Review / Tutorial: Apollo Justice: Ace Attorney Trilogy

Fala pessoal, aqui é o Pena e hoje vamos retornar aos tribunais modernos da franquia “dos advogados” com o jogo “Apollo Justice: Ace Attorney Trilogy“.

O jogo é produzido e publicado pela Capcom, já conhecida pelas franquias Street Fighter e Resident Evil, você encontra os reviews que já fizemos deles aqui.

Já fizemos um review do jogo da franquia “Ace Attorney”, você encontra o link aqui.

Review baseado na versão para PlayStation 4
Código cedido pela Capcom

Titulo: Apollo Justice: Ace Attorney Trilogy
Produtora: Capcom
Distribuidora: Capcom
Gênero: Visual Novel / Point & Click
Plataformas: NDS & 3DS (Original individual), PlayStation 4, Nintendo Switch, Xobx One, Xbox Series S e PC (Steam)
Mídia: Físico e Digital
Textos: Inglês, Francês, Alemão, Japonês, Coreano e Chinês Simplificado

Versão japonesas e asiáticas dos links tem inglês incluso

História

Aqui iniciamos a história com um caso de assassinato, aonde acompanhamos Apollo Justice, um novato no ramo da advocacia, trabalhando no seu primeiro caso defendendo…

… nada mais nada menos que Phoenix Wright, o protagonista original da franquia, que após certos casos, perdeu a sua licença de advogado e agora trabalha como pianista. Agora cabe a Apolo provar a inocência do antigo advogado no melhor estilo da franquia, cheio de reviravoltas.

Não entrarei em muitos detalhes para evitar spoilers, mas os três jogos são diretamente interligados entre si e também com os jogos da trilogia original, o que deixa claro que ter jogado os anteriores faz uma grande diferença durante toda a jogatina, já que te diversos pontos que puxam informações deles (mesmo que são explicados) e várias referencias durante toda a campanha.

Gráficos

Comparação entre a versão original e o remaster
Claro, além de ter acertado a dimensão do remaster para a comparação, a imagem do original está com pouca resolução devido as dimensões originais do Nintendo DS

A parte gráfica varia entre o 2D do primeiro jogo e o 3D dois subsequentes, aonde mesmo no primeiro já tínhamos pontos em 3D, mesmo que mais simples. O detalhe é que a versão 2D é uma remasterizada do port antigo para smartphones.

Como o primeiro jogo do arco do Apolo foi no Nintendo DS, o jogo ainda manteve o estilo 2D inicial da franquia, mas os dois últimos foram aonde tivemos a transição para o 3D, mantendo o estilo caricato em todos os pontos.

Áudio

“Air Guitar” na corte, por que não?

As musicas do jogo continuam excelente, mantendo bem a qualidade e variedade que já tínhamos na primeira trilogia, trazendo tanto musicas já conhecidas com novos arranjos como novas musicas para complementar todas as investigações.

Os álbuns dos 3 jogos estão disponíveis no Spotify, então deixei eles ai pra você curtir enquanto termina de ler o review.

Enquanto o jogo até tem dublagem, tanto em inglês como em japonês, a quantidade é bem pequena durante toda a campanha, mas ainda assim caso queira curtir os “Objections” no original, segue alguns dos dubladres presentes:

  • Takayuki Kondo: Dublador do Phoenix Wright, faz o Agate e o Wallace da franquia Legend of Heroes e o Hitoro Honda do Yu-Gi-Oh!;
  • Kenn: Dublador do Apollo Justice, faz o Krohnen do The King of Figthers e o Urianger do Final Fantasy XIV;
  • Megumi Han: Dubladora da Athena Cykes, faz o Gon na série Hunter X Hunter desde 2011 e Ramlethal Valentine do Guilty Gear.

Jogabilidade

Por ser uma coletânea, temos acesso aos três jogos desde o início, mas caso não tenha jogado nenhum deles anteriormente (ou faça muito tempo que jogou, que nem foi o meu caso), recomendo fortemente jogar na sequencia, já que é tudo interligado.

Outro ponto é que os saves de cada jogo são separados, não tendo o risco de passar por cima do jogo anterior e também é possível selecionar os capítulos de cada caso direto, sem ter que jogar tudo, mas de novo, se você está interessado de verdade na história (e nas piadas), jogue tudo.

Como basicamente a jogabilidade dos três jogos é praticamente a mesma, com exceção de certos pontos que eu indicarei no contexto, não separarei o post entre eles.

ATENÇÃO: Um grande aviso aqui, deixarei alguns detalhes de fora pra evitar certos spoilers e estragar surpresas, então não reclame se eu deixei “mecânica x” de fora, se você está “apontando o dedão” que nem nossos protagonistas, sabe muito bem a prova que tem em mãos 😛

Investigação

Quando estiver jogando, repare bem nas conversas, mesmo nas em “outras línguas”, você não se arrependerá

Os jogos são separados em basicamente dois pontos, sendo uma das as investigações dos casos que aparecem na campanha. Nem todos os casos tem um momento de investigação, principalmente o primeiro caso de cada jogo, então não estranhe se não passar por essa parte sempre.

Durante esse momento, temos vários modos de interação com o jogo, divididos em:

  • Talk: Aqui você conversa com o personagem que está com o seu personagem na sala sobre o caso em mãos;
  • Examine: Nesse você examina a sala aonde você está. Vale apontar que no “Dual Destinies”, essa opção só aparece nos pontos diretamente relacionados ao caso, tirando certas piadas recorrentes da franquia;
  • Present: Com esse apresentamos itens do caso para o personagem da sala para obter novas informações deles;
  • Move: Por ultimo, podemos nos mover entre os locais liberados em cada caso para investigar por pistas e avançar na campanha.

A opção de conversar com os personagens, aparece os tópicos relacionados ao caso para obtermos as informações. As vezes um tópico libera um novo tópico e alguns deles só aparecem depois de apresentar itens para eles.

Apresentar provas para os personagens te dão novas informações relevantes ao caso e, como comentado anteriormente, pode liberar novos tópicos de conversas durante a investigação

Quem jogou a trilogia original vai reparar várias referencias aqui

Já na parte de examinação, qualquer ponto que tenha alguma informação muda o ícone da mão, facilitando o processo, além de também marcar quando já analisamos ali.

Como comentado, é possível visitar os diversos locais liberados no caso, como o menu é mostrado é diferente entre os jogos, mas a função é exatamente a mesma.

No “Dual Destinies” e no “Spirit of Justice”, temos um ponto que ajuda verificar o que precisamos fazer a seguir pra avançar na investigação, o que ajuda bastante em certos pontos.

Em vários pontos das investigações (e até mesmo durante a corte), usamos diversos aparatos para analise forense, como verificar digitais em objetos ou até mesmo o uso de luminol para encontrar traços de sangue

Ah, não se preocupe, o jogo não avança enquanto não tiver encontrado todas as informações possíveis e importantes durante a investigação, então você não tem como deixar nada passar quando proceder para a parte mais importante, a “batalha judicial

Batalha Judicial

Agora é o ponto aonde tudo que foi investigado é colocado a prova, tanto para defender o seu cliente com o seu “maior sorriso” no meio das reviravoltas, como também descobrir o verdadeiro criminoso do caso.

A qualquer momento, tanto na investigação como na corte, é possível abrir os arquivos e verificar todas as informações básicas de objetos e pessoas envolvidas no caso para facilitar a conexão de todos os pontos do incidente.

Alguns itens abrem uma versão em 3D deles para uma analise mais profunda, podendo rotaciona-los e verificar vários pontos deles, mas o ponto de investigação deles é o mesmo da investigação dos cenários dos casos.

Durante o processo, diversas testemunhas entram na corte e dão o seu testemunho do caso e respondem perguntas do Juiz e do Precursor do caso, dando a sua versão do caso…

… mas é nesse ponto que entramos no “Cross Examination“, aonde verificamos o testemunhos deles para verificar a veracidade dos fatos e apontar falhas delas.

Nessa parte, o testemunho do personagem aparece em verde e dividido em partes para uma analise mais precisa dos fatos, podendo pressionar pra mais informações, o que pode resultar em novos testemunhos ou simplesmente esclarecer certos fatos (ou diálogos super engraçados).

Quando você achar um ponto que contradiz os fatos, apresente uma prova para quebrar o testemunho errôneo do personagem, avançando a história.

Só cuidado para não apresentar provas erradas ou responder teorias de modo que não tenha sentido, pois você receberá uma punição que varia dependendo do ponto da história e, caso perca todos os pontos, é game over.

Um falcão como assistente, só não ganha de um papagaio como testemunha 😛

Claro que durante todo o processo, os Precursores seguraram certas informações e provas para apresentar durante o “combate”, o que muda todo o contexto do caso durante a campanha, chegando a casos absurdos de mudar tudo umas cinco vezes (e não estou forçando nisso hahaha).

Durante os embates, em certos pontos os personagens usam suas “habilidades especiais”, como no caso do Apollo com o seu bracelete…

… que te ajuda a concentrar e encontrar “tiques nervosos” das pessoas e apontar quando alguém está mentindo o ocultando alguma informação.

Já Athena usa a seus conhecimentos de psicologia analítica para encontrar traumas emocionais das testemunhas…

… apontando divergências nas emoções e fatos ocorridos no caso apresentado, podendo até mesmo mostrar informações erradas pelo personagem.

Um ponto único que aparece no “Spirit of Justice” é o “Divination Séance“, aonde nos é apresentado os últimos momentos da vítima do caso…

Aqui precisamos verificar todos os fatos que são apresentados em forma de imagens e palavras descrevendo os 5 sentidos da vitima pra realmente compreender o que ocorreu, dando uma luz para os casos mais difíceis.

Perto do final dos casos, também aparece a parte que precisamos entender corretamente o que realmente ocorreu, depois de ter todos os fatos e provas apresentadas.

Como todo bom Novel, é possível salvar em qualquer momento, o que facilita bastante no decorrer da campanha, já que tem vários casos bem complicados para entender o que realmente ocorreu e apresentar as provas corretas.

Extras

Aê, quem disse que o Phoenix não sabe tocar piano hahahahahaha

Além do conjunto dos três jogos, temos também o museu, com diversos materiais da franquia, como as musicas, imagens e outros detalhes pra curtir pro fora do jogo. Claro que não vou mostrar nada além disso pra não dar spoilers.

Os dois últimos jogos são originais do 3DS, aonde já tínhamos o advento das DLCs e ambos os jogos tinham um capitulo extra e algumas roupas para os personagens separadas do jogo principal, sendo que você também tem acesso a eles nesse pacote.

Conquistas

Nada de lista dessa vez, mas foi feito os 100¨% REALMENTE JOGANDO

Geralmente, aqui eu coloco uma lista das conquistas mais complicadas do jogo pela curiosidade do jogador, mas para evitar spoilers e também a pedido dos ADVOGADOS DA CAPCOM (achou que eles deixariam os serviços deles de fora hahahahaha), dessa vez não entrarei em detalhes mais específicos, mas basta dizer que você precisa finalizar os 3 jogos e literalmente interagir com tudo que é possível pra ver os comentários mais hilários da franquia e outras referencias que só quem conhece a série vai pegar.

Conclusão

Encerramos o review por aqui

Apollo Justice Trilogy traz as histórias cheias de reviravoltas e o excelente humor que já vimos nos três primeiros jogos da franquia.

Os gráficos variam entre o 2D desenhado mais simples do Apollo Justice para a primeira transição para o 3D na franquia, que mantêm os estilo caricato do inicio da franquia, com bastante detalhe durante toda a jogatina.

As parte sonora do jogo também está ótima, trazendo versões novas de algumas musicas clássicas como novas musicas que complementam bem a campanha, como também até alguns momentos com falas durante a leitura, mesmo que pequenas, mas já mudam bastante do normal da série.

A jogabilidade mantém os dois aspectos básicos da serie, dividindo entre as investigações e “batalhas na corte”, trazendo os métodos forenses já vistos na franquia e novos “poderes” para ajudar nas descobertas das evidencias e mentiras das testemunhas. O que pode afastar um pouco os jogadores que não conhecem a franquia é a enorme quantidade de textos (claro, isso é um novel investigativos, esperava o que?), aonde pra fazer realmente tudo dos três jogos demorei mais de 100 horas (sem usar os “pulos de capitulo”), mas o humor da franquia faz valer todo esse tempo.

No geral, se você gosta de novels, quer conhecer como funciona esse gênero que quebra a rotina do “só leitura” com as investigações e interpretações das situações ou simplesmente já é fã da franquia, essa trilogia vale muito a pena joga-la, é risada garantida.

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