
* Esta análise foi feita com o código cedido pela Slitherine Software (versão PS4/PS5)
Distribuidora: Slitherine Software
Produtora: Black Lab Games
Plataforma: PS4 / PS5 / Xbox One / Xbox Series X / Xbox Series S / PC
Mídia: Digital
Ano de Lançamento: 2021


Warhammer 40.000: Battlesector é um jogo de estratégia em tempo real onde você incorpora o Sargento Carleon, dos Blood Angels, que deve conter a infestação Tyranid em Baal Secundus.
OS DESCENDENTES DE SANGUINIUS
Os Blood Angels são os descendentes do Grande Anjo, Sanguinius, portadores da falha na genossemente e conhecidos pela sede de sangue em batalha, que lhes confere nome e fama entre as Legiões Astartes (Space Marines).


Você está no comando do Sargento Carleon (futuramente promovido a Tenente), designado para expurgar Baal Secundus, uma das luas de Baal, o planeta do Capítulo dos Blood Angels.


Durante a campanha, outros membros irão se unir à sua tropa, como a Irmã Verity, o Irmão Quindar e o Irmão Aeturo. Estas são as unidades que não podem morrer em batalha ou irão causar a falha da missão (embora alguns destes possuam uma segunda chance ao serem nocauteados).
ALVORECER CARMESIM
Antes de cada missão, você gasta os pontos obtidos (na Central de Aprimoramento) para comprar habilidades para as unidades de alta patente, como Carleon e os outros, conforme estes entram para o exército; algumas habilidades são aplicáveis às unidades básicas, como a Bala Sagrada da Irmã Verity, que fica disponível como boost para as Irmãs de Batalha e Serafins. Carleon, uma vez com habilidades compradas, pode ordenar ataques especiais, como bombardeio aéreo ou a investida de Mariners.


No Gerenciamento de Exército é possível mudar unidades básicas e unidades heroicas, dentro do limite de pontos disponível (também é possível colocar unidades na reserva).



Ao início de cada missão, você posiciona as unidades da melhor forma que encontrar, no espaço delimitado.
Divididos em turnos, o movimento do exército é determinado pela quantidade de casas que cada unidade pode avançar e a quantidade de ações (seja ataque ou buff/debuff); é possível sacrificar uma ação como movimento extra.


Pelo custo de uma ação, é possível colocar uma unidade em estado de vigília (overwatch), para contra-atacar movimento de avanço inimigo na área de alcance. Caso o dano em vigília seja alto, a unidade pode ter o avanço contido, retornando à casa inicial.


Algumas unidades podem forçar inimigos a recuar de sua posição original em uma casa, forçando-os ao alcance da linha de tiro de outras unidades. Obtendo pontuação grande entre os turnos, uma unidade pode ganhar um bônus: para fortalecê-la ou ganhar uma ação extra.


Missões podem ter objetivos secundários, como manter unidades vivas ou ativar mecanismos. Estes objetivos secundários rendem pontos extras para usar na obtenção de novas habilidades e mesmo no tamanho do exército à sua disposição.

MODOS EXTRAS
O jogo conta com outras “campanhas”, adicionadas posteriormente ao lançamento:
– Incursão Demoníaca:
O modo de sobrevivência contra hordas dos daemons, seguidores do Deus do Sangue, Khorne.

– Supremacia Planetária:
Escolha sua facção e lute pela conquista de territórios.

– Cruzada:
Você ganha pontos da árvore de evolução conforme progride.

ESCARAMUÇA
Batalhas com múltiplos objetivos e modos customizáveis, entre captura de pontos e aniquilação total. Batalhas da campanha podem ser rejogadas aqui.


MULTIPLAYER
Online ou local, batalhas podem ser disputadas entre dois jogadores, com várias regras adaptáveis e modos, incluindo batalhas com exércitos assíncronos.


PLANÍCIES DE BAAL
Beleza é um conceito abstrato no universo de Warhammer 40k.
As armaduras dos Marines são brutas e pesadas, moldadas não para embelezar, mas para resistir ao impacto e ajudar na progressão. Por outro lado, os Tyranids, principais inimigos de Battlesector, são insetos e “lagartos” gigantes (inclua aí variações de dinossauros), em tons de roxo, com exoesqueletos e carcaças poderosas, além do veneno ácido que podem disparar em suas vítimas.


O jogo possui um alto nível de zoom, permitindo aproximar a câmera do combate para visualizar melhor o dano causado e recebido, ou ser afastada até visualizar os exércitos como pequenas unidades distantes.


Baal Secundus está infestada de Tyranids nos desertos e ruínas do que já foi uma das bases das duas luas gêmeas que circundam Baal, o planeta onde Sanguinius caiu.
Múltiplas áreas ainda são afetadas pela radiação, podendo contaminar qualquer um que pise nelas.
Os mapas são imensos campos de batalha, dando uma ótima sensação de distância e tamanho das estruturas.


A trilha sonora, composta por Ash Gibson Greig, é épica, orquestrada com peso e o uso de corais, evocando o tema religioso dos seguidores de Sanguinius. Os tambores e órgãos causam tanto impacto quanto o avançar dos Space Marines em suas armaduras de aço sólido.
A dublagem se destacada pelas vozes imponentes, principalmente Jeff Leach (Sargento Carleon), Alen Adelberg (Irmão Aeturo), Stephen Critchlow (Irmão Quindar) e Sally Knyvette (Irmã Verity). O jogo possui uma boa localização para o português, mantendo alguns termos sem tradução, como Blood Angels.
ASTRA PLATINUM
Curiosamente, a platina do título não é tão difícil, especialmente em se tratando de um RTS.
Boa parte dos troféus se resume à campanha (Alvorecer Carmesim), incluindo desbloquear determinadas unidades. Não há exigência de dificuldade aqui!

Os demais troféus envolvem Vencer uma Escaramuça contra os Blood Angels, Matar um Hive Tyrant no modo multiplayer e Matar um Tenente dos Blood Angels no modo multiplayer.
Embora atualmente não haja muitos jogadores online, é possível obter os troféus no multiplayer local, o que é uma GRANDE ajuda.
O que mais impacta a platina são os bugs do título, como completar o tutorial… falarei mais deles a seguir.
RESUMO DA ÓPERA:

Warhammer 40.000: Battlesector é um RTS do universo Warhammer, onde o Sargento Carleon precisa eliminar a ameaça Tyrand de Baal Secundus.
Contando com multiplayer online e local, além de outros modos, o jogo é bem completo no pacote.
E isso me fez ficar na dúvida de como avaliar o título, por conta de um problema sério que ele possui na versão PlayStation: os diversos bugs!
Minha primeira impressão do jogo foi péssima por conta do desempenho: lentidão para a tela de pre-load (mesmo no PS5), a impossibilidade de completar o tutorial na primeira vez, sendo que depois eu consegui saltar os tutoriais (para a platina, precisei fazer o tutorial de maneira separada), o fato de que a cada load pós-game over, o gráfico ficava escuro, mesmo nas fases durante o dia, obscurecendo unidades e relevo, o que só seria consertado fechando e iniciando novamente o jogo. Em uma determinada fase, após um loading, as unidades foram duplicadas, tanto as minhas quanto as do inimigo, com as unidades especiais (Carleon, Quindar e etc.) em duas posições diferentes do cenário, no momento em que fiz um save e no início da fase.

Passadas as primeiras 4 ou 5 missões, entretanto, o jogo pareceu “entrar nos eixos” e fluiu de melhor maneira (embora a escuridão ao recarregar uma missão falhada ainda persistisse).
E, a partir daí, o título ficou mais funcional e pude experienciá-lo de melhor maneira, sem me preocupar com glitchs e problemas de performance mais gritantes. Ironicamente, o jogo não sofreu nenhum crash no console.

Porém, nos outros quesitos o jogo se sai melhor, como o gráfico, que “envelheceu” bem (jogo de 2021), a jogabilidade responsiva e a arte consistente, com alto nível de zoom (sem perder a resolução ao aproximar) e belas imagens (pinturas estáticas) entre os capítulos, além de uma trilha sonora excelente e uma boa dublagem no inglês.

Bem, ficou um pouco diferente do habitual essa conclusão, mas para deixar claro: Warhammer 40.000: Battlesector é um RTS sólido, que tropeça em bugs graves, o que acaba impactando diretamente a experiência do jogador.
Àqueles que puderem superar tais obstáculos, o título entrega diversão e vários modos na companhia dos Blood Angels.

