
* Esta análise foi feita com o código cedido pela Capcom (versão PS4/PS5)
Distribuidora: Capcom
Produtora: Capcom
Plataforma: PS4 / PS5 / Xbox One / Xbox Series X / Xbox Series S / Switch / PC
Mídia: Digital
Ano de Lançamento: 2025


Onimusha 2: Samurai’s Destiny é o remaster do jogo homônimo (2002), um hack’n slash que acompanha a jornada de Yagiu Jubei para se vingar de Oda Nobunaga.
A VOLTA DO REI DEMÔNIO
Samanosuke derrotou e matou Oda Nobunaga nos eventos de Onimusha, porém os demônios outra vez o trouxeram à vida.
Continuando seus planos de dominação do país, o xogum monstruoso massacra o vilarejo do clã Yagyu.
Jubei retorna para o vilarejo ao fim do ataque, encontrando os habitantes mortos e luta com alguns samurais remanescentes, descobrindo ser Nobunaga o responsável pelo destino do local.


Yagyu Jubei Mitsuyoshi é uma figura histórica real, tendo participado da batalha de Sekigahara sob as ordens de Tokugawa Ieyasu, a quem serviu e também ao seu filho, Tokugawa Iemitsu. Membro de um dos clãs mais famosos pela destreza de seus espadachins, o clã Yagyu contou com grande prestígio e famosos samurais, como Muneyoshi (fundador do estilo Yagyu Shinkage-ryū), Munenori e o próprio Jubei.


Buscando pistas sobre os movimentos do xogum, Jubei parte para a cidade mineradora de Imasho, onde encontra outros guerreiros que também desejam vingar-se de Nobunaga: o jovem ninja Kotaro Fuma, o bonachão Ankokuji Ekei, o taciturno Magoichi Saika e a misteriosa Oyu.

FORJANDO ALIANÇAS
Jubei não está sozinho em sua jornada.
Ao presentear os guerreiros anteriormente citados, um vínculo de amizade é formado entre eles, que podem surgir para ajudar o protagonista em momentos de dificuldade, seja uma grande quantidade de inimigos ou a vida baixa, bem como participar de momentos jogáveis durante a trama e possuírem side quests a serem resolvidas por Jubei.


Kotaro utiliza duas kunais para lutar e pode arremessar shurikens; Ekei luta com uma lança; Magoichi utiliza um rifle tanegashima e Oyu luta com uma espada curta e um escudo.
Já Jubei, além de sua tradicional espada do clã e do arco e flecha e de um rifle, recebe ao longo da trama armas elementais sempre que interage com Santuários do Dragão: Buraitou, espada com poder do raio; a espada dupla Senpumaru, com o poder do vento; a lança Hyoujin-Yari, com o poder de gelo e o martelo Dokoutsui, com o poder da terra. Opcionalmente, ao completar o último Reino Fantasma, você pode obter a espada Rekka-Ken, com o poder do fogo.



As armas elementais (assim como a armadura) podem ser melhoradas ao custo de “almas” rosa pequenas (pequenas orbes absorvíveis com a manopla); as almas azuis recarregam a energia das armas elementais (golpes com Triângulo); as almas amarelas recarregam a vida do personagem e as grandes almas arroxeadas, ao serem acumuladas no número de cinco, permitem a transformação temporária em Onimusha (R2+L2), a forma demoníaca mais forte de Jubei.



MODOS EXTRAS
Além da campanha, há três modos extras:
– O Homem de Preto: Jubei precisa sobreviver por algumas áreas do cenário, apenas com uma espada de espuma e vestindo um terno preto, com chapéu e óculos escuros, enquanto coleta rolos de filmes, dentro do tempo pré-determinado. Não é possível matar nenhum inimigo, apenas desviando deles ou podendo derrubá-los com a espada falsa;


– Equipe Oni: um modo onde Jubei e os demais personagens devem derrotar todos os inimigos de uma área, enquanto perdem vida constantemente. Ao matar todos os inimigos, uma luz amarela surge, levando para a próxima área. Para alternar entre personagens, aperte R3; o jogo acaba quando todos os personagens tiverem morrido. Vasos podem conter grandes almas amarelas, para reestabelecer a vida;


– Reino Fantasma de Quebra-Cabeças: a versão do Reino Fantasma apenas com puzzles deslizantes, que aparece no jogo em baús especiais, aqui contendo artes do jogo (necessárias para completar o álbum). A luz azul permite salvar o jogo, sendo somente este entre os três modos extras com save.


Uma roupa extra para Jubei e outra para Oyu podem ser habilitadas no menu de Recursos Especiais, que também inclui galeria com artes conceituais da Capcom e de Amemiya Keita (ilustrador do título), artes especiais, os créditos (tanto versão original quanto do remaster) e a trilha sonora original.



BELEZA RÚSTICA
Bem, vamos à parte delicada do título.
O jogo se trata de um remaster do jogo de PlayStation 2, lançado originalmente em 2002, então temos alguns detalhes específicos e bem peculiares.


O gráfico sofre com a tecnologia da época, embora a remasterização tenha recuperado cor e texturas; porém, as modelagens ainda são de um jogo de três gerações atrás, então há limites bem claros.
Os cenários, divididos em pequenas áreas, utilizam alguns pontos com imagens pré-renderizadas (como a praia) não envelheceram muito bem, ficando com um aspecto meio borrado, já as áreas com modelagens 3D possuem gráfico melhorado.



As CG’s desenvolvidas pelo estúdio Robot até envelheceram bem, embora não mais tão vistosas quanto originalmente.



A dublagem em inglês, mantém as vozes da época, com atuações que nem sempre passam a emoção necessária, o que condiz com a direção de arte e o roteiro dos diálogos, referentes ao estilo da época, um tanto quanto caricato.


A trilha sonora, orquestrada e épica, foi composta por Taro Iwashiro e continua tão boa quanto no jogo original, valendo-se do fator de recuperação de áudio.
Infelizmente, provavelmente por questões de direitos autorais, a abertura cantada por Tomoyasu Hotei, “Russian Roullete”, não está disponível na versão remasterizada.
ONIPLATINA
Ok, essa é uma platina mais complexa…
Os troféus mais comuns envolvem obter todas as armas elementais (um troféu por arma, incluindo a opcional, Rekka-Ken), completar todos os Reinos Fantasmas, obter todas as armas de longo alcance, fazer upgrade completo de todas as armas e todas as armaduras, obter todos os mapas e arquivos, fazer upgrade de vida e magia completamente (com o uso das joias específicas), completar todos os puzzles (Deslizar, Numéricos e Tábuas) e alguns outros troféus de miscelânea.


Agora, o problema está nos seguintes troféus: concluir a campanha em menos de 5 horas, concluir o jogo com rank S, concluir a campanha (normal ou acima) sem upgrades e concluir o jogo na dificuldade Ultimate.
RESUMO DA ÓPERA:

Onimusha 2: Samurai’s Destiny é o remaster do hack’n slash de 2002, onde Nobunaga volta dos mortos para tentar dominar o Japão mais uma vez.
Agora controlamos Yagyu Jubei, o samurai que volta de um treinamento e encontra seu vilarejo massacrado pelas tropas do xogum demoníaco.
Aqui temos mais personagens secundários que podem ser controlados (ainda que dependendo do nível de amizade); afora estes, apenas Oyu tem um capítulo próprio.
A jogabilidade continua boa, com algumas pequenas melhorias em relação ao primeiro título da franquia.
O personagem conta com o ataque crítico, que executa inimigos automaticamente, e uma boa variedade de armas especiais. Apesar da jogabilidade responsiva, a combinação câmera fixa + movimentação de tanque (ainda que melhor adaptada ao analógico) + mira automática no inimigo mais próximo pode ser frustrante. As batalhas contra chefe, em especial, podem gerar momentos tensos por ângulos de câmera desfavoráveis.
A parte gráfica sofre de altos e baixos na remasterização, com as modelagens características da época, um tanto datadas, mas com os cenários 3D revitalizados pelas texturas e cores, conquanto as partes pré-renderizadas sofram com um “efeito borrado”.
As CG’s não impactam tanto atualmente, mas ainda são competentes; a atuação das cenas é bastante caricata, o que segue a apresentação dos personagens ao estilo teatral.

A dublagem em inglês segue o original e há opção de dublagem japonesa (que infelizmente só fui perceber após finalizar o jogo).
Um ponto bastante positivo é a localização para o português nas legendas, com ótima qualidade.

Onimusha 2: Samurai’s Destiny cumpre bem o seu papel na luta contra Oda Nobunaga, até o terceiro título, o grande vilão da série. Apesar dos maneirismos da época de seu lançamento, o jogo continua divertido de jogar, com uma boa variedade de modos extras e fatores replay (como completar 100% da trama), entre outros desafios.
A recuperação de um clássico para saciar a sede dos fãs da franquia (eu incluso) enquanto esperamos o lançamento de Onimusha: Way Of The Sword, que contará com Miyamoto Musashi como protagonista (calcule meu hype), nos faz sonhar com a remasterização do terceiro título: Demon Siege.
(façamos de conta que Onimusha: Dawn Of Dreams nunca existiu…)
