
* Esta análise foi feita com o código cedido pela Ratalaika Games (versão PS4/PS5)
Distribuidora: Ratalaika Games / Shinyuden
Produtora: Masaya Games
Plataforma: PS4 / PS5 / Xbox One / Xbox Series S / Xbox Series X / Switch
Mídia: Digital
Ano de Lançamento: 2024


Cyber Citizen Shockman Zero é o remaster de Kaizou Choujin Shubibinman Zero, lançado originalmente para o Satellaview em 1997, onde controlamos dois novos guerreiros Shockman: Raita e Azuki, lutando contra a invasão da Gangue BB.
A Gangue BB invade a Terra, atrás de um artefato do Dr. Gotokuji, enquanto tomam o castelo Azuma.
Raita e Azuki, os novos Shockman, partem atrás da gangue e de seu chefe.


Ao contrário dos outros títulos da série, aqui o jogador pode escolher apenas Raita, o boxeador, como personagem jogável no modo single player. Azuki, a espadachim, fica relegada ao segundo jogador, no modo cooperativo local, embora não hajam grandes diferenças entre ambos.


Lançado originalmente para o Satellaview, o periférico do Super Famicon (o SNES japonês), Kaizou Choujin Shubibinman Zero deveria ser baixado pelo sistema de modem via satélite, isso em 1997.
Desta forma, o último jogo da franquia recebeu uma versão física apenas em 2017, comemorando os 20 anos da franquia, uma edição em cartucho super limitada, apenas no Japão.


Pela primeira vez, elementos de beat’em up surgem na franquia, permitindo o uso de combos.
Como Raita, você pode desferir socos com Quadrado (chutes ao saltar ou pressionando para baixo, para usar a rasteira); ao carregar o botão, o personagem concentra energia, disparando uma bola de energia.


A jogabilidade mais simplificada, bem como uma maior linearidade, acabam por tornar o título mais fácil que seus antecessores.
Os itens coletáveis dos inimigos derrotados variam entre consoles, cartuchos, barras de ouro e moedas, entre outros, que servem para aumentar a pontuação; enquanto a bateria rosa recupera parte da vida perdida e a bateria preta recupera completamente a energia do personagem.


Os inimigos variam entre guerreiros “genéricos” (semelhantes aos inimigos padrão de tokusatsus), atiradores, robôs de variadas formas (entre dragões, tatus e peixes elétricos), até os grandes robôs controlados por Galko, a subordinada da Gangue BB.


Soma-se aos inimigos Kagemaru, um “rival” de Raita, obcecado por derrotá-lo e que funciona como um subchefe, surgindo em vários momentos, com upgrades cibernéticos e cada vez mais rápido.


Aqui o salto para os 16-bits do Super Nintendo faz a diferença, com gráficos mais suaves.
Raita possui uma armadura mais leve, com ombreiras coloridas e o par de luvas de boxe, com uma animação de movimento mais fluída, também observada nos inimigos.



Os cenários variam entre a cidade (o habitual inicio da série), cenário subaquáticos, florestas e mesmo o espaço, “compensando” a falta de variação das fases com veículos.
Os personagens continuam carismáticos, especialmente durante as conversas.


A trilha sonora é a mais inspirada da franquia, com rock em chiptune, tendo algumas canções BEM semelhantes aos temas de Megaman…
A platina é bem direta ao ponto, sendo focada no fim de cada cenário e nas lutas contra Kagemaru, além das pontuações de 50, 150, 250, 350 e 450 mil.
O jogo conta com um sistema de cheats (que não impedem os troféus), save states e rewind (L2).
CONCLUSÃO:
Cyber Citizen Shockman Zero é o último capítulo da franquia e também o título mais obscuro, tendo sido lançado apenas através da Satellaview, no Japão, em 1997, não tendo versão física na sua estreia.
O salto para o Super Nintendo fez muito bem ao gráfico e à trilha sonora, sendo o sistema de combos uma grata surpresa, aliada à melhor jogabilidade da franquia, ainda que a custa da variedade de gameplay.

As ajudas da versão atual, como os cheats, save states e rewind se tornam menos necessárias neste capítulo, dada a baixa dificuldade (ainda que o rewind possa ser uma salvação nas lutas contra chefes).
Cyber Citizen Shockman Zero se mostra o mais amistoso para os novatos, especialmente em relação ao primeiro título, com novos personagens e um design mais arrojado.
A única falta em relação aos outros títulos é a escolha entre os protagonistas, sendo agora a personagem feminina atrelada apenas ao cooperativo.
