes escolhas:
- Duas armas diferentes, uma cada uma especificada para um botão, podendo fazer o combo de curta e longa distância, duas físicas ou duas de longo alcance;
- Um tipo de acessório (mais pra frente libera um 2º espaço) que melhora os status base do Shin ou libera habilidades extras, como imunidade a ataque elétricos e outros bem úteis.

Os itens consumíveis são usados dentro do menu, não precisando equipa-los e usar durante o combate, o que ajuda bastante durante os combates mais frenéticos.

Conforme Shin sobe de nível, ele acumula pontos usados para liberar técnicas, dentre elas ataques especiais da Lux e até mesmo o nosso amado “pulo duplo”, o que mostra que essas habilidades não são necessárias para o avanço da campanha, mas como todo amante de metroidvania, é claro que eu peguei tudo para explorar 100% do mapa.

Algo que eu gostei muito foi o uso do mapa nesse jogo. Você pode colocar marcações nele para lembrar de itens não acessíveis na primeira visita no local, como também usa-lo diretamente para ir direto pra praticamente qualquer área do jogo já explorado, sem ter a necessidade de ir em salas especificas para isso. Um ponto que “não explica” diretamente da viagem rápida aqui é que você pode utiliza-lo para “burlar” certos pontos do mapa e acessar áreas só possíveis assim, mas claro que isso você que precisa descobrir por conta.

Como extra, o jogo tem uma enciclopédia com os personagens e inimigos da campanha, como também uma sessão de memórias do Shin que explicam vários acontecimentos antes dos eventos principais, além de algumas surpresas.
Exploração e Combate

Nos combates temos acesso a equipamentos de combate físico como armas de fogo e de longo alcance. As armas de longo alcance não tem limite de munição, no máximo precisando de alguns segundos para recarregar a arma, podendo também atirar em diversos ângulos mesmo durante o movimento. Detalhe aqui é que você tem controle da direção do ataque, mas também tem mira automática.
A gama de armas não é muito grande, tendo espadas, facas e chicotes para armas brancas, enquanto para armas de fogo temos pistolas, metralhadoras, espingardas e até mesmo estrelas ninja.

A Lux que libera as melhores mecânicas do jogo. Ela te permite escalar paredes ao usar a transformação de espada como plataforma…

… como também usar para avençar em pontos perigosos como se fosse um chicote preso no teto…

… ou até mesmo reverter o fluxo do tempo dos objetos, retornando eles ao estado original antes do Shin mexer neles ou até mesmo antes da destruição do local, criando novos puzzles durante a campanha.
Aqui eu só estou mostrando algumas das técnicas para o leitor entender a base da jogabilidade, mas tem bastante coisa interessante pra se fazer, principalmente se o jogador conseguir pensar um pouco fora da caixa, algo que os desenvolvedores esperam que eles façam caso queria pegar tudo no jogo.


Essas mecânicas ficaram bem interessantes, já que foge um pouco do básico e força o jogador a pensar melhor antes de agir em certas áreas.
Além das mecânicas usadas para a exploração, Lux também tem ataques especiais que consomem MP o seu uso, mas que dão uma boa diferença durante os combates e para recuperar essa pontuação, basta atacar normalmente os inimigos. Outro ponto é que os ataques feitos com a Lux recuperam o HP do Shin.

Também temos a possibilidade de explorar locais submersos, que além da mecânica do limite de ar durante o nado, os ataques básicos (e certas surpresas) não tem um efeito muito forte, precisando enfrentar os inimigos de outra maneira.

Claro que temos lojas e maquinas de vendas espalhados pelo mundo, podendo comprar novos equipamentos ou consumíveis para facilitar a nossa exploração.

No save point, além de salvar e recuperar totalmente o Shin, também tem uma série de missões paralelas que libera conforme avançamos na campanha. Algumas são interessantes pois tem conteúdo extra relativo ao desenvolvimento da trama.
Conquistas

Mesmo sem uma seleção de dificuldade, com exceção de alguns extras, o jogo é relativamente fácil, agora algumas conquistas podem ser “meio aleatórias” e os chefes secretos são um ponto a parte, precisando se adaptar bem no combate deles. Entre as conquistas mais difíceis temos:
| Conquista | Descrição |
| Pro Gamer | Alcançar 10.000 pontos no mini-game da nave |
| A New Era | Derrotar o Chefe Secreto |
Conclusão


Em resumo, Blade Chimera traz um ótimo metroidvania com um bom combate e historia bem interessante.
Como eles utilizaram a mesma engine dos jogos anteriores da empresa, o jogo traz gráficos em pixel arts bem feitos e com uma boa movimentação, aonde até mesmo os sprites menores tem uma qualidade boa.
Enquanto as musicas seguram bem o clima durante a campanha, nenhuma delas é extremamente marcante, o que faz que não lembremos muito delas depois da partida.
A jogabilidade puxa mais os metroidvanias com mecânicas de RPG, permitindo equipar novos equipamentos e aprender novas técnicas durante o avanço da campanha, enquanto subimos de nível e exploramos as regiões, sendo menos linear que os jogos anteriores da empresa.
No geral, se você gosta de metroidvanias em plataforma ou tem uma queda extra pelos jogos da Ladybug, esse é um ótimo jogo pra explorar e descobrir certas mecânicas especificas dele que não ficam evidentes logo que liberam.


