
* Esta análise foi feita com o código cedido pela Koei Tecmo (versão PS4/PS5)
Distribuidora: Koei Tecmo
Produtora: Omega Force
Plataforma: PS4 / PS5 / Xbox Series S / Xbox Series X / Switch / PC
Mídia: Digital
Ano de Lançamento: 2025


Warriors: Abyss é um hack’n slash/musou isométrico roguelite com os protagonistas da série Warriors enfrentando a ameaça do demônio Gouma, que quer destronar o deus Enma.
Enma Daioh, o juiz das almas na tradição japonesa (e um dos 10 na budista), está sendo ameaçado por Gouma, um poderoso demônio que está tomando o controle do Inferno à força.


Preocupado com a situação, o Rei Enma invoca um guerreiro para ajudá-lo a lidar com os invasores em quatro setores o Inferno: O Deserto Escaldante (The Blazing Waste), Os Ventos Glaciais (The Glacial Winds), O Reino Manchado de Sangue (The Blood-Stained Realm) e A Extensão Desolada (The Desolate Expanse). Embora não haja uma correlação exata, estes quatro reinos referem-se aos Quatro Reinos Inferiores/Quatro Maus Caminhos do Budismo (Mahayana): O Reino dos Infernos, O Reino dos Fantasmas Famintos, O Reino dos Animais e O Reino dos Asura (Titãs/Antideuses).


Entre os mais de 100 disponíveis, estão os personagens das séries Dynasty e Samurai Warriors, além de algumas participações especiais de outros jogos da Koei Tecmo, como a recente inclusão das personagens de Atelier: Sophie, Ryza e Yumia. O título recebe constantes atualizações, então espere mais personagens novos surgindo.


Cada reino possui 7 fases normais, mais a fase do chefe, porém nem todas as fases são (necessariamente) de combate, dependendo das escolhas do jogador e do fator aleatório do título.
Ao concluir uma fase, surge a árvore para invocar outro guerreiro, a bandeira para escolher a formação e os personagens que irão participar dela e três aberturas, cada uma representando uma escolha para a próxima fase.



Entre as 7 fases, é possível escolher entre fases de combate, representadas pela árvore com (ou sem) o poder elemental associado aos personagens disponíveis para recrutamento; chama azul, o Karma Ember, substância necessária para desbloquear permanentemente personagens no Hall das Almas Vinculadas; um caldeirão, local onde é possível comprar (apenas para a própria run) personagens, formações e itens de cura e de energia, ao custo de Lágrimas de Sangue; um pêssego, que irá restaurar a vida do protagonista.


Algumas fases apresentam missões, relembrando momentos das duas franquias; nelas, você deve escolher uma das opções, que podem conter buffs e debuffs, temporários ou não, como aumento do poder de ataque por algumas fases, ao custo da redução da vida, por exemplo. Derrotando um chefe, você recebe um baú especial, contendo três opções de Tesouro para resgatar, sendo a opção escolhida também adiciona buffs e debuffs temporários ou não.
Já os baús normais estão atrelados a desafios que requerem o cumprimento de um objetivo específico, como matar uma quantidade de inimigos, executar inimigos específicos ou mesmo enfrentar versões reduzidas dos chefes. Árvores com raios saindo são Zonas de Perigo, estágios com dificuldade elevada.



Ao recrutar personagens nas árvores, ao final das fases, estes entrarão na equipe e serão convocados ao pressionar Triângulo uma segunda vez, após o final de um combo. O personagem surgirá em tela para um golpe poderoso e irá desaparecer, ficando com um tempo de recarregamento ativo. É possível utilizar até seis personagens por formação, ficando os demais disponíveis para serem equipados na escolha da Formação.


Cada personagem adicionado ao grupo leva consigo vantagens, seja reforço de ataques elementais, combinações com outros personagens, aumento de atributos, etc. Os combos podem referir-se às ligações entre os personagens (clãs de Samurai e guerreiros de mesmo reino em Dynasty) e fortificam o grupo quando usados em conjunto; nas formações, a opção de seguir a recomendação de Enma geralmente sugere os melhores grupos.


Ao encher a barra amarela grande, é possível utilizar o comando de Convocar (Assemble), onde os seis personagens equipados passam a atacar e disparar poderes na tela, causando um grande caos visual e um alto poder de destruição.
Se você executar o musou do personagem antes da barra acabar, a Formação irá surgir na tela com os seis personagens em volta do protagonista, causando uma explosão que irá acertar todos os personagens em tela.



O estilo artístico dos personagens segue o modelo da franquia Warriors, aqui com a diferenciação da câmera isométrica, dando uma maior noção de terreno.
Os personagens seguem suas versões mais recentes no que se refere à indumentária, embora alguns possuam versões de roupas antigas, que podem ser escolhidas na tela de seleção.
Os inimigos distribuem-se entre soldados rasos e com funções especiais, monstros e plantas demoníacas, sendo que muitos podem evocar magias, causando impacto em regiões roxas, lançar projéteis e mesmo cuspir veneno (em especial, as plantas).


Já os chefes, que são 4, um para cada reino e a luta final contra Gouma, são gigantescos e possuem diversos padrões de ataque diferentes, abrangendo grandes áreas de dano.
Eles são revestidos por uma camada protetora, que precisa ser removida para que recebam o dano diretamente. Ao recuperarem a proteção, eles invocam os inimigos comuns em grande quantidade.


Os cenários, vastos e desolados, possuem características em cada reino, como chamas, gelo, etc.
Divididos por áreas e/ou salões, alguns possuem setas indicativas no chão, próximos de abismos, onde o protagonista pode pisar para saltar automaticamente para a outra área.


As cores ganham destaque no título, principalmente durante a Convocação (Assemble), onde os ataques elementais dos personagens do grupo são disparados e conjurados automaticamente, em grande sucessão. Nestes momentos, diferentes efeitos em cores vivas surgem em múltiplos momentos e os inimigos “batendo na tela”, tornam-se mais comuns. Ao utilizar o musou combinado à Convocação, uma explosão final clareia completamente a tela, repercutindo o dano massivo criado.


A trilha sonora combina os estilos de Dynasty e Samurai, com músicas de hard rock/heavy metal e eletrônica com instrumentos japoneses, respectivamente.
A dublagem em japonês faz um ótimo trabalho, trazendo as vozes conhecidas da franquia, então não seria justo destacar algumas, dada a quantidade de dubladores, mas vale citar a voz de Fairouz Ai (Power – Chainsaw Man e Panzy – Dragon Ball Daima), como Enma, seguindo a tradição de personagens jovens (ao menos em aparência) com vozes femininas.

A platina de Warriors: Abyss é relativamente curta, dependendo do fator aleatório e da habilidade do jogador.
Entre os troféus, cruzar os quatro reinos pela primeira vez, derrotar Gouma 20 vezes, desbloquear 81 personagens, desbloquear 10 Formações, sofrer 30 derrotas, receber 100.000 Lágrimas de Sangue, receber 50.000 Karma Embers, derrotar 100.000 inimigos e causar dano de 1.500.00 em uma única Convocação.
RESUMO DA ÓPERA:

Warriors: Abyss é um hack’n slash/musou isométrico roguelite onde os guerreiros da franquia Warriors (e convidados) são invocados pelo Rei Enma, para conter a ameaça de Gouma, que está tomando conta do Inferno.
Um vasto elenco de protagonistas está disponível para o jogador utilizar a seu bel prazer, adaptando-se ao estilo do mesmo, com variações de grupos que ultrapassagem as 16.000 combinações, como informado no trailer, e que aumentam com as novas adições de personagens através de atualizações.
O combate dinâmico e vivaz é o foco do título, com as execuções às centenas por minuto, ainda mais rápidas que nos musous tradicionais. Dificuldades adicionais apresentam-se na forma de Leveis Transversais, disponíveis ao se derrotar Gouma na progressão Regular.
O gráfico, visto à distância, é competente, embora o caos gerado pelas constantes explosões e ataques elementais pululando com frequência acabem por poluir a tela.
Os cenários são vastos e a quantidade de inimigos é massiva em tela, sem que se perca o frame rate.

A trilha sonora utiliza os temas clássicos de ambas as franquias, com uma mescla entre hard rock/heavy metal e música eletrônica mixada com tradicional japonesa.
A dublagem em japonês faz um ótimo trabalho, trazendo de volta as vozes conhecidas de ambas as franquias.
Warriors: Abyss é visceral e frenético, com ação desenfreada do começo ao fim.
A trama é rasa, porém a natureza do título não se deixa afetar por este fator, focando completamente na jogabilidade, que é responsiva e agradável. O elemento roguelite é leve, influenciando mais na disposição das salas e desafios e no fator randômico dos personagens a serem desbloqueados durante a run.
Um show pirotécnico em tempo real, com personagens batendo na tela e explosões para todos os lados, Warriors: Abyss é um título gostoso de se jogar, que tem consciência do que é ser um jogo eletrônico e não tenta esconder isto.
