DESCOBRINDO FRANQUIAS – Super Robot Wars

O que pode ser mais japonês do que animes de Mechas gigantes?!?!?!
Só um cross-over de animes de Mechas gigantes hahahahahahahahaha

Aqui é Pena e bem vindo ao mundo de Super Robot Wars, aonde Gundams lutam lado a lado com Evagelion, Mazinger, Guerreias Mágicas e tudo mais o que pode pensar relacionado a robos (e até alguns que não são de mechas)

Série originalmente produzida pela Banpresto, que agora foi incorporada pela Banda Namco, está prestes a completar 30 anos de existência e lançando jogos até hoje nas plataformas atuais. O primeiro jogo da série foi lançado em 1991 para o Gameboy, sendo um jogo bem simples, apenas tendo os robôs e nada dos pilotos, mas com o tempo foi evoluindo e temos jogos hoje até para PS4 e Switch.

Infelizmente, coisa de 90% da série só tem em japonês devido aos direitos autorais dos animes estarem com muitas empresas diferentes fora do território asiático, o que tornaria extremamente caro um lançamento ocidental. Ultimamente temos alguns jogos que mesmo não sendo lançados no ocidente, tem o inglês como língua básica, facilitando a vida dos jogadores “gaijin”.
Mais a frente irei entrar em detalhes sobre isso, mas vamos por partes, pois o conteúdo dessa série é bem extenso

História:

Como são jogos de cross-over, que basicamente tem a ideia de pegar franquias diversas que inicialmente não tem nenhuma ligação entre si e colocar tudo num único jogo, as histórias de cada jogo é relacionada as séries que estão no jogo. Devido ao tamanho e tempo da série, os jogos não são todos interligados, formando sagas dentro da série.
O desenvolver da história de cada jogo basicamente segue em usar alguns personagens criados especificamente pra aquele jogo, com os seus respectivos mechas, e juntar os acontecimentos das séries inclusas nessa história (como por exemplo um personagem ser morto pelo Devil Gundam do G Gundam), sendo que algumas vezes essas história segue entrelaçada a uma série especifica.

Sagas:

Como tido anteriormente, devido ao tamanho da série, existem várias Sagas dentro dela, não entrarei em detalhes da história de cada um para não dar spoiler e nem comentarei de todas as sagas, mas deixarei pelo menos os jogos relacionados de cada saga.

Saga “Clássica”:

Essa foi a primeira saga da série, já que o primeiro jogo não entra em nenhuma saga, aonde também foi criado os primeiros personagens originais da série, Masaki, Ryune e Shuu, com os seus mechas Cybuster, Valsione e Granzon, nessa ordem. Esses personagens originais são conhecidos pelo decorrer da série como “Banpresto Originals“, já que são personagens criados pela empresa do jogo para interligar as histórias
Essa saga contempla os seguintes jogos:

  • 2nd Super Robot Wars
  • 3rd Super Robot Wars
  • 4th Super Robot Wars
  • Super Robot Wars EX

Essa saga segue os acontecimentos que giram em torno do grupo Divive Crusader (DC, não é Marvel XD) que tenta militarizar todo o planeta terra.

Foi lançada inicialmente para o Super Famicom, mas teve diversos ports, tendo como por exemplo o 4º jogo da série sendo relançado em 2 partes e recebendo os nomes “F” e “F Final“, que foram lançados para o Playstation e Saturn (tem extras nessas versões, como a estreia da série Evangelion em SRW)
É uma das séries mais importes, já que daqui que foi criado toda a base estrutural que é utilizado até hoje nos jogos da série, ralem de ter criado Cybuster, o “garoto propaganda“, da série, que faz aparições em outros jogos devido a sua falta de senso de direção (ao ponto de cruzar dimensões nessa história hahahaha), como também ganhar uma saga exclusiva pra contar diversos acontecimentos relacionados a ele

Saga “Masou Kishin” (Lorde do Elemental):

Essa saga se concentra nos acontecimentos envolvendo Masaki e companhia, tudo em La Geas, que é um mundo mágico no centro da Terra. Aqui, alem do Cybuster, que é o lorde do elemental de vento, temos os outros lordes elementais.
A jogabilidade dessa série é um pouco diferente do que da série SRW em geral, envolvendo elementais e mais uns detalhes, mas não entrarei nisso pois não é o escopo da matéria.

Essa saga contempla os seguintes jogos:

  • Masou Kishin – The Lord of Elemental
  • Masou Kishin 2 – Revelation of Evil God
  • Masou Kishin 3 – Pride of Justice
  • Masou Kishin F – Coffin of the End

O primeiro jogo é original do Snes (tendo um port para o DS e para o PSP), enquanto o 2 é exclusivo do PSP. O 3º jogo teve lançamento para o PS3 e para o Vita, enquanto o 4 somente para o Ps3. Os 4 jogos, apesar de ser uma saga fechada, são totalmente interligadas com a saga OG (que será comentada mais a baixo e provavelmente terá uma matéria só dela).

Um detalhe dessa série é que ela ganhou uma adaptação em anime lá por volta de 1999, mas não tem muita relação com os jogos, já que nem o Masaki está no anime, deixando bem a desejar…

Saga “Alpha”:

Essa saga começou no Playstation 1 e terminou no Playstation 2, contemplando os seguintes jogos:

  • Super Robot Wars Alpha
  • Super Robot Wars Aplha Gaiden
  • Super Robot Wars Alpha 2
  • Super Robot Wars Alpha 3

A base da história dessa saga é sobre invasões alienígenas e é a partir dessa saga que começa o conceito de multiverso na série SRW. Apesar de não ser original dessa série, é aqui que o mecha SR-X tem o grande brilho. Esse mecha (o do fundo da imagem anterior) é um super robot formado por 3 robos menores (os 3 da frente). Um detalhe interessante é a “mascara” do robo, que é EXATAMENTE o logo da Banpresto, tanto que uma versão posterior dele é chamada “Banpreios

Saga “Z”:

Uma das maiores sagas, começou no PS2, passou pelo PSP e termintou no PS3 / Vita, contempla os seguintes games:

  • Super Robot Wars Z
  • Super Robot Wars Z Special Disc
  • 2nd Super Robot Wars Z: Break the World Chapter
  • 2nd Super Robot Wars Z: Regeneration Chapter
  • 3rd Super Robot Wars Z: Time Prison Chapter
  • 3rd Super Robot Wars Z: Continuous Prison Chapter
  • 3rd Super Robot Wars Z: Heavenly Prison Chapter

Até o momento, é a maior saga da série, composta por 8 jogos, sendo o capitulo 2 dividido em 2 parte e o 3º capitulo em mais 2 partes e uma intermediaria entre eles (é pequeno, serve só de interligação entre as 2 partes). Das sagas mais famosas, essa ainda não estreou na série OG (que será comentada logo a seguir) devido a história, que gira em torno das bomas dimensionais, que está fundindo diversas realidades numa só, como também nos 12 cristais, que são representados pelos 12 signos.

É nessa saga também que aparece o Asakim Dowen, piloto do mecha Shurouga. Ele é praticamente uma versão maligna do garoto propaganda da série, Masaki e o seu Cybuster. Muita coisa dessa saga rola justamente por causa dele.

Saga “Original Generation” (OG):

Esta saga ainda está em andamento (e não tem previsão de finalizar), mas até o momento dessa matéria, ela contempla os seguintes jogos:

  • Super Robot Wars OG: Original Generations
  • Super Robot Wars OG Gaiden
  • 2nd Super Robot Wars OG
  • Super Robot Wars OG: Dark Prison
  • Super Robot Taisen OG Saga: Endless Frontier
  • Super Robot Taisen OG Saga: Endless Frontier Exceed
  • Super Robot Wars OG: The Moon Dwellers

Com o passar dos anos, foram lançados vários jogos da série e com isso, criados varios personagens e histórias originais pra cada jogo / saga. A saga OG é uma compilação dessas histórias num universo próprio sem animes famosos, tendo o desenrolar e interações próprias dessa série.
A série começou no Gameboy Advance, sendo lançado 2 jogos, que depois receberam um remaster pra PS2, com melhorias gráficas e algumas mudanças na história.
A base inicial da história conta o desenvolvimento dos mechas após a queda do “Meteoro 3” e o instituto de pesquisas descobrirem sobre a possivel invasão alienígena. Com isso foram iniciados diversos projetos para contra-atacar essa ameaça.

Sem entrar em muitos mais detalhes (já que pretendo fazer uma matéria especifica dessa saga), já tivemos várias histórias da série principal incluídas nessa saga, tais quais:
# Alpha até o começo do Alpha 3
# Advance e Judgment do GBA
# Impact
# Saga Classica

Só um detalhe, as histórias não são apenas um copia e cola do original, todas tem uma boa adaptação para o contexto da série OG, ao ponto de que, se o jogador não conhece todos os detalhes da trama original, não consegue distinguir as separações das tramas de cada jogo. Outro ponto importante que entrarei em mais detalhes na matéria dessa saga é que a saga Masou Kishin está diretamente ligada ao OG, mesmo que ela seja fechada nos seus 4 jogos, todos os acontecimentos dela afetam diretamente a saga OG (tanto que no 2nd OG, a primeira parte do jogo se passa justamente em La Geas, no mundo subterrâneo do Masou Kishin)

Jogabilidade:

Falar sobre a jogabilidade de uma série tão grande com tantas variações fica um pouco complicado, mas no geral são jogos de estratégia por turno utilizando os robos das séries contidas no jogo, aonde ao iniciar um ataque, entra numa sequencia de cenas de ataques, tanto do atacante como do atacado. Aqui eu focarei apenas nos jogos que utilizam o estilo comum de SRPG da série, já que temos jogos de real time, RPG clássico e até de luta

Desenrolar da história e preparo para missões

As histórias são contadas como num “visual novel”, mostrando imagens ou avatares dos personagens e as conversas antes e depois das missões, enquanto durante as missões, vão desenrolando alguns dos eventos, podendo aparecer mais inimigos (algo muito comum na série) ou o desenrolar duma ação que ocorreu no anime original.

Entre as missões, o jogador entra no menu “intermission“, aonde ele prepara as unidades e pilotos para a próxima missão.
É aqui que é possível melhorar as características do mecha, como HP e defesa, como também melhorar os ataques (alguns jogo a melhoria do ataque é individual, enquanto outros melhora todos os ataques juntos).
Para os pilotos, é possível aprender habilidades de suporte, como poder se mover após um ataque ou suporte de ataque e defesa. Cada jogo tem um modo diferente de aprender essas técnicas, uns usam itens adquiridos durante as batalhas, enquanto outros utilizam pontos adquirido ao derrotar inimigos.

Também é possível trocar o piloto de mecha (geralmente um piloto consegue usar todos os mechas relacionados a sua série), como também equipar partes extras, que podem aumentar o alcance dos ataques, movimento ou também acrescentar técnicas aos mechas

Linha de tempo e sequencia das missões

Devido a quantidade de material usado nas histórias dos jogos, os jogos são montados de tal maneira que, se o jogador deseja ver tudo que tem a oferecer, será necessário fechar algumas vezes o mesmo jogo.
Isso ocorre por que, alem de a história ter suas variações dependendo do protagonista escolhido (e também do mecha escolhido, dependendo do jogo), durante vários pontos do jogo há divisões de acontecimentos ocorrendo ao mesmo momento, mas só é possível seguir uma linha por vez. Ha momentos que existem até 3 divisões de história no mesmo momento, cada uma contendo um detalhe da história que só é apresentado lá (normalmente tem uma breve explicação do que ocorreu com o outro time, mas não são tão detalhados)

Ataque e contra-ataque / Defesa / Esquiva

Durante as missões, durante os ataques, é possível escolher qual ataque será utilizado, se ira defender ou tentar esquivar. Nesse menu também é mostrado as chances de acerto do atacante e do contra-ataque.
Dependendo do posicionamento das unidades, também é possível usar uma unidade adjacente para apoiar no ataque como também receber entrar na frente da unidade atacada e protege-la.

Ataques do Lavaetain da série “Full Metal Panic!” no SRW V

Após acertar dos os detalhes, é dada a cena do ataque e contra-ataque.
Todos os movimentos do dessas cenas são baseadas e cenas do anime ou manga que a unidade é derivada, dando uma maior apego aos fãs.
Como todo ataque gera uma sequencia de cenas, depois de um certo ponto na série, é possível desativar essa reprodução, mostrando apenas uma animação rápida com os resultados do combate.

Para realizar os ataques, geralmente é utilizado EN (o combustivel do mecha) ou balas.
O EN é recuperado uma pequena quantidade todo turno, podendo ter uma regeneração maior dependendo do terreno que a unidade está ou se ela tem alguma habilidade para aumentar isso. Caso o EN chegue a zero, a unidade não pode se mover, mas ainda pode atacar com balas ou técnicas que não utilizam nenhum dos dois.
Já as balas só podem ser recuperadas através de itens ou por alguma unidade que tem a habilidade “resuply”, como também entrando com a unidade numa das naves mães e ficando lá por um turno (qualquer uma dessas duas ultimas ações também recuperam EN, mas elas diminuem o “morale”)
Morale é o nível de moral que o piloto está no momento, quanto maior, mais dano causa, menos dano toma e tem mais chances de esquivar. Além disso, alguns ataques requer que o morale esteja num certo nível para ser utilizado. Algumas técnicas de suporte também são ativadas conforme o nível de moral sobe

Duplas e grupos

Alguns jogos, é possível montar duplas ou até grupos de unidades.
O modo que ira funcionar os ataques muda de jogo pra jogo, alguns as 2 unidade podem atacar o mesmo inimigo da dupla inimiga ou atacar cada um separadamente, em outros a segunda unidade só pode atacar com uma arma especifica, como também em outros é possível atacar todas as unidades com as duas unidades.

Também existe a variante do “Maximum Break“, que além de usar as 2 unidade da dupla que está iniciando o ataque, é possível puxar o suporte de outra dupla adjacente, colocando 4 unidades para atacar o mesmo inimigo (muito eficiente para chefes, acredite hahahaha)

Combinações

Dependendo das unidades que estejam próximas, você consegue utilizar ataque combinados entre eles. Diferente do suporte, esses ataques combinados são mostrados no menu de ataques quando as unidades estão próximas e são mais fortes que os ataques individuais de cada unidade, alem de ter uma cena especifica para o ataque.
Geralmente a combinação de ataques são entre unidades da mesma série, como no caso do G Gundam mostrado acima, mas em alguns jogos também há combinações de unidades de séries diferentes, como Mazinger atacar junto com o Getter Robot.

Seishin / Spirits

Spirits são comandos de suporte usados durante as missões. Existe uma grande variação nos efeitos, como aumentar dano, 100% de esquiva e / ou acerto, recuperar HP ou En e aumentar a quantidade de experiencia ou dinheiro recebido do combate.
Em regra geral, para utilizar esses comandos, é necessário gastar SP, que seria o equivalmente a MP dentro da série, é é aumentado a capacidade máxima do piloto conforme ele sobe de nivel, como também com habilidades especificas.
Como é recuperado o SP depende do jogo, em alguns você já começa com o SP cheio e o unico modo de recuperar é usando itens especificos, habilidades ou alguma spirit especifica, enquanto em outros jogos o piloto começa com com metade do SP máximo e vai recuperando a cada turno.

Ace Bonus

Na maioria dos jogos da série, existe uma contagem individual de quantos inimigos o piloto derrotou. Ao alcançar uma certa quantidade (varia de jogo pra jogo), o piloto, além de ter um bônus de morale no começo da missão (geralmente +5 no 1º rank e + 10 no 2º rank), boa parte dos jogos atuais ele também recebe um bônus especifico pra aquele piloto, que pode variar entre causar mais dano, maior esquiva, mais SP e por ai vai

Sub-commands

Especificamente no Super Robot Wars T (ultimo da série lançado até a postagem dessa matéria), foi introduzido o sistema de “sub-commands”.
Nele, personagens da série que não são combatentes, como a Ed do Cowboy Bebop (mostrada na foto acima) ajudam na batalha usando técnicas de suporte que gastam S-SP, sendo que esses pontos são recarregados aos poucos a cada passagem de turno.
Os efeitos são variações dos spirits dos pilotos, mas como não estão num mecha especifico, é possível utilizar o comando em qualquer unidade na batalha.

SR Points

Gosta de um desafio extra? Então tente completar o objetivo extra das missões pra ganhar os SR Points. Esse pontos controlam a dificuldade em que as missões serão feitas, podendo ir de facil a dificil.
Pra conseguir esses pontos, é necessário completar um objetivo extra, como derrotar um inimigo muito forte que não é obrigatório na missão ou concluir a missão em até um certo numero de turnos.
Acredite, alguns desses objetivos são bem complicados, necessitando uma boa estratégia pra conseguir completa-las.

Segredos

Uma das coisas mais interessantes da série são os segredos desbloqueáveis. Podendo variar entre novos pilotos, mechas diferentes ou partes novas, a quantidade de segredos nos jogos da série são bem variadas.
Entre esses segredos, tem a possibilidade de recrutar pilotos rivais da série, como o próprio Char da série Gundam, como também liberar o uso do Bonta-kun da série “Full Metal Panic!”

Em alguns jogos, como os descritos acima, tem até unidades que não existem na série de onde foram originadas, tal como o Majin Emperor G e o Great Zeorymer, que são exclusividades dos jogos.
Outro detalhe é a variação de rota final, geralmente são atreladas a quantidade de SR Points adquiridos durante o jogo e algumas escolhas feitas, fazendo com que cada jogada seja bem única.

New Game +

Como foi dito anteriormente, para conseguir visualizar tudo disponível em cada jogo, é necessário finalizar varias vezes. Levando em consideração isso, na maioria das vezes, os jogos tem extras liberados para uma nova partida a partir do save finalizado do jogo.
Os bônus variam de jogo pra jogo, podendo levar algumas partes adquiridas para a nova jogada, o dinheiro recebido na partida anterior e as pontuações de mortes de cada piloto

Em alguns também liberam novos níveis de dificuldade, como o famigerado EX-HARD da série OG. Nele, além de não poder melhorar o mecha e nem o piloto (somente subir o nível do piloto), os inimigos são mais fortes e o jogo fica “travado” no Hard, independente de quantos SR Points você consiga no jogo. Aqui é testado todo o conhecimento do jogo e a característica de cada piloto e mecha para conseguir sobreviver

Musicas:

Como todo anime que se preze, um jogo também necessita de uma trilha sonora que preste, principalmente quando é um jogo de cross-over que nem essa.
As musicas usadas na série sempre são as musicas que aparecem nas respectivas séries originais, geralmente a musica de abertura (normalmente sem o vocal) ou alguma musica que marca algum ponto chave da história, além das musicas originais da série SRW.

Dependendo do jogo e plataforma, é possível até colocar musicas em mp3 no jogo e especificar até o ataque que a musica ira tocar

Lógico que, como a série iniciou no GB, as musicas antes eram todas do tipo “midi”, mas a partir da éra do PS1, as musicas já recebem um arranjo compatível com a plataforma.

As musicas da série em geral (isso especificado ao SRW, não nas séries que compõem cada jogo) são quase sempre as mesmas, com excessão claro das de cenas de batalha dos OGs do jogo, dando um sentimento de nostalgia no jogo seguinte.

Um detalhe para a série OG em especifico é que, mesmo eles usando as musicas originais deles, a partir do remaster pro PS2, todos as musicas recebem uma mais puxado para a orquestrada, mas algumas também recebem uma variação “metal” nelas.
Abaixo vou deixar umas 2 musicas que aparecem na série

Dark Prison do Neo Granzon
Quantum Burst do Gundam 00 (como aparece no Z3)

Gráficos:

Imagem do primeiro jogo da série no GB

Os jogos iniciais eram bem básicos no ponto de gráficos, já que os recursos da época não permitiam muitos efeitos ao mesmo tempo. Mas a série acompanhou bem as melhorias progressivas, indo de imagens totalmente estáticas com um efeito ou outro de movimento a cenas de ataques completamente animadas e cheias de movimentos.

Alguns jogos são em 3D, como por exemplo a versão do Dreamcast do SRW Alpha ou o o Neo para Wii, mas o foco da série é os gráficos em 2D animados durante as batalhas e em alguns, durante a visualização das unidades no mapa, uma versão 3D com arte “SD” (super deformer, aqueles baixinhos cabeçudos)

Cybird: Masou Kishin (que puxa mais pro realista) VS OG2 (que é no estilo SD)

Nas batalhas, em alguns jogos os mechas puxam mais ao “realista”, usando os tamanhos e formas originais do mecha, enquanto outros focam no SD (mas mesmo assim, em alguns pontos da cena, eles utilizam uma arte próxima ao original pra dar ênfase ao ataque)

Fanservice:

Por que eu coloquei uma sessão especialmente para o fanservice? Por que esse é um dos grandes pontos da série.
E não, não estou falando de echii (apesar de ter peitaria pulando durante algumas cenas hahahaha), mas sim o uso de vários pontos cômicos das séries originais entrelaçadas, como é o caso da imagem acima, que mistura a série do “Full Metal Panic” com o “Cross Ange”, como muita interação entre os personagens e piadas que chegam ao ponto de referenciar o dublador dos personagens, como por exemplo no “T”, aonde o mesmo dublador faz a voz do Amuro de Gundam como o do Mr. Zone do Captain Harlock.

As histórias sempre tem muitos momentos sérios, principalmente lá pro final de cada jogo, mas existem muitos momentos cômicos que só são possíveis num cross-over.
Eles sempre conseguem puxar varias características dos personagens envolvidos para realizar varias piadas ou referencias, dando um toque especial pra quem já conhece as séries envolvidas

Localização:

Infelizmente, uma praga que sempre assolou a série foi a dos “direitos autorais” fora do continente asiáticos para as diversas séries que aparecem nos jogos. Como os direitos estão divididos entre diversas empresas que trouxeram as séries para o ocidente, tentar trazer os jogos para o ocidente sairia extremamente caro.

Devido a isso, até poucos anos atrás, poucos jogos da série tiveram uma localização e mesmo os que tiveram, foram jogos que não eram da linha principal, mas sim as da série OG, que por não usar séries com direitos espalhados, foram possíveis trazer para o ocidente.

Isso felizmente vem mudando (mesmo que “em partes”) desde o aniversário de 25 anos da série com o lançamento do ultimo jogo da série OG, Moon Dwellers. A partir dele, os jogos começaram a receber uma versão asiática (produzida para Hong Kong) que tem inglês como língua escrita, mas continuando com a dublagem original em japonês.
Depois desses jogo, já recebemos mais 3 jogos da linha principal de cross-overs, os SRW V, X e T. Esses 3 jogos não foram lançados diretamente no ocidente por causa dos direitos autorais, mas com a facilidade para importar coisas desde os últimos anos, é bem mais pratico conseguir uma cópia dos jogos traduzidos.

Considerações finais:

Se você curte animes de robos gigantes e jogos de estratégia, essa é uma série que você precisa conhecer melhor, mesmo com a barreira linguística que cerca de 90% da série tem (algo que, se você realmente tem interesse de entender a história, a comunidade SRW é uma das que mais se ajudam, postando diversas traduções e transcrições dos jogos que não tiveram tradução oficial)

Pros

  • Musicas excelentes, faz toda a diferença no clima do jogo
  • Batalhas enormes, necessitando de uma estratégia a altura
  • Graficos e cenas dignas dos animes que aparecem nos jogos

Contras

  • Maioria está em japonês
  • Repetição de certas séries em excesso, não deixando abertura pra novas séries entrarem

Aonde achar?

Como foi dito, a melhor maneira de conseguir os jogos em mídia física é importando por conta, mas caso você tenha uma conta de Cingapura ou Japonesa em certas plataformas, você consegue a versão digital legalmente sem nenhum problema.
Vou deixar uns links para alguns dos jogos pra quem tiver interesse:

Super Robot Wars V (em inglês):

Super Robot Wars X (em inglês):

Super Robot Wars T (em inglês):

Super Robot Wars OG: The Moon Dwellers (em inglês):

Uma lista com vários jogos da série (está misturado os em inglês com os em japonês):
https://www.play-asia.com/search/super+robot+wars?tagid=1005120