
* Esta análise foi feita com o código cedido pela Thunderful Publishing (versão PS4/PS5)
Distribuidora: Thunderful Publishing
Produtora: Stormteller Games
Plataforma: PS5 / Xbox Series X / Xbox Series S / Switch / PC
Mídia: Digital
Ano de Lançamento: 2025


Lost In Random: The Eternal Die é um roguelike com visão aérea onde controlamos Aleksandra, a rainha de Aleatório, que resolveu encarar o Tormento e derrotar o Maldado.
The Eternal Die é continuação direta do primeiro Lost In Random, onde Aleksandra era a rainha má do Reino de Aleatório.
Após a saga de Even pelos seis territórios, em busca de sua irmã, Odd, e do confronto final, a rainha decide encarar as forças que lhe davam poder e entra em um portal.


Este portal à leva até os perigosos reinos de Maldado, junto de Fortuna, seu fiel dado de estimação.
Agora ela deve derrotar os servos dos reinos perversos, sendo ela a vítima dos fatores aleatórios que envolvem os locais.


Lost In Random: The Eternal Die, embora uma continuação do primeiro título, muda o seu gênero para o roguelike.
As cartas não mais ditam as armas e poderes, mas sim tornam-se um poder extra, que pode ser invocado com o uso de Triângulo, desde que sua energia esteja preenchida.


Ao início de cada run, você obtém uma carta, sendo possível achar outra no mesmo mundo ou não, devido à aleatoriedade.
Já as Relíquias atribuem poderes elementais e/ou buffs/debuffs para a arma, a protagonista ou o dado.
As combinações de cores de Relíquias somam bônus quando encaixadas em sequência, enquanto Pérolas são descartadas ao completar uma linha, somando bônus aos status gerais (apenas durante a run). Relíquias e Pérolas podem ser obtidas ao final de cada sala, bem como Brasas (para comprar armas e melhorias para estas) e Pontinhos (de Mana, para comprar Dádivas antes de cada run).



O combate é simples e eficaz, com Quadrado para o ataque da arma principal (podendo ser carregado), Círculo arremessa Fortuna e X funciona como Dash, tanto para esquiva quanto para passar sobre precipícios.


Nem todas as salas possuem Combate, algumas consistindo em apenas Armadilhas (corra até o botão azul, que as desativa), Memórias de Aleksandra, a loja de vendas da Mannie Cascalho (irmã de Mannie Dex, o Vendedor de Cartas do jogo anterior) e jogos de Rollins Apostador. Aliados também podem ser encontrados perdidos nas salas, sendo enviados pela protagonista ao Santuário, o HUB do jogo. Estes aliados incluem Amma, uma antiga bruxa vendedora de Dádivas, a Tapetóloga (que armazena as roupas encontradas) e Arsenal (que vende armas e melhorias).


O gráfico de Eternal Die possui um visual mais brilhante e polido que o jogo anterior (com um aspecto mais voltado à modelagem manual). A câmera isométrica dá a sensação de “pequena grandeza” dos cenários, divididos por salas geradas automaticamente, repletas de armadilhas e inimigos, bem como algumas surpresas.


Os personagens estão em suas “versões chibi”, ainda que os chefes chegam gigantescos e possuam salas próprias para si.
A protagonista, Aleksandra, está em uma versão infantil de sua representação no jogo original, possuindo uma gama de vestuário variada, que pode ser encontrada peça por peça, seja aleatoriamente ou após a derrota de cada chefe; Fortuna também possui visuais que acompanham cada conjunto de vestimenta da rainha.


Durante os diálogos, os personagens são representados em desenhos estáticos, com uma ótima dublagem em inglês, especialmente nas vozes de Elsie Lovelock (Aleksandra, Duquesa Dobrete), Hyoie O’Grady (Chance, Arsenal, Rollins Apostador), David Rintoul (Duque Dobrete, Tormento), Victoria Grove (Obi Cervante, Aama, Eema), Alan Marriott (Quatromagedom, Criança Velha), Jess Robinson (Mannie Cascalho, Sofia E. Snob), Eliza Butterworth (Narradora, Tapetóloga) e Adam Longworth (O Visionário).


A trilha sonora, composta por Ola Bäckström-Berg (que também trabalhou no design de áudio), mescla sons mais “medievais” e sombrios com músicas épicas e mais agitadas, ao estilo hard rock/metal (especialmente durante as lutas contra chefes). O jogo conta ainda com uma música cantada, The Eternal Die.
A platina é bem complicada, especialmente devido aos troféus de derrotar os chefes sem sofrer dano, com dificuldade elevada na luta contra Tormento.
Após finalizar a primeira run, é possível romper selos, que aumentam a dificuldade e táticas dos chefes, porém este desafio adicional não está incluído nos troféus (ainda bem), servindo aos jogadores mais hardcore.



Afora estes, os demais troféus incluem Resgatar todos os NPC’s, Desbloquear todas as armas de Arsenal, Obter todas as Dádivas de Aama, Vestir um conjunto completo de roupas, Resgatar um Dadículo, Combinar 5 Relíquias e Pérolas em uma linha, Derrotar o Tormento com todas as armas, Derrotar Tormento sem nenhuma carta equipada, Inflingir status de envenenamento, queimadura e congelamento em um mesmo inimigo, Atordoar 6 inimigos ao mesmo tempo, entre outros.
RESUMO DA ÓPERA:

Lost In Random: The Eternal Die continua a trama do jogo original, mostrando o que aconteceu após Aleksandra voltar-se contra o mal que lhe dava forças.
Vingando a morte da irmã, a Rainha do Aleatório invade os reinos do Maldado, disposta a derrotar de vez o Tormento.
Uma mudança brusca (e agradável) de estilo, coloca a continuação como um roguelike com câmera isométrica.
Enquanto o primeiro Lost In Random tinha mais lore e conversas, ele acabava sendo verborrágico, algo que não ocorre aqui.
A natureza rápida e direto ao ponto de Eternal Die torna a experiência mais dinâmica e divertida, com partidas curtas, focadas no combate.
A aleatoriedade do gênero, que faz total sentido com o nome do jogo, foi uma boa sacada.
Embora as salas sejam geradas randomicamente em conformidade com o mundo em si, nas lutas contra os chefes o formato das arenas é padronizado para cada um.
Já os padrões de ataque dos chefes podem ser intensificados com os Selos, que surgem após a primeira vitória do jogador sobre o Tormento, gerando diversas possibilidades de fator replay.
A arte possui bom nível de detalhamento e sistema de cores, sem impedir a visualização do jogador pelas arenas (salvo alguns cantos do terceiro mundo), com personagens em versões miniaturizadas. As conversas mostram versões desenhadas dos mesmos.

A trilha sonora possui uma boa combinação de música “medieval” pomposa e hard rock/metal, com uma faixa cantada nos créditos. Aliás, o próprio compositor, Ola Bäckström-Berg, dubla Fortuna (e os Dadículos) e canta na faixa, bem como sua esposa, Linda Bäckström-Berg (que também dubla os Dadículos).
Apostando em um gênero diferente, Lost In Random: The Eternal Die expande o universo de Lost In Random, com uma aventura visceral e divertida, em um roguelike desafiador e viciante.
Uma experiência bastante diferente do título original, mas que vale a conferida, em uma franquia onde ambos os jogos se complementam.
