
* Esta análise foi feita com o código cedido pela Ratalaika Games (versão PS4/PS5)
Distribuidora: Ratalaika Games
Produtora: LightUp
Plataforma: PS4 / PS5 / Xbox One / Xbox Series S / Xbox Series X / PC / Switch
Mídia: Digital
Ano de Lançamento: 2023/2024

Witch Rise é um FPS retrô onde uma jovem bruxa é transformada em uma porquinha e precisa recuperar cajados mágicos para derrotar a bruxa maligna.
Obcecada por conhecimento e poder, uma bruxa respeitável foi corrompida pela magia.
Ao descobrir a existência de uma menina que estava aprendendo magia, ela transformou a garota em uma porca.
Agora esta pequena bruxa precisa encontrar quatro cajados mágicos, escondidos em labirintos de diferentes locais, para poder derrotar a vilã e recuperar sua forma original.


Witch Rise é um FPS retrô, passado em labirintos tridimensionais, ao melhor estilo Wolfenstein 3D.
Inicialmente apenas com uma espada (R2), a protagonista irá encontrar o poder da magia nos quatro cajados e enfrentar hordas de monstros.


Enfrentando de beholders e slimes a esqueletos e fantasmas, você deve avançar por pequenas salas, labirínticas e interligadas umas às outras, às vezes com portões que só podem ser abertos ao derrotar todos os inimigos da área, ter a chave correta ou acionar todas as alavancas.
Fique atento às rachaduras em paredes, que podem revelar passagens secretas ao serem quebradas.


As moedas coletadas em baús e de inimigos derrotados podem ser usadas nas lojas de vendedores, que oferecem upgrades de vida e mana, itens de recuperação, bônus de XP e anéis que concedem habilidades adicionais (como a esquiva, com L2).


Cada chefe possui um dos quatro cajados mágicos, que disparam energias que consomem a mana (R2 para atacar, L1 ou R1 para trocar as armas).
Estes disparos não servem apenas para derrotar inimigos, como também remover caixas de cores equivalentes, abrindo novas passagens.


Cada um dos quatro pontos cardeais possui um portal que transporta o jogador para a direção oposta, facilitando a navegação.
O mapa vai sendo revelado conforme o avanço, mas um dos vendedores possui um mapa completo, que irá revelar todas as salas (transparentes quando não descobertas).


As diferentes áreas incluem um esgoto, uma área com lava, um planície gélida e uma caverna, divididas em pequenas “salas” e corredores, representados em gráficos pixelados, com armadilhas espalhadas.
Os inimigos também seguem o mesmo padrão gráfico, grandes na tela, necessitando de um certo costume até entender a profundidade do campo de visão para os golpes de espada; caso morra (e isso irá acontecer várias vezes no começo), você retoma da sala onde morreu.


A trilha sonora, embora com um bom ritmo, torna-se um tanto repetitiva, mas não chega a incomodar.


A platina envolve coletar 25, 50 e 100 moedas, abrir 1 e 5 baús, derrotar o primeiro e o segundo chefes (se existe uma ordem, eu fiz ela de forma aleatória, tendo matado a bruxa antes do último dos quatro chefes) e atingir os níveis 2 e 5 de evolução (a personagem ganha mais HP e força no ataque de espada).
RESUMO DA ÓPERA:
Witch Rise é um FPS aos moldes dos antigos jogos de tiro labirínticos, com foco no melee da espada e nas magias dos cajados mágicos.
Perder-se pelas dezenas de salas pode ser fácil se você tiver problemas com direções (admito a minha culpa nesta parte), enfrentando dezenas de inimigos e com uma alta vulnerabilidade enquanto apenas portando a espada.
Os gráficos pixelados em inimigos grandes na tela e cenários com paredes falsas, armadilhas e portões podem confundir o jogador momentaneamente. A sensação de profundidade ao lutar com a espada e diferenciar a distância de algumas armadilhas pode causar danos desnecessários até a completa adaptação, mas o sistema de checkpoint automático em cada tela impede a frustração.
Um jogo leve, com visual agradável e jogabilidade simples, Witch Rise conquista o jogador pela sua proposta direto ao ponto.
