
* Esta análise foi feita com o código cedido pela JanduSoft (versão PS5)
Distribuidora: JanduSoft
Produtora: CheesecakeGames
Plataforma: PS5 / Xbox Series S / Xbox Series X / PC
Mídia: Física e Digital
Ano de Lançamento: 2025/2026

The Empty Desk é um jogo de investigação/suspense em primeira pessoa, onde o detetive Bennett investiga as mortes relacionadas ao conglomerado empresarial Blackthorn.
Bennett Parker é um velho detetive, à beira da aposentadoria.
Ele aprecia seu café, quando lê no jornal sobre o falecimento de Arthur Blackthorn, o chefe das empresas Blackthorn, que vão de sistemas de segurança a vinícolas e produção de café. Entretanto, não apenas o chefão morreu, como sua filha, Emily, está desaparecida e o seu futuro genro, Oliver, se jogou do topo do prédio.


Bennett não parece se importar com a morte do figurão e lamenta pelo detetive que irá pegar este caso. Infelizmente, ao atender o telefonema do chefe de polícia, o detetive é convocado para o caso, que será o último de sua longa carreira.


O detetive não é um grande apreciador da tecnologia e possui claustrofobia, motivo que o faz procurar a escada para subir o prédio; entretanto, apenas elevadores estão disponíveis, uma longa fila disposta no frio corredor em T do hall.


Com a ajuda de Sarah, seu suporte técnico pelo rádio comunicador, um dos elevadores é desbloqueado, permitindo o acesso ao escritório onde Arthur trabalhava. É lá que a investigação acontecerá e Bennett terá contato com uma entidade que habita o local.


Uma vez no escritório, o contato com Sarah é perdido e o detetive se vê em um looping temporal, como que em uma dimensão de bolso, com um dia ensolarado pelas janelas do local, enquanto na sua chegada era uma madrugada chuvosa.
A entidade, que será chamada simplesmente de Ghost, entra em contato com o investigador, revelando que pode ajudá-lo a escapar do local, desde que investigue os crimes perpetrados pela empresa.


Para isto, Bennett agora conta com uma câmera, com seis fotos disponíveis por filme, devendo fotografar os documentos que revelem o real acontecido. O escritório vazio e limpo, quando visto pela lente da câmera, mostra sujeira, sangue e outros resquícios.
Ao apertar Quadrado, a câmera é acionada, revelando em azul possíveis pistas; aperte Triângulo para o zoom no objeto em questão, revelando se ele é ou não pertinente à investigação.


Fotografe as provas corretas e vá até o longo túnel escuro, no fim do qual um projetor mostrará as fotos corretas e as erradas, registrando o número de provas que ainda faltam e recarregando o filme da máquina, para mais seis fotos.
Moedas de ouro podem ser coletadas, funcionando como o coletável do jogo: são 100, sendo 80 necessárias para a platina.


O gráfico dos cenários é consistente, sendo composto inicialmente apenas pelas áreas comuns do escritório e prédio, mas com passagens mais oníricas, como a sala dos relógios. Os personagens possuem design interessante, representados por imagens estáticas durante os diálogos, com exceção de Ghost, que possui uma aparência corpórea, sempre vista à distância.


A trilha sonora é muito discreta e pontual, aparecendo em raras ocasiões, sendo o som ambiente mais destacado, principalmente pelos passos do detetive, o que maximiza a impressão de solidão do ambiente. O jogo possui alguns sustos, também bastante raros, mas que funcionam justamente pelo seu pequeno número de ocasiões.


A dublagem foi feita utilizando Inteligência Artificial, então não temos dubladores propriamente ditos. Ela pode incomodar alguns jogadores, mas não soa tão robótica; caso o jogador deseje, é possível desligar a dublagem, caso em que apenas o som de máquina de escrever será ouvido.
A platina é bem tranquila, consistindo apenas em dois troféus afora aqueles relacionados à trama: Coletar 50 e 80 moedas (de um total de 100). O jogo possui seleção de capítulos e mostra a quantidade de moedas disponíveis em cada um deles.
RESUMO DA ÓPERA:

The Empty Desk é um jogo de investigação em primeira pessoa, com elementos de horror, acompanhando o último caso do detetive Bennett Parker.
Ao adentrar o prédio das indústrias Blackthorn, o investigador se depara com um ambiente abandonado e estéril, habitado apenas por uma entidade, Ghost, que o “ajuda” a revelar os segredos sujos da empresa e seu dono, Arthur Blackthorn.
Munido de uma câmera fotográfica com seis posições por filme, cabe ao jogador fotografar as evidências das atividades ilegais que ocorriam dentro do prédio. Preso em um looping, apenas a revelação das pistas necessárias permite o progresso para um novo looping investigativo.
O clima de prédio vazio e higienizado contrasta com a sujeira e o sangue revelados através da lente da câmera. A sujeira do local não é nada comparada ao que as empresas Blackthorn executavam, com experimentos em funcionários e clientes, além de uma longa lista de fraudes financeiras.

Os ocasionais sustos (que podem ser desligados, embora não seja recomendável) ajudam a quebrar a monotonia durante o caso, acontecendo em momentos oportunos para pegar o jogador despreparado.
Longos corredores, montanhas de caixas de papel e documentos comprometedores se alastram pela empresa, cujo dono morreu, a filha desapareceu e o futuro genro se suicidou.
The Empty Desk é uma aventura curta e linear, com um roteiro coeso e bem trabalhado. A dublagem em IA, recurso utilizado pelo único criador do jogo, não chega a incomodar, mas pode ser desabilitada e está informada nos créditos do título.
The Empty Desk diverte com mecânicas básicas, porém funcionais, mostrando o lado sinistro do ambiente corporativo.
