Review / Tutorial: DARIUSBURST: Another Chronicle EX+

A máquina de arcade original, nela o jogo realmente tem a visualização que queria pro jogo…

Ola, aqui é o Pena e hoje venho com um dos clássicos dos shumps, o Dariusbusrt: Another Chronicle EX+.

O jogo é produzido pela Taito Corporation, que já fizemos o review do Space Invaders Forever e do Bubble Bobble 4, enquanto a publicação ficou por conta da ININ Games na América (que que fizemos o review do Wonder Boy: Asha in Monster World e do Cotton Reboot) e da United Games na Europa.

O jogo é um port direto do arcade mostrado logo acima e que já esteve no jogo Dariusburst: Chronicle Saviours que saiu em 2015 para PlayStation 4, PlayStation Vita e Pc, mas essa versão tem acesso a todos os eventos que tiveram no arcade.

Review feito em base da versão pra PS4
(código cedido pela United Games)

Titulo: DARIUSBURST: Another Chronicle EX+
Produtora: Taito Corporation e Pyramid
Distribuidora: ININ Games (América) / United Games (Europa) / Taito (Japão)
Gênero: Shoot’em Up
Plataformas:
PlayStation 4 e Nintendo Switch
Mídia: Físico e Digital
Textos: Inglês e Japonês

A Série

Um dos chefes classicos da série

A série Darius iniciou no Japão em 1987, dando as caras nos grandes centros de arcades e trazendo uma premissa peculiar, aonde todos os chefes são naves gigantes em forma de peixes e outros frutos do mar. Como não sou um ultra conhecedor da série, não vou conseguir entrar em muitos detalhes, mesmo conhecendo a série pelo porte do segundo jogo para Master System conhecido como Sagaia, que só saiu no Brasil e na Europa.

  • Darius (1987): primeiro jogo da série, saiu inicialmente para arcade e depois recebeu uma versão nomeada “Extra Version” com balanceamentos;
  • Darius II (1989): outro que saiu para arcade, tendo versões de duas e três telas;
  • Darius Gaiden (1994): mais um para os arcades;
  • Dariusburst Another Chronicle (2010): É desse que foi feito o port desse review;
  • Darius Twin (1991): primeiro jogo da série original para consoles, tendo maior base no 2º jogo, saiu para Snes;
  • Darius Force (1993): Esse também saiu para Snes, sendo uma sequencia do Twin;
  • Dariusburst (2009): Esse saiu originalmente par ao PSP pra ter o acompanhamento do arcade;

Gráficos

O jogo é todo em 3D e até que são bem detalhados e cheio de efeitos, mas infelizmente o formata da tela original do arcade não ajuda muito no port pros consoles, já que não teve um reajuste deles, ficando com duas faixas pretas pegando um total de metade da tela.

Caso você tenha uma TV BEM GRANDE, talvez não tenha tanto problema na visualização, mas se a sua tela não for muito grande, isso será um grande problema, maior ainda se você pegou a versão do Nintendo Switch e tentar joga-lo no modo portátil (eu não testei ele, mas tenho o Chronicle Saviours pro Vita, então sei o que estou falando…)

Áudio

Uma das telas de dicas enquanto carrega a partida

Uma coisa que a série sabe fazer bem são as musicas e esse tem um estilo bem próprio, misturando vocais femininos com musicas eletrônicas e clássicas, é realmente uma viagem que combina bem com o estilo dos cenários e inimigos que você enfrenta no jogo.

Consegui achar a OST do jogo no Spotify, então aproveita a brisa das músicas pra entrar no clima enquanto termina de ler o review.

OBS: Se você for que nem eu que escuta as musicas no aleatório, não faça isso com essa lista, as músicas são sequenciais, o tom que termina uma inicia outra (ou escute a ultima musica da lista intitulada “Musical suite KOHDOH“, ela junta todas as fases dessa sequencia numa única faixa de mais de 26 minutos)

Jogabilidade

Ele é um port direto dos arcades, mas não se preocupe, as fichas são gratuitas hahahahaha.

O jogo tem 4 modos principais, sendo eles:

  • Original Mode: O modo básico do jogo, numa sequencia de três telas;
  • Chronicle Mode: Diversas sequencias diferentes com objetivos diversos;
  • Original EX Mode: Segue o mesmo conceito do modo original, mas bem mais difícil;
  • Event Mode: Compilação dos eventos que ocorreram nos arcades (esse não tem no Chronicle Saviours).

Independente do modo que você escolher, tem a seleção de entrada do modo, no Default Entry, é o modo padrão do arcade, com vidas e continues, enquanto no Infinite Ships Entry você não perde vida e nem entra na tela de continue, mas a sua pontuação não é contada pro rank mundial do jogo.

Sendo um arcade, pode jogar até 4 pessoas juntas

Logo em seguida tem a seleção da nave que você pretende utilizar e também acerta se pode entrar mais jogadores com você na partida. Cada nave tem o seu estilo próprio, então vai do seu gosto e habilidade.

Original e Original EX Modes

No Original Mode é como funciona o padrão do arcade, aonde você pode escolher uma rota inicial entre as três dificuldades padrões.

No final de cada tela você escolhe o próximo caminho que pretende jogar, sendo que a opção superior sempre é a mais fácil e a de baixo a mais difícil.

Enquanto o padrão de seleção de rotas no Original EX Mode é igual ao modo padrão, repare que está tudo como EXPERT. Acredite, eles abusaram da dificuldade nesse modo, vai forçar bem aqueles que pretendem fazer tudo do jogo.

Chronicle Mode

No Chronicle Mode você primeiro escolhe um dos sistemas estelares que tem diversas missões. No topo da tela mostra quais partes já foram liberadas e áreas que ainda não foram exploradas pela comunidade do jogo.

Cada área tem uma sequencia de telas e o uso de naves específicas, além de mostrar as pontuações gerais suas e da comunidade.

Event Mode

No Event Mode temos acesso as telas que foram desenvolvidas para eventos específicos. Cada evento tem uma sequencia específica de telas e algumas regras, claro que boa parte delas são bem difíceis.

A ação em si

Essas bolinhas são power ups.

Como a maioria dos jogos de shumps, principalmente nos arcades, pra melhorar a sua naves precisa pegar power ups deixado por inimigos. Na sua maioria, o inimigo que tem o power up vem da mesma cor do item que ele vai deixar. Segue a utilização de cada um deles:

  • Vermelho: Melhora o tiro principal da nave;
  • Verde: Melhora as bombas lançadas pela nave;
  • Azul: Adiciona escudo a sua nave;
  • Cinza: Ganha pontos;
  • Amarelo: Causa dano a todos os inimigos da tela.
Essa contagem de tempo é dum dos eventos que é time attack.

Pelo menos nesse jogo não perdemos as melhorias quando morremos, apenas o escudo, mas é melhor do que voltar com o tiro base da nave.

Ao contrário da maioria dos jogos do gênero, em que atirar pra trás depende de alguma arma específica (isso quando tem como atirar pra trás), nesse jogo você pode mudar a posição da sua nave a qualquer momento, o que ajuda bastante contra as hordas de inimigos que vem de todos os lados.

Cada nave tem o seu especial e o modo de utiliza-lo é bem diferente, indo de uma grande explosão a um laser concentrado. Mas pra utilizar esse especial é o mesmo pra todos, precisa que a barra que fica debaixo da nave esteja cheia (no caso de ataque único) ou mais da metade cheia (no caso de laser continuo).

Os chefes continuam na ignorância que sempre foram, gigantes, cheio de partes destrutíveis e uma chuva de tiro por toda a tela XD

Troféus

Ehhh, não, desculpe mas nem sonho em pegar essa platina ahhaahah

Se você pegou a versão para PlayStation 4 e gosta de fazer os troféus, boa sorte, você vai precisar, pois como boa parte dos jogos da Taito, esse tem uma lista de troféus bem complicada e vai exigir que você vire um mestre no jogo. Das mais complicadas temos:

TroféuDescrição
Metal SoldierCompletar a rota “CGL” do Original Mode sem tomar dano
I’ve FinishedTerminar todas as rotas do modo Original e EX sem usar continue
Tiat YoungFazer mais de 300.000.000 pontos em qualquer modo
Captain NeoCompletar a rota “QUZ” no EX mode sem perder uma vida

Conclusão

Enquanto Dariusburst traz a experiência dos shumps clássicos do arcade diretamente pra a sua casa com dificuldades diversas pra todos os gostos, ele deixa um pouco a desejar no requisito de visualização, já que ter portado direto o formato do arcade para o console atrapalha bem na hora de jogar por afetar o tamanho da nave. Se a pessoa tem alguma dificuldade visual ou tentar jogar no modo portátil, infelizmente não terá uma experiência muito boa.

Pelo menos temos acesso a modos e missões diferentes, tornando a vida útil do jogo bem grande pra aqueles que curtem fazer várias missões nesse tipo de jogo.

As musicas é o deslumbre a parte, mesmo que não curte muito eletrônico (assim como eu) vai adorar a psicodelia que a OST desse jogo traz, o que combina bem com o clima doido que os efeitos visuais de diversos cenários trazem.

Resumindo, se você conseguir aguentar a visualização (ou tiver daqueles monitores bem largos), vai curtir bem o jogo, já que mantém bem a ideia original da série.