
* Esta análise foi feita com o código cedido pela Square Enix (versão PS5)
Distribuidora: Square Enix
Produtora: Luminous Productions
Plataforma: PS5 / PC
Mídia: Física e Digital
Ano de Lançamento: 2023

Forspoken é um RPG open world sobre Frey Holland, uma garota órfã que vai parar no mundo mágico de Athia.
SOBREVIVENDO NAS RUAS
Frey é uma órfã, tendo sido encontrada ainda bebê, sob a ponte Holland, em Nova Iorque.
Enrolada em um cobertor onde podia-se ler Alfre, o que originou seu nome Frey Holland, uma junção do cobertor com a ponte onde foi encontrada.

Na adolescência ela acabou cometendo pequenos delitos, até que, perto do seu aniversário de 21 anos, a partir de quando ela poderá ser presa por já ser adulta, ela recebe um “presente” da juíza Maya Bird.
No estado de Nova Iorque, existe a lei dos “três strikes”, ou seja, um adolescente capturado por três atos criminosos e/ou de vandalismo pode ser preso antes de completar a idade adulta, mas por conhecer Frey desde a infância, Maya ignora o terceiro strike, para que a jovem tente se regenerar antes de fazer aniversário.


De volta às ruas, Frey encontra a gangue que a estava empregando e pela qual ela foi pega tentando furtar um carro.
Após apanhar um pouco, ela consegue despistar o grupo e fugir para seu apartamento, onde mora escondida com sua gata Homero (Homer, no original).
Lá ela está juntando uma quantia de dinheiro para poder fugir da cidade, quando enfim completar 21 anos.

O CONTINENTE DE ATHIA
Os planos de Frey são frustrados após um incidente em seu apartamento, que a força a fugir com Homero e a roupa do corpo, perdendo o dinheiro acumulado no processo.
Sem alternativas e onde se abrigar, a jovem deixa a gata aos cuidados da juíza Maya e vai para o alto da cidade, próxima à ponte onde foi encontrada.


Neste momento ela vê um brilho em uma loja aparentemente abandonada.
Entrando pela janela, ela se depara com um bracelete dourado e, ao tocá-lo, é transportada para outro mundo, onde o bracelete, que se autodenomina Avambraço passa a falar com ela.

Explorando as ruínas de um palácio, Frey tenta entender o que aconteceu, enquanto discute com o bracelete, que ela chama de Algema, uma vez que não consegue tirá-lo.
Ainda confusa, a dupla se depara com um grande dragão e Avambraço instrui a jovem em como se defender utilizando magia.


Frey encontra-se em Athia, um mundo controlado por quatro Theias (Tantas, no original), matriarcas outrora benevolentes, representando quatro virtudes do mundo e reinando em igualdade.
No entanto, a Ruptura, uma estranha energia/miasma que tomou conta do mundo de Athia, transformando humanos e animais em criaturas corrompidas e violentas.

Ao chegar na cidade murada de Cipal, Frey é presa, acusada de ser um demônio que trouxe o caso da Ruptura ao reino.
Levada imediatamente ao Conselho, a jovem está prestes a ser considerada culpada e executada, quando Auden Keen, uma mulher na multidão, toma seu partido, falando sobre como a Ruptura já existia antes de sua chegada.


As Theias são quatro: Sila, Theia da Força; Prav, Theia da Justiça; Olas, Theia da Sabedoria e Cinta, Theia do Amor.
As Theias, antes sábias e poderosas magas, foram tornando-se governantes impiedosas, começando uma guerra entre si.
A primeira com a qual temos contato é Theia Sila, que acusa Frey de ter invadido seu reino e a confronta dentro de Cipal.



Após um rápido combate, o poder de Sila acaba por matar alguns habitantes locais.
Agora cabe à ela dominar os poderes de Avambraço e aprender novas magias, para combater os terríveis poderes das Theias e tentar erradicar a Ruptura de Athia.
A MAGIA DO PARKOUR
Frey é uma personagem bastante ágil, podendo usar a magia combinada com suas habilidades de parkour para se deslocar rapidamente pela vasta paisagem de Athia.
Ao segurar círculo, ela corre mais rápido, envolta em energia, com a limitação apenas da stamina, que é gasta mais rapidamente durante os saltos contra rochedos, possibilitando atingir locais mais altos.


Posteriormente, novas habilidades de deslocamento são desbloqueadas, como planar envolta em uma plataforma de água que desce lentamente; utilizar um “chicote de fogo” para fixar pontos e puxar-se contra paredes ou mesmo usar rochedos especiais para lançar-se ao alto; impulsionar-se com saltos eletrificados em sequência, sem precisar de apoio entre eles; dentre outras.


As árvores de habilidades para cada tipo de magia são extensas, sendo possível equipar duas magias por vez: uma magia de ataque (R2) e uma magia passiva/defesa (L2), segurando R1 abre-se a roda para seleção de magias de ataque e com L1, a roda de seleção das magias passivas e/ou de defesa.
Algumas magias ativas e passivas podem ser carregadas segurando-se o botão em questão.


Para trocar o elemento da magia, segura-se R1 + L1 e seleciona-se o tipo diferente com o analógico direito (no início do jogo apenas as magias de elemento terra estão disponíveis).
Cada elemento possui uma magia mais poderosa, utilizando R2 + L2, causando grande dano de área, mas de longo tempo de recarregamento.


Para comprar novas magias na árvore, utiliza-se a mana ganha em combate e diversas outras atividades.
Cada uma das magias disponíveis nas quatro árvores (aproximadamente 100 feitiços diferentes) pode ser evoluída através de um desafio, obtido ao consultar livros de feitiçaria.
Estes desafios envolvem utilizar a magia em questão em combate, sob condições especiais.
É possível adotar três desafios por vez e somente podem ser trocados nas estantes.


ATIVIDADES SECUNDÁRIAS
O mundo de Forspoken é extenso e repleto de atividades secundárias.
Para começar, temos os Refúgios, cabanas abandonadas que devem ser descobertas e concedem acesso à mesa onde é possível criar itens e melhorar equipamentos, uma estante com os livros necessários para selecionar desafios de upgrade mágico e uma cama para descansar e recuperar a energia.


Os Campanários são as torres do jogo, onde é possível ampliar o campo de visão do Avambraço, detectando pontos de interesse próximos.


Os Labirintos Selados são mas masmorras/labirintos com vários monstros mais fortes e um chefe ao final dele.
Cada Labirinto Selado concede um bônus, geralmente algum equipamento ou upgrade, além de acesso à uma memória importante sobre o mundo de Athia.


Os Monumentos são estátuas representando os quatro elementos das Theias, que concedem bônus ao serem libertos de pedras que os englobam.
Alguns Monumentos, sem as pedras, são Flashbacks de batalhas e momentos acontecidos neste mundo, onde é preciso lidar com desafios de tempo para conseguir os prêmios.
Quanto mais rápida a conclusão de um Flashback, melhores serão os bônus de Mana e Materiais.

Já os Monumentos aos Familiares das Theias são estátuas que revelam um gato especial nas proximidades.
Diferentes dos demais gatos presentes no jogo (encontrados em Cipal), os familiares são gatos mágicos, que podem desaparecer caso você se aproxime muito rápido antes de conquistá-los.
Eles possuem asas e diferentes formatos de chifres e cores.



As Fontes Abençoadas são locais onde Frey aprende magias raras, as quais não podem ser desbloqueadas com pontos de mana, como as demais.

Ademais, Ruínas de diferentes tipos escondem materiais de criação, itens de lore e trancas mágicas.
Estas trancas podem variar desde feitiços que somente são desfeitos ao derrotar os inimigos que o protegem e puzzles “pipe” (aqueles onde é necessários rodar as peças no tabuleiro até que a energia possa fluir entre as duas conexões).



Aqui se faz necessário um adendo sobre estes puzzles.
Separados em quatro dificuldades: fácil, médio, difícil e muito difícil, todos eles são ridiculamente fáceis…
É possível utilizar pontos de mana para pular a solução, caso não a encontre; mas acredite, você não terá nenhum problema em resolvê-los.


Dados Partha concedem um bônus temporário de status ao serem embaralhados e jogados (um por vez).
Assemelham-se aos búzios ou outras formas de adivinhação, sendo mais comuns em cidades ou ruínas.

Tarefas Secundárias são as sidequests do jogo, sendo todas obtidas apenas na cidade de Cipal.
Elas variam ente seguir os gatos da cidade enquanto eles o levam até algum item, realizar pequenas tarefas para os moradores, como buscar plantas fora dos muros da cidade ou conversar com outros personagens.
As Tarefas Secundárias são, em geral, bastante enfadonhas, assim como a cidade de Cipal, onde a maior parte dos NPC’s é genérica e com diálogos pobres.


Pontos Fotográficos são locais onde Frey pode tirar fotos para mostrar Athia às crianças de Cipal através de seu smartphone, que perdeu o sinal e as demais funcionalidades ao adentrar o mundo mágico.

EQUIPAMENTOS E CRAFT
Os Equipamentos de Frey consistem em Capas e Colares que podem ser melhorados nas bancadas, aumentando seus status de Vida, Defesa e os diferentes elementos de magia.
É possível equipar também efeitos passivos, como resistência a determinado elemento, bônus de ataque ao ficar com pouca vida, etc.
Para melhorar os equipamentos, é necessário coletar plantas e minérios específicos do mundo.


A bancada também permite criar itens de cura, melhorias para armazenar mais itens de cura e itens de criação, além de refinar materiais de criação.

Pinturas de Unha são reforços de feitiços, podendo ser equipados em duas cores, simultaneamente, uma para cada mão.
Semelhantes aos efeitos passivos dos equipamentos, há diversos bônus para força, defesa, ganho de vida, etc.

INIMIGOS
Os seres de Athia afetados pela Ruptura tornam-se variantes com cristais dourados petrificados em partes aleatórias de seus corpos.


O inimigo mais comum é o Zumbi de Ruptura, um ser humano que foi corrompido, atacando com as mãos e podendo saltar sobre Frey.

Os animais são grande parte dos inimigos, variando entre aves de rapina, lobos, tigres e ursos, todos deformados e com variações em seus corpos, como dentições extras em suas barrigas, espinhos nas costas e, em alguns casos, elementos presentes em seus corpos, como fogo ou veneno.
Algumas das espécies podem cuspir ou soprar veneno ou outros debuffs, reduzindo os atributos de Frey temporariamente.

Há homens-lagarto, com as costas repletas de escamas de cristal dourado, sendo inimigos rápidos e que causam dano com as garras e caudas, além de também exalarem veneno.

Os Mutantes são variações dos maiores monstros do jogo, com uma longa barra de vida e que causam dano massivo em poucos ataques.
Podem ser encontrados em regiões específicas dos mapas e Avambraço sempre alertará ao se aproximar de um deles.

Frey pode utilizar o “scanner”, verificando os atributos de todos os inimigos do jogo, para ver suas fraquezas.
Identificar as vulnerabilidades de elementos é sempre bom para causar mais dano e, em alguns casos, poder derrubar e atordoar temporariamente o inimigo.
Nesta situação, um marcado indica que Frey pode causar grande dano estocando o inimigo no chão.


Já os Pesadelos são seres compostos pela energia da Ruptura e só aparecem quando a mesma se manifesta no mapa, cobrindo a região de um azul escuro e fortes ventos.
Os Pesadelos são seres espectrais, bípedes, quadrúpedes ou voadores que causam mais dano e surgem em grandes quantidades enquanto a garota permanece na área.
Em alguns casos, é possível lutar com todos até derrotar a Ruptura e removê-la do local, outras vezes é necessário apenas fugir.
Contra os pesadelos, é importante saber usar o Contra-Ataque perfeito: ao ser atingido por um golpe normal, o botão triângulo aparece sobre Frey; apertando ele, ela cria um círculo de energia em sua volta, repelindo os inimigos; se você apertar rápido o suficiente, assim que ele aparecer, ela cria o círculo e ataca o inimigo com um golpe forte.


Os Pesadelos Absolutos são monstruosidades ainda mais fortes, com tentáculos e formas indecifráveis, que aparecem em algumas localidades ou se você permanecer muito tempo dentro da Ruptura.

QUANDO DOIS MUNDOS COLIDEM
Aqui temos uma dissonância entre arte e gráficos.
A arte de Forspoken é belíssima, especialmente no que tange às vestimentas das Theias e da cidade alta de Cipal, além dos efeitos da magia, espalhafatosos e de encher os olhos, com muita cor e brilho.


O gráfico do jogo, no entanto, não acompanha a arte.
Não que o jogo seja necessariamente feio, mas a fluidez de gameplay e as viagens rápidas (sem nenhum loading) certamente sacrificaram o quesito gráfico.

As paisagens são bem detalhadas e bonitas, e o mapa de Athia é imenso (isso fica mais claro pra quem for atrás da platina).
Cada região é diferente entre si, com um deserto pedregoso, vastos planaltos verdejantes, uma região com muita água e uma região mista de grandes ruínas.

A verticalidade é um elemento forte nos mapas, com montanhas para serem escaladas, especialmente após abrir mais habilidades de locomoção.
Mas algo que atrapalha são locais onde você não pode passar, como por exemplo paredões que dividem duas regiões e onde você consegue atingir o cume, mas o jogo não permite que seja transposto.
Então uma “parede invisível” impede o progresso, muitas vezes tirando pontos de fixação ou mesmo empurrando o jogador de volta.

Os personagens, por sua vez, especialmente NPC’s genéricos de Cipal, possuem um visual meio preguiçoso e sem inspiração, especialmente os personagens da cidade baixa.
A modelagem pode ser baixa em alguns ou mesmo falhar à distância, o que ocorre inclusive com o rosto de Frey.

Os NPC’s de Cipal são um grande problema do jogo, com falas vazias e que geram diálogos estranhos. A cidade parece morta, como se todos os personagens estivessem apenas fazendo figuração.
A dublagem, apesar de seus momentos estranhos em algumas falas de Frey (mas bem melhor do que nos primeiros trailers), é bem feita, especialmente as interações entre Frey Holland (Ella Balinska) e Jonathan Cake (Avambraço).
Dúzias de diálogos entre a dupla preenchem as longas aventuras pelos mapas, com comentários sarcásticos de Algema quando sua portadora se sai mal em alguma atividade ou quando um dos Familiares escapa, por exemplo (“Você se diverte espantando os gatos de Athia?”).

É claro que a verborragia acaba por desgastar algumas falas mais comuns, especialmente no caminho para a platina.
Ganham destaque também as vozes de Robian Keen (Anthony Skordi), a imponente Theia Sila (Janina Gavankar), a austera Johedy Klavido (Keala Settle) e a juíza Maya Bird (Nicki Michaeux).

A trilha sonora possui grandiosas músicas orquestradas, com belas composições, que lembram o estilo nipônico de Final Fantasy, mas surpreendentemente composta no ocidente, por Garry Schyman com a participação de Bear McCreary.
O LONGO APRENDIZADO DA PLATINA
A platina de Forspoken não é difícil, mas ela requer muito tempo, muito mesmo.
Estamos falando aí de algo por volta de 60 a 70 horas, dado o grinding necessário para visitar os 100 pontos de interesse, tirar as 50 fotos para as crianças e vencer todos os desafios para upgrade das magias.


Coletar os 70 equipamentos (entre capas, colares e unhas) requer uma boa exploração do mapa, que é longo (e sim, eu sei que é repetitivo falar sempre disso, mas o mapa é REALMENTE grande).
RESUMO DA ÓPERA:
Bem, se você chegou até aqui, deve ter percebido que, embora eu costume ser bem generoso nas análises, pois gosto de ver o lado positivo dos jogos (ao contrário da vida), eu já teci algumas críticas sobre o título.
Forspoken não é o monstro que estão pintando na internet.
Eu me diverti bastante com o jogo, apesar de tudo.
Entretanto, é bem verdade que ele possui uma série de inconsistências, principalmente entre roteiro e gameplay, como se dois estúdios diferentes estivessem trabalhando no mesmo projeto, sem conversarem entre si.

Frey Holland é uma protagonista estranha, que não consegue se posicionar como heroína ou anti-heroína.
Os conflitos internos dela atrapalham nas resoluções: ela salva alguém, é aclamada como a heroína de Athia e acaba brigando com alguém no processo.
Talvez isto pudesse ter sido melhor explorado, como a garota criada nas ruas que não aceita o próprio potencial, mas como foi desenvolvido, deixa a personagem antipática.
O design de gameplay também parece antigo, como alguns RPG’s japoneses funcionavam até a geração PS3/360, com algumas interrupções durante conversas, que não são cutscenes, mas in game. A personagem simplesmente trava e só pode se mover passado o diálogo, mesmo quando a conversa é entre ela e Avambraço (que aliás, só ela pode ouvir).

De igual forma, a trama, que é muito interessante (e possui um plot twist realmente genuíno), só se desenvolve nos capítulos finais.
Por boa parte da aventura, o jogador apenas sabe que precisa derrotar as Theias e tentar descobrir como invocar a torana (o portal entre os dois mundos), sem mostrar a evolução da protagonista neste meio tempo.
O título aborda o Sagrado Feminino e o protagonismo de pessoas negras de maneira natural, sem apelar comercialmente para tal ou tentar discursar sobre o fato.
Ponto para os desenvolvedores por não terem caído nesse caminho fácil e que traria discussões desnecessárias para o título.

As sidequests (Tarefas Secundárias) e os puzzles são realmente decepcionantes, em geral muito fáceis e genéricos, sem apresentar um bom desafio, ao contrário do que o restante do gameplay faz.
Aliás, o gameplay de combate é justamente onde o título brilha e o que me motivou a ir atrás da platina, pois é realmente divertido combater as criaturas com as diferentes magias e aprender como acessar locais remotos com as habilidades de locomoção.
A demo que foi lançada pouco antes do jogo completo acabou por fazer um desserviço ao título, confundindo os jogadores com muitos comandos de uma só vez, dificultando o entendimento.
Na experiência completa, ao aprender paulatinamente as diferentes magias e elementos, tudo fica mais organizado mentalmente e é possível dominar as diferentes habilidades e entender melhor o funcionamento dos inimigos.

As batalhas contra chefes são outro ponto de destaque, grandiosas e megalomaníacas (afinal, são duas poderosas feiticeiras se enfrentando).
Aqui e ali uma queda de framerate, especialmente dependendo de qual estilo você escolheu: desempenho, qualidade ou ray tracing.
A variação entre os modos vai de 1044p a 1728p, com taxa de frames entre 40fps e 60fps, conseguindo se manter próximo aos 60fps apenas no modo performance.
O gráfico é variável e sofre com texturas carregando atrasadas, especialmente nos personagens e principalmente dentro de Cipal.
Os cenários e inimigos parecem sofrer menos deste problema, embora um eventual blur cubra grandes inimigos ao girar rapidamente a câmera.
Concluindo, Forspoken foi boa promessa que infelizmente não se concretizou.
O jogo possui pontos positivos na trilha sonora e trama (apesar da demora na resolução) e, especialmente, no gameplay, bem divertido e fluído.
Ao mesmo tempo, o título sofre de designs de gameplay ultrapassados e inconsistências em diálogos e missões secundárias.
Um jogo mediano, que poderia ter sido muito melhor se os diferentes elementos conversassem entre si, que diverte para aqueles que conseguirem relevar seus vários problemas, mas que não vale o preço cheio, especialmente dado o valor dos jogos aqui no Brasil.