Review / Tutorial: Souldiers (Atualizado sobre a versão física do jogo).

Edil, umas das personagens que encontramos na campanha

Ola, aqui é o Pena e hoje vamos com um jogo que vai limpar o chão com muito jogador por ai, o Souldier.

O jogo foi produzido pela Retro Forge, sendo o primeiro jogo deles, enquanto a publicação ficou a cargo da Dear Villagers, da qual já fizemos alguns reviews, entre eles ScourgeBringer e Edge of Eternity (uma lista completa você encontra aqui).

O jogo será lançado dia 2 de julho de 2022 para PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox One, Xbox Series e PC (pela Steam, Epic Games e GOG).

Atualização: Dia 31/05 saiu uma atualização pela Pix’n Love Publishing informando que sairá uma versão física do jogo para o PlayStation 4 e Nintendo Switch, nas versão padrão e limitada. O site é europeu (então, cobrando em euros €), mas pra quem quer ele na coleção, você encontra ele o link do site aqui.

Review feito em base da versão para PS4. Código cedido pela Dear Villagers

Titulo: Souldiers
Produtora: Retro Forge
Distribuidora: Dear Villagers
Gênero: Metroidvania / Souls-Like / RPG / Plataforma
Plataformas: PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox One, Xbox Series X e PC (Steam, GOG e Epic Games)
Mídia: Digital e Físico (tiragem limitada)
Textos: Português, Inglês, Espanhol, Francês, Alemão, Russo e Chinês Simplificado

História

Zarga, um dos 3 reinos mais influentes está se preparando para a guerra que chegará em breve, então o Rei e os seus generais começam os encontros pra montar as melhores estratégias.

Só que quando um plano já estava a beira de iniciar, o conselheiro do rei consegue mudar esses planos e manda boa parte do seu exército para um dos desfiladeiros.

Lá, após um desmoronamento, uma Valquíria aparece na frente do pelotão preso nos escombros e pra eles segui-la, afirmando que eles não teriam salvação ali. Nisso Bigard, o líder desse pelotão, decide seguir a Valquiria pra assim tentar retornar para o seu reino e o seu grupo o segue, começando assim a jornada no novo mundo.

A história usa em base a mitologia nórdica, com várias referencias conhecidas como “Einherjar” e algumas figuras e eventos desse folclore, mas ele não fica preso somente a isso, tendo uma boa história própria no decorrer da campanha.

Einherjar

Pela curiosidade, o termo “Einherjar” é usado para os guerreiros que morreram heroicamente e são recolhidos pelas Valquírias para Asgard na mitologia nórdica. Aqui eles desfrutam do seu pós-vida e se preparam para o Ragnarok, que é o fim dos tempos dessa mitologia.

Gráficos

O jogo todo utiliza gráficos com pixel art, todas muito bem trabalhadas, desde cenários lotados de detalhes como nos sprites e imagens maiores dos personagens e inimigos do jogo, capricharam bastante nesse ponto.

UNLIMITED POOOOOWEEEERRRR!!!!

Isso sem contar a grande variação de cenários que temos no jogo, tem tudo que é tipo de cenário que já conhecemos dos jogos, entre locais com tecnologia mais avançada, desertos e florestas, sendo que cada um deles estão lotados de segredos pra vasculhar.

Áudio

As musicas do jogo agradam bastante, apesar dele utilizar gráficos em pixel art, não utilizaram chip-tunes aqui, optaram pela tecnologia mais atual, trazendo uma boa variação de temas mesmo dentro da mesma área, enquanto as batalhas de chefes e pontos mais importantes tem umas musicas bem agitadas e gostosas de ouvir (a da ultima missão paralela ficou excelente).

Infelizmente não temos dublagem no jogo, não que afeta a diversão, mas é sempre bom avisar pra aqueles que fazem questão disso.

Como o jogo ainda não lançou, não encontrei a OST dele (nem ao menos uma musica separada), então dessa vez fico devendo musicas dele, assim que eu achar eu atualizo aqui.

Jogabilidade

Assim que você inicia uma nova partida, temos a seleção de dificuldade. Lembre-se, esse jogo tem elementos de “Souls-Like”, então a dificuldade dele é elevada, então escolha qual será melhor pra você aproveitar o jogo. É possível alterar a dificuldade durante a campanha, mas isso afeta as conquistas, então se estiver atrás delas, pense bem.

Após a introdução da história, temos a seleção de qual das três classes iremos utilizar na campanha. Vale comentar que não é possível troca-la durante a partida.

Nota do Editor: Como esse jogo é bem grande, principalmente se você explorar tudo que é possível, o review foi feito no geral utilizando o Scout, os outros 2 foram testados um pouco para entender as diferenças entre cada um deles.

Scout

O Patrulheiro (Scout) é focado nos ataques físicos de curta distancia, tendo a maior resistência entre as três classes. As técnicas que ele aprende ajudam a cobrir um pouco o seu curto alcance inicial, mas no geral precisa se acostumar bastante com esquivas precisas, defesas e até o aparo de ataques se você tem um bom tempo nos comandos.

Archer

O Arqueiro (Archer) é o tem os status mais balanceados, sendo o mais rápido das três classes e focando em ataques de médio alcance com as flechas. Só que aqui não é festa não, além das flechas não conseguirem acertar alvos muito distantes (da mensagem que errou o alvo), temos um limite de flechas sequenciais e precisa esperar o carregamento delas pra usar atirar novamente, enquanto isso podemos jogar o arco como se fosse um bumerangue e caso ele acerte os inimigo, aumenta a velocidade que as flechas carregam.

Caster

O Conjurador (Caster) é o que tem a resistência mais baixa, mas é bem versátil com foco nas magias. O seu ataque principal lança pequenos projeteis contra os inimigos se estiver perto deles e também tem a explosão, sendo que essa tem que esperar carregar novamente. O uso dele tem que ter um pouco de estratégia devido as suas mecânicas, mas é um personagem bem forte se souber usar e abusar do seu inventario de ataques.

Menu

O menu vai liberando as opções conforme avança na campanha. Na pagina principal temos um geral do personagem, mostrando o seu nível e equipamentos dele.

Na área de inventario podemos utilizar os potes de cura (vai ativar a animação de uso normalmente) e também equipar os acessórios que encontramos nos baús e com os inimigos.

Na área de técnicas temos uma explicação rápida das que já foram liberadas, com o comando pra aciona-la e o consumo de mp.

Na área de masteries temos a árvore de técnicas que são liberadas conforme sobe de nível, com o custo pra libera-las. Os pontos pra libera-las são adquiridos conforme sobe de nível.

Aqui temos um controle das missões e das missões paralelas que já apareceram. Nas paralelas podemos marca-las no mapa, não indica o ponto EXATO de onde elas ocorrem, mas temos o da área geral.

Na enciclopédia temos um registro geral das coisas que aparecem no jogo, como personagens e inimigos já encontrados, facilita bastante pra manter o controle das coisas dele.

Repare que ele mostra algumas áreas com fundo mais escuro, esses são locais escondidos que foram encontrados

O mapa é preenchido conforme avançamos e encontramos os pedaços de mapa da região. Enquanto ele demarca pontos importantes como portas trancadas e baús, ele não pega na mão do jogador, não marcando todas as coisas encontradas, precisando lembrar por conta.

Cidade

No jogo só temos uma cidade pra estocar nossos itens mais importantes e melhorias do personagem

Balof vende os itens de cura, acessórios e alguns itens para melhora permanente do soldado, alguns dos preços são bem altos, mas boa parte deles valem o valor. Ele também é o único que compra itens e acessórios de você.

Na ferraria da Destras podemos melhorar os equipamentos base do soldado, mas além de dinheiro, também precisamos dos minérios necessários pra cada tipo de equipamento, encontrado durante a exploração.

Com Gartua podemos melhorar as armas secundárias. Aqui também precisamos de dinheiro e minério necessário, só que elas só tem 3 níveis

Algumas áreas do jogo você precisa comprar o mapa do Skrible, as vezes você encontra ele fora da cidade também.

Na tenda do seu batalhão temos um quadro de monstros procurados, que vão aparecendo conforme avança na historia. Alguns NPCs também solicitam ajuda, tudo isso fica marcado la no menu de missões.

Exploração e Combate

Esse jogo mistura muito o estilo de exploração e combate dos Metroidvanias com os jogos do gênero “Souls Like”, com mapas enormes e com grandes desafios

Fugindo do básico dos “souls-like”, os ataques comuns e pesados NÃO consomem estamina, podendo atacar sem restrição…

… mas a defesa e esquiva não tem essa facilidade toda. A defesa gasta estamina e se defender demais e a sua defesa quebrar, tem que esperar um pouco até o soldado recuperar-se. Já a esquiva, após executa-la, precisa aguardar alguns segundos pra usar de novo, então vai precisar se adaptar bem no jogo pra sobreviver.

Cada um dos personagens tem um tipo de combate diferente, podendo contra-atacar caso defenda no momento certo ou soltar várias flechas ao esquivar no momento adequado.

Como todo bom metroidvania, conforma avança na campanha vai liberando novas habilidades, tal como o famoso pulo duplo e o de parede. Muita coisa escondida só da pra alcançar dessa maneira.

Também temos um sistema elemental aqui, podendo trocar a qualquer momento simplesmente direcionado o analógico pro respectivo elemento. Isso agiliza bastante quando você já tem todos e aparece vários inimigos com fraquezas diferentes. E claro que os elementos também são utilizados nos puzzle, como queimando teias de aranha ou criando plataformas de areia pra avançar na dungeon.

Também temos armas secundárias, essas são as mesmas para todos. Pra usar elas você gasta estilhaços vermelhos e todas as armas usam do mesmo estoque, só que com gastos diferentes, então ao trocar entre elas você consegue ver quantas pode usar no momento. Algumas são essenciais para o avanço da campanha, como a bomba.

Derrotando inimigos ou quebrando objetos no cenário pode derrubar dinheiro e outros recursos, tal como as orbes verdes que recuperam vida. Isso ajuda bastante nas partes compridas entre os saves.

Aproveitando a parte de cura, utilizar potes precisam de um tempo para ativar a animação, então tome cuidado em quando vai utiliza-los.

Alguns inimigos estão contaminados por uma parasita, deixando uma névoa roxa neles e mais fortes que o normal. As vezes ao derrota-los também aparece o monstro que estava dentro dele.

Essa espada com dragão é o save point. Usa-los recupera todas as energias do personagem, mas também restaura todos os inimigos e objetos do cenário. Também é possível utilizar a viagem rápida entre eles.

Geralmente também temos um ponto de venda automática do Balof, podendo estocar os itens mais básicos sem retornar pra cidade, mas claro que não tem como vender nada nessa parte.

Quando você morrer (repare que eu estou AFIRMANDO isso hahaha), é possível retornar ao ultimo check point (mas não retém o que foi feito após ele) ou carregar o save pra tentar de outra forma. Vale lembrar que se você sair do jogo, o check point é apagado.

Extras

Ao finalizar o jogo, libera a opção do New Game Plus PRA AQUELE PERSONAGEM.
Aqui você inicia uma nova partida (tenha certeza que quer fazer isso, já que você perde acesso ao jogo completo) e puxa apenas os seguintes pontos:

  • Nível do Personagem;
  • Masteries;
  • Técnicas.

Nada de equipamentos, itens de cura ou qualquer outro item chave do jogo vem. Claro que, seguindo a tradição dos “Souls-Like” a nova partida tem um nível de dificuldade bem maior, o personagem recebe mais dano e a cura é cortada pela metade em relação ao nível fácil, então boa sorte.
Nota: sem entrar em detalhes e spoilers, nesse modo o personagem fica com um efeito de “Goblin Slayer“, esse personagem ai do lado pra quem não conhece, deixando um rastro vermelho saindo do olho, ficou bem legal isso.

Protagonista da série “Goblin Slayer” tem uma pegada bem macabra 😀

Conquistas

A porcentagem está baixa por que mesmo fechando, os troféus dos chefes estão com falha.

O jogo é bem trabalhoso e comprido e a sua lista de conquistas é daquelas que você precisa fechar várias vezes pra conseguir tudo, sem contar a parte de fechar na dificuldades mais alta do jogo. Entre as mais trabalhosas temos:

ConquistaDescrição
ExplorerCompletar todos os mapas do jogo.
Neighbour and friendCompletar todas as missões paralelas
The impossibleFinalizar o jogo na dificuldade Warrior
Master soldierFinalizar com as 3 classes

Nota: a versão pré-lançamento tem uns bugs relacionados as conquistas, pra mais detalhes verifique a parte final sobre os bugs encontrados.

Conclusão

Não é a tumba das minhas mortes. Se fosse, não cabia na tela hahahaha

Souldier traz uma bela mistura dos metroidvanias com os “souls-likes”, com mapas enormes e combates desafiadores, como também a opção de customização dos RPGs.

A parte gráfica do jogo é excelente, traz artes em pixel de alta qualidade e detalhamentos, além de movimentação fluida no geral do jogo, quem curte precisa testar o jogo.

As musicas são bem legais, tem variações mesmo dentro da mesma dungeon e as de chefes são excelentes, não tem como não gostar delas.A jogabilidade conseguiu mesclar bem os dois gêneros principais, sendo que tem uma grande variação dependendo de qual das 3 classes que você utiliza nele, com técnicas especificas pra cada um delas, o que da um grande valor de replay nele, sem contar que, se você for tentar pegar tudo dos mapas, se prepara que isso dá mais de 40 horas tranquilo (e mesmo sem explorar tanto é um jogo bem grande e desafiador).

Em resumo, se gosta de metroidvania e “souls-like”, pode ir direto nele sem pensar muito, só se prepara pra apanhar bastante.

Únicos pontos que realmente incomodam um pouco é o aumento desnivelado de dificuldade a cada nova dungeon (tenho noção que é por causa do gênero Souls-like, mas realmente meio pesado aqui) e a grande distância entre os saves points, as vezes passando muito tempo entre eles e você fica dependendo dos check points, dai se está com pouco ou sem pote de cura, fica preso ali tentando passar várias vezes ou retorna ao save anterior e tenta tudo novamente

BUGs

É, versão pré-lançamento as vezes tem algumas falhas

Infelizmente, a versão de pré-lançamento utilizado no review contem alguns bugs meio chatos, que foram passados para o time de desenvolvedores e foi informado que estão corrigidos no patch que sairá junto com o jogo no lançamento.

Por vias de curiosidade (e que se mantiver algum durante os testes da versão de lançamento), segue alguns encontrados:

  • Crash do jogo depois de realizar o fast travel entre duas áreas muito grandes e tentar salvar;
  • A área “Tempes Plains (West)” está com umas falhas no cenário (como mostrado na print dessa seção), o que atrapalha um pouco a navegação nessa área durante o ponto obrigatório dela; Resolvido
  • Ao realizar um save, fast travel ou ativar um check point o jogo tem uma perda de frames grande enquanto está salvando as informações e recolocando os itens e inimigos no cenário; No patch atual colocaram uma tela de save ou termina de carregar tudo antes de aparecer na tela durante o fast travel pra evitar o problema;
  • Um botão numa das áreas avançadas do jogo não funciona (não deixarei qual é pra deixar a surpresa da área), impedindo o avanço duma área não obrigatória dela;
  • Duas missões secundárias podem travar, então por garantia, caso encontre uma espada antes de pedirem ela, não pegue e antes de enfrentar alguns inimigos de caça, salve o seu jogo pra evitar prender a partida;
  • Conquistas relacionadas aos chefes (independente de serem relacionadas a dificuldade) não ativaram;
  • Na versão para Playstation apareceu um bug no Fire Temple numa área obrigatória que da um lag enorme, impedindo ativar um ponto do cenário e assim impedindo o avanço do jogo.

Essas informações serão verificadas conforme eu jogarei a versão de lançamento (afinal, só consegui fechar com o patrulheiro e sem conseguir fazer 100% no jogo), dai eu edito essa parte conforme verificado.