
Fala pessoal, aqui é o Pena e hoje vamos com Persona 5 Tactica, um spin-off de estratégia que tem mecânicas que lembram a série Xcom e Hard West.
O jogo foi produzido pela Atlus, responsável por toda a série Shin Megami Tensei e o mais atual Metaphor: ReFantazio (todos os review deles que fizemos você encontra aqui), enquanto a publicação ficou a cargo da Sega, já conhecida pelas séries Sonic The Hedgehog e Yakuza / Like a Dragon (todos os review deles que fizemos você encontra aqui).

Código cedido pela Sega
Titulo: Persona 5: Tactica
Produtora: Atlus
Distribuidora: Sega
Gênero: JRPG / turno
Plataformas: PlayStation 4 / PlayStation 5 / Nintendo Switch / Xbox One / Xbox Series / PC (Steam)
Mídia: Digital e Físico
Textos: Português, Inglês, Alemão, Espanhol, Francês , Italiano, Polonês, Russo e Turco
Dublagem: Inglês e Japonês
História

A história do jogo ocorre após as batalhas finais do Persona 5 Royal e antes do Joker retornar para a sua cidade natal. Nesse período, o grupo está curtindo o dia normalmente no Le Blanc…

… quando de repente alguns eventos misteriosos ocorrem e nossos ladrões são transportados para um outro mundo com características muito parecidas com o Metaverso.

Nesse novo mundo, eles encontram seres desconhecidos que são comandados por Marie, que quase captura todos eles, mas com a ajuda de Erina, Joker e Morgana conseguem fugir deles. Agora eles precisam unir forças para resgatar os seus companheiros e descobrir um modo para retornar ao seu mundo.
Enquanto a história segue uma pegada mais fantasiosa do que o jogo base por se passar todo nesse novo mundo, toda a estrutura das interações humanas e as suas reações negativas causadas por traumas e outros eventos são abordados aqui, então não precisa se preocupar que o foco da franquia continua nesse jogo.
Gráficos

A parte gráfica do jogo varia um pouco dependendo do momento, mas todos mantêm um design mais cartunesco puxados pro estilo chibi, com personagens com cabeças grandes em relação ao resto do corpo. Dentro das batalhas, tudo é em 3D, com livre visualização do campo e dos personagens, com uma boa qualidade nos ataques gerais e nos ambientes da campanha.

Já durante as conversas gerais temos artes em 2D dos personagens com várias variações as suas artes para expressar melhor os ocorridos na história, com o fundo variando dependendo do momento da conversa. Aqui a arte tem bastante detalhe, agradando bastante quem curte essas artes mais descontraídas sem se apegar ao estilo que puxe para um formato mais próximo da realidade.

E como já é de se esperar da sub-série Persona, em diversos pontos da campanha temos vídeos em 2D para dar um foco maior ao momento, geralmente com bastante ação nesses momentos e uma excelente animação.
Audio

As musicas seguem o mesmo estilo do jogo principal, com um estilo puxado para o Jazz e até usando algumas das musicas já conhecidas, mas temos diversas musicas exclusivas desse jogo que acompanham muito bem a campanha, valendo muito a pena curti-la durante todo o jogo e mesmo depois dele.
A OST dele está disponível no Spotify, então segue a playlist dele pra você curtir as musicas enquanto termina de ler esse post.
O jogo tem dublagem e Inglês e Japonês e mantiveram os dubladores originais do jogo principal. Pra aqueles que preferem a dublagem oriental, temos um excelente time aqui, entre eles:
- Rie Takahashi: Dubladora da Erina, faz a Emilia da série Re:ZERO Starting Life in Another World e a Megumin da série Konosuba: God’s Blessing on this Wonderful World!;
- Tomoaki Maeno: Dublador do Toshiro, faz o Ash na série The Legend of Heroes e o Kyo Kusanagi da franquia The King of Fighters a partir do KOF XIV;
- Rina Sato: Dubladora da Mokoto, faz a Rixia Mao na série The Legend of Heroes e a Velvet no Tales of Berseria;
- Tomokazu Sugita: Dublador do Yusuke, faz o Gintoki Sakata na franquia Gintama e o Cirsium Zorba no jogo Metaphor: ReFantazio.
Jogabilidade

Assim como a maioria dos jogos de estratégia, a sua liberdade de exploração é bem limitada, já que o foco é nas batalhas e na customização dos personagens antes desses combates, o que reflete na quantidade de menus que temos durante toda a campanha, bem maior que o jogo principal, algo que pra quem não tem costume com o gênero pode estranhar caso esteja testando esse somente por conhecer o Persona 5.
Preparo para as batalhas (Le Blanc / Antes das missões)

Entre as sequencias de batalhas, podemos acessar vários menus para configurar nosso grupo, mas como nos intervalos maiores da história eles se encontram na base, que nada mais é que a versão do bar Le Blanc nesse mundo, vou focar toda a explicação dos menus aqui.
Seguimento “Prep”

Essa sessão tem um foco maior na customização individual dos personagens, mexendo no seus equipamentos e técnicas.

Na aba party você pode organizar quem participará da próxima batalha, como também ver as características de cada um dos personagens, já que aqui as suas habilidades particulares tem bem mais peso do que no jogo original devido aos elementos estratégicos dele.

O sistema de equipamentos nesse jogo é BEM MAIS SIMPLES que outros jogos, limitando apenas a troca da arma de fogo do personagem. Cada um deles usa um tipo específico de equipamento, o que varia o alcance, área de efeito e até como o dano é distribuído. Além disso, algumas armas especiais tem efeitos extras, como causar algum status negativo no inimigo.

Na aba “Skill” podemos configurar a árvore de técnicas de cada um dos personagens. Cada um deles tem técnicas próprias e sempre é necessário liberar a técnica anterior para conseguir usar a seguinte. Um detalhe desse jogo é que o nível dos personagens é compartilhado, então no nível 30, todos estão nesse nível e conforme seus personagens evoluem ou completa missões especiais, você adquire “GP”, que são pontos necessários pra liberar as técnicas.
Outro ponto é que você não precisa se preocupar em “travar” o seu progresso pois você pode desativar as técnicas e realocar os GPs em outras técnicas, só lembrando de seguir a regra de sempre liberar a técnica anterior pra acessar a nova.

Aqui é somente para verificar as personas que você tem em estoque e com quem está equipado. Por que eu falei “com quem está equipado”? O sistema de personas aqui difere um pouco do jogo principal, mas deixa chegar na parte de cria-las que eu explico melhor lá.
Seguimento “Hideout”

Nesse segmento temos um foco mais no grupo geral, indo de informações a compra de equipamentos.

Em “Replay” você pode tentar novamente qualquer estágio da campanha que já passou, tanto pra evoluir os personagens como pra tentar os desafios que passou sem querer.

Como todo jogo da sub-série, não poderia faltar o Velvet Room, aonde temos o foco na criação das personas e outros detalhes extras para esse jogo.

Na área de fusão das personas, temos alguns métodos diferentes, mas o básico segue entre escolher duas personas do seu inventário para criar uma nova, que varia conforme quais você utiliza. Só que aqui cada persona só comporta duas técnicas, sendo a primeira a obrigatória da persona resultante e a outra de herança das combinações, limitando bastante a customização.

As personas criadas aqui são categorizadas como “sub-personas“, já que dessa vez não é apenas o Joker que pode equipa-las, mas todo o time. Mas elas não substituem a Persona principal do personagem, elas ficam apenas como um auxílio pro combate, então nesse jogo o Joker mantém o Arsene durante toda a campanha.

Em “Forge” podemos criar armas especiais usando as personas como material. Essas armas são muito poderosas e tem efeitos especiais além do poder, mas claro que pra cria-las da um pouco mais de trabalho e dinheiro gasto.

No “Disassemble” é a área que podemos traduzir como venda delas, já que não recebemos mais nada além de dinheiro ao destruir as armas aqui.

Cada persona criada [é registrada automaticamente na sua primeira criação, podemos acessa-la novamente ao gastar um pouco nelas, mas caso queira atualizar a configuração e nível delas, você pode registrar uma nova versão dela também.

Conforme avança na campanha, algumas missões paralelas aparecem nessa área. Geralmente são missões um pouco mais difíceis ou puzzles com limite de tempo pra forçar bem a cabeça do jogador.

Em “Report” temos acesso a informações já encontradas durante a campanha, assim como imagens e filmes que já foram liberados conforme você avança no jogo.

Em “Shop” podemos comprar equipamentos básicos para os personagens, que atualiza conforme avançamos na campanha. É possível comparar com o equipamento atual para facilitar a escolha, mas não espere equipamentos muito fortes aqui, já que os melhores são feitos no Velvet Room, mas claro, até liberar a opção e chegar no ponto de criar os melhores, você usará bastante essa área.

As duas ultimas opções da base são bem diretas:
- Talk: inicia uma sequencia de conversas com os personagens, boa parte delas são opcionais, mas elas geral GP, além de geralmente serem bem engraçadas;
- Mission: Só libera quando avança nas conversas na base, iniciando a próxima sequencia de combates da campanha.
Combates

Antes dos combates, ainda podemos acertar o time conforme necessário e também verificar os desafios extras do estágio que ficam marcados no topo da tela. Quem gosta de um desafio, esses pontos são bem interessantes pra forçar bem a estratégia do jogador.

Os combates são divididos entre o turno do jogador e dos inimigos, aonde em cada turno cada personagem tem direito a se mover livremente pelo cenário dentro da sua área de movimento, que pode ser expandida conforme usa certos mecanismos no local, como elevadores ou trampolins.

Como comentado, esse jogo usa um sistema de combate parecido com a série XCOM, aonde os personagens precisa usar o cenário para se proteger dos ataques inimigos. Os locais do cenário usados como barreira afetam o desenrolar do combate, seguindo a seguinte lógica:
- Sem proteção: quando o personagem / inimigo está em campo aberto sem proteção alguma, qualquer ataque de QUALQUER DIREÇÃO causará um dano critico;
- Meio Escudo: Ataques vindos da direção aonde o símbolo mostra “meio escudo” ainda acertam o oponente, mas causa dano reduzido;
- Escudo Cheio: Quando tentar acertar um oponente que tem uma proteção completa, o ataque com tiro não funciona, já que a barreira é grande o suficiente pra protege-lo completamente.
Lembrando que a defesa só funciona para ataques vindo da direção aonde a barreira te protege, caso o oponente consiga

Caso consiga acertar um critico num inimigo, além de deixa-lo vulnerável para o próximo ataque, o personagem que causou o dano ativa o “1 more“, dando uma nova ação para ele, podendo mover novamente a partir do ponto que atacou e usar um novo ataque.

Durante o 1 more, aparece uma linha saindo do personagem e conectando com os outros dois companheiros de combate. Caso dentro desse triangulo formado entre eles tiver pelo menos um inimigo caído, o “All Out Attack” é acessível e utilizável pelo personagem nesse estado, causando dano em todos os inimigos dentro dessa área, sendo uma das melhores estratégias durante a campanha toda.

O uso das personas aqui varia um pouco do jogo original. Em vez de acertar as fraquezas dos inimigos, cada elemento tem um efeito diferente, desde causar status negativos como mover os inimigos das suas posições, o que precisará de uma boa estratégia para se adaptar a cada ocasião e personagens no campo de batalha.

Enquanto temos a maior vantagem de atacar a distância com as armas e personas, as armas brancas dos personagens são extremamente úteis se você souber como usa-las no combate, já que um ataque delas lança o inimigo do local que ele está, jogando contra paredes ou até mesmo de grandes alturas. Nesse ultimo caso, se um outro companheiro tiver a técnicas correta, ele pode auxiliar automaticamente e atirar no inimigo em pleno ar, causando ainda mais dano.

Cada um dos personagens também tem um ataque especial que usa a energia carregada na estrela “Voltage”, que varia o efeito dependendo das habilidade de cada um deles. Ela carrega conforme o combate avança, causando e recebendo dano e saber usar no momento certo pode virar o jogo nos momentos de maior desvantagem.

Algo importante durante o combate são as reações de cada tipo de inimigo e os mecanimos que encontramos no cenários, como armadilhas e obstaculos no estilo de puzzle para conseguimir avançar em cada batalha, deixando esses momentos bem interessantes e fugindo da mesmisse de somente bater e esquivar.

No final de cada combate temos os resultados, com quais desafios você completou, quantidade de turnos e as recompensas, já facilitando pro jogador se preparar nas customizações.
Um ponto que vale a pena comentar é que, durante os combates, caso um dos personagens seja derrota, outro que está fora da batalha pode tomar o lugar dele, sendo que o limite disso depende do nível jogado e nas sequencias de batalhas, os personagens que não participaram da batalha iniciam a próxima com um status pra agir mais eficientemente nelas, tendo uma boa vantagem trocar entre os personagens e cada novo combate.
DLC

O jogo tem algumas DLCs, liberando armas e personas especiais, mas a mais importante é a “Repaint your Heart”, com uma história a parte da principal aonde temos o controle apenas do Joker, do Akechi e da Kasumi. A história dessa DLC ocorre antes da campanha principal desse jogo, cronologicamente, no meio dos eventos da expansão “Royal” do jogo principal.
Apesar de ocorrer antes da campanha principal, é recomendado jogar essa DLC depois de ter finalizado o jogo base, pois alguns detalhes podem estragar algumas surpresas da história.

Aqui a jogabilidade é quase a mesma que temos na campanha principal, mas com algumas restrições, como não poder fundir personas, comprar ou criar novas armas. Isso pode parecer limitar muito a jogabilidade, mas conforme avançamos na história, as personas adquiriras são o suficiente para preencher esse vácuo com as técnicas de suporte adequadas, além de que Kasumi e Akechi tem técnicas próprias que ajudam bastante aqui.

Em compensação, temos uma mecânica extra aqui, que seguindo o nome, conforme atacamos os oponentes e eles nos atacam, o chão do cenário muda de cor, impedindo o dano nos grupos dependendo da cor que o personagem está localizado, entre outros pequenos detalhes que é melhor jogar pra entender melhor as estratégias possíveis dela.
Extras

Quando você finaliza o jogo, libera o New Game +, trazendo os equipamentos e Personas adquiridos na campanha inicial, mas os níveis são resetados, necessitando evoluir tudo novamente.
Além disso, nessa nova campanha tem alguns conteúdos extras, como Personas que só estão disponíveis nesse modo, exigindo que você avance muito nela caso queira fazer todas as conquistas.

E caso tenha finalizado a DLC “Repaint Your Heart”, é possível utilizar o Adachi e a Kasumi na história principal, mesmo que eles não tenham interação direta na campanha.
Conquistas

A base do jogo não é muito complicada pra quem está acostumado com SRPGs, mas com as mecânicas peculiares dele e certos desafios no meio dos estágios, junto com os requisitos das conquistas faz com que completar a sua lista de conquistas algo bem trabalhoso, ainda mais por que você precisará praticamente fechar duas vezes pra conseguir alguns detalhes. Entre os mais trabalhosos temos:
| Conquista | Descrição |
| Collection of Knowledge | Completar a LIsta de Personas |
| Grand Thievery | Coletar todos os premios dos estágios |
| Metaverse Aristocrat | Acumular 666.666 ienes |
| Conqueror of Kingdoms | Completar todas as missões paralelas |
Conclusão


Em resumo, Persona 5 Tactica traz um interessante jogo de estratégia por turno com uma jogabilidade que lembra muito o estilo da série “XCOM”.
Os gráficos que seguem uma linha mais cartunistica são bem carismáticos e as musicas mantem o mesmo clima que tinhamos no jogo principal, deixando um ambiente mais familiar para os novatos do gênero.
A jogabilidade usa um estilo novo nos jogos de estratégia da franquia, usando barreiras e ataques combinados enquanto foca no uso das fraquesas dos inimigos, além de outras mecânicas para facilitar a vida do jogador, abrindo um leque bem grande de estratégia durante toda a campanha.
A história é relativamente simples em comparação aos jogos principais, mas ainda focam nas injustiças sociais que o jogo principal tem, mesmo usando uma temática mais fantasiosa, prendendo bastante o jogador.
Em resumo, esse jogo pode ser um pouco estranho para aqueles que não conhecem a franquia “Shin Megami Tensei” mais a fundo fora da sub-série “Persona”, mas se você já está familiarizado com ela e gosta de jogos de estratégia que mistura um pouco de puzzles em certos cenários, essa é uma boa pedida pra curtir um spin-off dos Ladrões Famtasmas.




Top demais Pena. Parabéns!
Valeu meu, pessoal geral torceu o nariz pra esse jogo por frescura, ele é muito bom.