* Esta análise foi feita com o código cedido pela Ratalaika Games (versão PS4/PS5)

Distribuidora: Ratalaika Games / Sunsoft
Produtora: Shinyuden
Plataforma: PS4 / PS5 / Xbox One / Xbox Series S / Xbox Series X / Switch
Mídia: Digital
Ano de Lançamento: 2024

Aero: The Acro-Bat 2 é o relançamento/remaster do jogo homônimo, lançado em 1994 para os 16 bits, onde o morcego circense Aero precisa combater novamente Edgar Ektor, que sobreviveu à queda no título anterior.


Após a batalha final contra o industrial Edgar Ektor, no alto do Museu dos Horrores, Aero resolve explorar o local.
Ele encontra uma estranha caixa mágica, que acaba por transportá-lo para o interior de um castelo.

Zero salva Ektor de uma morte certa ao fim do primeiro jogo
Aero encontra uma caixa mágica no Museu dos Horrores

Em queda livre, Ektor teria uma morte certa, mas ele é salvo da queda pelo seu fiel escudeiro, Zero.
Juntos, eles reúnem um novo time de aliados e partem para o Plano B, na nova investida para dominar o mundo.

Parte traseira da caixa original do cartucho
As camas do castelo tomam o lugar das camas elásticas

Aero: The Acro-Bat 2 foi lançado para o Mega Drive (Sega Genesis), em Abril de 1994, tendo sua versão para Super Nintendo sido lançada em Novembro do mesmo ano.
Segundo título da franquia, ao final temos a ponte de ligação que explica como Zero, O Esquilo Kamikaze terá uma aventura própria em um jogo futuro (lançada ainda em 1994).

O ataque em parafuso continua sendo a principal arma de Aero, bem como o modo de alcançar alturas maiores
Passagens secretas nas paredes levam a áreas com itens extras

A versão atual, trazida pela Ratalaika e pela Shinyuden, conta com uma série de ajudas/facilitadores modernos, como save state, cheats e botão rewind.
Os cheats acabam por quebrar um pouco da imersão, tornando o jogo fácil demais, então recomenda-se apenas o uso do rewind e eventuais save states para uma experiência mais equilibrada e moderna.

Projetores e outros objetos rotativos geram impulso nos saltos do morcego
Lanches e bebidas geram pontuação extra

Aqui temos algumas modificações no gameplay e level design, em relação ao título original: Aero continua atirando Estrelas com Quadrado e executando o salto com X, bastando um segundo apertar do botão para o golpe em parafuso; Triângulo continua com a função de olhar para trechos mais distantes da tela e de deslizar o morcego quando combinado com a corrida, enquanto Círculo executa (após o salto) um ataque em parafuso para baixo, ideal para acertar inimigos na cabeça.

Correndo, aperte Triângulo para deslizar e passar por pequenos espaços
Plataformas invisíveis estão presentes em algumas fases

O tempo das fases e os objetivos para finalizá-las não mais estão presentes, tornando a aventura mais “linear” em relação ao concluir cada área, embora ainda haja espaço para muita exploração e segredos.
Ao coletar as quatro letras AERO, você desbloqueia o jogo do copo, onde uma estátua de ouro do morcego é colocada em um de três copos e você deve acompanhar a manipulação para encontrá-la e ganhar uma vida.

Ao coletar as quatro letras da fase, um jogo onde o palhaço esconde o prêmio em um dos copos e os embaralha é desbloqueado
Desta vez, basta encontrar o transporte para a próxima fase

As fases, mais variadas que no primeiro jogo, possuem visuais sombrios, com uso de cores mais escuras. Os personagens, durante as cutscenes, possuem diálogos sarcástico e ácidos (até mesmo provocantes em alguns casos), mostrando um tema menos lúdico e mais “cru” do mundo.

Aero demonstra suas habilidades de snowboard para avançar na neve
Batasha revela que Boris a utiliza como um tipo de escrava… isso ainda é um jogo infantil?

Esta mudança no visual e nas temáticas combina mais com o protagonista e, com as melhorias gráficas, alguns personagens foram remodelados, como o próprio Edgar Ektor, agora em uma versão mais maligna e ameaçadora.

Magos e bruxos estão entre os inimigos mais resistentes e perigosos
O visual mais sombrio marca a transição entre os dois jogos

A trilha sonora não possui mais os temas circenses e é mais voltada para o jazz, com forte uso de teclado em chiptune. O clima soturno é igualmente retratado aqui, casando bem com a temática do jogo.


A platina é direto ao ponto, bastando finalizar o jogo, sendo cada troféu relacionado ao completar de uma das fases.
As fases bônus e o jogo do copo não afetam ou são necessárias, apenas servindo para aumentar a pontuação e conseguir vidas extras.

Aperte o botão para a demo da sequência musical que você precisará reproduzir nas teclas do piano
Cuidado com os sinos que surgem na escuridão
Ou sofra as consequências de ser atirado na tela da TV

RESUMO DA ÓPERA:
Aero: The Acro-Bat 2
retorna com o herói para derrotar mais uma vez Edgar Ektor, o industrial (e ex-palhaço) que deseja dominar o mundo.
A temática mais séria e sombria está estampada no redesign de fases e personagens, com menos coloração e uma trilha sonora mais sóbria.

Palhaços Disco, acho que agora eu vi de tudo!

Enquanto o jogo possui fases mais longas e sem objetivos específicos para passar, tornando-se mais tradicional, a apresentação do remaster é um tanto estranha, com menus simplórios, que lembram jogos antigos de PC (começo dos anos 90). Não é algo que vá afetar a experiência, uma vez que está apenas nos menus pré-jogo, mas causa uma sensação de falta de esmero.

Os menus pré-jogo possuem a qualidade dos menus de jogos de PC no começo dos anos 90, faltou capricho aqui!

Aero: The Acro-Bat 2 retorna em uma aventura maior e mais corajosa, colocando o Morcego Acrobata mais uma vez para sobreviver contra Edgar Ektor e seus asseclas, agora em diferentes localidades, deixando o tema circense em segundo plano.
Uma experiência mais sólida e sombria, Aero: The Acro-Bat 2 aposta alto para uma continuação apenas um ano depois de seu título original.

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