Nota: Esse review foi feito a partir da versão base do jogo, jogada antes do lançamento da versão atualizada com o “Proud” no nome, dai enquanto o mesmo tem algumas alterações e balanceamentos, além de alguns conteúdos extras na história, ambos são os mesmo jogos, mas claro, tendo interesse no jogo, vá atrás da versão atualizada.

Fala pessoal, aqui é o Pena e dessa vez vamos embarcar em mais uma aventura com Adol em Ys X: Nordics.

O jogo foi produzido pela Falcom, responsável por toda a série Ys e Legend of Heroes (todos os jogos que fizemos review deles você encontra aqui), enquanto a publicação ocidental ficou a cargo da NIS, responsável pela série Disgaea e “Labyrinth of” (todos os jogos que fizemos review com eles envolvidos você encontra aqui).

Review baseado na versão para PlayStation 5
(código cedido da versão ocidental pela NIS América)

Titulo: Ys X: Nordics
Produtora: Falcom
Distribuidora: NIS
Gênero: RPG de Ação
Plataformas: PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch e PC (Steam e Epic Games)
Mídia: Físico e Digital
Textos: Inglês, Francês e Japonês
Dublagem: Inglês e Japonês

História

Depois dos eventos dos dois primeiros jogos da série, Adol e Doug iniciam a sua jornada pelo mundo. Mas claro que, sempre que o Adol coloca os pés num navio, algo acontece e aqui não é diferente, aonde eles são atacados pelos Normans, um grupo que controla os mares do Golfo de Obelia. Nesse ataque, o capitão do navio é morto e eles não podem continuar a sua viagem para Celceta (mas pelo menos não tivemos um naufrágio aqui).

O que seria apenas uma parada até eles conseguirem seguir viagem se torna uma exploração nessa região depois que Adol ganha o poder de usar Mana e tem uma corda mágica presa ao seu braço junto com a atacante do barco, a jovem Karja, filha do líder dos Normams.

A partir dai ele se envolve na luta contra os Griegr, seres imortais que só podem ser derrotados com o poder da Mana, algo extremamente raro no mundo e durante essas disputas, acaba descobrindo os segredos do Golfo.

Esse é o 3º jogo na ordem cronológica da série e, enquanto é uma sequencia direta dos eventos dos dois primeiros jogos da franquia e precedem os do jogo “Ys: Memories of Celceta” (que por sua vez é um remake / compilação dos jogos “Ys ​​IV: Mask of the Sun” e “Ys IV: The Dawn of Ys“), não é necessário joga-los para entender a história geral, já que cada jogo tem uma história bem fechada, mas ter jogado outros jogos da franquia, principalmente esses comentados, aumenta bastante a diversão e imersão na história, já que temos referencias diretas deles e dos jogos que estão pra vir na sequencia cronológica.

Gráficos

Como já é de se esperar da série, os gráficos usam modelos 3D no estilo anime durante toda a campanha, com algumas arte em 2D em certos menus para identificar os personagens e locais encontrados na história, como também em certas cenas usadas pra contar o passado da região.

Toda a exploração e combates tem efeitos muito bonitos e chamativos, alguns até mesmo bem extravagantes, deixando bem claro que a idea de anime jogável evidente durante todo o jogo, algo que agrada muito os fãs desse estilo.

Áudio

As musicas foram produzidas pela banda da Falcom, então já sabe que temos musicas bem agitadas com bastante rock durante toda a campanha, empolgando bem nos combates e na exploração geral, sem deixar as partes mais tristes e sérias de lado também.

A OST do jogo está disponível no Spotify, dividido em 3 álbuns distintos, deixei eles ai pra você ir curtindo as musicas enquanto termina de ler o post.

O jogo tem dublagem em Inglês e Japonês e pra quem prefere a versão oriental das vozes, temos um bom time no grupo, entre eles:

  • Yūki Kaji: Dublador do Adol, faz o Shoto do My Hero Academia e o Eren do Attack on Titans;
  • LynnJ: Dubladora da Karja, faz a Miorine no Mobile Suit Gundam: The Witch From Mercury e a Hilda do Unicorn Overlord;
  • Kenta Miyake: Dublador do Doug, faz o All Might do My Hero Academia e o atual dublador do Scar na série Fullmetal Alchemist;
  • Yusuke Kobayashi: Dublador do Green, faz o Senku do Dr. Stone e o Subaru do Re: Zero.

Jogabilidade

Seguindo a linha da série, aqui temos um RPG de Ação bem frenético que mesmo sendo apenas com uma dupla, as sequencias e combos realizados funcionam muito bem, mas claro, como todo RPG, temos vários menus e pontos de customização.

Menus

No menu principal, já temos diversas informações sobre os vários materiais e recursos usados no jogo, além dos botões usados para acessar os sub-menus para configurar os personagens.

Aqui você também consegue salvar o jogo a qualquer momento que não seja dentro de uma batalha, facilitando a divisão das sessões de jogatina do pessoal.

Em “Release” podemos equipas as runas nas sequencias de cada personagem. Cada segmento é diferente entre eles, mas a regra continua a mesma, quanto mais runas do mesmo tipo você utilizar, maiores são os bônus liberados.

Cada seguimento e a liberação dos pontos dessas áreas ocorre conforme você sobe de nível e também encontra os monolitos de save nas regiões exploráveis, dai quanto mais avançado no sistema, é possível equipar runas de maior nível e força.

Em “Skill” podemos colocar até 4 técnicas especiais em cada personagem e mais 4 para os ataques em dupla, especificando qual combo de comandos serão utilizados para ativar cada uma delas. Aqui também temos informação sobre cada técnica para facilitar o entendimento e montar as suas estratégias.

Em “Equip” podemos usar os equipamentos adquiridos na aventura. Além dos equipamentos e acessórios que afetam diretamente a jogabilidade, também temos os itens cosméticos que alteram o visual dos personagens, mas não afetam a jogabilidade.

Em “Inventory” temos acesso a todos os itens, materiais e equipamentos adquiridos na campanha. Enquanto boa parte deles é apenas para ver as informações sobre eles, você consegue usar os itens a partir desse menu também.

No menu secundário temos o “Jornal”, aonde encontramos informações sobre os personagens e territórios que encontramos durante a campanha, junto com as missões paralelas e outros detalhes pra facilitar relembrar os ocorridos do jogo.

Exploração geral

Quem foi o doido que deixou o Adol guiar um navio?!?!!?!?!?

Como todo o jogo ocorre numa região constituída por diversas ilhas, o único modo de viajar entre elas é usando um navio, e claro que temos um para facilitar a nossa exploração.

Inicialmente o navio é bem lento, mesmo usando o apoio de mana para acelerar um pouco, mas seguindo por essas linhas, você aproveita a força do vento pra facilitar em muito a navegação, mas claro que nem tudo está perto do fluxo de vento, precisando um pouco de paciência pra encontrar todos os detalhes do jogo.

Pelo menos as diversas segmentações dessa região, marcadas pelo diversos mapas sobrepostos, indicam bem o que você já explorou e temos a possibilidade de viagem rápida para as cidades e alguns pontos específicos do mar.

A exploração geralmente é bem tranquila e, fora os pontos de história, geralmente não temos batalhas aqui, a não ser que você entre em contato com esses pontos de energia, que iniciam uma batalha no local, que ajudam bastante adquirir materiais e dinheiro. A parte das batalhas eu comento posteriormente.

Já a exploração das cidades, campos e dungeons segue o normal da série e jogos de ação, podendo interagir com os NPC e realizar as compras e outras ações normalmente.

Nas cidade e até mesmo em alguns barcos que você encontra durante a sua navegação temos NPCs que vendem itens e equipamentos para o nosso time.

Mas nesse jogo, além de cada loja ter itens específicos, geralmente temos a opção de comprar os itens usando ouro ou trocar usando outros materiais, como carne e ervas. Qual item pode ser usado na troca varia da loja

Nos locais que temos batalhas, geralmente encontramos um “Hewnstone”, que são esses monolitos especiais. Eles servem tanto para recuperar a nossa dupla como criar novas runas usadas nos nossos equipamentos.

Algo que faltou no jogo anterior e retornou aqui é a pesca (o que não faria sentido não ter, já que estamos numa área propicia para a atividade).

Basicamente você pode tentar pescar em qualquer lago, rio e mar que encontrar na exploração, mas para ter uma maior chance de fisgar os peixes, melhor encontrar pontos com algumas ondulações, indicando uma maior concentração de peixes.

Após jogar a linha e fisgar, você precisa “enfrentar” o peixe num mini-game aonde precisa usar os comandos que aparecem na tela, até o ícone do peixe chegar no lado direito da barra do topo.

Claro que não podia faltar as técnicas extras que liberamos para avançar nas explorações, como o “hoverboard” mágico transpassar áreas com águas profundas, o uso da corda de mana como gancho para pular grandes precipícios e varias outras ferramentas que não vou comentar aqui para não estragar as surpresas do jogo.

O navio Sandras

O navio Sandras é tanto o modo que usamos para explorar essa região como também a base móvel do grupo. Enquanto durante os combates gerais apenas Adol e Karja participam, eles recebem apoio de diversas outras pessoas que ficam no navio. Não vou entrar em detalhe de cada um deles pra evitar certos spoilers, mas os mais básicos vale a pena comentar pra entender as possibilidades que temos aqui.

No refeitório do navio, após conseguir as receitas, podemos preparar comidas que levamos para as explorações e usadas como itens de cura como também refeições gerais que acionam bônus especiais enquanto navegamos e batalhamos com o Sandras pelos mares dessa região.

Na enfermaria podemos criar os medicamentos para nos curar de ferimentos e certos status negativos. Temos dois tipos de remédios:

  • Remédios sólidos: esses você consegue criar apenas os ingredientes necessários;
  • Remédios líquidos: para esses, além dos ingredientes, precisamos de uma garrafa na hora de cria-los. Nas dificuldades normais, ao usar esses remédios você mantém a garrafa dele, mas em dificuldades elevadas, você perde a garrafa também, precisando de mais cuidado na partida.

Na Forja podemos melhorar os nossos equipamentos e criar alguns especiais usando os materiais e dinheiro encontrado a exploração. Essa parte é bem importante durante a campanha, já que os inimigos ficam bem fortes conforme avançamos na história do jogo.

Tanto nas Hewstones como no quarto do capitão podemos criar novas rumas a partir de materiais recebidos dos inimigos, sendo essas as usadas pra equipar na linha de técnicas dos personagens.

E claro, como temos combates náuticos, também temos a possibilidade de melhorar várias características do Sandras e também novas munições usadas nos combates. As melhorias liberam conforme recrutamos novos personagens para a embarcação, mas claro que eu nem precisava falar isso, esse ponto é extremamente importante no jogo, já que temos uma quantidade razoável de combates na história obrigatórias.

Combates em terra

No combates temos controle da Karja e do Adol, podendo trocar o controle deles a qualquer momento. Com isso, conforme atacamos, criamos combos que aumentam o dano e a taxa de recarga de mana usado nas técnicas.

Cada um deles pode equipar até 4 técnicas ao mesmo tempo e ao usa-las, precisa aguardar um pouco pra usa-las novamente e continuar usando outras técnicas, o combo continuar com maiores bônus.

Junto com as técnicas básicas temos as técnicas em dupla. Essas usam a barra de mana de ambos, mas os efeitos são muito mais fortes e também ajudam muito na continuação dos combos. Saber misturar os ataques básicos com as técnicas individuais e em dupla é a chave para os combates mais complicados, principalmente contra os inimigos que tem uma barreira protetora na sua barra de energia, que precisam ser destruídas antes causar dano efetivo neles e claro, se demorar muito, a barreira volta.

Nos combates e contra algumas armadilhas, você consegue desviar automaticamente os ataques segurando a corrida no momento, dando um efeito extra e maiores chances de atacar o inimigo.

Também temos a defesa, aonde ambos os personagens juntam-se para evitar o ataque. Dependendo do ataque, uma defesa básica não te protege, mas caso consiga usar a defesa no momento exato, além de parar totalmente o dano, você consegue desferir um contra-ataque devastador, com direito a animação extra (e conseguir essa ação durante as batalhas de alguns chefes tem animações especificas).

Combates Náuticos

Como temos vários momentos de navegação no jogo, claro que não podia faltar os combates náuticos. Aqui basicamente você inicialmente utilizará os tiros de canhão básicos, que são infinitos mas com baixo dano, como também as munições especiais, que variam os efeitos mas tem carga limitada e precisam recarregar depois de uma certa quantidade de uso.

Isso junto com a utilização da barreira de mana pra evitar os danos no Sandras e não esquecendo que também temos a possibilidade de acelerar o navio usando a mana também. Caso no local da batalha tenha os corredores de vento, você também pode usa-los ao seu favor.

Quando você enfrenta barcos grandes e consegue causa um bom dano neles, geralmente depois de tirar a barreira protetora, é possível invadir eles e derrotar os tripulantes para assim conseguir o tesouro do navio.

Em alguns momentos da campanha precisamos salvar algumas ilhas da invasão inimiga. Nesses momentos temos duas etapas, a batalha náutica e a invasão contra a defesa inimiga. Antes de cada recaptura, temos um tela mostrando os itens que podemos adquirir dependendo do rank alcançado. Caso não consiga o maior rank de primeira, é possível refazer essas sessões posteriormente acessando a opção no quarto do capitão.

A etapa da batalha náutica precisamos destruir as torres que seguram a barreira na ilha enquanto destruímos os navios inimigos que aparecem. Aqui as batalhas são divididas em ondas e durante esses combates, os personagens da sua tripulação te auxiliam com bônus especiais e durante os combates recebemos objetivos aleatórios, como destruir uma certa quantidade de navios de uma certa maneira.

Ao concluir essas missões, seu rank geral aumenta e isso afeta os bônus que você recebe na hora de invadir a ilha, sempre te mostrando quais efeitos estão ativos antes de começar essa parte.

Os combates gerais na invasão segue o mesmo padrão dos combates normais, as vezes tendo salas que você precisa derrotar todos os inimigos ou conseguir escapar das armadilhas. No final das duas etapas, temos a classificação geral. Como dá pra ver, não é necessário realizar uma partida perfeita para conseguir o rank S, mas claro que quanto melhor for nos combates, mais fácil é alcançar esse rank.

Extras

Assim como boa parte dos jogos da Falcom, quando você finaliza o jogo, libera o New Game +, te permitindo iniciar uma nova campanha com os níveis e equipamentos atuais, só deixando de lado alguns itens chaves da história, agilizando bastante a vida do jogador nessa nova campanha, principalmente se você deixou passar algo ou se pretende desafiar o nível Nightmare ou Inferno.

DLCs

As DLCs gerais desse jogo são mais cosméticas, apenas mudando a aparência geral dos protagonistas e do navio, além de alguns itens extras que dão um auxílio extra no início do jogo, mas não afeta a jogabilidade geral dele.

Enquanto a versão “Proud” do jogo é vendida completamente aparte do jogo base, até o momento desse reviews, apenas para aqueles que compraram a versão base na Steam, temos um pack para atualizar o jogo, o que ajuda não ter que comprar o jogo todo novamente, mas até o momento não temos essa opção nos consoles.

Conquistas

Mesmo com a velocidade dos combates, a base do jogo é bem tranquilo para fechar, não precisando de um esforço muito grande do jogador, mas claro que pra completar a lista de conquistas dele precisa se esforçar mais, já que precisa realmente explorar cada canto do jogo e ainda fechar o jogo no Nightmare.

Entre os mais trabalhosos temos:

ConquistaDescrição
No Hewnstone UnturnedAlcançar 100% de exploração do mapa
Go-To Guy & GalCompletar todas as missões paralelas
Seashell NetworkerCatalogar todas as pessoas no jornal
Night-MarinerAlcançar o Epílogo no nível de dificuldade Pesadelo ou maior.

Finalização

No geral, Ys X: Nordics mantém a dinâmica de ação frenética que vimos no decorrer da série, que mesmo mudando o estilo de batalha de trio dos jogos mais recentes para o de dupla, a mudança funcionou muito bem.

A mistura dos gráficos no estilo anime com cenários bem vivos e golpes bem extravagantes, junto com as músicas da banda da Falcom, que sempre puxam para o rock sem deixar de lado as mais calmas para os momentos certos, agrada bastante quem já está acostumado com a série e chama a atenção dos novatos.

A jogabilidade geral mantém o estilo dos jogos da série, com comandos fáceis de usar durante os combates e uma boa combinação de ataques da dupla, isso sem contar a possibilidade de criar os itens e equipamentos para te ajudar na aventura e as diversas mecânicas que liberam a exploração das ilhas e dungeons.

A grande diferença aqui é a exploração com o barco, mudando bem como exploramos o jogo, principalmente com os combates náuticos, algo novo na franquia.

Em resumo, se você já conhece a franquia ou gosta de jogos de RPG de ação bem agitados, Ys X Nordics é uma ótima pedida para curtir o combate e exploração, que mesmo tendo algumas referências com outros jogos da série, é bem amigável com os novatos, já que a história é bem fechada, sem precisar de muito conhecimento anterior ao jogo.

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