
Fala pessoal, aqui é o Pena e hoje vamos com o Berserk Boy, um jogo de plataforma com bastante inspiração dos jogos da franquia Mega Man e Azure Striker Gunvolt.
O jogo foi produzido pela BerserkBoy Games, sendo esse o primeiro jogo da empresa, enquanto a publicação ficou a cargo da Big Sugar, da qual já fizemos o review dos jogos Valfaris e Trifox.

Código cedido pela Big Sugar.
Titulo: Berserk Boy
Produtora: BerserkBoy Games
Distribuidora: Big Sugar
Gênero: Plataforma / Aventura
Plataformas: Nintendo Switch e PC (Steam)
Mídia: Digital
Textos: Português, Inglês, Espanhol, Italiano, Francês, Alemão, Russo, Ucraniano, Japonês, Coreano, Chinês Tradicional e Simplificado

História

Num futuro distante, aonde a Resistência está em guerra contra Genos, um cientista que está usando as lendárias “Berserk Orbs” para tentar dominar o mundo. Nesse cenário controlamos Kei, um novato na Resistência nos seus primeiros dias quando a sua cidade sofre um ataque inesperado.

Nesses eventos, Kei encontra um pássaro falante misterioso que começa a segui-lo enquanto ele procura pela Dizzie durante o ataque, e no desenrolar de tudo, acaba se fundindo com uma das orbes, recebendo grandes poderes e iniciando o contra-ataque junto com a Resistência.
A história é bem simples e direta, sem grandes reviravoltas, mas é o suficiente pra segurar o jogador durante a campanha cheia de ação e puzzles.
Gráficos

O jogo utiliza gráficos em pixel art durante toda campanha, com uma boa quantidade de inimigos e cenários diferentes, além dos efeitos dos ataques, trazendo um conjunto bem interessante pra aqueles que curte esse tipo de arte.

Em alguns pontos da campanha temos umas artes desenhadas para ilustrar a situação, tem umas bem feitas e mantém bem o estilo geral do jogo.
Áudio

As musicas não usam chiptunes e são bem divertidas durante os estágios, combinando bem com o cenário e situações, deixando a partida bem agradável.
Temos algumas dublagens no decorrer da campanha, mas não são cenas completas assim, mais para algum ponto ou ataque especifico.
A OST do jogo está no Spotify, segue a playlist dele para você curtir enquanto termina de ler o artigo.
Jogabilidade

O jogo tem 3 espaços para save, mostrando o que já foi feito em cada um deles, enquanto logo que vai iniciar uma nova partida, é possível escolher entre duas dificuldades:
- Moderno: a dificuldade padrão, com vidas infinitas;
- Retrô: Inimigos mais forte e com sistema de vidas.
Base da Resistência

Na Base da Resistência você pode explorar livremente como se fosse um estágio normal, podendo conversar com os membros já resgatados.

Também podemos comprar melhorias paras as transformações do Kei, o que ajuda em muito a exploração do jogo.

É aqui também que podemos escolher os estágios que vamos explorar, que liberam conforme avança na campanha. Aqui também mostra quantos membros da resistência e medalhas foram adquiridas, como também o rank alcançado no estágio.
Enquanto parte disso é opcional (não vou falar o que pedem lá pro final do jogo), é algo extra pro pessoal que curte os desafios impostos pelos jogos.
Exploração e ação do jogo

A exploração é toda em 2D em plataforma, no melhor estilo de jogos como Megaman e Gunvolt, de onde temos diversos pontos similares aqui.

Os ataques básicos do Kei são bem simples, todos de curto alcance, inicialmente sendo um pouco difícil de se acostumar com a jogabilidade…
… mas essa impressão logo some assim que começa a liberar as transformações dele. Ai que começa a verdadeira ação do jogo, que varia bastante dependendo de qual estiver utilizando.


Cada uma das transformações tem técnicas especificas necessárias para avançar na campanha e em muitos pontos é necessário a mudança rápida entre elas para passar de pontos mais difíceis, o que requer um pouco mais de treino.
Não vou entrar em detalhes de cada uma delas pra não estragar as surpresas de como elas funcionam, mas realmente cada uma tem um estilo único dentro do jogo, o que ajuda bastante a especificar o que é necessário em cada parte e também pra focar naquele que o jogador preferir.

Independente da transformação usada, temos um sistema de combo aqui, que conforme aumenta a quantidade de acertos dentro de um certo período, carrega o especial geral, além de ser usado na pontuação final.

Isso sem contar que em vários pontos temos alguns modos diferentes de exploração, como o uso da moto ou até voar, o que da uma variada na jogabilidade.

Esses são os check points dos estágios que, além de servirem para salvar o seu progresso, também são usados para se locomover rapidamente entre eles e agilizar a sua exploração, principalmente quando precisa refazer algum ponto depois de ativar algum mecanismos.

Em cada estágio temos alguns membros da resistência pra resgatar. Além de servirem para pontos da história, alguns estágios pedem que salve uma quantidade minima para acessar pontos extras.

O menu durante a exploração é bem simples, mostrando o tempo, pontuação, quantas medalhas foram encontradas e quando de dinheiro tem.
Também é possível reiniciar o estágio daqui ou sair dele, caso queria explorar outro local.

Os chefes e sub-chefes que aparecem nos estágios precisam de um pouco de prática para derrota-los, pois não dá só pra depender do uso da transformação correta, dando um bom desafio nesses combates durante toda a campanha.

No final dos estágios, tem a contagem de pontos baseados no tempo, combo e mortes durante a partida. O rank não afeta diretamente a campanha principal, mas é ideal pro pessoal que gosta de encarar os desafios extras do jogo.
Conquistas

Algumas mecânicas podem demorar um pouco pra se acostumar, já que as vezes a dinâmica do jogo é bem rápida, mas não é um jogo complicado de se fechar. Agora caso for correr atrás de todas as conquistas, pode se preparar para treinar e repetir alguns estágio, principalmente os extras, pois requer um pouco mais de habilidade do que o normal usado para fechar o jogo.
Entre os mais trabalhosos temos:
| Conquista | Descrição |
| Show off. | Conseguir rank S em todos os estágios normais |
| Okay, you’re an EX-pert! | Conseguir rank S em todos os estágios extras |
| Gotta… collect them all! | Coletar todas as medalhas do jogo. |
| World Peace! | Salvar todos os membros da resistência |
Conclusão

Em resumo, Berserk Boy traz um divertido jogo de plataforma que enquanto usa uma boa base dos jogos da série Megaman, traz também elementos fora dele pra acrescentar na partida.
Os gráficos gerais são em pixel art com bastante detalhes, mantendo um clima retrod durante doa a partida e uma variação razoável de cenários e inimigos, junto com algumas artes fora desse estilo que geralmente são usadas em partes específicas da história.
As musicas não seguem a linha retro, fugindo dos chiptunes e trazendo uma OST bem gostosa durante todo o jogo, que combinaram bem com os ambientes aonde foram usadas e claro, as musicas de chefes são bem agitadas pra segurar a empolgação desses momentos.
A jogabilidade segue um pouco os padrões do jogos de plataforma em 2D, tendo a variação de técnicas elementais adquiridas conforme avança no jogo, sendo necessárias para avançar nos estágios seguintes e também encontrar caminhos novos nos anteriores, aumentando bastante o tempo de jogo pra aqueles que curtem explorar cada canto dos mapas.
Se você gosta de jogos de plataforma e de séries como Megaman e Gunvolt, esse é uma boa pedida para passar o tempo desafiando os estágios e conquistar os níveis extras e outros pontos secretos que precisa de bastante exploração pra encontra-los.

