* Esta análise foi feita com o código cedido pela QUByte Interactive (versão PS4/PS5)

Distribuidora: QUByte Interactive
Produtora: PIKO Interactive
Plataforma:  PS4 / PS5 / Xbox One / Xbox Series S / Xbox Series X / Switch / Mega Drive / Arcade
Mídia: Digital
Ano de Lançamento: (1996/1999 versões originais) 2022

The Tale Of Clouds And Wind é o segundo relançamento do beat’em up chinês desenvolvido originalmente para Mega Drive, mas não licenciado pela Sega, onde três rebeldes lutam contra a opressão na China imperial.

O jogo já possuiu outros nomes em suas versões antigas
Existe um submundo em Taiwan onde essas pérolas surgiam exclusivamente


Shui Hu – Feng Yun Zhuan (Water Margin: The Tales of Clouds and Wind) foi lançado originalmente em 1996, para o Mega Drive (Sega Genesis), pela empresa Kin Tec e produzido pelo estúdio Never Ending Soft.
Sem direito a licenciamento pela Sega e utilizando uma série de modelos e assets de outros jogos, o título é um dos obscuros jogos produzidos e comercializados apenas em Taiwan.

Os três protagonistas diferem em seus status (Li Kui se diferencia pelo uso do machado)
O título possui até mesmo algumas cutscenes “explicando a trama”


Com uma “base” em Knights Of The Round e inimigos “sugestivamente semelhantes” a Streets Of Rage, Final Fight e Double Dragon, o jogo foi relançado em 1999 para Mega Drive e arcade.
A versão da QUByte que temos em mãos, já com os direitos adquiridos pela Piko Interactive, possui algumas mudanças com relação às músicas e com tradução para o Inglês.

Aquele roteiro simples, porém funcional, do gênero
A “inspiração” fica bem clara nessa tela


Em meio ao caos das batalhas pelo controle do território chinês, bandoleiros e assassinos dominam e espalham o caos. Então surgem três rebeldes, dispostos a destruir a tirania do reino… e a trama é basicamente isso. É um beat’em up, não precisa mais do que isso pra funcionar.

Hu Sanniang é mais frágil, mas sua agilidade ajuda no controle de multidões
Já Li Kui é o tanque do grupo, porém muito lento


Os três protagonistas são: Shi Jin, o espadachim mais equilibrado nos atributos; Hu Sanniang, a espadachim focada em velocidade, mas com menor força; e Li Kui, o guerreiro do machado, lento, mas com muita força (e o mais difícil de dominar).
Em termos de gameplay, os três funcionam da mesma maneira, mudando apenas os status.

O especial do dragão de fogo em ação
Muito cuidado com as chicotadas (especialmente as que vem de fora da tela)


(dada a configuração incomum, eu remapeei os controles para o padrão descrito abaixo)
Você ataca com Quadrado, pula com X e lança o especial com Círculo (apenas quando possuir o item para tal); é possível atacar durante o pulo e também executar um golpe mais forte, pressionando ataque normal e pulo ao mesmo tempo, que faz o personagem brandir sua arma em círculos, ideal para momentos em que se vir encurralado.

Homem “Musculoso” não é bem a definição que eu daria a este inimigo…
Itens de recuperação e pontuação podem ser divididos com um golpe


Os itens encontrados em baús: bolinhos dim sum e frangos para recuperação de energia, bem como bolsas de ouro e dinheiro, além dos itens para os especiais, baseados em ataques elementais poderosos.
À exceção dos itens para o golpe especial, os outros podem ser cortados com um golpe, dividindo-se em quatro “porções”, o que é um diferencial do título e pode acabar com as brigas por conta do jogador ganancioso no modo coop local para dois jogadores.

Especiais facilitam muito a sua vida, mas não os desperdice
Há vários baús, geralmente próximos a grupos de inimigos, não se afobe!


Os inimigos possuem uma boa variedade, entre arqueiros, espadachins, guerreiros de machado, portadoras de chicotes, lançadores de facas, entre outros.
Como habitual do gênero, as mudanças de cor nas roupas indicam versões mais fortes dos mesmos.
Já os chefes possuem grandes barras de HP e tem uma mobilidade mais desafiadora pelo cenário (Tian Shanyoung, eu te odeio!).

Esse é o chefe que abusa da quantidade de golpes diferentes
Dupla de chefes para ser enfrentada perto do fim? É claro!


Graficamente, tratando-se de um título antigo, o jogo até faz bonito com o pouco que tem para trabalhar, utilizando pequenas “sombras” (tons mais escuros) para criar a sensação de mais detalhamento dos personagens e cenários, além de abusar das cores variadas, em cenários que vão de florestas a incêndios em cidades muradas.

O clássico final apenas nas maiores dificuldades (ok, aqui o Normal também funciona)
Saca o peitoral definido do pai!


A trilha sonora reflete bem a época e algumas das “inspirações”, com um estilo mais dançante, sofrendo com o velho problema da dificuldade em ajustar o processador de som do Mega Drive.


A platina é relativamente simples, embora exija que o jogador finalize o título na dificuldade Hero (Hard) com os três personagens, além de obter pontuações específicas (60 mil, 300 mil e 1 milhão) e usar quatro vezes cada especial disponível.
A função de Quick Save é uma dádiva para ajudar no processo.

Esses guerreiros de machado são tão rápidos que “teleportam”

RESUMO DA ÓPERA:
The Tale Of Clouds And Wind (QUByte Classics)
é o resgate de um título originalmente não oficial do Mega Drive, um beat’em up exclusivo de Taiwan, mas que chega agora aos consoles atuais.

Um beat’em up ao estilo bem tradicional, Water Margin (um de seus nomes) aposta no gameplay consistente, embora básico até mesmo para sua época.
Os três protagonistas possuem diferenças apenas em seus status, sendo que o final e a luta final mudam conforme eles e as dificuldades são escolhidas (o verdadeiro final não pode ser alcançado no Grunt, equivalente ao Easy).

Um jogo divertido e simples, repleto de cores e inspiração chinesa, The Tale Of Clouds And Wind (QUByte Classics) diverte com a simplicidade do passado, em um resgate (e regulamentação) feita pela Piko e distribuído pela QUByte, no seu selo Classics.

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