Fala pessoal, aqui é o Pena e hoje vamos com mais um review da franquia “Legend of Heroes”, na qual abre um novo arco e adiciona novas mecânicas na série.

O jogo foi produzido pela Nihon Falcom, responsável pelas séries “Ys” e Brandish (todos os nossos reviews deles você encontra aqui), enquanto a publicação dele ficou a cargo da NIS no ocidente (reviews deles aqui) e pela Clouded Leopard no oriente (reviews deles aqui).

Review feito em base a versão do PS4.
Código cedido pela NIS

Titulo: The Legend of Heroes: Trails through Daybreak
Produtora: Nihon Falcom
Distribuidora: NIS America / Europa (ocidente) & Clouded Leopard Entertainment (oriente)
Gênero: JRPG / Turno
Plataformas: PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch e PC (Steam e GOG)
Mídia: Físico e Digital
Textos: Inglês
Dublagem: Inglês e Japonês

História

Aqui acompanhamos Van, um Spriggan que atua na capital de Calvard, realizando diversos serviços que muitas vezes beiram a ilegalidade, o que faz dele uma das pessoas a serem procuradas para serviços que os policiais ou a Bracer Guild não fariam.

A história começa quando Agnès decide contratar os seus serviços a procura de um instrumento criado pelo seu falecido avô e, como não podia recorrer as autoridades normais devido a diversos motivos, uma “certa conhecida” dela lhe recomenda os serviços do Van.

A partir dai, ambos começam as investigações em todo o território de Calvard em busca desses instrumentos e reviram todos os pontos bons e ruins da sociedade em que vivem e que geralmente não está aparente para os habitantes normais.

“Deja vu ” 🎵… opa, série errada 😛

A campanha ocorre 2 anos após os eventos do “Trails into Reverie”, mostrando ainda mais a evolução tecnológica que houve no continente e puxando diversos pontos dos jogos anteriores, desde os primórdios da trilogia “Sky” e puxando detalhes dos outros arcos também. Mesmo com tudo isso, ainda é possível curtir a história base, que é relativamente bem fechada, sem ter jogado os anteriores, mas claro, se você tiver jogado toda a franquia até o momento, vai reparar todas as referências comentadas nos pequenos diálogos que fazem bastante diferença.

Gráficos

Assim como os outros jogos mais atuais da franquia, os gráficos são todos em 3D no estilo anime, com uma excelente movimentação nos combates e cenas de ação, além de claro os efeitos usados nesses momentos, que vai agradar muito quem curte esse estilo.

Os cenários também são muito bem detalhados, mesmo que tenhamos uma quantidade um pouco excessiva de dungeons subterrâneas, ainda assim capricharam bastante nos parte e montanhas que exploramos durante toda a campanha.

Áudio

Como sempre, as musicas são uns dos pontos fortes do jogo, com uma grande variação durante toda a campanha e claro, nos combates temos as mais pesadas pra aumentar ainda mais a diversão nesses pontos.

Como a OST está disponível no Spotify, deixei o link das 3 partes pra você curtir enquanto termina de ler o post.

Como já é esperado, temos dublagem em inglês e japonês e pra aqueles que preferem a dublagem original, temos um excelente time aqui, entre eles:

  • Daisuke Ono: Dublador do Van, faz o Jotaro Kujo da série JoJo Bizarre Adventure e Erwin Smith da série Attack on Titan;
  • Miku Ito: Dubladora da Agnes, faz a Victoria em The Eminence in Shadow e Himiko no jogo Relayer;
  • Yuma Uchida: Dublador do Aaron, é o atual dublador do Rock Howard da série The King of Fighters e como também é o atual dublador do Copen na franquia Azure Striker Gunvolt;
  • Yui Ogura: Dubladora da Feri, faz a Priestess do anime Goblin Slayer e a Rom da franquia Neptunia.

Jogabilidade

Assim como os outros jogos da franquia, logo ao iniciar a campanha, você pode selecionar a dificuldade que preferir, só tome cuidado pois a variação da dificuldade é bem grande.

Menu Principal

O menu principal do jogo é um pouco mais direto, só que dessa vez, cada área dele é acesso por um botão especifico, o que pode demorar um pouco para se acostumar, mas não precisa decorar, pois sempre está a mostra qual o comando usado pra acessar cada parte.

Items

A área de “Items” é o básico de sempre, podendo ver o seu inventário e utilizar os itens conforme necessário, tudo dividido por abas para facilitar a visualização.

Equip

A área de “Equip” segue praticamente o mesmo padrão visto durante a série, mas dessa vez adicionaram uma sub-parte para a arma para melhorias extras, mas de resto é o basico, podendo equipar armaduras, botas e acessórios.

Pra quem gosta de equipar itens que mudam a aparência base do personagem, o jogo continua com essa opção, podendo mudar a roupa, a cor do cabelo e equipar até 3 acessórios distintos.

Status

A área de “Status” é o de sempre, mostrando como está o seu grupo e as técnicas que eles já aprenderam, o que te facilita um pouco a analise geral do time.

Tactics

Na área “Tactics” você acerta o seu time inicial dentro das batalhas, como também como os personagens agem quando estão sob o controle da AI (essa parte eu comento melhor na parte das batalhas, tem bastante variação do que já vimos antes na série).

Orbment

Uma das sessões que mudam durante a franquia mas que mantém a base é a área dos “Orbments”. Entrando num novo arco e região, em vez do “Arcus” usado no Império, agora usamos os “Xipha”, que são os modelos da Republica de Calvard.

Ao entrar no menu já temos a visualização geral da configuração dos orbments só passando por cima dos personagens, mas a edição deles seria uma mistura dos “Arcus” com os “Enigma” de Crossbell. Algumas parte da configuração dele só libera pelo menu conforme avança na história, mas como eles sempre são acessíveis pelas lojas, esses pontos eu comento na sessão apropriada.

Na hora de equipar os quartzos, em vez de seguir as linhas que tínhamos antes, agora temos as subdivisões dos espaços entre 4 categorias. Aqui ainda temos os espaços destinados a um certo elemento (definido pela cor), mas alguns quartzos só podem ser equipados em alguma categoria distinta. Outro ponto aqui é que os quartzos dessa vez não tem nenhuma art (magia) designada neles, essa parte é separada.

Aonde você equipa o quartzo define quais tipos de técnicas de suporte ficam ativas no personagem, sendo que cada quartzo tem um valor elemental e para ativar essas técnicas, necessita um certo valor NA CATEGORIA desejada. Qualquer técnicas possível aparece conforme você equipa os quartzos e mostra o valor necessário (o total de cada categoria mostra no canto direito).

Aqui as arts são especificadas pelo “Arts Driver”, sendo que cada um deles tem uma pré-configuração de arts e alguns espaços extras para equipar drivers diferentes. O interessante é que podemos equipar a mesma art extra em todos os personagens, basta ter ela no inventário.

Em Skill List mostra todas as técnicas ativadas no orbment do personagem, facilitando a visualização do que temos neles e montar as estratégias a partir dai.

Aqui, em vez do uso das “Master Quartz” que tínhamos nos Arcus, agora equipamos os “Holo Core”, que na ideia geral, serve praticamente o mesmo efeito, melhorando algumas características do personagem equipado e podendo evoluir acumulando experiencia, mas elas não tem arts especificas nelas.

Achievements

Essa área segue a mesma ideia das conquistas internas que vimos no Reverie, com diversos objetivos para conquistarmos e receber recompensas por isso, mas dessa vez podemos acessa-los diretamente do menu, sem precisar ir numa região especifica do jogo para isso.

Fora de todos esses submenus, temos a opção de salvar e carregar o save a qualquer momento, assim como mexer nas configurações do jogo e ver os arquivos para relembramos certos detalhes da trama da franquia.

Livro de Anotações

Como sempre, não pode faltar o livro de anotações presente em todos os jogos, tendo diversas informações acumuladas da campanha. A primeira pagina mostra o rank do escritório do Van, junto com o alinhamento moral atual dele, que é medido entre Law, Gray e Chaos. Esses 3 alinhamentos afetam alguns pontos da história e certas mecânicas finais, mas isso eu deixo pra quem jogar descobrir durante a partida.

A aba “4SPG” (gíria pro “For Spriggan”) junta todas as missões que já apareceram no jogo e atualizando conforme avança nelas pra facilitar a compreensão e conclusão delas. É tudo separado por capitulo junto com o status dela.

Já em “Connect” temos a relação de todas as amizades que o Van junta durante a campanha, com o nível delas e os efeitos desses níveis. Aqui é mais para informação mesmo, não tem nenhuma ação aqui.

Na aba “Battle” juntamos todas as informações dos inimigos que encontramos durante o jogo, separados por regiões. O bom aqui é que nesse jogo não precisamos usar nada para escanea-los, basta derrotar uma vez que já pega todas as informações.

A aba “Gourmet” tem as informações de todas as comidas encontradas em Calvard, com o nível atual “Gourmet” do Van, que recebe bônus a cada novo nível.

A parte de preparar comida nesse jogo é bem mais simples e só é feita em certos pontos do jogo, não mais por esse menu, mas agora todas as comidas vendidas nas lojas contribuem com esse rank, não só as criadas pelos personagens.

Qualquer livro, jornal ou folheto comprado você encontra na aba “Books”, podendo ler as informações deles a qualquer momento e se atualizar nos ocorridos do jogo.

To-Do List

Uma lista extra que temos aqui é a lista de afazeres do Van, aonde também marca as missões atuais da campanha, podendo colocar marcadores nelas.

Também temos a opção de encontrar com certos personagens em determinados momentos para aumentar a amizade com eles e também oferecer presentes para eles.

Exploração nas cidades

A exploração da cidade não foge o que já conhecemos nos jogos normais de JRPG, podendo interagir com os NPCs e lojas. Vale notar que agora, algumas ações necessitam o uso de um botão especifico, como para conversar direto, questionar sobre alguma informação relacionada a missões ou realizar compras.

Nas lojas gerais também não muda muito, mas temos todas as divisões de categorias dos itens para facilitar encontrar o que temos e conform avança no jogo, novos itens aparecem.

Ainda continuamos com o sistema de venda dos “Sepith”, já que os inimigos não deixam dinheiro ao derrota-los. Nas lojas normais você só consegue vender o básico que não é utilizado em melhorias de equipamentos, mas nas lojas corretas tem a opção de vender os elementais também.

Nas lojas de melhorias podemos comprar novos Plugins e Art Drives, como também liberar novos espaços para os quartos para os Xiphia como os plugins dos Art Drives. O gasto varia dependendo do posicionamento do espaço.

A opção de preparar a comida é mais simples nesse jogo, só sendo possível cria-las em pontos específicos do jogo, como o escritório do Van e pontos de cura especial. Além disso, cada prato é designado para um único personagem e não tem mais as variações entre pratos bons e ruins.

Nas regiões aonde você passa durante a campanha tem a viagem rápida, facilitando a vida do jogador na exploração e ainda indicando em quais regiões estão os pontos obrigatórios da história e as missões extras.

Em alguns pontos da campanha e das missões extras, temos algumas opções que alteram o alinhamento do Van, isso afeta alguns pontos durante a campanha e alguns extras pro final do jogo, isso junto com as alterações que as próprias missões já tem normalmente.

Conforme completa as missões e analisa corretamente algumas situações da campanha, ganhamos SP que acumulam e dependo do rank adquirido, recebemos boas recompensas por eles.

Exploração em campos de batalha

Nos locais aonde tem monstros, o mapa é completado conforme explora a área e temos também esses pontos de recarga que podemos nos curar e também fazer os monstros reaparecerem caso queria forçar um pouco a evolução dos personagens.

Nesse jogo temos um novo modo de combate num “modo de ação” que não sei por que lembra bastante os da série Ys e Tokyo Xanadu, podendo atacar com os personagens diretamente no campo de exploração, esquivas dos ataques deles e mudar de personagem livremente, mas aqui não temos técnicas especiais durante esse modo. Os outros personagens que não estão no seu controle são movimentados pela AI.

Assim como em boa parte dos jogos da Falcom, também temos a esquiva perfeita, evitando completamente o ataque e ainda carregando uma barra de especial para o ataque carregado.

O ataque carregado auxilia bastante a deixar paralisado os inimigos, o que te permite entrar no modo “por turno” com uma boa vantagem. Você pode entrar no modo “por turno” a qualquer momento, mas também precisa tomar cuidado pois caso receba um ataque especial dos inimigos ou quando está com o HP muito baixo, eles te forçam a entrar nesse modo com desvantagem.

Combates por turno

No modo “por turno” temos praticamente a mesma mecânica que temos nos jogos anteriores, podendo selecionar os comandos conforme o turno dos personagens, que são mostrados no topo da tela, com o seu grupo no lado esquerdo e os inimigos no direito e quando chegam no meio, inicia o seu turno. O detalhe aqui é, enquanto os símbolos especiais continuam presentes, agora não tem como “roubar” o efeito e também a velocidade nessa barra varia de personagem para personagem.

As batalhas continuam no mesmo local que estavam durante a exploração e agora temos um livre posicionamento do personagem no campo antes de realizar um ataque, o que afeta os resultados dependendo da técnica, já que algumas causam efeitos extras se acertam no lado ou por trás dos adversários.

Parecido com a conexão que tínhamos nos jogos do arco “Cold Steel”, caso um personagem esteja perto de outro e conectado pelo circulo, eles se ajudam no combate, atacando em sequencia com um ataque normal ou aumentando a força dos especiais e magias, além de aumentar a chance de ativar as técnicas especiais do Xiphia.

Ainda temos as técnicas especiais de cada personagem que consomem CP (que carregam durante o combate dependendo das ações) e tem uma ativação instantânea e as magias, que consomem EP (que precisam de itens ou ações especiais para recarregar) e tem um tempo de carga antes de serem utilizadas.

Outro detalhe dos combates é que agora eles contam os acertos nos inimigos e conforme essa contagem aumenta, o dano também é aumentado. Isso até iniciar o turno do inimigo, quebrando o seu combo. Só cuidado que essa contagem também ocorre com os inimigos.

Quando temos mais de 4 personagens no grupo podemos trocar entre eles sem gastar o turno do personagem ativo, aumentando bastante a estratégia durante os combates.

Também foi adicionado o “S-Boost”, que carrega conforme atacamos no campo de batalha ou no modo por turno e podemos gastar até 2 barras de uma vez, ativando os efeitos extras do “Holo Core” e deixando o personagem mais forte por alguns turnos

Os “S-Carfts”, que são os especiais mais fortes de cada personagem continuam na série, mas a sua ativação mudou um pouco nesse jogo. Agora pra usa-los você gasta apenas 100 CP (em vez de consumir tudo que o personagem tinha), mas em compensação precisa ativar 2 barras de S-Boost para usa-los e, enquanto o personagem tem CP suficiente e está com o esse modo ativo, pode continuar ativando o especial, podendo roubar os turnos dos inimigos.

Em alguns pontos específicos Van pode se transformar no Grendel. Aqui ele pode usar 2 ataques consecutivos entre os novos ataques dessa transformação e, caso ative o S-Boost, pode usar 3 ataques enquanto o modo estiver ativo.

Os multiplicadores de experiencia continuam no jogo, mas agora só é possível ativar uma categoria uma única vez em vez de acumular várias ativações, mas pelo menos agora as mais difíceis também tem um multiplicador bem maior.

Extras

Assim que você finaliza o jogo e salva o progresso, pode iniciar um New Game +, conseguindo carregar boa parte do progresso dos personagens e equipamentos para a nova partida, sendo só assim possível completar todos os dados do jogo.

Além disso, também tem a opção “Backstory” liberada desde a instalação, podendo verificar as informações dos jogos passados, já que enquanto a história é relativamente fechada, puxa muita informação dos jogos anteriores, com diversas referencias sem falar explicitamente os nomes, algo que só quem já acompanha a bastante tempo vai reparar na história.

Conquistas

Ainda não tive como fazer a platina, mas vou fazer ela ainda 😛

A adição da parte de ação do jogo agiliza bastante a exploração e o jogo no normal não é muito complicado, mas claro, como já é de se esperar dos jogos da franquia, pra conseguir a platina do jogo precisa revirar cada canto do jogo e fechar o jogo pelo menos duas vezes, uma delas sendo no Nightmare, forçando bastante o jogador. Entre os mais complicados temos:

ConquistaDescrição
Working OvertimeLiberar todas as conquistas internas (com exceção dos “EX”)
Enlightened CentristAlcançar nível máximo em todos os alinhamentos
Bear the NightmareFinalizar o jogo no Nightmare

Conclusão

Em resumo, Trails through Daybreak traz um JRPG com uma boa história e personagens carismáticos, adicionando novos elementos que pode atrair mais novatos para a franquia.

Os gráficos seguem o padrão mais atual da série, com models em 3D no estilo anime bem detalhados e com cenários e efeitos bem detalhados durante toda a campanha, agradando bastante quem curte esse estilo de arte nos jogos.

A musicas também agradam muito, com uma boa variação entre as mais tranquilas e mais agitadas para as batalhas, sendo essa parte com várias para diversos momentos da campanha e até mesmo alguns pequenos remixes de algumas já conhecidas da série.

A jogabilidade na sua base continua a mesma que vimos nos últimos jogos, agora com a adição do “modo ação” antes das batalhas por turno, que entraram muito bem na série, além de outras mecânicas que ampliam mais a estratégia, só deixando o jogador um pouco confuso no começo pela mudança do uso de certos comandos, mas nada que um pouco de tempo jogando não fique fácil de se adaptar neles.

No geral, se você já gosta de JRPGs por turno, tem interesse na série ou já acompanha ela faz tempo, esse é um jogo que você precisa jogar para aproveitar o seus mais de 100h para finalizar a história na sua primeira partida.

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