
Habilidade entre jogadores de video game é sempre um assunto debatido.
Seja entre jogadores de luta, competidores de E-Sports ou até a zoeira entre amigos no Mario Party, é da natureza gamer competir.
Mas nem só de multiplayer vive a competição entre jogadores: mesmo a habilidade com jogos single player é debatida no eterno discurso sobre jogar na maior dificuldade.
E essa “disputa” é alimentada por muitos desenvolvedores.

Terminar o jogo na última dificuldade para ver o verdadeiro final, fazer 100% no jogo para ter uma cena pós-créditos.
Games costumam reforçar a questão do desafio pessoal, conseguir superar as adversidades.
A From Software criou um novo gênero de jogos baseado nisso.
O problema começa quando essa superação pessoal se torna pública, ou seja, não basta apenas zerar Dark Souls com um periférico de Guitar Hero, você precisa filmar e postar na internet.
E, claro, ao mesmo tempo em que você ganhará admiradores do seu trabalho, os detratores virão no pacote.
O vídeo é falso?
O review postado é real? O redator realmente acabou o jogo? E se o fez, foi em uma dificuldade “aceitável”?
Aqueles que se destacam de alguma forma, costumam ser questionados, quando não perseguidos. Isso faz parte da natureza humana.
Entretanto, embora grande parte desses questionamentos possa ser até prejudicial, existe também uma parte positiva.
E isso ocorre quando notamos pessoas que alegam possuir uma habilidade superior ou conhecimento de algo e acabam se contradizendo…

O tal currículo gamer não é novidade.
O assunto surgiu em 2017, com a comunidade/culto Xbox Mil Grau questionando a habilidade de uma redatora da IGN após um review de Cuphead (ironicamente, ela deu nota 9 de 10 para o jogo).
E não, eu não estou endossando o comportamento de Chief e companhia, uma vez que ele levaram o ocorrido de maneira bem problemática.
É nítido que em alguns casos percebemos a falta de habilidade de um redator ou mesmo questionamos se ele realmente jogou o título em questão.
Só que alguns insistem em afirmar conhecimento e histórico com títulos que não dominam.

Foi o que aconteceu com o Youtuber Davy Jones que, durante uma live com o anúncio do trailer de Resident Evil 4 Remake, demonstrou grande falta de conhecimento dos personagens e nomes.
Isso por si só não seria um problema: um esquecimento temporário ou mesmo não ter jogado o título, desde que fosse admitido, seria perfeitamente normal.
Mas ele não fez isso.
Vídeos antigos mostram o mesmo cara comentando que zerou todos os jogos da franquia.
E não para em Resident Evil.
Há vídeos de outras franquias famosas, com as quais ele afirma ter crescido, mas onde desconhece conceitos básicos.

Transparência é sempre importante quando postamos sobre campos específicos na internet.
Aqui no filosofando, quando falo sobre assuntos que não domino (Psicologia, por exemplo), eu sempre gosto de colocar um pequeno aviso no começo ou citar em alguma parte do corpo do texto que não domino o assunto.
Dessa forma, embora eu tenha pesquisado para o tópico, não tento demonstrar “autoridade” na área.
O currículo gamer não é assim tão necessário, mas uma vez que você apresente o seu, tente não mentir tanto no campo Experiência…
