Fala pessoal, aqui é o Pena e hoje trago mais um jogo de plataforma com o Majogami.

O jogo foi produzido e distribuído pela Inti Creates, responsável pelos jogos da franquia Gunvolt como também da trilogia Blaster Master Zero (todos os review que fizemos deles você encontra aqui).

Review baseado na versão para PC
Código cedido pela Inti Creates

Titulo: Majogami
Produtora: Inti Creates
Distribuidora: Inti Creates
Gênero: Ação / Plataforma
Plataformas: PlayStation 5, Nintendo Switch, Nintendo Switch 2 e PC (Steam)
Mídia: Digital e Físico (somente Digital)
Textos: Português, Inglês, Espanhol, Francês, Japonês, Coreano, Chinês Tradicional e Simplificado
Dublagem: Japonês

História

A história ocorre no mundo de papel Orchesgra, aonde acompanhamos a caçadora de bruxas Shiroha que acordou sem as suas memórias após perder a batalha contra a bruxa Aradia.

Com a ajuda do seu pai Shiori, que no momento está preso num pedaço de papel mágico, ela começa a explorar esse mundo dentro de um livro por um meio de escapar e conseguir as suas memórias perdidas, batendo de frente contra o exercito de Shikigamis da bruxa que aprisionou ela aqui.

Enquanto a premissa inicial do jogo é bem simples e direta, o desenvolver da história agrada bastante, com diversas reviravoltas que pegam de surpresa o jogador e deixa ela bem interessante, segurando bem a atenção durante toda a campanha, principalmente pra aqueles que gostam de umas cenas de ação e bastante piadas para descontrair.

Sobre o titulo do jogo:

Só pela curiosidade, o titulo “Majogami” é uma mistura e adaptação de duas palavras japonesas que dão todo o contexto da temática do jogo:
* Majo: pode ser traduzida como “Bruxa” ou “Feiticeira”;
* Shikigami: No titulo do jogo usado apenas o “gami”, são entidades do folclore japonês controlados por feiticeiros e são convocados usando amuletos de papel.

Gráfico

Os gráficos gerais do jogo são em 2D misturando com alguns elementos em 3D, dando um estilo bem interessante na arte geral durante a campanha, com diversos efeitos especiais chamativos característicos dos jogos que puxam aos animes, mas aqui eles realmente usaram e abusaram desse estilo, principalmente nos ataques especiais contra os chefes.

Já durante as conversas da campanha ou em alguns pontos específicos da jogatina, temos artes totalmente em 2D, muito bonitas e que combinam muito bem com o clima que o jogo traz na história. Claro que algumas delas elas pendem um pouco mais para o “ecchi” que temos na série “Gal*Gun”, enquanto não tem nada pesado, é sempre bom avisar para os que se incomodam com isso.

Audio

É nessas horas que vemos que a localização foi bem pensada hahahaha

O estilo das musicas varia um pouco dependendo do contexto, sendo que no geral usam musicas com piano mais puxadas para o estilo usadas en teatros e em contos infantis, mas elas mudam bem quando usamos as transformações da Shiroha, dai varia entre rock e pop, bem no estilo das musicas da série Gunvolt.

Infelizmente a OST do jogo não está disponível no Spotify, então vou deixar uma das musicas que mais me agradaram na partida para você experimentar enquanto continua lendo o post.

  • Miyu Tomita: Dubladora da Shiroha, faz a Chuatury Panlunch do anime Mobile Suit Gundam: The Witch From Mercury e o Socks da série Fuga: Melodies of Steel;
  • Kenji Hamada: Dublador do Shiori, faz o Cassius Bright no remake do Legend of Heroes: Trails in the Sky Fc e o Patrick Colasour da série Mobile Suit Gundam 00;
  • Hiroto Akiya: Dublador do Sirius, faz o Ryou Akebono na série Argonavis e o Celsika no anime Skeleton Knight in Another World;
  • Sho Karino: Dublador do Antares, faz o Chifuyu Matsuno no jogo Ryu ga Gotoku Online e o Matsui no jogo Lost Judgment;
  • Ayaka Ohnishi: Dubladora da Pollux, faz a Mejiro Bright na série Uma Musume e ambas Sleepy Sheep e Rapunzel no jogo Card-en-Ciel.

Jogabilidade

A jogabilidade lembra bastante outros jogos da Inti Creates, principalmente da série Gunvolt com um toque do “Muramasa: The Demon Sword” da Vanillaware, trazendo um jogo de plataforma com uma ação bem peculiar e ágil que precisa se adaptar um pouco para conseguir fazer as ações mais estilosas dele.

OBS: Para evitar certos spoilers (e também pra não estragar a diversão do pessoal, alguns pequenos detalhes das mecânicas não estão comentadas aqui no review)

Menus e Seleção de estágios

A seleção dos estágios é feita pelo livro de histórias que serve como mapa durante toda a campanha. Na hora de selecionar o estágio ou batalha de chefe conforme elas são desbloqueadas, podemos escolher entre 3 dificuldades:

  • Fácil: Aqui temos mais facilidades e os inimigos são bem mais fracos que o normal, ideal pra quem não está acostumado com o gênero do jogo ou simplesmente quer avançar na campanha pra aproveitar a história;
  • Normal: A dificuldade básica. mais balanceada mas ainda com algumas peculiaridades que ajudam o jogador, mas não segura na mão dele, principalmente lá pro final da campanha;
  • Difícil: Como já é de se imaginar, aqui os inimigos estão bem mais difíceis que o normal e ainda temos algumas desvantagens, como não poder usar muito a defesa pois ela quebra, recomendado apenas pra aqueles que querem um desafio extra na partida.

Durante a verificação do mapa podemos acessar o menu central aonde acertamos as configurações antes da ação e outras interações, além de alguns extras.

A aba “Preparar” abre o menu geral que também temos acesso durante os estágios, mas aqui podemos mexer nas configurações. Na sessão “Astrais” temos uma visão geral do nível de amizade que temos com cada um dos três Atrais que nos ajudam na campanha e podemos gastar as “Palavras de Poder” para aumentar o poder deles.

Na aba da Shiroha podemos usar as comidas que ela tem no inventário durante os estágios para recuperar a vida dela e também verificar quais técnicas ela já aprendeu junto com os seus comandos para relembrar os seus usos.

Na aba “Amuletos” podemos equipar os diversos acessórios que encontramos e compramos durante a campanha, recebendo proteções extras que nos auxiliam bastante durante os combates.

Em “conversas” podemos ver interações extras que não fazem parte diretamente da história principal, explicando certos pontos ou apenas mostrando o lado mais cotidiano dos personagens, com umas sequencias bem engraçadas.

Em “Lembraças” podemos rever os pontos da história principal já liberadas diretamente sem precisar reiniciar os estágios, facilitando para aqueles que querem relembrar algum detalhe da campanha.

Conforme avançamos na campanha e derrotamos um inimigo específico nos estágios, liberamos missões extras no “Teste”, ainda cada nova missão tem regras distintas, como não poder se mover ou só usar um certo tipo de ataque. Aqui podemos usar algumas dessas missões para treinar certas habilidades e ainda conseguimos recompensas.

Independente de qual parte da campanha você está, sempre temos acesso a Loja “Etecetera.” da Uyuha, aonde podemos comprar diversos itens que auxiliam bastante na campanha, divididos em várias sessões:

  • Recomendados: Geralmente aqui são colocados os itens novos liberados no novo capítulo;
  • Itens: Aqui Uyuha vende diversas comidas usadas para cura nos estágios, mas tem limite de compras deles;
  • Amuletos: A maioria dos amuletos do jogo você encontra para comprar aqui;
  • Pergaminhos: Algumas técnicas são aprendidas comprando os pergaminhos nessa sessão;
  • Coruja Branca: Aqui você contrata um NPC que te ajuda a encontrar alguns itens escondidos que não aparecem sem ela;
  • Bate Papo: Assim como os Astrais, podemos gastar as “Palavras de Poder” pra melhora a amizade com a Uyuha.

Exploração dos estágios e Chefes

Os estágios são todos no estilo de plataforma, podendo atacar com a espada os inimigos. Não temos ataques diretos de longo alcance aqui (tem exceção que eu comento posteriormente), mas os ataques básicos da Shiroha são combos de espada pra cortar os inimigos. Pelo menos o jogo sempre identifica os inimigos com essa mira em forma de lua minguante.
Alguns inimigos tem uma proteção extra aonde precisamos atacar mais vezes, mas a ideia geral continua a mesma.

O ponto central da ação do jogo é o corte rápido com a espada. Contra inimigos fracos, simplesmente um deles já é o suficiente para derrota-los e recuperar a carga necessária para usar esse ataque e podemos usar esse investida tanto para avançar rapidamente no cenário como também alcançar alguns pontos de difícil acesso usando o impulso ganho desse ataque.

A maioria dos inimigos são fracos contra o ataque Setsuna, que é o corte rápido da Shiroha, mas alguns tem uma proteção da Bruxa aonde são imunes a qualquer ataque que não seja no posicionamento correto.

Contra esses inimigos você precisa realizar um corte horizontal, diagonal ou vertical (repare que cada um tem uma cor específica, isso é muito usado no jogo) dependendo do direcionamento marcado na sua proteção e, caso esteja difícil acertar a fraqueza, é possível carregar o especial e desferir mais de uma posição num ataque só, mas além de gastar mais, Shiroha fica sem defesa por alguns momentos.

Durante a exploração dos estágios encontramos esses tesouros, a maioria tem dinheiro nele, mas alguns liberam novas conversas ou contêm as “palavras de força” usadas para aumentar o nível dos Atrais. Cada estágio antes de inicia-los tem uma indicação de quantos tem ali e quais já foram encontrados.

A uma variabilidade de dispositivos e mecânicas diferentes em cada um dos capítulos do jogo, como o uso de teleporte escalando paredes e outros poderes, aumentando bastante a diversidade de exploração do jogo.

Os estágios são divididos em vários setores e esses rasgos dimensionais são usados para interliga-los e também como check-point caso morra em algum ponto da partida.

Conforme avança na campanha, Shiroha encontra os seres Astrais Sirius, Antares e Pollux. Nesse ponto, conforme derrotamos os inimigos, uma barra de energia especial carrega em separado que dependendo do estágio, a sequencia que libera o uso deles varia.

Ao usar o “Ascensão”, Shiroha empunha uma versão transformada dos Astrais em armas para combater os inimigos. Como já é de se imaginar, cada um deles tem habilidades diferentes, ligadas aos posicionamentos e suas respectivas cores, como também a possibilidade de ativar pulo duplo e outras técnicas especiais.

Assim que ativa uma das ascensões, não é possível ativar as outras, mas em compensação começa a carregar um especial especifico dessa arma.

Agora, durante o uso do Ascension, é possível liberar uma segunda transformação com cada uma das armas, aqui realmente cada uma delas ficam bem únicas, já que liberam técnicas específicas para cada uma delas, como o uso de flechas (uma das poucas técnicas de longa distância) ou uso de gancho pra desarmar inimigos. Saber qual transformação em cada cenário faz toda a diferença.

Durante as batalhas dos chefes que temos uns dos pontos mais interessantes. Além das batalhas variarem bastante na estratégia para cada uma delas, seguindo o padrão dos jogos do Gunvolt (lembre-se, mesma produtora), cada chefe tem um especial que eles usam em determinados pontos.

Enquanto nos outros jogos você apenas tem a opção de de desviar para sobrevier, aqui você pode enfrentar ativamente o ataque, entrando numa disputa de atrito se fizer corretamente.

E outro ponto, caso durante esse momento você esteja na transformação máxima do Astral correto (lembre-se, cada um é usado para uma posição), é possível contra-atacar direto sem nem entrar no atrito com o ataque final dela, dando uma sequencia bem animal.

Extras

Enquanto o jogo não tem um New Game +, quando finalizamos a campanha é possível retornar no mesmo save para realizar diversos extras, entre eles novos desafios nos testes, sendo alguns deles online para disputar com outros jogadores da mesma plataforma que você estiver jogando.

Além disso, também tem alguns detalhes novos da campanha que podem ser liberados caso você conclua os requerimentos pedidos, mas claro que isso eu não vou comentar aqui né.

Conquistas

É, esse daqui está fora da minha habilidade…

Enquanto finalizar o jogo não é muito complicado, ainda mais com a seleção de dificuldade geral dos estágios, a lista de conquistas dá um belo trabalho. Assim como outros jogos da Inti Creates aonde você precisa fechar todos os estágios no Hard, alguns desafios extras são realmente complicados, precisando focar bastante em cada um deles e ter uma boa habilidade.
Entre os mais trabalhosos temos:

ConquistaDescrição
Believe in YourselfFinalizar o Ato X, Cena X: Hellfire sem usar itens ou amuletos
To Greater HeightsFinalizar todos os desafios
One of a KindFinalizar todos os estágios e chefes no Hard
Ambitious AdventurerEncontrar todos os tesouros dos estágios

Conclusão

Em resumo, Majogami traz um ótimo jogo de ação em plataforma, com uma alta velocidade seguindo o estilo dos jogos da série Gunvolt.

Os modelos em 3D durante a jogatina misturando com as artes em 2D durante certas cenas e as musicas embalam muito bem toda a campanha, segurando os amantes de animes e jogos de ação em geral.

A jogabilidade é o ponto forte aqui, demora um pouco pra pegar bem o estilo do jogo por demandar uma certa precisão em certos pontos, mesmo com a automatização de certos comandos, mas depois de entender bem como funciona a mecânica dos combos e transformações, a diversão é mais do que garantida.

No geral, se você já conhece os jogos da Inti Creates como a série Gunvolt ou gosta de jogos de ação mais rápidos e desafiadores, Majogami é uma ótima pedida pra curtir horas afim.

Um ponto importante sobre o tempo de jogo geral é que vai variar bastante dependendo do estilo de jogo da pessoa, sendo um jogo relativamente curto caso foque apenas em passar os estágios e chefes sem prestar atenção na história e extras, mas caso tentar fazer os desafios ou explorar com mais cuidado o jogo, principalmente se for tentar a lista de conquistas dele, é um jogo que te prende por pelo menos umas 30~40 horas dependendo da sua habilidade e perseverança.

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