Fala pessoal, aqui é o Pena e hoje vamos com um metroidvania que eu já estava de olho a bastante tempo, o Prince of Persia: The Lost Crown.

O jogo foi produzido e publicado pela Ubisoft, muito conhecida pelas séries Assassin’s Creed e Just Dance, você encontra os reviews que já fizemos deles aqui.

Review baseado na versão para PlayStation 4
Código cedido pela Ubisoft

Titulo: Prince of Persia: The Lost Crown
Produtora: Ubisoft
Distribuidora: Ubisoft
Gênero: Ação / Metroidvania / Plataforma
Plataformas: Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X e Series S, Xbox One e PC (Epic Games / Uplay)
Mídia: Físico e Digital
Textos: Português, Inglês, Francês, Italiano, Alemão, Espanhol, Russo, Polonês, Árabe, Persa, Japonês, Coreano, Chinês Tradicional e Simplificado
Dublagem: Inglês, Francês, Alemão, Espanhol e Persa

História

Depois de trinta anos de seca, Persia está a beira do colapso e estão em guerra com os Uvishka. Nessa batalha são enviados os “Imortais”, os maiores guerreiros do reino para encabeçar essa empreitada.

Depois do sangrento combate e mais alguns eventos, esses guerreiros parte para o Monte Qaf para completar uma missão dada pela atual rainha. Lá eles se deparam com um lugar amaldiçoado, aonde o tempo não flui como conhecemos. Agora eles precisam completar a sua missão e encontrar uma maneira de escapar desse local.

Apesar de fazer parte da franquia “Prince of Persia”, esse não tem ligação com os outros jogos da franquia, mas como que ficou meio marcado isso na série, a utilização da distorção de tempo na sua história e mecânicas de exploração continuam, agradando os amantes da trilogia “que tivemos “Sands of Time” que alavancou a série.

Gráficos

O jogo usa a engine Unity, feito todo em 3D mas seguindo a jogabilidade de plataforma que temos geralmente nos metroidvanias. Tem uma boa variação de inimigos e cenários, cheios de detalhes e efeitos visuais para acompanhar o pacote.

Em alguns pontos da história temos algumas artes diferentes pra ilustrar os acontecimentos e combinam muito bem com o momento, capricharam bastante no geral dele.

Áudio

As musicas foram produzidas por Mentrix e Gareth Coker, sendo que o ultimo foi responsável pelas musicas dos jogos da franquia Ori e do jogo Immortals: Fenyx Rising. A trilha segue mais ou menos o que vimos em outros jogos da série, misturando o estilo do oriente médio com rock orquestrado, deixando um excelente clima para a exploração e os combates de chefes, nas quais recebem um peso extra ideal para esses momentos.

A OST do jogo está disponível no Spotify, coloquei a playlist dele aqui para você curtir as musicas enquanto termina de ler o post.

O jogo tem dublagem em várias línguas, inclusive Persa pra deixar mais imersivo junto com o local da campanha, mas como o meu conhecimento na lingua é nula, deixei em inglês pra facilitar a compreensão das falas. Entre os atores temos:

  • Tommy Sim’aan: Dublador do Sargon, fez o Orpheus no Baldur’s Gate 3 e trabalhou na série Vigil;
  • Stewart Scudamore: Dublador do Vahram, fez o Blackthorne no Final Fantasy XVI e o Ares do jogo Immortals: Fenyx Rising;
  • Nadia Albina: Dubladora da Anahita, trabalhou no Assassin’s Creed: Origins e também fez a Diane na série “Doctor Who”.

Jogabilidade

Aqui eu deixei no “Exploração”, gosto de explorar no meu tempo.

Como boa parte dos metroidvanias, temos 3 espaços para save, aonde sempre salvará aonde foi iniciado. Assim que inicia a partida, você pode utilizar dois modos:

  • Exploração: Aqui só as informações mais importantes, como lojas e pontos de save são mostradas, deixando para o jogador explorar por conta e usar bem a memória em certos pontos da campanha;
  • Guiado: Nesse várias informações extras são adicionadas no mapa, facilitando a vida de quem não tem tanto costume com o gênero ou simplesmente não quer memorizar algumas coisas.

Ambos modos podem ser alterados no sistema durante a campanha, então não se preocupe com qual escolher inicialmente.

Eu fui no normal mesmo

Também escolhemos a dificuldade, que vai variar bastante como a partida progride. Também é possível usar uma versão personalizada e deixar o desafio do modo que preferir (também pode ser alterada durante a campanha).

Menu

Como esse não é um RPG, o menu não tem tantas opções de configuração, serve mais para consulta, mas já ajuda bastante durante toda a campanha.

Na aba de Missões podemos consultar nosso objetivo atual, como também as missões secundárias e as suas recompensas.

Já na aba personagem temos as informações dos seus equipamentos fixos e das habilidades desbloqueadas, como também os materiais em estoque que são usados nas melhorias.

Também é possível mudar a Skin do Sargon, mas elas são apenas cosméticos, não mudam em nada nas habilidades dele.

As abas “Amuletos” e ‘Brilho do Athra” são separadas, mas ambas pelo menu direto servem apenas para verificar as informações dos equipamentos e especiais, alterar o que está equipado é só num outro ponto do jogo.

Assim como as outras abas, essa também é apenas para informação dos itens de história e colecionáveis encontrados na campanha. O interessante aqui é que vários itens explicam parte da história antes dos ocorridos do jogo e dão certas dicas do que pode vir.

Exploração

Como já é esperado da franquia, o que não falta são armadilhas e acrobacias para avançar durante a campanha, algumas vão forçar bastante a cabeça do jogador pra conseguir passar seus desafios.

O mapa do jogo é tem muita informação para ajudar a exploração mesmo no modo “Exploração” e você ainda pode colocar lembretes nele. Uma coisa interessante, mesmo que limitada em uso, é colocar lembretes com uma imagem do local, que ajuda mais ainda lembrar o que foi marcado.

Nesse jogo temos lojas, que vendem melhorias de equipamentos e até mesmo alguns amuletos. O material necessário na compra / melhoria é mostrado na frente do item, facilitando a vida do jogador na hora de procurar o que quer na loja.

As arvores Waku-Waku são os pontos de save do jogo, podendo recarregar a vida e consumíveis do Sargon também.

São nessas árvores que podemos equipar os amuletos, que adicionar diversos efeitos, como aumentar a quantidade de ataques sequenciais, melhor defesa contra algum status negativo, entre vários outros efeitos.

Cada amuleto ocupa um espaço de utilização, variando entre 1 a 3 espaços, sendo que o limite de espaços aumenta conforme você encontra os itens necessários para isso.

Também é possível trocar os “Brilhos do Athra” nas arvores, podendo equipar 2 simultaneamente, mesmo de níveis diferentes, já que cada espaço é acionado por um comando diferente.

Um dos seus companheiros te ajuda a entender as mecânicas de combates do jogo, com várias lições para aprender os diversos combos possíveis aqui, tanto os mais básicos como os que utilizam as técnicas novas encontradas na campanha.

Os combates são bem dinâmicos, com uma quantidade bem grande de combos e formas de ataque, podendo levantar os inimigos no ar e continuar os ataques, mas claro que precisa entender bem como cada um age, pois vários podem bloquear ou esquivar das suas investidas.

Algo que tem certo peso aqui é a esquiva e o aparo de ataques, sendo esse ultimo muito útil tanto para ataques de curto alcance como pra repelir flechas, mas precisa treinar um pouco, já que cada ataque tem um tempo diferente. Caso erre o tempo e receba o ataque, o dano recebido é maior do que normalmente seria.

Certos inimigos tem tem ataques especiais em que, antes de aciona-los, soltam um brilho, que varia a situação no combate:

  • Brilho Amarelo: Esses ataques especiais podem ser defendidos e caso consiga, Sargon desfere uma sequencia especial no inimigo, que nem na cena acima, geralmente derrotando ele;
  • Brilho vermelho: Esses ataques não podem ser defendidos e causam um dano alto.

Conforme ataca e defende os ataques inimigos, a barra de Athra enche, permitindo o uso dos “Brilho de Athra”. Cada especial tem um nível, necessitando que carregue a quantidade necessária antes de permitir o seu uso.

Algo interessante no jogo é o uso do arco e flecha, que além de usado nos combates, também é bem útil para avançar na campanha. Ele também vira um chakram, que pode ativar certos dispositivos.

Sargon aprende algumas técnicas interessantes que, enquanto não temos o retrocesso de tempo que vimos em outros jogos da franquia, estão relacionados ao tempo / espaço, como essa de deixar uma marca e retornar a ela caso erre um passo, além de outras funções que eu deixo você descobrir quando estiver jogando.

Caso morra, o “Game Over” não realmente finaliza a partida, já que Sargon retorna para a ultima árvore que ele passou e mantém o que já foi avançado, mas ele perde um pouco de joias do tempo nesse processo.

DLCs

Além da versão padrão, temos a versão Deluxe no pacote digital, que tem o conteúdo extra:

  • Traje “Imortais” para o Sargon (muda apenas o visual dele);
  • Amuleto “Pássaro da Prosperidade”, que auxilia na busca dos segredos da campanha;
  • Guia de aventuras com artes do jogo.

Conquistas

A lista de conquistas do jogo não te restringe em dificuldade ou auxilio de exploração, o que facilita bastante completa-la, mas mesmo assim precisa explorar praticamente todos os cantos do jogo para conseguir conquista-la. Entre os mais trabalhosos temos:

ConquistaDescrição
Charitable SoulCompletar todas as missões paralelas
Tools of a ProphetEncontrar todos os amuletos
Elixir of GodsAumentar ao máximo a vida de Sargon
Blessing of ShamshirMelhorar ao máximo as espadas e o arco.

IMPORTANTE: Enquanto não foi encontrado nenhum bug que impeça a finalização do jogo, eu tive a infelicidade de encontrar um bug que me impede de pegar um dos baús escondidos do jogo, enquanto já vi relatos de um bug que pode impedir a conclusão de uma missão.

Até o momento do review, teve uma atualização, mas não corrigiu o que eu tive problema, então não consegui ainda a platina.

Conclusão

Lost Crowns traz todos os elementos que já conhecemos da franquia “Prince of Persia” junto com um ótimo metroidvania.

Os gráficos todos em 3D tem uma arte muito boa, com ataques bem estilosos e efeitos gráficos para encher os olhos de quem curte cenas de combate.

As musicas conseguem manter bem o clima da exploração, seguindo o estilo encontrado nos outros jogos da franquia que lembram as musicas do oriente médio com uma bela pitada de rock orquestrado.

A jogabilidade dele que chama muito a atenção, com combates e explorações bem dinâmicas, dando uma boa liberdade ao jogador durante toda a campanha e abrindo bastante o leque de opções de combos e especiais conforme avança no jogo, agradando bastante quem curte esse tipo de jogo.

No geral, se você já gosta da franquia “Prince of Persia” e metroidvanias em geral, essa é uma excelente chance de juntar o dois, com um tempo médio de 20 a 25 horas de jogo dependendo de quanto o jogador explorar o labirinto do monte Qaf.

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