No passado, a chegada de uma nova geração representava um avanço gráfico considerável, que marcava claramente a passagem entre as potências. Assim foi entre 8, 16 e 32/64 bits.

A evolução gráfica nas primeiras gerações era muito percepetível

Porém, ao chegar aos 128 bits, o avanço mudou, com os jogadores sequer chamando a geração pela sua potência e sim pelos nomes dos consoles.
A entrada no mundo 3D mudou a forma como notamos o progresso dos gráficos, dificultando a comparação entre pixels, que antes eram muito mais simples.

Blinx, um dos títulos do primeiro Xbox

As diferenças, porém, ainda eram perceptíveis, embora menos vistosas que no passado.
Após o salto entre PSOne para PS2 e N64 para Game Cube, a indústria foi reconfigurada, não apenas nos novos métodos de armazenamento dos games, como em seus concorrentes.

A Sega, após o fracasso de Saturn e Dreamcast, saiu do mercado de consoles, dando espaço para a Microsoft, novata chegando com seu Xbox, um concorrente tímido, porém potente como um PC.

Apesar do sucesso de Shenmue, um lançamento equivocado e péssima estratégia de marketing decretaram o fracasso do Dreamcast e a morte da Sega como produtora de consoles

Mais reformulações aconteceriam na geração seguinte, com a Nintendo mudando radicalmente de estratégia, deixando de lado a corrida de potência com o Game Cube para uma inovação no modo de jogar com o Wii.

Enquanto Sony e Microsoft continuaram na disputa pelo poderio gráfico, a Nintendo entrava em uma nova era, buscando um público diferente do habitual, apostando nos jogos casuais e revolucionando a indústria.

A proposta simples de comandos por movimento do Wii atraiu um novo público

Desta forma, agora tínhamos a Nintendo em um “geração paralela”. O Wii não era um concorrente ao PS3 e Xbox 360, ao menos não da maneira convencional.

O próximo salto teve um impacto ainda menor, com PS4 e Xbox One demorando para mostrar realmente ao que vieram, ao passo que a Nintendo, seguindo em sua geração paralela, amargaria um fracasso com o Wii U, tentando replicar o sucesso anterior. Enquanto isso, Sony e MS partiam para os consoles midgen, ou seja, pequenos upgrades dos hardwares originais, com algumas melhorias, especialmente quanto ao desempenho, com o PS4 Pro e o Xbox One S e One X. A Microsoft para criava uma dupla de consoles midgen, causando ainda mais confusão.

The Last Of Us, uma vaca ordenhada até o limite

E chegamos finalmente à atual geração, com PS5 e Xbox Series S e X, além do Switch, correndo por fora (e ganhando).
E aqui a inovação é praticamente nula… ao menos entre Sony e MS. Nintendo obteve novamente um grande sucesso fora da geração propriamente dita, sem grandes gráficos, mas com um console híbrido que caiu no gosto popular.

Já PS5 e Xbox Series, poucos jogos possuem de sua própria geração, vivendo das versões “melhoradas” da geração passada.
Consoles com mais poder de processamento, rodando de maneira mais suave e bem mais rápida os jogos de PS4 e Xbox One, mas praticamente sem exclusivos próprios.

Enquanto Sony e Microsoft brigam pelo poderio gráfico, a Nintendo vence mais uma vez com criatividade e direção artística

O tão alardeado ray tracing (já existente no PC faz algum tempo), não é tão usado e representa pouco avanço tecnológico, além de muitas vezes gastar processamento desnecessariamente para simples reflexos.

Não bastassem estes fatores, a indústria vive um momento caótico, com demissões em massa, AAA’s reciclando infinitamente fórmulas batidas, jogos como serviço inundando (e morrendo na praia) o mercado e flops monstruosos (olá, Concord!).

Você sabe que seu jogo foi um fracasso quando ele flopa mesmo sendo baseado no maior universo cinematográfico

E então a Sony anuncia o PlayStation 5 Pro, um console caríssimo e com “melhorias” que nada mais representam do que aquilo que foi prometido no começo da geração. Pela “bagatela” de 700 dólares, você poderá levar para casa um aparelho que não necessita mais da escolha entre modo gráfico e modo desempenho, prometendo rodar no máximo de capacidade e gráfico simultaneamente.

E como isto foi demonstrado? Em jogos de PS4 PS5 como The Last Of Us Parte II e Spider-Man 2
É, as coisas não estão nada bem para a Sony, especialmente após o retumbante fracasso de Concord e o aumento de preço do PS5 em alguns países, quando o normal seria a redução depois de um tempo.
Some-se a isto o fato de que PS5 “restaurados” (refurbished) serão vendidos pela metade do preço e o PS5 Pro não acompanha leitor e nem base vertical.

A foto não mostra a diferença gráfica, mas você também não a perceberá em vídeo…

Se você for só de digital, ok, mas se quiser o leitor acoplável, ele custa 80 dólares e, a base vertical, 30 dólares. Ou seja, o console em sua “versão completa”, sai por 810 dólares, sem os impostos…

Mark Cerny, engenheiro da Sony (em vídeo da Gamespot), explicando as “””diferenças””” do PS5 Pro para o Normal

Seria este o momento da Microsoft dar uma cartada lançando uma versão aprimorada do Series X mais barata? Como e quanto será o Switch 2, o esperado novo console da Nintendo?
Não perca nos próximos capítulos do apocalipse dos games
, na geração que não aconteceu!

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