Rushing Beat é uma série de jogos beat’em up em 3 jogos, desenvolvido pela extinta Jaleco para o sistema Super Nintendo Entertainment System / Super Family Computer, onde controlamos Rick Norton e Douglas Bild.



Enquanto no primeiro jogo temos Norton e Bild como personagens jogáveis, no segundo jogo temos um roster maior, contando com a adição de Lord J, Kazan e Wendy Milan. O terceiro jogo conta com novos personagens e apenas Norton como personagem secreto remanescente.
O jogo tinha algumas mecânicas de combate simples como golpes em combo e especiais que desgastavam parte da Stamina dos personagens ao serem aplicados, mas que eram recuperados se mantivessem sua integridade e não sofressem danos.

Além disso, os personagens também possuem o modo Ikari, onde ficam extremamente fortes e invencíveis por tempo limitado ao sofrerem um dano considerável. O terceiro jogo implementou novas mecânicas e divisões de caminho que alteravam sutilmente o rumo da história.
Trivia
A franquia de jogos teve uma série de fatores curiosos, como o lançamento entre os continentes e o plot dos jogos serem totalmente distintos entre si. Ou seja, no caso as versões japonesas do jogo contam uma premissa de história diferente das versões ocidentais.
As versões ocidentais tinham cortes em algumas cenas.
Então em 2026 temos o lançamento de Rushing Beat X: The Return of Brawl Brothers, título em questão que vos trago para apreciarmos o que esse revival nos traz.

Código cedido para review pela Clear River Games, versão Steam
Nome: Rushing Beat X: Return of Brawl Brothers
Gênero: Beat’em Up, Arcade, Action
Desenvolvedora: City Connection
Distribuidora: City Connection / Clear River Games
Plataformas: PC, PS5 e Nintendo Switch
Lançamento: 2026 (19 de Março)
Compatibilidade com Steamdeck: Verificado

Versão Física
É possível comprar a edição física do jogo para as versões Playstation 5 e Nintendo Switch 2 pelo site da Clear River Games ou na Play Asia.
Basta clicar nas imagens abaixo para ir no site de cada loja.



Tela Título

História / Enredo
A história se passa entre o segundo e o terceiro jogo de SNES, logo após a derrota de Iceman, no segundo jogo, mas para quem não jogou ou não lembra, temos um breve resumo no início do jogo.

Cidade de Neo-Cisco, 4 anos atrás teve uma batalha centralizada na descoberta de um vírus chamado Zeekus, um vírus descoberto na América do Sul que foi desenvolvido para funções medicinais. Entretanto o vírus nunca foi usado para tratamentos, pois o vírus tinha um poder terrível de reescrever DNA e despertar habilidades.

Para piorar, o vírus também tinha propriedades adicionais, chegando em Neo-Cisco e se espalhando rapidamente. Apesar de toda a mobilização policial da cidade, o caos reinou, atormentado por criminosos aprimorados com o vírus.

Entretanto, a organização que tinha tais criminosos foi exposta através de um jornalista.
Joecal, a organização em questão, era administrada por um artista marcial chamado Kintark.
Norton e Bild se esforçaram desesperadamente a fim de desmantelar essa organização, tendo êxito e trazendo a reconstrução de Neo-Cisco, o evento ficou conhecido como o “Incidente Joecal”.

Um ano depois, quando a cidade estava reestruturada, um novo incidente ocorre com um sequestro em massa envolvendo artistas marciais de Neo-Cisco. Um projeto secreto de clonagem humana estava em andamento em uma ilha artificial flutuante na baía de Neo-Cisco.

O Projeto de Clonagem Cibernética, tinha como objetivo obter espécimes de qualidade superior para clonagem, usando os conhecimentos de artes marciais dos sequestrados e criar um “super exército” de dominadores de diversificados estilos de auto-defesa.

Norton e Bild se uniram com alguns dos mais fortes artistas marciais sequestrados para destruir a intenção do projeto, do qual tinha como lider Iceman Dieter, um dos líderes da organização Joecal.
Com isso, foi descoberto também que amostras remanescentes do Zeekus ainda estavam em poder de Iceman, e aplicava o vírus nos clones como armas vivas para vender em zonas de conflitos para outros criminosos.
Com a derrota de Iceman, o evento conhecido como “Indente de Clonagem Cibernética” chegou ao fim.

Norton contou essas histórias para Kahlua, uma das sobreviventes dos eventos anteriores, do qual não tem grandes lembranças, além de seu nome. Com o resgate, Bild deixou ela em cuidados de Norton, que acredita que ela serviu de cobaia para o Zeekus, em sua academia, para aprimorar suas artes.

Durante o treinamento, somos introduzidos ao novo vilão do jogo, Edgar Dieter, presidente da Jecoal, uma compania farmacêutica, e também irmão de Iceman. O objetivo é recapturar Kahlua e os Brawling Brothers remanescentes pra continuar com os projetos anteriores, além de vingar seu irmão.
E assim, o retorno dos “Irmãos Brigões” está selado para novamente pôr um fim aos resquícios dos eventos anteriores….
Personagens

Rick Norton
Ex-detetive, ele é um jovem com um forte senso de justiça e atualmente administra seu próprio dojo.
Ele é um herói de Neo-Sisco, tendo solucionado incidentes passados como o “Incidente Joecal” e o “Incidente do Ciberclone”.
Acreditando que os incidentes envolvendo Zeekus não terminaram, ele treina a próxima geração enquanto investiga com sua irmã Maria, uma jornalista freelancer, e Douglas Bild, que o ajudou a solucionar os casos anteriores.
Devido ao seu envolvimento na investigação, ele acaba cuidando de Kahlua, que é suspeita de ter sido cobaia no “Incidente do Ciberclone”.
Ele é um personagem bem equilibrado que ataca eficientemente tanto com golpes quanto com arremessos.
Kahlua
Uma das vítimas sequestradas durante o “Incidente do Ciberclone”.
Embora tenha sido resgatada por Bild e pela polícia, ela perdeu todas as suas memórias, exceto seu nome, devido aos efeitos do experimento com a injeção de Zeekus.
Sua identidade permanece desconhecida, pois alguém apagou seus dados de registro oficiais.
Sem família conhecida, ela foi acolhida no Ginásio Norton até que suas memórias retornem.
Ela possui um potencial físico incrível e a notável capacidade de aprender técnicas apenas observando.
Com golpes rápidos e consecutivos e ataques aéreos como sua especialidade, ela se destaca como uma lutadora completa.


Douglas Bild
Um herói que, ao lado de Rick, resolveu o “Incidente Joecal” e o “Incidente do Clone Cibernético”.
Ex-lutador profissional, ele se tornou policial após se aposentar devido a uma lesão na perna direita.
Tendo perdido a mãe ainda jovem e com o desaparecimento do pai, Jack, ele cuidou dos irmãos Norton e os criou como uma figura paterna.
Durante a resolução do “Incidente do Clone Cibernético”, ele resgatou Kahlua, que havia sido aprisionada como cobaia para o experimento de injeção de Zeekus.
Devido aos efeitos da injeção, Kahlua perdeu a memória e ele a confiou à Academia Norton.
Como ex-lutador profissional, ele se destaca em ataques baseados em arremessos.
Lord J
Um artista marcial que treinou Judô e Koppō no Japão.
Ele se juntou à Academia Norton a convite de Norton devido ao interesse mútuo em artes marciais japonesas, o que o levou a se envolver no “Incidente do Clone Cibernético”.
Ele é intrigado pela “força física aprimorada por Zeekus” que Kintark usava e frequenta a Academia Norton sob o pretexto de “rastrear Zeekus”.
Em busca de maior força, ele está até disposto a recorrer a Zeekus para alcançá-la.
Apesar de ser um personagem pesado, ele se destaca em golpes rápidos e arremessos.

Wendy Milan
Uma lutadora profissional que acaba de estrear. Ela é habilidosa em arremessos não convencionais e ataques aéreos.
Uma aprendiz de luta livre na Academia Norton, onde entrou por recomendação de Bild.
Durante o “Incidente do Clone Cibernético”, ele auxiliou Norton e Bild na resolução do caso.
Ela se sente em dívida com Norton, seu treinador, e com Bild, seu lutador mais experiente, então, mesmo em seus dias de folga, ele ajuda como contato para as investigações de Zeekus.
Ela se especializa em arremessos não convencionais e técnicas de combate aéreo.


Kazan
Mestre em Ninjutsu Togakure-ryu, sua idade é desconhecida. Ele já foi um agente da CIA, atuando como instrutor de espionagem.
Sua missão incluiu as consequências do “Incidente Joecal”, durante o qual conheceu Bild quando a polícia colaborou com a CIA.
Desde o “Incidente do Ciberclone”, Bild o incumbiu de investigações extraoficiais.
Assim como Bild, ele persegue Zeekus enquanto também rastreia um traidor que usa Ninjutsu Togakure-ryu para o mal, tendo sido contratado para atividades criminosas.
Ele é um personagem focado em velocidade, especializado em ataques rápidos e um salto triplo.
Gráficos



Com gráficos no estilo cell-shading, temos um jogo 2.5D em perspectivas diferenciadas e texturas simples. Os efeitos do jogo tem iluminações sutis, e os efeitos de iluminação são baseados nos tons do cell-shaders e flashes.
O jogo conta com a arte dos personagens nas conversas e efeitos sonoros escritos, como os antigos HQ’s, dando a imersão da intensidade das brigas. A engine usada é a Unity.
Som / OST
A dublagem ficou por conta da Cup of Tea Productions, não sendo creditado dubladores de forma explícita na ficha técnica do jogo, até o momento desse review.
A trilha sonora é composta por WASi303, que trabalhou em Psyvariar, R-Type Final 3 e CHUNITHM.
Com arranjos baseados em j-rock, temos um foco grande em baixo e guitarra.
Infelizmente não achei a trilha sonora para poder colocar aqui no review.
Jogabilidade
Contando com uma jogabilidade 2.5D, o esquemático do controle usa todos os botões de função, triggers e shoulders nos controles padrão. Entretanto, o jogo não permite mapear os botões e montar o esquema conforme o jogador achar necessário.
É possível jogar com teclado e controle, entretanto farei uma observação importante com relação ao teclado, nas considerações.
![]() | Atacar / Rushing Attack / Pegar Itens |
![]() | Saltar |
![]() | Técnicas / Skills / Rushing Upper / Rushing Counter / Arremessar armas |
![]() | Usar Armas |
| Beat Blow / Beat Rush | |
| Consumir Itens de comida | |
| Trocar Arma | |
| Trocar Comida |
Os Irmãos Brigões retornam…

Assim como os jogos anteriores da franquia, é possível escolher qual personagem irá jogar, cada um com suas características únicas. Os personagens podem ser trocados em sessões específicas dos níveis ou nas intermissões, assim como usar CONTINUES.
Inicialmente, no modo história, você conta apenas com Norton, Bild e Kahlua.
Nossos heróis terão ataques novos, comparados aos jogos antigos, e é possível mesclar esses golpes para fazer uma cadeia de combos.


O ataque de sequência básica é feito através do botão padrão
, entretanto, não é necessário apertar os botões de forma repetida, apenas segurando o botão irá ser o suficiente para aplicar os combos básicos. Todos os golpes finais dos combos são denominados Rushing Attack.
Inimigos que sofrerem dano acima de sua vida, irão sofrer “Overkill”.

Como todo beat’em up, os inimigos irão flanquear. Caso você ver perigos iminentes chegando no lado oposto, você pode usar os golpes giratórios que irão acertar os inimigos.

Golpes podem ser cancelados durante os combos, sendo representados por um breve círculo verde no seu personagem. Os cancelamentos são gerais, podem ser usados em saltos (para os combos aéreos), golpes de dash e combos intermediários.

Caso você segurar para baixo enquanto aplicar os combos, você irá usar o Rushing Upper, que irá permitir erguer o inimigo e em seguida saltar para fazer combos aéreos. A técnica também pode ser feita com o botão
e segurando o direcional para baixo.



As variações de ataques das técnicas podem ser aplicadas em vários aspectos, principalmente nos ataques aéreos. Usando Kahlua como exemplo, podemos perceber os diferentes tipos de combos aéreos que ela possui.
Cada personagem tem suas próprias técnicas e combos que podem ser descobertos e variados, o que torna a gameplay mais diferenciada com os personagens entre si.
Ainda nas técnicas, ao estar em posição neutra, o personagem faz uma breve “defesa”, mas se for feito como um Parry, é ativado o Rushing Counter, que irá contra-atacar no mesmo instante.


A defesa não apara projéteis de armas inimigas, assim como qualquer outro tipo de arma de fogo.
Assim como os jogos antigos, a Anger Gauge / Ikari Gauge está presente, porém a mecânica é de forma agressiva, sendo preenchida conforme você atacar os inimigos, ao invés de sofrer danos, como nos jogos anteriores.
A barra possui 2 níveis e permite técnicas diferentes, uma para defesa e uma para ataque.

Se sua barra já tiver o nível 1 preenchido (cerca de ¼ da barra), o Beat Blow pode ser ativado, afastando inimigos próximos e podendo ganhar um espaço para a luta. Entretanto, mesmo que você tenha mais que 1 nível da barra, ela toda será extinguida ao usar esse tipo de técnica.
Ao entrar no nível 2 e preencher toda a barra, seu personagem irá brilhar e ativar o “Anger Mode / Ikari Mode“, e a barra começará à descer.



Ao estar nesse modo, os nossos heróis ganham danos consideráveis, sendo “representados” pelos longos lançamentos dos inimigos durante os combos ou técnicas, sendo deslocados para fora da tela ou estando enterrados no chão, seja por agarrões ou Rushing Upper.


Ao estarem nesse modo é possível aplicar a técnica mais forte do personagem, o Beat Rush.
Armas possuem algumas diferenças, como armas de cenário e armas de itens.
A diferença se aplica em que armas de cenário não podem ser estocadas, sendo de uso imediato e limitado, seja por armas de fogo ou itens arremessáveis no cenário.


Armas de item podem ser estocadas para usos estratégicos e são indicadas nos slots do canto inferior esquerdo, e podem ter trocas de uso com o
.
Armas que forem repetidas ao serem estocadas, podem ter seu número de uso aumentado ou recuperado, se ainda tiverem usos remanescentes.


O uso do machado diminuiu de 5 para 2 no exemplo, sendo 2 para o combo da arma e 1 porque me empolguei no uso (lol).
Items de recuperação de stamina / vida também estão presentes, e é necessário coleta-los para entrar no slot ao lado do indicador do personagem. Os slots podem reservar 5 items de comida, e podem ser alternados com o botão
.

Os itens serão reservados e poderão ser usados conforme a necessidade e estratégia do jogador, entretanto, comidas que forem coletadas após o preenchimento de todos os slots, serão usadas instantaneamente.
As comidas terão uma coloração no seu entorno, isso indica a efetividade de cada uma, sendo branca a mais fraca e vermelho para a mais picante, o que interfere nos itens que recuperam vida e concedem Anger Gauge, em alguns casos, simultaneamente.


Em cada intermissão, ou em pontos específicos dos níveis, você encontrará a van de Norton, onde é possível comprar os combos de comida por uma quantidade de NCD (Neo-Cisco Dollar), obtidos em objetos destrutíveis dos níveis.
Combos que já tiverem parte dos itens no seu inventário podem sofrer desconto.
É possível comprar armas também.

Os inimigos também tem alguns pontos que precisa atenção, como invencibilidade e defesas.
As invencibilidades são indicadas por um brilho branco no inimigo, geralmente chefes.
Extras
Temos 4 dificuldades disponíveis desde o início, quanto maior a dificuldade, mais resistentes os inimigos serão e mais dano você irá receber.
Ao terminar a história uma vez, o jogo irá liberar Juliet e o Free Mode.
Juliet pode ser usada apenas nesse modo, não sendo possível no modo história, por motivos óbvios.


Free Mode é um “arcade” com um plus, cada sessão dos níveis terão 3 missões chamadas de “Rushing Missions”, os níveis devem ser cumpridos de uma só vez.

Caso tenha esquecido ou perdido as missões na sessão corrente, basta apertar o botão de pausa e rever os requisitos.
Por sua vez, ao terminar o Free Mode, é liberado o Boss Rush.
Nesse modo você irá enfrentar todos os chefes únicos do jogo em hordas de inimigos servindo de apoio.
Cada rodada irá lhe conceder arma ou item para estocar ou usar, então seja bem estratégico para vencer esse modo, já que é único e sem continue.

Conquistas

Dificuldade: 3/10
Para domínio das conquistas do jogo, não há um grande mistério.
De forma resumida, você precisa:
- Crie um combo de comida
- Faça um combo com uma arma de item
- Obtenha uma arma estranha
- Faça um combo de 100 hits
- Complete 150 Rushing Missions
- Colete e tenha em mãos 10.000 NCD’s
- Termine o jogo com todos os personagens, Juliet inclusa
- Termine o Boss Rush
Como o jogo não exige terminar em dificuldade específica, talvez a maior dificuldade para alguns será terminar o Boss Rush, mas sabendo usar os cancelamentos e combos diversificados, será tranquilo.
Considerações Finais
Graficamente temos um jogo agradável visualmente, com efeitos sutis e simplicidade nas modelagens dos personagens. Apesar de não ter um grande detalhe, o jogo é bastante rico na interatividade e as possibilidades durante os combates.


Um dos pontos em destaque, na minha opinião, é a destruição do fundo do cenário ao arremessar os inimigos para o fundo da tela, talvez como TMNT: Turtles in Time servindo até de inspiração para essa mecânica, já que nossas amadas tartarugas arremessavam os inimigos para a frente da tela.
Destruir os cenários concedem itens ou armas ocultos no cenário para coletar, o que torna o combate divertido e interativo. A profundidade do cenário também implica ao arremessar os inimigos, principalmente em pontos abertos e que podem tornar o combate decisivo em se livrar dos inimigos.
A dublagem é interativa, os personagens falam durante os combates, e a performance é ok, entretanto, fiquei com a impressão de ser uma dublagem feita em IA, seja pela falta de créditos das vozes, ou por um trabalho feito por estúdio, caso eu estiver errado, sintam-se livres em comentar para que eu dê os devidos créditos.
A trilha sonora é agradável e a escolha do gênero condiz com o clima das batalhas. O combate rápido faz um bom contraste.
A jogabilidade com ritmo rápido e leitura de comandos precisa, torna a criatividade do jogador ser um ponto chave para o sucesso em modos ou dificuldades mais difíceis. O sistema do jogo com relação à isso é bem concretizado e polido, já que a fluidez na leitura do jogo para seus comandos saem de forma natural.

Seja fazendo combo com os golpes e técnicas, ou suando as armas, tudo é punitivo nesse jogo, inclusive usar o canto da tela com golpes de chão nos inimigos.

Níveis isométricos ou um revival de eventos exatamente iguais aos jogos antigos fazem parte desse novo capítulo da franquia.


Os níveis são sutilmente variados, mesmo com cenários já vistos em jogos anteriores, já que eles retornam em pontos da cidade, o que remete o nome dos níveis e eventos dinâmicos uma total referência aos jogos antigos ou envolvidos.
O nível 4 tem o nome de City Connection, remetendo ao jogo clássico da Jaleco e à atual empresa, que comprou os direitos de licença da Jaleco.
Apesar de serem criativos em alguns pontos, a falta de inspiração também está presente.
Se formos analisar minimamente, nós iremos refazer tudo que os títulos anteriores fizeram, como lutar com a versão de nossos heróis clonados.


Pontos repetidos e exatamente com os mesmos inimigos, remetem à isso que digo sobre a falta de inspiração. Todos sabemos que Beat’em Ups tem sua natureza repetitiva, mas uma fonte com os mesmos sub-chefes exatamente do mesmo jeito, soa como “clonagem do próprio design”.
O que me leva também à critica de que, por ser um jogo novo, achei que alguns pontos seriam mais interessantes, mas enfrentar novamente os personagens em sua forma clone, e enfrentar incansavelmente Juliet durante as fases, fica cansativo e um reaproveitamento de fórmula dos jogos antigos.
Alguns chefes únicos são interessantes, e podiam ter trazido novos inimigos nesse aspecto, algumas batalhas são criativas e divertidas, principalmente a última, esse é meu único ponto de tristeza com relação ao jogo. A repetição elevou patamares acima do comum no gênero.

A performance por sinal se mostrou satisfatória de forma geral, porém a jogabilidade tem um problema um tanto quanto estranho. Não sei se foi de forma isolada, mas jogar de teclado, não tem controles precisos, e são falhos em sua execução.
O direcional fica por conta das clássicas setas ou WASD, botões de função ficaram por conta do Z e X, mas em alguns casos o boneco pula e ataca, em outros casos não. O que torna o mapeamento do teclado impreciso.
Devo citar também que, além de não mostrar os comandos de teclado para o jogador no manual (só considera o controle), o jogo não tem mudança de interface se não tiver controle detectado. Claro, nos tempos atuais é raro, mas sempre tem um ou outro que poderá estranhar ao querer jogar de teclado.
Portanto, jogue obrigatoriamente com um controle.
Se o teclado não é recomendado, deve ser desativado, seguido do aviso na Steam de “Recomenda-se o uso de gamepad” na aplicação da Steam ou ao entrar no jogo.

Retorno com gosto de Deja-vu
De forma geral, Rushing Beat X: Return of Brawl Brothers, se mostrou um revival fiel à sua fórmula já usada pelos jogos anteriores.
Apesar da boa jogabilidade e sistema de combos e o jogo divertir muito, no decorrer do desenvolvimento e progressão, percebemos que voltamos à 1992 / 1993 / 1994 e estamos diante de um “re-skin” dos jogos antigos e é focado para aqueles que não jogaram os antigos.
A minha intenção era dar um troféu de platina pela surpresa ao iniciar o jogo, a minha opinião foi mudando para Ouro, e então para essa atual, Prata, após terminar a campanha e analisar o jogo num todo.
Para evitar qualquer opinião de pré-julgamento, rejoguei os jogos antigos no SNES para constatar o que a breve memória me trazia.
Não estou dizendo que usar uma fórmula antiga seja ruim, mas talvez lapidar ela e trazer algo realmente novo em um retorno de franquias antigas, pode ser o melhor caminho, no meu ponto de vista.
Principalmente quando estamos em uma época onde remasters, remakes e coletâneas falam mais alto do que ideias inovadoras e criativas.
Como disse, não tiro o mérito do retorno da série. Teve diversos pontos positivos, mas a escolha de design progressivo e a repetição extrema e clonada, me fez desanimar um pouco.
Com esse teor de nostalgia e deja-vu, encerro o review/tutorial com a Juliet dançando Thriller, para o público alvo do jogo, ou seja, aqueles que não jogaram os antigos e não sejam dessa época e procurem por esse clássico do “Rei do Pop”





