
* Esta análise foi feita com o código cedido pela Koei Tecmo (versão PS5)
Distribuidora: Koei Tecmo
Produtora: Team Ninja
Plataforma: PS5 / PC
Mídia: Física e Digital
Ano de Lançamento: 2026


Nioh 3 é a nova aventura no universo criado pela Team Ninja, um RPG de fantasia sombria/soulslike onde Tokugawa Takechiyo precisa lidar com diferentes linhas temporais e o avanço do Crisol para se tornar o novo Xogum.
YIN YANG
Você é Tokugawa Takechiyo, filho de Tokugawa Hidetada, neto de Tokugawa Ieyasu e irmão de Tokugawa Kunimatsu. Treinado por ninguém menos que Yagyu Munenori (criador do ramo de Edo do estilo Yagyu Shinkage-ryu) como espadachim e nas artes shinobi pelo lendário Hattori Hanzo, você e seu irmão se veem emboscados no Castelo Edo, cercados por yokais.


Durante a fuga, conforme se separam de seus mestres, Kunimatsu ataca Takechiyo, querendo ser ele o sucessor de Hidetada como Xogum.
Ao ser derrotado, o protagonista é transportado para outro local: de 1622 para 1572, onde Takeda Shingen ainda vive e ameaça o poder de Tokugawa Ieyasu.


Nioh 3 se passa em alguns períodos históricos, incluindo o fim do período Sengoku, o período Heian e o período do Bakumatsu (domínio Tokugawa como Xogum).

CLÃ TOKUGAWA
Então, quem foi Tokugawa Takechiyo na vida real? A resposta é… Tokugawa Ieyasu…
Sim, na verdade ele nasceu como Matsudaira Takechiyo ( 31 de janeiro de 1543), filho de Matsudaira Hirotada e Odai-no-kata.
O protagonista e neto não é exatamente um personagem fictício, mas sua identidade real só será conhecida no fim do jogo, embora ele seja customizável, ao ponto de poder ser até mesmo uma mulher.


O clã Matsudaira era muito poderoso, proveniente da região de Mikawa, mas dividido entre facções que apoiavam o clã Oda e outras que apoiavam o clã Imagawa.

Em 1548, o clã Oda invadiu Mikawa, forçando Hirotada a pedir ajuda ao líder dos Imagawa, Imagawa Yoshimoto. Este concorda, com a condição de que Takechiyo (Ieyasu) fosse enviado à Sunpu (atual Shizuoka), como refém; porém Oda Nobuhide (pai de Nobunaga) capturou Takechiyo, à época com seis anos de idade.
Nobuhide exige que Hirotada desfaça seus laços com os Imagawa, em troca da vida do filho, mas Hirotada ignora a ordem. Nobuhide então decide ficar com Ieyasu como refém, em Nagoya.

Em 1549, Hirotada morre de causas naturais; também neste ano morre Nobuhide. Imagawa Sessai avança contra o castelo de Oda Nobuhiro, filho mais velho e sucessor de Nobuhide, mas antes da derrota dos Oda, oferece o fim do cerco caso Ieyasu fosse entregue como refém (então com nove anos), oferta que Oda Nobunaga (futuro líder do clã) aceita. Takechiyo é finalmente levado a Sunpu, onde ficaria como refém até os 15 anos.
Ele trocaria mais duas vezes de nome, antes de tornar-se o famoso Tokugawa Ieyasu: ao atingir a maioridade, foi nomeado Matsudaira Jirosaburo Motonobu e, posteriormente, Matsudaira Kurando Motoyasu.
Em 1560, o clã Oda passa a ser liderado por Nobunaga; Yoshimoto avança sobre seu território com um grande exército, mas acaba morto na Batalha de Okehazama, vitória que eleva Oda Nobunaga entre os daimyo. Motoyasu então faz um acordo secreto com Nobunaga, passando a servi-lo.

Decide então reformar o clã Matsudaira e aumentar seu vínculo com seus vassalos, dentre eles o grande Tadakatsu Honda. Em 1567, ele muda de nome pela última vez, assumindo aquele que o deixaria marcado na História: Tokugawa Ieyasu.
Ieyasu se aliou temporariamente a Takeda Shingen, o Tigre de Kai, para juntos conquistarem todo o território de Imawaga. Entretanto, logo Ieyasu se aliaria ao arquirrival de Takeda, Uesugi Kenshin (O Dragão de Echigo).

Mas não vamos nos estender muito por aqui: Tokugawa sairia vitorioso na Batalha de Sekigahara (1600), derrotando Ishida Mitsunari e consolidando seu poder para se tornar o Xogum unificador do Japão.
Tokugawa Ieyasu torna-se oficialmente Xogum em 1603, aos 60 anos de idade, mas em 1605 abdicaria do título, deixando seu filho Hidetada como o novo Xogum, embora continuasse controlando o país.
O legado de Ieyasu foi uma paz de 250 anos sob o comando do clã Tokugawa, estabeleceu contatos internacionais com a Inglaterra e Holanda, bem como proibiu o cristianismo e instituiu a política isolacionista (Sakoku), além de iniciar um grande processo de alfabetização do país.
DANÇA DAS LÂMINAS
Nioh 3 se diferencia pela introdução da variação ninja ao combate do samurai, podendo ser facilmente alternada com R2.
Enquanto o combate com o samurai segue o padrão da série, sendo mais sólido e rígido, o combate com o ninja é rápido e fluído, priorizando uso de magia onmyo e itens arremessáveis, com kunais e shurikens.


A alternância entre os estilos dá uma ótima dinâmica de combate, embora possa deixá-lo mais fácil em alguns momentos. Apesar da alta velocidade, o ninja é excelente para o combate à distância, arremessando projéteis e utilizando a tática de atacar e recuar rapidamente; com o samurai, a mudança das posturas (alta, baixa e normal) e o uso de parry e recuperação de ki (R1) são essenciais para sobreviver.
Melhor mostrar na prática do que na teoria. Não é a minha melhor performance, mas é a primeira batalha contra Hiruko.
Os estilos também dobram o equipamento utilizado, seja nas vestimentas/armaduras e nas armas, seja nos Espíritos Guardiões equipados. É possível equipar duas armas brancas diferentes por classe e uma de longo alcance.
O samurai conta como opções de armas: katana, katana dupla, machado, odachi, lança, punhos (cestus) e foice-borboleta; já o ninja pode usar: katana (variante ninja), katana dupla, garras, kusarigama, tonfas, bastão dividido e machadinhas.
Para longo alcance, arco e flecha, arcabuz/rifle e canhão, para ambas as classes, enquanto o ninja ainda conta com shurikens, kusarigamas e pergaminhos.


Está tendo dificuldade em algum trecho?
Vença jogadores abatidos (“túmulo vermelho”) e ganhe Copos Ochoco, para invocar um ajudante (“túmulo azul”) ou jogue o cooperativo com até dois amigos ao repetir missões já concluídas.

HIMIKO E HIRUKO
No período classificado apenas como Antiguidade, você irá encontrar a rainha Himiko e seu irmão, Hiruko.
Himiko foi a rainha-xamã de Yamatai (Yamatai-koku ou Yamato-koku), um reino da região de Wa (Japão antigo), embora sua existência seja mais mitológica do que propriamente histórica.


Segundo relatos chineses, após muitas guerras, o povo de Wa elegeu uma rainha, para tentar controlar a situação turbulenta, evitando eleger novamente um rei. Embora sua existência seja debatida, alguns historiadores associam Himiko à Imperatriz Jingu (Okinaga Tarashi Hime no Mikoto), última regente do período Yayoi (300 A.C a 250 D.C.), mãe do Imperador Ojin.
Os Registros dos Três Reinos (volume 30 do Livro de Wei), identificam o povo de Wa (Japão) como habitantes de ilhas montanhosas à sudeste de Taifang, que teriam entrado em contato durante a Dinastia Han. É nestes registros que Himiko surge como uma rainha eleita pelo povo de Wa, após um longo período de guerras, como uma bruxa capaz de enfeitiçar seu povo.
Mantinha-se solteira, tendo seu irmão como ajudante na governança do reino.


Este irmão mais novo não costuma ter seu nome mencionado nos textos, mas no jogo ele é chamado Hiruko, uma possível referência cruzada ao deus da pesca, sorte, trabalhadores e saúde infantil, primeiro filho dos deuses Izanagi e Izanami (os deuses primevos que criaram o Japão).
Hiruko nasceu sem ossos, sendo abandonado pelos pais em um barco de junco até os três anos, tendo eventualmente aportado em Ezo e sido adotado por um ainu (povo indígena japonês de Hokaido). Conforme seus ossos (ou braços e pernas, dependendo da versão mitológica) surgiam, Hiruko (literalmente bebê-sanguessuga) adotou o nome Ebisu, tornando-se um dos Sete Deuses da Fortuna (Shichifukujin), sendo conhecido como o deus sorridente e o único de origem estritamente japonesa; os outros seis são Daikokuten, Bishamonten, Benzaiten, Fukurokuju, Jurojin e Hotei.


No jogo, Hiruko é o irmão de Himiko, ganancioso e inescrupuloso; durante seu reinado tentou usar o poder da Grande Pedra Espiritual para sobrepujar outros reinos, acarretando na corrupção da Árvore Sagrada e na formação do Crisol, a zona que atrai yokai poderosos e corrompe os kodama (espíritos guardiões da natureza).
Sentindo-se inferior ante ao poder da irmã, maga Onmyo de grande habilidade, Hiruko utilizou a amrita, tendo seu espírito guardião (Murakumo) corrompido pela Radiação Sombria; Kusanagi, o espírito guardião de Himiko é passado a Takechiyo em sua busca pela purificação da Grande Árvore Sagrada e restauração das linhas temporais.
MAPA ABERTO
Uma das novidades de Nioh 3 é o seu mapa de mundo aberto (ainda que restrito a cada linha temporal), mudando a dinâmica de missões fechadas dos jogos anteriores.
O progresso é salvo a cada santuário alcançado, onde é possível subir de nível, escolher bênçãos, trocar de espírito guardião dentre outras opções; as estátuas de bodhisattva possuem a mesma função, porém dentro das áreas do Crisol.


O objetivo de cada linha temporal é purificar o Umbrasal, uma grande área corrompida de cada mapa, que fica disponível como a última missão de cada era.
Antes disso, porém, é necessário purificar áreas menores de corrupção, representadas por arenas com Picos de Umbrasal (pedras que devem ser destruídas após derrotar os inimigos). Inimigos no Umbrasal são mais fortes e mais agressivos do que o normal, podendo causar dano por Corrupção, que impede a cura total da saúde, devendo ser purificados em estátuas de bodhisattva ou ao usar Artes.



Conforme avança, aumentando o nível dos espíritos guardiões e obtendo novos deles (de aliados ou ao derrotar chefes), novas habilidades de travessia são desbloqueadas, como correr pelas paredes, voar com asas temporárias e andar sobre a água, entre outras. Estas habilidades são utilizáveis apenas em áreas marcadas para tal, através da interação com o espírito guardião correspondente.



Falando nos aliados, alguns deles ficam na Fenda Espiritual, uma área separada das demais eras, onde você interage com personagens mortos da franquia, podendo fabricar, melhorar, aperfeiçoar, imbuir e desmontar armas com a Ferreira, treinar com Hattori Hanzo, Yagyu Munenori e Saito Fuku, acessar as guerras de clãs na casa de chá, com Matsunaga Hisahide, entre outros (incluindo o já famoso, Amante de Estrume, Tatsumaro).



Outros aliados encontram-se em suas eras específicas, oferecendo missões secundárias e ajudando em algumas missões principais, incluindo nomes como Takasugi Shinsaku, Naotora Ii, Tadakatsu Honda e Minamoto no Yoshitsune.



Pelos mapas é possível localizar Bases Inimigas, onde é necessário matar todos os guerreiros humanos e yokais; banhar-se em Fontes Termais, que concedem buffs temporários; rezar nas Estátuas de Jizo e enviar para casa os Kodamas (em ambos os casos, ao visitar santuários, bênçãos são habilitáveis); Cristais Menores podem ser destruídos para encher a barra do Artefato Vivo mais rapidamente e obter amrita.




Entre os “coletáveis”, além dos já citados Kodamas, há os Chijiko, yokais semelhantes a furões que ficam escondido em balões voadores, devendo ser estourados com flechas ou tiros e os Sunekosuri, yokais semelhantes a gatos que, para serem acariciados, devem ser seguidos.


CLÃ MINAMOTO
No Período Heian (794 DC a 1185 DC), somos apresentados à disputa de poder entre Minamoto No Yoritomo e Minamoto No Yoshitsune.

Durante a rebelião de Hogen, em 1156 (pela sucessão imperial), os clãs Minamoto e Taira interferiram no conflito. Minamoto no Yoshitomo era aliado de Taira no Kiyomori, este apoiado pelo imperador Go-Shirakawa e Fujiwara no Tadamichi, ao passo que seu pai, Minamoto no Tameyoshi (então chefe do clã) seguia aliado do filho mais novo (Minamoto no Tametomo) e Taira no Tadamasa, que se uniram ao grupo do antigo Imperador Sutoku e Fujiwara no Yorinaga.

Após derrotar o pai em batalha, Yoshitomo não conseguiu o perdão do mesmo, que acabou executado. Yoshitomo torna-se então o novo líder do clã Minamoto, no fim do período Heian.
Já em 1159, Yoshitomo e Fujiwara no Nobuyori prenderam o então imperador Go-Shirakawa e assassinaram o seu servo Fujiwara Michinori, durante a Rebelião Heiji.

Yoshitomo não aceitava a preferência pelo clã Taira sobre o Minamoto e, eventualmente, Taira no Kiyomori (seu antigo aliado), agora em aliança com o imperador Go-Shirakawa, o derrotou em batalha, assassinando três de seus nove filhos. Escapando de Quioto, Yoshitomo é traído e morto em Owari (1160).
Calma que agora estamos chegando nos dois…
Minamoto no Yoritomo foi banido aos 13 anos de idade, em decorrência da revolta do pai contra o clã Taira, encontrando Hojo Tokimasa como aliado durante o exílio (que o ajudaria a derrotar os Taira em 1185).

Após a vitória nas Guerra Genpei (1180-1185 D.C.), o imperador Go-Toba, enclausurado, concedeu o título de Xogum a Minamoto No Yoritomo, sendo este o primeiro Xogum do Japão e iniciando o Xogunato Kamakura, governando de 1192 até 1199.
Já seu irmão, Minamoto no Yoshitsune, nasceu em 1159, sendo poupado da execução após a Rebelião de Heiji por ser um bebê e foi enviado ao Templo Kurama, no Monte Hiei, onde recebeu o nome de Ushiwakamaru.
Dado os seus feitos históricos e os poucos registros sobre sua infância, foram-lhe atribuídas façanhas lendárias, como escapar de Fujiwara no Hidehira para treinar nas montanhas com o rei tengu, Sobojo.

As vitórias em batalhas elevaram o nome de Yoshitsune, que cada vez mais consolidava seu poder e ameaçava o clã Taira.
É neste contexto que ocorreu a batalha naval de Dan-no-Ura (25 de abril de 1185), onde o general Taguchi Shigeyoshi traiu os Taira, revelando a Yoshitsune em que embarcação estava o Imperador Antoku. Com o ataque dos arqueiros concentrado no barco onde estava o imperador, muitos soldados Taira cometeram suicídio, incluindo a viúva de Taira no Kiyomori, que agarrou o neto (Antoku) e se atirou ao mar.
Esta vitória garantiu o poder dos Minamoto, enquanto o clã Taira foi praticamente exterminado. Mas então, Yoshitsune se uniu ao Imperador Go-Shirakawa (ainda exilado), traindo seu irmão, Yoritomo.
SUMI-E ATEMPORAL
O estilo gráfico de Nioh 3 segue o padrão definido no primeiro título, com muita cor, facilmente a franquia com mais variedade de tons do gênero.
Os humanos seguem uma arte mais realista, ainda que levemente caricata, mas com visuais mais realistas das figuras históricas, em comparação ao estilo de Samurai Warriors, também da Koei Tecmo, que exagera mais em vestimentas e armaduras.

Há, inclusive, grande variedade de vestimentas, ainda maior que nos títulos anteriores, dada as aplicabilidades em ambos os estilos de jogo. Das armaduras tradicionais aos trajes típicos japoneses, passando por fardas militares (especialmente no Bakumatsu) para o samurai e as vestes shinobi clássicas às versões extravagantes, incluindo vestes monásticas e estilo kabuki para o ninja, o jogo conta com inúmeras vestimentas, com muitas cores e temáticas disponíveis.


Os yokais são de diferentes tipos e tamanhos, com uma grande variedade, respeitando aspectos do folclore japonês. Os clássicos kappa (que podem atacá-lo por trás, se é que você me entende, conforme eles o fazem no folclore) reaparecem, bem como vespas, tengus (aqui um pouco menos agressivos que nos jogos anteriores), espíritos vingativos (vermelhos translúcidos), karakasas (os guarda-chuvas), soldados yagyo (humanos transformados em yokais, alguns a cavalo), yamabikos (os morcegos irritantes) e yokis (os grandões ágeis, incluindo a variante ninja), entre outros inimigos clássicos da franquia; infelizmente, percebe-se uma falta de novos yokais.


Já os chefes, o grande chamariz e desafio do jogo, são variados, aqui com uma grande quantidade de tamanhos normais, o que significa mais desafiadores pela velocidade e táticas.
Alguns chefes clássicos retornam em missões secundárias e há também os mestres, opcionais, mas que disponibilizam novas técnicas ao serem derrotados, porém só podem ser enfrentados quando o jogador estiver sozinho.


O jogo conta com pinturas minimalistas para contar o passado dos personagens, também repletas de cores vibrantes.

A trilha sonora é belíssima, composta por Akihiro Manabe, com instrumentos clássicos japoneses e corais, além de um forte foco na orquestra, gerando músicas épicas, com alguns temas melancólicos, em especial durante o período do Bakumatsu.
A dublagem japonesa se destaca nas vozes de Kanata Hongo (Kunimatsu), Tao Tsuchiya (Himiko), Tessyo Genda (Tadakatsu Honda), Takaya Hasi (Takeda Shingen), Katsuyuki Konichi (Minamoto no Yoritomo), entre outros.
A localização para o português está com boa qualidade.
BAKUFU PLATINUM
A platina de Nioh 3 é equilibrada.
O maior desafio é finalizar o jogo que, embora seja o mais fácil da franquia, ainda é desafiador em determinados pontos e possui um salto considerável de dificuldade nas últimas missões. Aliás, faça as missões secundárias, especialmente aquelas que envolvem derrotar alguns “chefes opcionais”, ou você terá uma surpresa ao encontrar um segundo chefe junto do final. Acredite, você NÃO vai querer enfrentar dois deles juntos…


Além dos troféus relacionados à trama, você deve Atingir o Nível 100, Aprender a Arte Marcial de uma arma do Crisol, Desbloquear todos os santuários nomeados e estátuas de Bodhisattva, Derrotar todos os mestres, Ativar todos os efeitos de bônus de conjunto de equipamentos, Acariciar todos os Chijiko, Banhar-se em todas as fontes termais, Guiar Todos os Kodamas para casa, Rezar em todas as estátuas dos Seis Jizo, Acariciar todos os Sunekozuri, Capturar todas as Bases Inimigas, Purificar todos os Umbrasais Inferiores, entre outros.
Não há troféus que possam ser perdidos, uma vez que é possível revisitar todas as missões através do Pergaminho de Missões, nos santuários.
RESUMO DA ÓPERA:

Nioh 3 é um RPG de fantasia sombria/soulslike onde você incorpora Tokugawa Takechiyo, neto de Ieyasu, que precisa revisitar diferentes eras do Japão e purificar o Crisol para restaurar a linha temporal correta e se tornar Xogum.
Terceira entrada da franquia, o título investe no mapa aberto desta vez, ainda que separado por diferentes eras, com o combate dividido em dois estilos: samurai, mais semelhante aos títulos anteriores, e ninja, focado em maior mobilidade e esquiva, aprimorando o uso das magias onmyo.
A mudança na variedade do combate acaba por tornar o título o mais fácil da franquia, mas calma, mais fácil DA FRANQUIA. Não ache que o jogo será um passeio no parque, ainda estamos falando de Nioh e algum chefe sempre dará mais trabalho, especialmente próximo ao fim.
A trama é um pouco confusa com as viagens no tempo e, por exemplo, a existência de dois Hattori Hanzo, pai e filho, que você encontrará em diferentes eras. As referências históricas são muito boas e bem encaixadas, mas infelizmente elas são óbvias aos japoneses e não aos jogadores ocidentais. O título até traz uma enciclopédia, explicando personagens, mas mesmo assim o jogador ocidental médio irá ficar perdido, motivo pelo qual tentei abordar alguns assuntos ao longo do texto, para contextualizar melhor.
A arte é colorida, como habitual da série, com armaduras e armas vistosas e uma grande profusão de equipamentos com diferentes status e atributos, permitindo transmog. Os cenários são vastos e detalhados, com planícies, florestas, cavernas e templos que diferem nos tons e arquiteturas, dependendo do período histórico em que se encontram.

Os inimigos possuem grande variedade, ainda que reaproveitados dos dois títulos anteriores. Os chefes são mais focados nos guerreiros “humanoides”, mais ágeis e agressivos, ainda que os chefes gigantes estejam presentes.
A trilha sonora tem o característico tom melancólico e épico, trazendo novamente o compositor Akihiro Manabe (Nioh 2), com uma mistura de música japonesa tradicional e música orquestrada, com belas composições que incluem o uso de corais. A dublagem japonesa possui ótima qualidade nos NPC’s, já que o protagonista não possui uma voz definida (o jogador escolhe o tipo de voz) e a localização em português é competente.
Nioh 3 retorna com seu estilo de combate ágil, apostando em um protagonista com habilidades tanto de samurai quanto de ninja, o que acaba por tornar o jogo mais fácil que seus antecessores, mas sem perder os momentos de lutas épicas e a mecânica de repetição até, de fato, aprender a derrotar os chefes e inimigos mais fortes.
Divertido e desafiador, Nioh 3 inova em partes específicas, trazendo variedade à série e pode ser uma boa porta de entrada para novos jogadores.
