
Fala pessoal, aqui é o Pena e hoje vamos desenterrar o jogo Shantae Advance: Risky Revolution.
O jogo foi produzido pela WayForward, responsável por toda a franquia Shantae e jogos como The Mummy Demastered e Mighty Switch Force! (todos os jogos que fizemos review deles você encontra aqui), enquanto a publicação foi uma parceria entre eles e a Limited Run Games, especializada em lançar versões físicas de jogos que geralmente só existiria a versão digital deles.

Antes de seguirmos com o review propriamente dito, vale comentar o caso desse jogo, que ele seria lançado inicialmente para Gameboy Advance, mas por vários motivos não foi lançado na época e agora, 20 anos depois, resgataram o código dele e finalizaram o jogo, sendo que nisso eles realmente lançaram a versão para GBA junto com a LRG.

Código cedido pela WayForward
Titulo: Shantae Advance: Risky Revolution
Produtora: WayForward
Distribuidora: WayForward & Limited Run Games
Gênero: Metroidvania / Plataforma
Plataformas: Gameboy Advance, PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox series e PC (Steam)
Mídia: Físico (somente pela Limited Run Games) e Digital
Textos: Inglês, Espanhol, Francês, Italiano e Alemão
História

Após os eventos do primeiro jogo da série, Shantae continua seus serviços como Genio Guardião da cidade, enquanto ajuda seu tio Mimic a criar novas engenhocas com artefatos. Durante os testes da nova arma, Risky ataca novamente, causando um alvoroço no local.

O que eles não esperavam que é a nova investida da pirata fugiria ainda mais do senso comum, conseguindo mudar completamente de local a sua cidade, saindo da costa do mar e indo direto para o deserto. É a partir que Shantae precisa descobrir como para os planos da Risky nessa nova aventura repleta do humor que a franquia já é conhecida.

Um ponto interessante é que, como esse jogo é na verdade o segundo jogo na linha de tempo dos eventos, ficando entre o primeiro Shantae e o jogo “Shantae: Risky’s Revenge”.
Gráficos

Como o jogo seria lançado na época do Gameboy Advance, os gráficos seguem a linha do console da época, com gráficos em pixel art bem caprichados e com uma variação razoável de ambientes e inimigos.

Nos consoles atuais, além dos gráficos em pixel art, temos artes digitais durante as conversas, menus e nas imagens de cenas importantes da história, dando um boa variação entre os dois estilos.
Lembrando que, como o jogo seria lançado para Gameboy Advance e o mesmo tinha proporções de imagem diferentes das atuais, temos as bordas nos lados da tela para preencher o monitor.
Audio

As musicas também seguem o mesmo estilo dos outros jogos da franquia, no geral bem animadas e engraçadas durante a exploração e história, algumas delas que já tínhamos nos outros jogos, enquanto nos chefes muda para linha mais pesada para agitar bem nesses momentos.
Como já é de se imaginar, como o jogo é original do Gameboy Advance, não temos dublagem durante o jogo, isso não afeta a diversão, mas é sempre bom avisar pra aqueles que fazem questão disso nos jogos.
Enquanto não encontrei as musicas no Spotify, achei uma playlilst com a OST do jogo no youtube, vou colocar ela logo a seguir pra você curtir enquanto termina de ler o post.
Jogabilidade

Seguindo o estilo de metroidvania clássico, aqui toda a jogatina é feito em plataforma, precisando retornar a certos pontos depois de conseguir um item ou técnica necessária para avançar na campanha ou alcançar um item, mesmo que nesse jogo isso seja um pouco mais direto e simples do que outros jogos do gênero.

O menu também é bem simples, explicando os itens e transformações que você já conseguiu e podendo equipar os itens mágicos pra usar nas batalhas. Infelizmente esse jogo não tem mapa, então o jogador precisa decorar os locais que precisa retornar por conta própria.

Na exploração de estágios ele segue mais a linha do “Half-Genie Hero”, com sub cenários acessíveis com a ajuda do pássaro da Sky, não tendo uma interligação direta entre os cenários (não no geral, mas deixo isso pra quem quiser procurar por conta o que eu quis dizer).

Shantae continua usando o seu cabelo para atacar os inimigos, aumentando a força e velocidade desses ataques conforme compramos os itens na loja do jogo.

Falando em loja, dessa vez nossa vendedora é a Rootytop, vendendo quinquilharias itens que ajudam bastante na exploração, como os itens mágicos e poções de cura.


Aqui temos alguns itens que usam magia para ajudar na nossa exploração, indo de bolas de fogo como até alguns de suporte que permite andar no ar por algum tempo.



E claro que não podíamos esquecer das transformações usando a dança, sempre recorrente na franquia e com algumas que já são padrão nas aventuras. Cada uma serve para avançar em certas áreas e conseguir alcançar certos segredos, como também tem técnicas extras que ajudam na exploração.

Uma das curiosidades desse jogo é o sistema de duplo cenário, com a plataforma mais a frente da tela e o de fundo, podendo trocar entre elas em certos pontos, aumentando bastante a exploração das áreas.

Isso junto com os mecanismos da Risky, que literalmente muda a posição do cenário, abrindo novos caminhos e segredos, algo bem interessante, mas que também dá um belo “nó na mente” do jogador pra lembrar certos pontos, ainda mais pela falta de mapa.

Durante a exploração dos calabouços e quando chegamos numa região podemos salvar o progresso com o velho dos saves, mas como sempre, somente no mesmo slot.
Extra

Nas versões para os consoles atuais, além da versão com as com modificações para o estilo atual, também recebemos o jogo na versão para Gameboy Advance, esse totalmente em pixel art para quem prefere o estilo base dele.

Enquanto não temos um New Game +, caso consiga todos os “Secret Squids”, libera o bikini da Shantae, aonde a sua defesa é reduzida pela metade, mas o dano dos itens mágicos é dobrado.

Por ultimo, também temos o “Battle Mode” liberado desde o início, aonde de 2 até 4 jogadores podem se enfrentar em batalha local.

Aqui os gráficos são ainda mais cômicos que o base do jogo, aonde você precisa empurrar o rival nos espinhos enquanto a sala gira de tempos em tempos.
Deluxe Edition

Além do jogo base, também temos o Deluxe Edition, que traz três novas roupas, cada uma delas aumentando a força de um tempo de item mágico de ataque.



Vale apontar alguns detalhes sobre essa versão:
- Cada roupa tem uma campanha própria, não podendo troca-la durante a partida;
- Não há opção de realizar um upgrade da versão base do jogo para a Deluxe via DLC, então caso queira essa versão, precisa comprar ela direto
Conquistas

Assim como os outros jogos da franquia, esse não é muito complicado para fechar, ainda mais pra quem está acostumado com a série ou com metroidvanias em geral, mas completar a lista de conquistas da um trabalho extra, por que além de precisar fechar com uma roupa alternativa, precisa completar os desafios de speedrun e 100% de exploração, algo difícil de fazer numa única partida.
Entre os mais trabalhosos temos:
| Conquista | Descrição |
| Master of Unlocking | Liberar todas as telas de vitória |
| Fortune and Glory | Completar o jogo com 100% de exploração |
| Trendy Traveler | Finalizar o jogo com uma roupa alternativa |
Conclusão


Em resumo, Shantae Advance: Risky Revolution mantem as raizes da série, com um humor escrachado que quebra com frequencia a 4ª barreira e uma jogabilidade bem divertida.
Os gráficos em pixel art que vieram diretamente do Gameboy Advance estão muito caprichados e com uma boa variação nos ambientes e na construção geral do mundo.
As musicas seguem o estilo da franquia, bem animadas durante toda a campanha e com um certo peso nos chefes mais importantes, agradando bastante quem já conhece a série e esperava a continuidade desse aspecto dos jogos.
A jogabilidade segue o padrão do que vimos nos jogos anteriores, que mesmo com a limitação do jogo base do Gameboy Advance, te permite uma boa variedade de transformações e itens mágicos para te auxiliar na exploração, mesmo que cada uma das transformações tenham uma utilidade mais limitada devido ao tamanho do jogo.
No geral, se você já conhece a série ou gosta de metroidvanias descontraídos, esse jogo desenterrado dos arquivos da WayForward vai te agradar bastante, com uma duração geral de umas 7~8h pra completar em 100% na sua primeira partida.



