Fala pessoal, aqui é o Pena e hoje vamos com um metroidvania que eu tava de olho desde o anuncio dele, o Gestalt: Steam & Cinder.

O jogo foi produzido pela Metamorphosis Games, sendo esse o jogo de estreia deles, enquanto a publicação dele ficou por conta da Fireshine Games, que trabalhou com jogos como Lies of P e Silt (todos os review que fizemos com eles você encontra aqui).

Código cedido pela Fireshine Games

Titulo: Gestalt: Steam & Cinder
Produtora: Metamorphosis Games
Distribuidora: Fireshine Games
Gênero: Metroidvania / Plataforma
Plataformas: PC (Steam)
Mídia: Digital
Textos: Português, Inglês, Espanhol, Francês, Alemão e Japonês

História

Num passado distante, ocorreu um evento aonde foi aberto um portal para outro mundo, de onde feras demoníacas saíram e iniciaram o seu ataque contra a humanidade.

Para se protegerem, um grupo de guerreiros denominados “Akhaianos” criadas armaduras que junto com o sangue dessas mesmas criaturas lhe davam uma força para combater essas feras, mas isso em troca da sua humanidade.

Séculos depois desses eventos, nós controlamos Aletheia, uma Soldner que trabalha na ultima fronteira da humanidade que perdura na guerra contra o restante dos Akhaianos.

Durante a ultima missão dela, Aletheia adentra uma das câmaras antigas da cidade em busca de um pesquisador perdido nos labirintos e a partir dai começa a desvendar os vários segredos da cidade.

O jogo todo segue a temática “Steam Punk“, misturando o estilo vitoriano com o adendo das tecnologia usando o vapor como base de energia, criando uma estética única e estilosa que muitos entusiastas criam diversas peças em eventos pelo mundo a fora.

Gráficos

O jogo é todo em pixel art, com uma excelente arte durante toda a campanha, tanto nos sprites dos humanos como dos monstros que encontramos, principalmente nos maiores, aonde puderam entrar em mais detalhes, sem contar a transição entre os movimentos, encaixam muito bem.

Durante as conversas temos as artes mais detalhadas dos personagens de perto, mesmo que não tenham movimento, ainda assim estão muito caprichadas, quem curte esse tipo de arte vai aproveitar bastante durante todo o jogo.

Audio

As musicas do jogo combinam bastante com o clima steam-punk, deixando a partida bem gostosa durante toda a campanha. Mas como já é de se esperar, não temos dublagem nas conversas, não afeta profundamente a diversão, mas é sempre bom avisar para aqueles que fazem questão.

Infelizmente só encontrei uma musica do jogo, então coloquei ela aqui pra vocês curtirem durante a leitura do post.

Jogabilidade

Seguindo os moldes clássicos do gênero, aqui temos um metroidvania com uma jogabilidade em 2d como plataforma, misturando alguns elementos de RPG pra deixar as coisas mais interessantes.

Menu

Nesse jogo você usará bastante o menu para configurar as habilidades e equipamentos da Aletheia. A primeira tela mostra um geral dos status dela, com o tempo total de jogo e como anda a sua exploração.

Na aba “Itens” podemos equipar quais itens usaremos durante a exploração (não é possível utiliza-los direto do menu), como também os acessórios encontrados na campanha, conforme liberamos os espaços de utilização.

Na aba “Melhorias” acessamos a árvore de habilidades da Aletheia. Aqui usamos os pontos de técnicas adquiridas conforme evoluímos ela ou completamos as missões para liberar novos pontos, sempre seguindo a sequencia delas.

Boa parte das técnicas só libera conforme você avança na campanha e adquire novos poderes e equipamentos, não adiantando muito focar na evolução sem continuar a história.

Na aba “Diário” mostra todas as missões encontradas no jogo, desde as principais como as paralelas, mostrando os objetivos e recompensa (na sua maior parte). Também é possível colocar qual missão pretende acompanhar pra te facilitar na conclusão dela.

O mapa é desbloqueado conforma avança na exploração, com várias informações e também é possível aplicar pequenos lembretes nele pra voltar mais tarde com a habilidade necessária.

Exploração e Combates

A exploração do jogo é bem divertida, distribuindo bem com os combates, abrindo bastante pontos pra estratégias diferentes.

Aqui você pode alternar entre os ataques de curta distância com a espada ou usar a pistola acertar alvos a distância. Claro que os tiros da pistola são limitados, variando a carga dependendo das suas melhorias, mas podendo recarrega-las conforme ataca os inimigos e não é travado na linha reta, podendo atirar tanto nas diagonais como pra cima e pra baixo.

Também tem a esquiva, que vai ajudar muito tanto no combate para escapar dos ataques como passar por pontos estreitos na exploração, mas ela não pode ser utilizada em sequencia, precisando esperar a barra verde recarregar para usar novamente.

Conforme avança na história, as armas recebem melhorias também, como a possibilidade de carregar o tiro para causar mais dano ou usa-lo para deixar os inimigos atordoados por um momento e conseguir ataca-los sem problemas.

E claro, como todo metroidvania que se presa, além das técnicas de combate, temos algumas habilidades aprendidas especificamente para avançar na campanha, como nosso clássico pulo duplo e o dash no ar.

Esses dispositivos são os save-points do jogo, recarregando as energias da personagem e também restaurando o uso do item de cura reutilizável. Lembrando um pouco os “souls-like”, caso morra, você retorna ao ultimo save, mas sem nenhuma penalidade.

Demora um pouco pra liberar, mas esses portais sãos os pontos usados para viagem rápida durante a campanha, o que agiliza muito a exploração e o retrocesso nos pontos que já passou para buscar os itens que não dava pra pegar antes.

Na cidade e em alguns pontos específicos você encontra vendedores com itens e acessórios para gastar as sucatas acumuladas na exploração. Alguns desses vendedores até conseguem criar acessórios novos baseados nos que você já tem, mas claro que não vou entrar em detalhes aqui pra não estragar a diversão.

Conquistas

Esse não é um jogo muito complicado, tanto nos combates como na exploração, principalmente pra quem já tem costume com o gênero, mas claro que a lista de conquistas te força a explorar cada canto do jogo e encontrar todos os segredos escondidos no mapa. Entre os mais trabalhosos temos:

ConquistaDescrição
The CollectorConseguir todos os acessórios
Lore MasterCompletar todas as missões paralelas dos personagens
Corgi Caretaker ChampionEncontrar todos os Corgis
Mastery UnleashedDesbloquear todas as melhorias

Conclusão

Gestalt: Steam & Cinder traz om ótimo metroidvania puxado mais pro estilo clássico do gênero, sem a utilização das mecânicas de “souls-like” que temos misturados atualmente nesses tipos de jogos.

Os gráficos todos em pixel-art são bem detalhados durante toda a campanha, com uma variação razoável de inimigos e cenários, com artes mais detalhadas dos personagens durante as conversas e boas transições de sprites durante os ataques.

As musicas gerais são mais simples, nada que marque tanto, mas mantêm bem o clima durante a campanha, mas deixa um pouco a desejar por não ter musicas mais agitadas, mas claro, isso também vai de gosto do jogador.

A jogabilidade é muito boa, usando bem os sistemas já conhecidos do gênero, com a progressão e retrocesso na exploração conforme consegue novas habilidades, junto com um combate que segura bem a partida e a parte de melhorias e níveis da personagem te deixa mais a vontade de montar como prefere a sua evolução, mesmo que pro final do jogo você consiga liberar tudo sem muita dificuldade e grind, algo que agradeço bastante.

Em resumo, se você gosta de metroidvanias em 2d no estilo plataforma com uma boa exploração e combate, esse é um ótimo jogo para aproveitar, não esticando demais a campanha, acumulando coisa de 8~9 horas pra fazer tudo disponível nele.

E deixo um comentário final, espero sinceramente que tenha a continuação que deixa pendente no final, a história engrenou bem na ultima parte, fico no aguardo.

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