* Esta análise foi feita com o código cedido pela Ratalaika Games (versão PS4/PS5)

Distribuidora: Ratalaika Games / Sunsoft
Produtora: Shinyuden
Plataforma: PS4 / PS5 / Xbox One / Xbox Series S / Xbox Series X / Switch
Mídia: Digital
Ano de Lançamento: 2024

Aero: The Acro-Bat é o relançamento/remaster do jogo homônimo, lançado em 1993 para os 16 bits, onde o morcego circense Aero precisa combater um ex-palhaço que ameaça a concorrência.


Edgar Ektor já foi um palhaço n’O Mundo do Circo e Parque de Diversões.
Porém, após uma brincadeira perigosa, que quase matou um leão, ele foi banido do local.
Vinte anos depois do fato, tendo se tornado um poderoso industrial, Edgar retorna ao circo que o expulsou e sequestra todos os membros da equipe, junto de sua gangue Psycho Circus e de seu fiel escudeiro, Zero: O Esquilo Kamikaze (atenção a este nome, que irá ressurgir na franquia).

Edgar Ektor e Zero
Zero: de capanga a protagonista!

Único a escapar do sequestro, Aero: O Morcego Acrobata, precisa combater a gangue e derrotar Edgar, enquanto resgata seus companheiros de circo.

Aero: O Morcego Acrobata… esse trocadilho funciona apenas no inglês
Meu grande problema na infância, a fase em que é necessário acender as quatro luzes

Aero: The Acro-Bat foi lançado originalmente em 1993, para Super Nintendo e Mega Drive (Sega Genesis), desenvolvido pela extinta Iguana Entertainment e publicado pela Sunsoft.
Fruto de uma era onde os mascotes dominavam a indústria de games, Aero teve sua própria franquia, com uma sequência em 1994 (Aero: The Acro-Bat 2) e um spin-off, no mesmo ano (Zero: The Kamikaze Squirrel).

Memórias do passado desbloqueadas…
Aero fazendo um moonwalk no logo da Sunsoft: ah, os anos 90!

A versão atual, trazida pela Ratalaika e pela Shinyuden, conta com uma série de ajudas/facilitadores modernos, como save state, cheats e botão rewind.
Se você deseja uma experiência mais próxima à original, mas sem a frustração constante, recomendo ficar apenas no uso ocasional do rewind e save states, os cheats quebram consideravelmente a experiência…

Crianças, houve uma era onde os jogos possuíam manuais!
Ah caixa original do cartucho (com a duvidosa qualidade do Aero em 3D da época)

Aero possui habilidades de voo para atacar, em parafuso diretamente do chão, apertando para cima e X ou para baixo, apertando para baixo na diagonal desejada + X após um pulo; também é possível utilizar o parafuso para cima para alcançar plataformas, podendo ser executado um segundo movimento rapidamente após o primeiro, atingindo alturas e locais que normalmente não seriam possíveis. Caso possua estrelas, elas são arremessadas utilizando Quadrado, mas nem todos os inimigos são afetados pelas mesmas.

Bem, o nome já diz que ele é um Acro-Bata…
Camas elásticas para expandir os pulos de um morcego que não voa
Disparado de um canhão por um aro em chamas: não tem como ficar mais circo que isso

Os objetivos de cada fase são revelados na tela de introdução das mesmas, variando entre remover plataformas azuis com estrelas (pulando várias vezes), passar por aros de apresentação, encontrar a saída da fase ou navegar de alguma forma específica (rolando pelo cenário, usando um carrinho, etc.), entre outros.

A introdução da fase mostra o objetivo, quem dera todos os mascotes tivesse isso em seus jogos
Espinhos metálicos: o maior inimigo de todo herói dos anos 90

O jogo utiliza um sistema de tempo, que afeta a pontuação de cada fase, mas o jogador não morre caso o tempo acabe, apenas perdendo os pontos bônus.
Entre os itens encontrados, temos estrelas que servem como projéteis, vidas extras (em um número consideravelmente generoso para o estilo), a letra A e lanches que servem de repositores de saúde e uma bola com a letra B (que leva para a fase bônus após a conclusão, sendo apenas um por “mundo”).

Esse palhaço não pode ser derrotado facilmente: considere se vale à pena enfrentá-lo!
Embora o tempo não mate, relógios ajudam a terminar a fase com uma boa pontuação
O item para fase bônus geralmente está em locais menos acessíveis

Os inimigos da gangue Psycho giram em torno da temática de circo, com algumas variações de palhaços, trapezistas, malabaristas, mágicos e uma série de animais em funções variadas. A maior parte pode ser derrotada rapidamente, embora alguns mostrem-se invulneráveis aos ataques normais, muitas vezes sendo mais fácil evitá-los do que entrar em combate.

Jamiroquai, você por aqui?
Zero: O Esquilo Kamikaze, como um dos chefes, antes de ter seu próprio jogo

A arte de Aero: The Acro-Bat envelheceu bem, como costuma acontecer aos jogos da era 16 bits, com muitas cores envolvidas, em tons mais soturnos.
A temática circo/parque de diversões está bem distribuída entre os mundos, com variações no picadeiro, em uma casa mal-assombrada e um parque com atrações e brinquedos curiosamente mortais.

Você levaria seu filho a este parque de diversões?
Brinquedos testados e aprovados!

A trilha sonora possui boas variações em chip tune, embora a música da primeira fase seja um pouco cansativa na repetição do tema circense.
Os mundos consecutivos possuem músicas mais agradáveis.



A platina consiste em finalizar o jogo, completar três das fases bônus, finalizar um dos atos em menos de 2min, completar uma fase tendo coletado 30 itens e uma fase tendo derrotado 20 inimigos, entre outros.
O restante dos troféus gira em torno de finalizar as fases e derrotar os chefes.

Um morcego praticando Bungle Jump
Não, tem continuação

RESUMO DA ÓPERA:
Aero: The Acro-Bat
ressurge de uma era de ouro dos mascotes, que dominaram os 16 bits, entretanto pertencendo à uma segunda classe deles, mas mostra-se ainda bastante relevante, ao contrário de alguns de seus “companheiros” (Bubsy, eu estou olhando diretamente pra você!).

Eu sou a NOITE!

Joguei muito o título na infância e tinha uma memória de sua dificuldade excessiva. Embora o jogo de fato apresente um bom desafio, eu provavelmente fosse um jogador MUITO abaixo da média para a época.
A versão atual conta com uma série de facilitadores que tornam a experiência mais palatável, embora os cheats acabem por tornar a experiência demasiadamente fácil. Considere apenas o uso do rewind e/ou save state em uma primeira jogada, para captar a atmosfera da época.

Colesterol, aí vou eu!

Aero: The Acro-Bat possui aquele visual mais sombrio dos mascotes, embora sem deixar o sentimento lúcido de lado.
Um jogo de plataforma clássico e não tão conhecido pelo grande público, revivido pela parceria Shinyuden e Ratalaika, que mostra-se fazendo um belo trabalho de “preservação” dos jogos antigos mais esquecidos.

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