
* Esta análise foi feita com o código cedido pela Knights Peak (versão PS5)
Distribuidora: Knights Peak
Produtora: Primal Game Studio
Plataforma: PS5 / Xbox Series S / Xbox Series X / Switch / PC
Mídia: Física e Digital
Ano de Lançamento: 2025



Mandragora: Whispers of the Witch Tree é um metroidvania soulslike que se passa em um mundo medieval ameaçado pela expansão da Entropia.
O AVANÇO DA ENTROPIA
A Entropia avança feroz sobre o mundo.
As bruxas aparentam ser a causa da manifestação e são perseguidas pelos Inquisidores, servos do Clérigo Rei.

A Entropia no mundo de Mandragora é uma força/dimensão paralela que consome a energia de todas as coisas vivas, aumentando sua área de atuação.
Quando um portal de Entropia surge, irá absorver a vitalidade de tudo à sua volta, caso não seja fechado e contido.


As bruxas deste mundo também são diferentes, de uma raça própria, disfarçando-se de humanas para conviverem em sociedade.
Durante o interrogatório de uma das bruxas, aprisionada pelo Clérigo Rei, a criatura se manifesta, tentando conjurar um feitiço, ao que o Inquisidor a executa.


Enfurecido, o Clérigo Rei manda o protagonista em uma missão para capturar outra bruxa, para um ritual que irá tentar impedir o avanço da Entropia.
ESPADA E BRUXARIA
O jogador cria seu próprio Inquisidor, escolhendo traços de aparência e gênero.
No meu caso, você verá a Aileen, uma Inquisidora (com nome de caipira americana), que criei por achar o visual mais interessante.


O combate é definido pelo estilo de escolha do jogador: focado apenas em combate corporal ou utilizando uma das magias disponíveis (Astral, Caos, Fogo, Natureza, Vazio e Gelo). Para executar um tipo de magia, o Inquisidor precisa equipar em uma das mãos um amuleto (artefato?), ficando apenas com a outra mão disponível para utilizar uma arma de melee, como espada, maça ou martelo.


Para armas grandes, como espadas longas e martelos de guerra, o Inquisidor não disporá de magia, uma vez que precisará de ambas as mãos para empunhá-las.
O mesmo se dá com o combatente que optar por utilizar escudo aliado à arma ou punhais duplos.


Cabe ressaltar que cada magia corresponde ao amuleto respectivo ao seu elemento, não podendo magias de diferentes tipos serem combinadas em um único artefato. Portanto, embora seja possível aprender magias de diferentes categorias durante a evolução do personagem, elas ficarão atreladas aos seus elementos de origem.


Completando o equipamento, a corda com gancho surge em um determinado ponto da aventura, permitindo balançar-se entre plataformas ou escalar paredes (sempre que houver um suporte de metal).
O pulo duplo demora um certo tempo até surgir como habilidade e, mais à frente, um par de asas permite planar por curtos períodos.
QUESTS E AMIZADES
Ao encontrar NPC’s, é possível ajudá-los em algumas tarefas.
Muitos destes personagens serão direcionados à Árvore da Bruxa, um local que serve como base do Inquisidor, com tendas e carroças onde tais NPC’s oferecem diferentes tipos de itens e equipamentos: de roupas e armaduras a poções, anéis mágicos, encantamentos e refeições.


Para criar tais itens, é necessário não apenas dinheiro, mas materiais que o personagem usará para confeccioná-los.
Diferentes tipos de metais, vegetais, tecidos e outros podem ser obtidos pelo mundo, ao matar inimigos e vasculhar plantas e minérios.


Armas e armaduras podem depender de certas perícias para serem utilizadas, em uma combinação com a árvore de magia e habilidades.
PINTURA EM MOVIMENTO
A arte de Mandragora é um de seus destaques.
Durante os diálogos, rostos pintados semi-estáticos ilustram personagens e inimigos, com alto nível realístico.


Os cenários, repletos de segredos e armadilhas mortais possuem cores escuras, realçando o clima pesado de um mundo em devastação. As Fendas Entrópicas, por sua vez, utilizam plataformas e inimigos em tons amarelo-escuro âmbares.


Os inimigos possuem uma grande variedade, entre lobos, morcegos, vampiros , espectros, gigantes, demônios e outros.
As lutas contra chefes e subchefes são grandiosas, em pequenas arenas, onde a esquiva compõem grande parte da estratégia, manejando o pouco espaço para evitar ataques de larga escala e monstros gigantes.


A trilha sonora também merece destaque, em composições melancólicas e heróicas, cada qual ao seu momento, com uso de corais e instrumentos clássicos.
A dublagem em inglês possui vozes marcantes, mas mesmo nos créditos não é possível saber qual ator/atriz dubla qual personagem, então não poderei citá-los.
A localização para o português possui boa qualidade, sem erros e sem falhas aparentes.
PLATINANDO A ENTROPIA
A platina do título consome um determinado tempo e é complecionista, ou seja, você precisa explorar 100% do mapa, além de derrotar todos os subchefes de todas as categorias, incluindo aberrações entrópicas, perseguidores e outros tipos.
Matar 10 mil inimigos, matar mil inimigos dentro da Entropia (que consome energia constantemente), criar 50 itens, encantar 10 armas e 20 armaduras, coletar todas as armas, anéis, armaduras, concluir todas as Fendas Entrópicas, completar o Bestiário e atingir o nível 100 estão entre os troféus que mais irão consumir tempo do jogador.

RESUMO DA ÓPERA:

Mandragora: Whispers of the Witch Tree é um metroidvania soulslike em um mundo de bruxas, morte e magia.
No papel de um Inquisidor, você deve capturar uma bruxa para o Clérigo Rei realizar um ritual capaz de impedir o progresso da Entropia, mas durante a aventura, alguns fatos se mostram diferentes do que você pensava de início.
Um combate cadenciado, combinado com o uso de magia e o peso do personagem compõem um gameplay sólido, apesar de alguns picos de dificuldade aqui e ali (principalmente no chefe final).
Um “pouco” de grind é necessário para os melhores equipamentos.
A arte do jogo é um de seus trunfos, com belíssimos retratos dos personagens em destaque durante os diálogos, misturando uma pintura realista com leves pinceladas caricaturais. Os cenários são fragmentados em múltiplas salas, com boa exploração e verticalidade, tendo vários pontos a serem revisitados após a obtenção da corda com gancho, do pulo duplo e das asas, embora eles demorem uma boa parcela da aventura para serem obtidos.

A trilha sonora faz um excelente trabalho com instrumentos clássicos e uso de corais, compondo uma OST poderosa e impactante, com um grande ar de heroísmo.

A trama, apesar de interessante, possui um lore não completamente explorado; abrindo espaço para uma continuação, talvez?
Competente e muito bem arquitetado, Mandragora: Whispers of the Witch Tree apresenta uma boa mescla de metroidvania e souls.
Prepare seus equipamentos e invada a Entropia de peito aberto!
