
* Esta análise foi feita com o código cedido pela Kwalee (versão PS5)
Distribuidora: Kwalee / Microids (versão física limitada)
Produtora: Fallen Tree Games
Plataforma: PS5 / Xbox Series S / Xbox Series X / PC
Mídia: Física (apenas PS5) e Digital
Ano de Lançamento: 2025



The Precinct é um open world/sandbox com visão aérea onde você controla Nick Cordell Jr., um novato na polícia de Averno.
LEGADO DE FAMÍLIA
Nick Cordell Jr. acaba de entrar para a polícia de Averno, uma cidade dominada por gangues e pela corrupção.
Filho do antigo chefe de polícia, Nick Cordell, que foi assassinado pela Gangue do Palhaço.
Apresentado à equipe pelo Chefe Jackson, antigo parceiro de seu pai, o protagonista é designado para parceiro/aprendiz do experiente, porém não tão corajoso, sargento Kelly.


Após uma rápida introdução ao patrulhamento da cidade, a dupla recebe um chamado para um tiroteio na Bolsa de Valores.
Nick Cordell acaba de passar pelo seu batismo de fogo na Polícia de Averno.
PATRULHAMENTO DE ROTINA
Ao início de cada turno, na sala de reuniões, Kowalski passa a tarefa diária.
Você pode escolher entre patrulhas a pé, carro ou helicóptero e o bairro que irá patrulhar.
As atribuições variam e possuem diferentes resoluções, que podem ser consultadas no manual.


Vandalismo (pichação) e Descarte incorreto de lixo são passíveis apenas de uma multa, sem necessidade de prisão. Porém, durante a abordagem é sempre bom pedir o documento do cidadão e checar com a Central e também revistá-lo; no caso de um motorista, caso ele apresente sinais de embriaguez, use o bafômetro (o que já garante prisão).



Briga de rua, assalto e tráfico de drogas são crimes mais graves, gerando abordagens diferentes: caso o suspeito fuja, basta correr atrás do mesmo e derrubá-lo; em caso de agressão ao policial, é possível usar força não-letal (cassetete ou arma de choque); em último caso, quando o meliante usar arma de fogo, o uso de arma letal está liberado (pistola, revólver, shotgun, rifle, metralhadora ou submetralhadora).


Já de carro, a abordagem pode ser feita à distância, verificando a placa com a Central, para o caso de algum crime anterior e utilizando o sistema de som do carro (Quadrado); ao ligar a Sirene (L1), alguns carros podem encostar automaticamente. Neste caso, peça o documento e use o bafômetro, se necessário; você também pode pedir para o motorista abrir o porta-malas (procure contrabandos) e pedir para que o mesmo desça, para que você o reviste.



Ao prender o suspeito, não esqueça de apertar Quadrado para ler os direitos (versão reduzida do Código de Miranda). Criminoso algemado, atribua os crimes cometidos por ele ou delegue a função para Kelly; ao final, apertando novamente Triângulo, você decide se quer chamar uma viatura para escoltar o preso ou você mesmo irá levá-lo sob custódia, colocando no banco traseiro do carro (apenas dois prisioneiros por vez, que precisarão ser entregues e fichados na delegacia); nem todos os carros de polícia ou veículos pegos “emprestados” possuem espaço para levar presos (Kelly vai sempre no banco do carona!).


Ao final de cada turno, você recebe experiência para comprar upgrades em quatro categorias: Físico (fôlego e saúde), Combate (aumento de munição, colete à prova de balas, etc.), Policiamento (aumento da barra de ajuda e desbloqueio de mais recursos pelo rádio) e Veículo (redução do dano no carro, autopreenchimento dos pneus quando furados, etc.).


VELOZES E AVERNOSOS
Mesmo aqueles fugitivos a pé podem recorrer ao roubo de carro para escapar, então esteja atento à proximidade de sua viatura ou, na pior das hipóteses, “solicite” o carro de um civil.
A perseguição é um elemento importante do jogo, mas estamos nos anos 80: os carros são longos e derrapam com facilidade, adapte-se às curvas com freio de mão (Bola) e ao peso da traseira dos carros, para não perder o alvo.


A inteligência artificial dos fugitivos é boa no trânsito, eles tentarão atalhar sempre que possível e farão curvas para despistar a polícia, mas você não está sozinho!
Ao manter-se próximo do suspeito, as barras de Boa Perseguição se enchem, permitindo utilizar recursos (R1), como helicóptero, mais viaturas, faixa de pregos (cuidado para não ser vítima da própria armadilha), caminhão de choque e barreiras.


Os veículos sofrem danos com as batidas e podem explodir, então evite acidentes (como se fosse tão fácil), abandone veículos que estão em condição precária ou recupere-os nas oficinas do jogo.
Quando o suspeito finalmente abandona o carro, você pode apagar o princípio de incêndio com o Extintor, que está sempre no porta-malas (local que também serve para reabastecer munição ou trocar de equipamento). Ou apenas leve-o para longe da iminente explosão.



No comando do helicóptero, você deve focar o refletor sobre o suspeito, para preencher a barra de Boa Perseguição e utilizar os suportes disponíveis em terra.
EXPLORANDO AVERNO
Como um bom open world, The Precinct conta com atividades extras a serem realizadas pelo mapa da cidade, dividido em duas grandes ilhas, ligadas por três pontes.

Rachas: Cordell infiltra-se em uma gangue que promove corridas ilegais nas noites da cidade;
Contra o Tempo: testes de habilidade na direção de diferentes viaturas de polícia;

Artefatos: itens de um museu foram roubados e espalhados por cofres em locais secretos; ao encontrá-los, procure por uma nota próxima, que terá um desafio matemático/lógico para que você descubra a senha;

Saltos Únicos: quem disse que policiais não podem se divertir? Rampas improvisadas podem ser encontradas, cada uma com um recorde de distância a ser batido;

Placas Comemorativas: placas de bronze registrando locais e monumentos de Averno;
Veículos Raros: carros especiais, escondidos pela cidade em “garagens” improvisadas com tábuas e telhas.
ARTE URBANA
The Precinct utiliza visão aérea, semelhante aos primeiros GTA’s (a comparação é inevitável).
As construções e paisagens, bem como os veículos, remetem aos anos 80, época em que o jogo se passa.


A modelagem de personagens e carros é bem feita, apesar do ragdoll dos personagens se comportar de maneira estranha em alguns momentos.
As cores mais sóbrias refletem o estado decadente de Averno, uma cidade que sofre com gangues e corrupção (além de inúmeros crimes e um trânsito caótico).

Durante os diálogos principais, o jogo assume um caráter “visual novel”, com desenhos estáticos dos protagonistas.


A trilha sonora, composta por Gavin Harrison e Sleepless Nights, relembra os seriados policiais antigos, em uma mistura que combina synthwave com o clima noir da cidade.
A dublagem possui o ar canastrão, típico dos referidos seriados, ficando prejudicada em alguns momentos, com falhas de diálogos, em que alguns personagens não emitem sons (problema provavelmente solucionável através de patches). A localização para o português foi muito bem feita, sem erros aparentes.
POLINDO O DISTINTIVO
A platina do título não é difícil, embora possua dois desafios mais complexos: Vencer todos os Rachas em primeiro lugar e Ganhar Ouro em todos os desafios Contra o Tempo.


Afora estes, derrubar as duas gangues, Executar todos os Saltos Únicos, localizar todas as Placas Comemorativas, resgatar todos os Artefatos, encontrar os 10 Carros Raros e pilotar todos os veículos do jogo (não esqueça da ambulância!), completar uma das árvores de upgrade do personagem, aplicar 50 multas de estacionamento corretas, aplicar 10 multas de estacionamento em um turno, fichar 6 presos em um turno, prender 100 suspeitos e atingir o nível máximo de policial estão entre os outros troféus.
RESUMO DA ÓPERA:

The Precinct é um open world que se passa nos anos 80, onde o iniciante, Nick Cordell Jr., segue os passos de seu pai, patrulhando as perigosas ruas de Averno.
Ao lado do colega/tutor Kelly, Nick aprende as rotinas de um policial, como técnicas de abordagem, verificação e aplicação de multa/prisão.
Os detetives Li e Ferrera percebem o potencial do cadete e o convocam para ajudar a desmantelar as gangues Serpente Escalarte e Quebra-Queixo, respectivamente.
Embora uma boa parcela dos crimes/contravenções ocorra durante a patrulha a pé, é nas perseguições de carro (ou helicóptero) que o jogo se destaca, com uma boa IA dos fugitivos e uma jogabilidade responsiva e precisa dos carros, com um refinamento em relação ao jogo anterior do estúdio, American Fugitive.

Com um clima noir de investigação e uma vibe seriado dos anos 80, o jogo utiliza uma paleta de cores mais pesada, representando a decadência da cidade. A trilha sonora mistura o brilho do synthwave com a melancolia do blues, colocando o jogador em uma completa imersão do mundo.
Alguns bugs ocasionais e problemas de física podem surgir, mas no geral o gameplay é bastante consistente e fluído. A mira durante os tiroteios possui um cursor indicativo de profundidade, que pode parecer estranho nos primeiros momentos, assemelhando-se mais ao uso do mouse do que do controle, mas ao qual o jogador acaba por se adaptar.
Um jogo rápido e divertido, no melhor estilo arcade, The Precinct explora o open world com perseguição de carros pelos olhos de um policial. As coisas não parecem tão simples quando você precisa respeitar a lei, mas não faça isso por você, faça pela memória de seu pai, Nick Cordell!

Top demais! Parabéns Thiago! 👊🏽😉