Atenção: Assim como está no título, esse review é baseado na versão do Acesso Antecipado na Steam, aonde o jogo ainda está em produção, então posteriormente, quando o jogo for lançado por completo, pode ocorrer de ter variações entre ele e o conteúdo aqui descrito.

Fala pessoal, aqui é o Pena e hoje vamos com Fallen Tear: The Ascension, um metroidvania que eu to acompanhando desde o anuncio mas só agora consegui escrever sobre ele.
O jogo está em produção pelo estúdio Filipino “Winter Crew Studios” e publicado pela “CMD Studios”, sendo o primeiro trabalho em produção e publicação de jogos de ambos respectivamente.
Já tem um bom tempo que o jogo foi anunciado e já tivemos algumas demos dele no meio do caminho (uma até de 2021) e agora em 2026 ele entrou em acesso antecipado, tendo cerca de umas 8~10 horas de jogo já disponível dependendo de quanto você aprofundar na exploração.

Código cedido pela CMD Stuidos
Titulo: Fallen Tear: The Ascension
Produtora: Winter Crew Studios
Distribuidora: CMD Studios
Gênero: Metroidvania / Plataforma
Plataformas: PC (Steam), PlayStation 5, Nintendo Switch e Xbox Series
Mídia: Digital
Textos: Inglês e Chinês Simplificado
Dublagem: Inglês
História

A história ocorre no mundo de Raoah, aonde o equilíbrio dos elementos e forças antigas estão colapsando, fazendo com que todos o reino caminhe para a destruição.

Nesse contexto controlamos Hira, um jovem de uma raça diferente do reto da sua vila que chegou na idade que lhe é permitido virar um caçador e justamente no primeiro dia, a sua vila é atacada e, durante esse ocorrido, uma série de eventos fazem com que ele seja expulso dela.

Logo após, ele se encontra num templo antigo aonde descobre sobre a ruína do mundo e por forças maiores, sai numa viagem para verificar o que realmente está ocorrendo e durante a campanha, encontra diversos companheiros que lhe apoia nos mais diversos pontos da aventura.
A história geral esbarra em diversos clichês dos jogos de JRPG, mas a ideia geral dela agrada ao ponto de manter a atenção do jogador, mas devido ao ponto que está no desenvolvimento, não é possível dar um parecer definitivo dela jpa que não teve um grande desenvolvimento, mas pelo menos está num bom caminho.
Gráficos

O jogo todo utiliza uma arte desenhada a mão, trazendo personagens e cenários bem detalhados e bem caprichados durante toda a campanha, com uma movimentação bem fluida durante todos os combates.

O que chama bastante atenção são os efeitos dos ataques, principalmente nas disputas contra alguns chefes mais fortes, a variedade e como são feitos agradam bastante, principalmente pra aqueles que curtem combates rápidos durante a disputa.
Áudio

As musicas foram compostas por Lukas Piel e com participação especial de Motoi Sakuraba, trazendo musicas bem gostosas de acompanhar durante a exploração e agitadas nos combates contra os chefes., segurando bem a atenção do jogador durante a campanha.
O jogo tem dublagem em inglês com um time interessante de atores na produção, entre eles:
- Brandon Hunt: Dublador do Hira, faz o Anderson no jogo Mecharashi e o Grimtorok no Hyrule Warriors: Age of Imprisonment;
- Laila Berzins: Dubladora da Runa, faz a Persephone nos jogos da série Hades e a Heidne no Octopath 0.
- Jerron Bacat: Dublador do Pwyll, faz o Kim Dong Hwan no Fatal Fury: City of the Wolves e o Ernest no jogo My Tie at Sandrock
Jogabilidade

Esse é um metroidvania em plataforma, misturando um pouco da exploração de mundo aberto e “uma pitada de JRPG”.
Logo no início podemos selecionar a dificuldade da campanha, dai jogadores menos experientes podem curtir ele sem grandes problemas, enquanto os veteranos podem aproveitar um bom desafio.
Menu

Apesar de ser um metroidvania, ele tem vários menus e sub-men. Enquanto acessando diretamente durante a parte serve mais para verificação,a visualização é a mesma quando acessado dos templos para a configuração, então a ideia geral é a mesma.
No menu inicial já temos as informações básicas do Hira, com os seus status e as quantidade de materiais usados para melhora-lo. A navegação entre as áreas do menu é feita com os botões mostrados a cima no menu, então talvez demore um pouco pra se acostumar com esse ponto.

A subseção “Hira” é aonde encontramos as habilidades do nosso protagonista. Na primeira área “Masteries” podemos gastar os Fate Points adquiridos durante a campanha pra comprar melhorias que ajudam bastante no avanço, entre las aumentar o HP máximo ou até a possibilidade de regenerar-se fora dos combates, mas lembrando que comprar e e equipar essas técnicas (que vai liberando os níveis melhores conforme compra as técnicas) só é possível acessando essa área a partir dos templos)


Já as áreas “Ascesions” e “Hunter Skills” são apenas informativos das técnicas que você já liberou, para caso esqueça como utiliza-las, além das explicações breves sobre as atualizações delas.

Já na sessão “Fated Goals” temos todas listas de objetivos para conseguir os Fate Points, que variam entre encontrar itens e localidades nas diversas regiões, recrutar os personagens que te auxiliam ou derrotar certos inimigos. Ao completar uma missão, a parte ficar marcada em verde e podemos resgatar os pontos por objetivo individual ou todos os completos de uma vez.

A sessão “Map” mostra todas as áreas já liberadas do jogo e os objetivos principais. Eles dividiram por cores cada setor pra facilitar a visualização e durante a partida é possível marcar pontos de print-screen para relembrar certos pontos que você não consegue acessar no momento devido a falta das habilidades necessárias.

Em “Journal” temos diversas informações, desde as entradas das missões principais e paralelas, como também de itens e outros pontos que encontramos na exploração, não precisando se preocupar de decorar cada detalhe.

Por ultimo temos a área “Bounds”, com as informações de todos os companheiros que encontramos na campanha. Quando acessado dos templos, podemos coloca-los no grupo do Hira para nos acompanhar, sendo que cada um deles tem uma técnica ativa e uma passiva, sendo que elas são essenciais para avançar na campanha.
Exploração e Combates

Enquanto encontramos algumas vilas durante a nossa exploração e podemos conversar com os NPCs para pegar algumas missões paralelas e caça a monstros procurados, o jogo não tem sistema de lojas, então todos os materiais e dinheiro adquiridos na campanha são usados em outros meios, como nas melhorias do Hira.

O combate é bem fluido, conseguindo misturar rapidamente os ataques básicos com esquivas e contra-ataques nos momentos certos e até mesmo evitar ataques dos inimigos acertando um ataque nele, criando diversas cenas de duelos, principalmente nas batalhas dos chefes, mas claro que precisa de um pouco de prática (e sorte) para conseguir algumas dessas proezas.

Como é inevitável receber ataques ou cair nas armadilhas dos cenários, precisamos recuperar o HP do Hira, só que aqui não temos itens consumíveis, então dependemos do uso de mana para restaura um pouco do HP, e caso os inimigos deixem a orbe vermelha e absorvemos ela na cura, regeneramos mais vida.

Um dos pontos mais importantes da história é o recrutamento dos outros personagens. Enquanto temos um controle direto apenas do Hira, podemos levar 3 companheiros por vez na exploração. Além das técnicas passivas deles, cada um tem um ataque que gasta mana e te auxilia nos combates e até mesmo alguns puzzles, então é sempre bom ter em mente o que os ataques deles fazem pra não ficar preso na aventura.

E quando conseguimos pelo menos 3 companheiros e carregamos a barra de especial, podemos usar os 3 companheiros de uma só vez, causando um bom dano nos adversários e muita das vezes deixando eles tontos, dando uma boa vantagem nesses momentos, mas claro que precisa pensar bem a hora de usar eles.

Claro que como todo bom metroidvania temos várias habilidades que precisamos desbloquear para conseguirmos avançar na campanha, como o os famosos pulo duplo, dash aéreo e escalada de parede, que abrem bastante o leque de opções na aventura.

Só que aqui o modo de aprender as técnicas não segue o padrão normal de encontra-las “perdidas” no cenário, mas sim desbloqueamos elas dentro do templo principal aonde os nossos companheiros se reúnem, usando os pontos adquiridos os recruta-los ou realizando certas tarefas, como a caça dos monstros procurados, o que muda um pouco o modo de avançar na campanha, isso sem contar que algumas das técnicas necessárias são passivas de companheiros específicos, forçando bem a exploração e administração do jogador nessas habilidades.

Espalhados pelo mundo temos tendas para descansar (e resetar os inimigos da área), como também esses templos / monolitos mágicos. Esses da imagem servem tanto como save point (apesar do jogo ter sve automático durante mudança de áreas), como também como pontos de teleporte e acesso a compra das melhorias do menu principal. Sempre que precisar, returne a um deles para um deles para se preparar contra certos chefes.

Já essas torres servem para abrir o mapa da região. Enquanto ele não abre todos os pontos, já adianta bastante na explroação, mas ao contrário da maioria dos metroidvanias, aonde o mapa base da região está relativamente perto da entrada dela, aqui você precisará explroar muito pra encontra-los, então se acostume em seguir sem um direcionamento por um bom tempo nas novas áreas.

Claro que, enquanto não encontramos as técnicas e melhorias elas perdidas no mapa, encontramos diversos baús e outros dispositivos com materiais usados para melhorar o Hira, como até itens que permitem aumentar o ataque ou defesa, mas como aqui é permanente a escolha, pense bem como prefere montar as hablidades dele.
Conquistas

Até o momento, tirando um chefe que é um dos finais mas já temo acesso a ele, o jogo é desafiador mas bem balanceado, conseguindo avançar normalmente sem muita dificuldade (mas ainda assim precisado se acostumar com certos padrões de alguns chefes), dai até agora a lista de conquistas é basicamente explorar o que temos acesso, com apena sum grande desafio:
| Conquista | Descrição |
| The Impossible | Derrotar o chefe “Magi” |
| Feathered Giant | Ver a criatura “Mystical Bird” em Willow Alps |
Conclusão


Em resumo, Fallen Tear traz um bom metroidvania que está no caminho certo na sua produção, com uma boa ação e exploração.
A arte desenhada a mão junto com as musicas que combinam bem com a campanha seguram bem a atenção do jogador durante toda a jogatina.
Enquanto em sua base é um metroidvania clássico em plataforma, ele utiliza algumas mecânicas de RPGs que já adentraram no gênero a muito tempo e com uma exploração bem individual, já que boa parte das habilidade você não pega em pontos específicos, mas sim escolhe dentro dos pontos disponíveis, abrindo a exploração de modo diferente pra cada jogador.
Se você curte metroidvanias com uma boa ação e exploração junto com uma excelente arte, Fallen Tear é uma ótima pedida para aproveitar o jogo, com uma proposta de passar de 20 horas de jogo só pra finalizar quando o jogo estiver completo.

