* Esta análise foi feita com o código cedido pela Forever Entertainment (versão PS4/PS5)

Distribuidora: Forever Entertainment
Produtora: Storm Trident
Plataforma: PS4 / PS5 / Switch / Xbox One / Xbox Series X e S
 / PC
Mídia: Digital
Ano de Lançamento: 2024

Night Slashers: Remake é o remake do beat’em up de terror de 1993, onde quatro guerreiros encaram criaturas sobrenaturais na pancadaria.


Lançado e publicado pela Data East, em 1993, Night Slashers teve versões na época apenas para arcades (a versão original chegaria aos consoles apenas em 2018, para Switch, através do Johnny Turbo’s Arcade, da FTE Games).
Como diferencial em relação aos outros beat’em ups, em NS você não lutava contra seres humanos, mas sim diferentes monstros e criaturas noturnas, contando o título com três personagens: Jake Hunter, o caçador de monstros americano com implantes cibernéticos nos braços; Christopher Smith, um caçador de vampiros inglês, capaz de utilizar magias elementais de água e gelo; e Hong Hua Zhao, a chinesa lutadora de kung fu, que domina o elemento do fogo.

Jake Hunter destruindo zumbis no original (a memória pode ser cruel…)
Liu Feilin em Fighter’s History

A versão remake, refeita pelo estúdio Storm Trident (e publicado pela Forever Entertainment), traz os três guerreiros originais (Jake, Chris e Hong), com a adição de uma nova personagem: Liu Feilin, atriz de ópera chinesa e praticante do estilo Louva-a-Deus. Se você reconheceu Liu Feilin, parabéns, pois ela vem diretamente do jogo Fighter’s History, também da Data East.

Chegando com estilo na primeira missão
Gore rolando solto!

Seguindo o estilo dos beat’em ups de sua época, não se preocupe com a trama aqui, ela é praticamente irrelevante, o importante é meter a porrada em hordas de monstros.
Apesar de ser um remake (ao menos na parte visual), o jogo segue o padrão de comandos da época, inclusive com configurações “curiosas” no controle: X serve para o ataque normal (podendo ser segurado para ataques extras) e Quadrado o especial (que gasta vida ao ser usado), enquanto Círculo executa o pulo (que pode ser combinado com o especial).

Hong Hua Zhao contra uma dupla de… gigantes?
Jake executando inimigos com o tiro de laser do braço (filtro de imagem saturada)

As fases são lineares e curtas (embora haja uma área secreta), com um chefão (ou dois) ao final de cada uma. Há, porém, momentos de perseguição, onde você deve alcançar uma carruagem em fuga enquanto lida com os lobisomens que tentam atrasá-lo ou atacar a parte voadora de um robô, enquanto escapa de uma instalação. Existem, ainda, duas fases bônus, sendo uma baseada em chutar a cabeça dos zumbis conforme aparecem na terra (semelhante ao Whac-a-Mole, aquele jogo de acertar a cabeça de marmotas de plástico) e um “boliche”, onde você deve pressionar rapidamente o botão de ataque para encher a barra e fazer o zumbi lançado derrubar todos os outros.

Liu Feiling, a novata do remake, relembrando os tempos de jogo de luta contra um cientista maluco
Chute o máximo de zumbis dentro do limite de tempo

Ao finalizar a campanha, você desbloqueia novas roupas para os personagens, bem como filtros de cor e efeitos de imagem, além de modificadores, que podem ser usados no Custom Game (mais vidas, inimigos mais fortes, restrição de itens, etc.).

Carregando o golpe, cuidado para não passar do ponto e ficar tonto
No Custom Game, é possível utilizar modificadores desbloqueáveis na campanha
Filtro mono, para destroçar inimigos com visual retrô

O gráfico e o estilo artístico adotados no remake são definitivamente o ponto alto do jogo, com visual mais cartunesco e bem colorido (com muito gore, é claro!). A jogabilidade, entretanto, seguindo o modelo da original, é um tanto travada, lembrando bastante o gameplay dos beat’em ups dos anos 90. Os especiais utilizam efeitos que enchem a tela, vistosos e brilhantes.

Nas fases de perseguição, lide com inimigos durante a corrida
Gore é considerado um belo gráfico? Eu acho que sim!

A trilha sonora tem um estilo mais dançante, bem característico da época e está mais “limpa” no Remake.

A platina é um pouco complicada, dependendo do grau de habilidade do jogador.
Especialmente quanto ao troféu de finalizar uma fase sem receber dano… tem alguns inimigos e, especialmente, os chefes, que são bem apelões e causam dano com facilidade. O troféu de fazer 2 milhões de pontos em uma jogada também pode ser problemático.
Afora estes, os demais troféus giram em torno de finalizar a campanha em qualquer dificuldade, finalizar no Hard e completar uma fase na dificuldade Nightmare, além de troféus relacionados à quantidade de golpes e inimigos derrotados.

Termine uma fase na dificuldade Nightmare para um troféu de ouro (aqui em português, que o jogo também possui, porém na versão de Portugal)
Zhao utilizando a geomancia para descobrir o caminho a seguir

RESUMO DA ÓPERA:
Night Slashers: Remake
é, como o nome sugere, um remake do jogo original da Data East, de 1993.
Beat’em up com foco no cenário de horror, o jogo é repleto de gore, desmembramentos e decapitações… em estilo cartoon.

Enquanto remake, o título foca mais na parte gráfica, com arte refeita e roupagem moderna e dinâmica, embora o gameplay se assemelhe bastante ao original. Aqui foi inserida uma “nova” personagem, Liu Feilin, vinda diretamente de Fighter’s History, compondo um time de quatro personagens, o que permite o cooperativo local para quatro jogadores.

O cooperativo local para quatro jogadores é o completo caos!

Divertido e descompromissado, embora hardcore em alguns momentos, Night Slashers: Remake aposta em fases menores, com alguns estágios bônus e fases de perseguição, com modificadores e filtros desbloqueáveis na campanha.
Um título que remete ao gameplay dos anos 90, Night Slashers: Remake inova pouco, mas diverte com a receita básica de um bom beat’em up.

One thought on “Review/Tutorial – Night Slashers: Remake

  1. Clima sempre nostálgico quando se trata de beat’em up, o famoso “briga de rua” kkkkk
    E adicionado uma pitada de terror, deixa a diversão ainda mais prazerosa.

    Parabéns pelo review Thiago 😉👍🏽

Deixe uma resposta

Previous post Review/Tutorial – The Bridge Curse 2: The Extrication
Next post Review/Tutorial – Felix The Cat

Descubra mais sobre

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo