Replaced é um daqueles títulos onde, ao colocarmos o olho em sua concepção, já temos noção do que esperar, graças à sutis elementos do jogo que remetem à outros jogos já presenteados pra nós pela indústria. Especificamente pelo teor de animação em pixelart surrealista e com alguns aspectos de jogabilidade em si, o jogo nos remete à uma clara e singela inspiração de Flashback, Prince of Persia e Deadlight, ambos com particularidades mas com sutis diferenças.

O anúncio do jogo foi no ano de 2021, durante a fatídica e última E3 em formato digital, na época. Sendo prometido seu lançamento para 2022, mas que por motivos externos, foi adiado diversas vezes, até que então, chegamos em 2026, com o lançamento inicial para PC e Xbox, sendo distribuído pela Coatsink / Thunderful Publishing.

Estando em desenvolvimento desde 2018 pela Sad Cat Studios, a concepção artística envolvia diversas mudanças como inicialmente um jogo voltado para aventura 2.5D narrativa cinematográfica, ganhando posteriormente um combate mais parrudo e que demorou algum tempo, já que as movimentações beiram o surrealismo.

Vamos então analisar e ver o que esses anos de grande desenvolvimento e alteração nos trouxeram nesse promissor título ?

Código fornecido para review pela Coatsink / Thunderful Publishing, versão Steam

Nome: Replaced
Gênero: Action, Adventure, Platformer, Indie
Desenvolvedora: Sat Cat Studios
Distribuidora: Coatsink / Thunderful Publishing
Plataformas: PC / Xbox Series S|X
Lançamento: 2026 (14 de abril)
Compatibilidade com Steamdeck: Verificado

OBS: Replaced também está disponível “day one” no catálogo do serviço GAME PASS da Microsoft.

Tela Título

História / Enredo

Cidade Fênix, Estados Unidos.
Uma cidade criada pelo governo após explosões nucleares tornarem grande parte do planeta destruído, a alta tecnologia imposta em Fenix separa a elite de pessoas descartadas da sociedade pela sua classe ou outros motivos, criando assim a chamada “MURALHA”
O ano é 1984, Warren Warsh trabalha com a programação de uma nova Inteligência Artificial chamada R.E.A.C.H.
O trabalho é feito com um terminal neural, através do neurocapacete conectando Warren à R.E.A.C.H.
Warren está fazendo buscas com o assunto de “DOADORES COMPATÍVEIS”, e encontra nomes JAMES DOUGLAS e ROLF HURD, esse último sendo definido por Warren como um “DESCARTE”.

R.E.A.C.H, apesar de ser uma IA criada com seus próprios conceitos e definições, trata Warren com sutis cuidados emocionais, estudando o comportamento de seu criador, percebendo uma grande variação em seus valores emocionais, estando sobrecarregados e instáveis.

Warren então explica que um grande amigo, que era de suma importância para ele, acabou de falecer, e isso mexeu com suas emoções.
Apesar de suas definições, R.E.A.C.H se impõe à Warren e decide encerrar as pesquisas e o trabalho de Warren, que por sua vez se sobrecarrega ainda mais, causando um dano crítico em todo o sistema…

Após a explosão, notamos que R.E.A.C.H toma o controle do corpo de Warren, duas “consciências” em um corpo, cientificamente impossível, mas que ocorreu por algum fator externo extremo. Entretanto, R.E.A.C.H começa à demonstrar total controle de Warren, seja pelos seus movimentos ou até mesmo percepções humanas, como cheiros, sons ou visões.
O objetivo era claro, procurar outro terminal e tentar reverter a situação, devolvendo Warren ao seu corpo.

Com todo o conceito criado no banco de dados, “REACH” (considerando agora como um nome a parte de Warren), acredita que a DPCF (Departamento Policial Cidade Fênix) é capaz de ajuda-los nessa situação. Ao encontra-los, é surpreendido com uma força hostil e que está erradicando os sobreviventes. REACH considera como um possível “ERRO FATAL” do sistema humano.

Após fugir das perseguições policiais, REACH se encontra com um dos policiais que reconhece a fisionomia de Warren…
Seus colegas de departamento acabam ignorando o pedido do policial em não atirar, fazendo com que ele e REACH caiam na rede de esgotos no limite do que chamam de “A MURALHA”, separando a cidade Fenix, da área “DESCARTADA”

REACH sendo o substituto de Warren agora tem diversas perguntas e um mistério começando em seus estudos comportamentais dos humanos, além de claro, manter a prioridade de proteger Warren e devolver seu corpo para ele, precisando retornar para a Cidade Fênix e ao laboratório.

Gráficos

O jogo traz um conceito cinemático voltado em thriller, ação e plataforma, construindo dessa forma uma experiência de aspecto 21:9 para a exibição do jogo.
O aspecto de tarjas é um dos pontos que podem incomodar alguns jogadores, mas atualmente é possível selecionar se prefere jogar com elas ou não, após o último update do jogo, respeitando assim aqueles que jogam em STEAMDECK ou computadores portáteis e acreditam que isso é uma perda de aproveitamento de tela.

O jogo tem suas modelagens em PIXELART com movimentos surrealistas, ou seja, quadros minimamente criados, imitando a movimentação humana real durante cenas e interações. A câmera 2.5D segue o fluxo de avanço conforme progressividade e movimentação de REACH.

Os efeitos de luz e sombreamento são feitos de forma proporcional ao plano do jogo, que envolvem diferentes camadas de interações.

Som / OST

O jogo não possui dublagens efetivas na narrativa.
A trilha sonora é composta por Igor Gritsay e Aygad, tendo arranjos voltado ao trance, sintetizadores característicos dos anos 80 e temas mais melancólicos, dada a distopia em que o universo do jogo se encontra.

É possível apreciar a trilha sonora no Spotify, enquanto você confere a Review/Tutorial.

Algumas músicas contam com a participação de Marina Thorik.

Jogabilidade

Replaced aceita jogabilidade com teclado + mouse ou controles.
O jogo mostra o esquemático padrão da disponibilidade dos botões, mas é possível remapear conforme seu gosto ou estilo de jogo.
Todos os controles são nativamente compatíveis e o jogo irá mostrar o layout conforme o controle detectado.

Um substituto, diversas habilidades…

Ok, temos então um corpo sendo controlado por uma I.A, substituindo seu “real dono” para uma máquina capaz de ter alta perceptividade e flexibilidade. ÉPICO.
REACH, apesar de sentir leves dificuldades iniciais em movimentar o corpo de Warren, percebe que consegue fazer movimentos acrobáticos para explorar pontos mais altos ou ter um alcance considerável ao ter velocidade suficiente para saltar.

A exploração basicamente envolve achar pontos destacados no mapa, geralmente com detalhes em amarelos ou sutis interações para que REACH faça acrobacias e consiga resolver os pontos de acesso. Isso também se dá por objetos que REACH pode arrastar para tentar alcançar os lugares mais altos.

Entretanto os puzzles também envolvem estudo de área, ou determinadas velocidades para que as acrobacias de REACH tenham efeito, como disse, apesar de ser uma máquina, ele está em um corpo humano, ainda é necessário que a “Física” atue para que REACH alcance os pontos determinantes para a progressão, então saltar de forma errônea pode custar caro, principalmente em momentos de fuga.

Encontrar baterias para atirar dispositivos de controles, partes em stealths durante caçadas, também fazem parte do aspecto de exploração e solução de quebra-cabeças do jogo.

Do lado de fora da Muralha, REACH irá ver que a lei é SER A CAÇA, OU SER O CAÇADOR, e irá encontrar diversos grupos hostis. O combate de Replaced é baseado em reflexos e percepção. Assim como vimos nos jogos do Batman Arkham Asylum.
REACH é capaz de reagir à sinais de ataque dos inimigos, sendo os amarelos para contra-ataque e o vermelho “!” para usar a evasão e evitar ataques fortes.

Conforme REACH progride na cidade Fênix, irá conhecer diferentes tipos de inimigos, que irão exigir uma espécie de combate específico. Inimigos grandes com armaduras, ou inimigos segurando escudos, fazem parte desse exército de caçadores, onde REACH deve primeiramente quebrar as proteções, para depois aplicar os golpes normais.

O combate é todo em plataforma, inimigos terão um número específico de grupos para serem derrotados, enquanto os outros que estiverem assistindo em camada mais funda do cenário, ingressarão no combate para reforço dos que forem derrotados.

Com o policial morto no início do prólogo visto na história, REACH adquiriu sua arma, que tem 2 formas: cassetete e pistola.
A pistola é desbloqueada conforme progredirmos no jogo, e ela será um dos pontos cruciais do jogo para inimigos mais fortes.

A pistola irá possuir o chamado “medidor de energia”, e irá permitir disparos que ferem gravemente os inimigos, ou até mesmo criar finalizações.

O combate terá diversos recursos desbloqueáveis no decorrer do jogo, mas deixarei a experiência para vocês conferirem jogando, ficando de fora do Tutorial.

Em determinado ponto da Cidade Fênix, REACH irá conhecer NPC’s no subúrbio e estação de metrô.
Os NPC’s irão ter uma relação com REACH ao ponto de pedirem possíveis favores e quests opcionais.

Ajude Susan para ela consertar os fliperamas e poder jogar os minigames que eles trazem para o jogo.

Fazer as quests podem ajudar REACH em melhorar sua efetividade de combate, como o acréscimo de energia no combate, ou aumentar o número de kits médicos para se curar, os NPC’s encarregados de progredir a história com as quests principais, ajudam REACH à entender diversos aspectos do comportamento humano, podendo enriquecer o aprofundamento da história através das opções de conversas.

Para saber diferenciar onde ir ou o que fazer, REACH pode consultar o WINGMAN MOBILE, além de outras informações como os coletáveis e músicas que REACH pode adquirir na exploração do cenário. Os coletáveis serão desvendados enquanto REACH coletar, escaneando eles no cenário.

Os coletáveis que REACH pode scanear são indicados por pontos brilhantes no cenário, alguns são fáceis de achar, outros estarão em lugares ocultos ou que irão exigir um determinado deslocamento para ser coletado.

Conquistas

Dificuldade: 5/10 (antes do patch de 1 de maio), 3/10 (depois do patch de 1 de maio)
Para domínio das conquistas do jogo, não teremos muitos mistérios, o foco da lista é na progressão de história, e uso das mecânicas em geral do personagem, de forma resumida você precisa:

  • Terminar o jogo no HARD
  • Achar todos os coletáveis e upgrades
  • Fazer 300 disparos com a arma
  • Fazer 50 execuções
  • Eliminar 10 inimigos com golpe forte da Picareta
  • Fazer todas as Side Quests dos NPC’s que pedem sua ajuda
  • E outras relacionadas à mecânicas que não citei no tutorial do review

Considerações Finais

Graficamente, mesmo que o formato PIXEL ART nos personagens sejam a escolha, de forma geral temos um jogo belo, e imersivo, principalmente pela dinâmica dos cenários enquanto exploramos, lutamos ou nos escondemos. A concepção artística do cenário do jogo e toda a ambientação trazem uma impressão de mundo desolador e distópico de uma década dos anos 80 alternativa. Os efeitos de câmera e movimentações dos personagens trazem um belo conjunto artístico na narrativa e nas cenas em que REACH interage com os personagens hostis ou amigáveis.

Os efeitos, mesmo que sutis, são bem aplicados na perspectiva do cenário e na movimentação das luzes, alguns combates inclusive usam bastante a projeção das sombras no cenário. O mesmo sentimento se dá quando interagimos com as camadas diversas do cenário entre partes mais ao fundo ou mais próximo da frente da tela.

Como disse antes, o jogo foi designado para usufruir da experiência cinemática da narrativa no aspecto 21:9, e joguei ele no modo portátil do ROG ALLY X sem problema algum enquanto não estava jogando em DOCK na TV, e digo que não é uma perda significativa da tela, mas… graças ao update, isso é totalmente opcional para os amantes de uma tela mais completa e preenchida.

A falta da dublagem não é um fator que seja predominante na crítica, ao meu ver. Principalmente para aqueles que gostam de leitura, uma vez que o jogo “simula” as vozes com diferentes tons de chiptunes enquanto as falas são escritas na tela. Como temos um grande formado de personagens deformado, talvez colocar vozes não seria tão proveitoso pela escolha da arte e entendo o ponto, mas também entendo aqueles que preferem mais “ouvir” do que ler, o que remete à algumas criticas citadas logo mais.

A trilha sonora tem seu ponto, ela está cumprindo seu papel. Por ser um mundo devastado, alguns setpieces do jogo tem trilha sonora mais discreta e mais “harmoniosa” com o clima solitário que REACH se encontra ao explorar, assim como também tem mais presença na hora dos combates, principalmente combates em grupo de grande número de inimigos ou batalhas com chefes.

A jogabilidade é um dos pontos de linha tênue, e vou dizer porque.
É excelente com relação ao combate, a resposta dos comandos para um sistema que é focado em reflexo e percepção de ação / reação no combate, fazem um bom papel na diversão e desafio das lutas.

Já no aspecto de ritmo de jogo, é falho, e digo porque: OK, temos uma IA controlando um corpo humano, como disse antes, absolutamente compreensível termos a influência física na velocidade e eficiência de REACH para aplicar saltos com relação à velocidade ou pulos curtos e sem impulso, assim como o próprio personagem tropeçar se pular de forma errônea ou não ver objetos para desviar.

Essa mesma velocidade pode parecer “massante” para alguns jogadores. REACH em grande parte do tempo tem uma velocidade mais lenta na sua “corrida”, e alguns puzzles e design podem frustrar os jogadores mais “apressados / rushados”. Entretanto notamos uma diferença satisfatória em sequências de fugas de REACH em que ele corre com mais velocidade, talvez se em algum update aplicarem um botão que ele corra nessa mesma “disposição”, não seja um ponto de crítica para esse tipo de jogador, já que a velocidade do personagem é alternada em momentos chaves, efetivamente.

Isso de fato não tira o brilho do jogo, na minha opinião, mas é um ponto que pode incomodar alguns jogadores, que inclusive já me relataram que desistiram de continuar pelo “ritmo amarrado” do jogo com relação ao personagem.

O desafio do jogo é satisfatório e justo, os inimigos terão mais frequência de hostilidade nos ataques e em alguns momentos, na dificuldade mais alta podem criar uma cadeia de acertos pelos grupos divididos de inimigos e seus tipos. Como podem notar, os grupos geralmente flanqueiam REACH, e eles podem combinar reações em cadeia com um inimigo de armadura e escudo vir correndo, enquanto outro que está nas costas de REACH já ativa a mira para atirar, e um inimigo de proporção maior, concentrar um ataque giratório ou de grande escala para alcançar REACH.

Nesse aspecto, o combate é ainda mais gratificante, pois o jogo dará recursos que darão estratégia ao jogador para focar em quais inimigos se livrar primeiro. As batalhas com chefes, apesar de serem em número pequeno, trazem lutas criativas em uma visão geral.

A narrativa do jogo é bem rica, mas para bom entendimento, é necessário ler todos os coletáveis para adentrar ao universo que o jogo quer trazer. A trama envolve críticas de desigualdade, comportamento e ficção científica em geral. ESSE é o ponto que me referi quando falei dos jogadores que talvez prefiram mais a dublagem. A leitura é essencial para o entendimento da história, e isso não é mais comum para grande parte da geração, que prefere absorver conteúdos mais rápidos, ou seja, se você não gosta de bastante leitura, provavelmente irá ficar à ver navios na história.

Talvez alguns pontos de ritmo da narrativa também interfiram com relação à side quests, mas diferente do que estamos acostumados em alguns jogos (como o RAGNAROK estar para acontecer e termos de buscar FLORES no meio disso), em Replaced as quests são rápidas de fazer de forma geral, e com recompensas satisfatórias (afinal envolvem upgrade). Claro, ainda temos aquele aspecto de algum ponto crucial da narrativa acontecer e você ser desviado para uma tarefa secundária que pode desvirtuar, mas ao ler os coletáveis e entender a trama, a quest em questão fará sentido.

Quando a arte simples, faz uma obra cinematográfica e que sabe compreender o público…

Quando comecei a jogar REPLACED, ele ia começar com um troféu de grau OURO do site, mas depois eu rebaixei para PRATA, e por fim, conclui com um selo de recomendação + troféu de PLATINA.

Sim, pode parecer estranho, mas tenho os motivos que irei dizer com bastante clareza.

Replaced é definido como um jogo cinematográfico de suspense, e isso é feito com determinada exatidão. A trama com 2 consciências em um corpo mostra bastante o ponto de vista tecnológico do que uma IA é capaz de aprender ou fazer perante as diretrizes corretas que ela é moldada.
O combate eficaz e focado na percepção diverte.

Esses 2 aspectos geravam o merecimento de troféu de ouro.

Replaced tem um ritmo lento, e as falas da narrativa eram automáticas, o que tornava mais lenta porque frases curtas que você lia em questão de 10 segundos, demoravam 20 para o jogo repassar a próxima fala.
Isso foi corrigido no update de 1 de maio.

Replaced tinha sérios problemas de progressão dos puzzles com bugs que podiam frustrar, mas se fechar o jogo e a Steam, o jogo se corrigia e você poderia continuar do ponto de salvamento.
Isso foi corrigido em updates logo após o lançamento.

Esses 2 aspectos me fizeram rebaixar o jogo para troféu de prata.

Replaced tinha uma duração de 10 capítulos com diversos coletáveis, e sem replay ou seleção de capítulos, o que tornava a experiência “MISSABLE” das conquistas, um ponto de rateio bem menor para a completude do jogo, o que daria maior dificuldade para pegar todas as conquistas.
Isso foi adicionado no update de 1 de maio, ainda com a inclusão dos 3 tipos de coletáveis sendo rastreados na tela de seleção.

O que me fez encerrar o julgamento do jogo com o troféu de PLATINA e SELO DE RECOMENDAÇÃO, uma vez que a Sad Cat Studios está fortemente lendo os feedbacks dos jogadores e até mesmo de todos que estavam com o acesso antecipado para criar conteúdo.
Com tamanho respeito à comunidade e empenho de melhorar o jogo, acredito que ele mereça esse grau de avaliação, pois não quero ser injusto e muito menos aquele editor que não atualiza o review antes de publicar ele conforme nota-se essas mudanças.

Então, se você é um amante de leitura, narrativa em potencial, combate focado na reação e percepção, além de uma diversão. Replaced com certeza é pra você.

De longe, REACH observa a Muralha e a Cidade Fênix, uma longa jornada começa para desfazer a substituição e devolver o corpo à Warren…

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