Review/Tutorial: TMNT: Cowabunga Collection

Acredito que todos concluiriam que esse tesouro dos videogames estaria aqui no site e que EU seria o editor :)…
Evidentemente depois do sucesso e alegrias trazidas pelo TMNT: Shredder’s Revenge, a Konami resolve nos presentear com seus clássicos jogos das icônicas (e amadas) Tartarugas Ninja…

Muitos sabem a diversidade de jogos que eles possuem, mas a coleção em questão traz 13 jogos clássicos, divididos nos sistemas:

  • Arcade (2 jogos)
  • Nintendo Entertainment System / Famicom (4 jogos)
  • Genesis / Mega Drive (2 jogos)
  • Super Nintendo Entertainment System / Super Famicom (2 jogos)
  • Game Boy (3 jogos)

Evidentemente, trata-se de uma coletânea que irá usar o método de emulação dos sistemas, porém com implementação de jogar online apenas em 4 dos 13 jogos, sendo eles:

  • TMNT (Arcade)
  • TMNT: Turtles in Time (Arcade)
  • TMNT: The Hyperstone Heist (Genesis / Mega Drive)
  • TMNT Tournament Fighters (Super Nintendo/ Super Famicom)

E 2 das 13 não possui versões japonesas, caso de TMNT: Turtles in Time (Arcade) e TMNT: Tournament Fighters (NES).

Da mesma forma que fizemos em outras coletâneas com review aqui no site, vamos tratar dos jogos de forma isolada, porém com aspectos unificados no texto, assim não irá atrapalhar a sua leitura… 🙂

Sem mais delongas, vamos lá:

Código fornecido para review pela Konami, versão Playstation 4 / Playstation 5
Review baseado na versão Playstation 5

Nome: Teenage Mutant Ninja Turtles: Cowabunga Collection
Gênero: Collection, Compilation, Beat’em Up, Metroidvania, Platformer, Sidescroller
Desenvolvedora: Digital Eclipse (coletânea) / Konami (original)
Distribuidora: Konami (coletânea) / Ultra Games (original, em jogos versões console)
Plataformas: Playstation 4, Xbox One, Nintendo Switch, PC
Lançamento: 2022 (30 de agosto)
Mídia: Física e Digital

Edição Física

É possível encontrar a edição física através da nossa parceira Play-Asia clicando no banner.
OBS: apenas a versão STANDARD está disponível lá

Tela Título

Seleção de Jogos

Os jogos possuem dois menus na tela título: GAMES e ONLINE, sendo o ONLINE limitado aos 4 jogos que possuem esse recurso.
Os jogos são apresentados de forma que remete ao HQ das nossas queridas tartarugas, com o encarte e um pequeno trecho do jogo rodando para dar a ideia de como é cada jogo.

Abaixo do título tem o indicador de sistema e número de jogadores possíveis…
OBS: o review / tutorial irá listar os jogos da mesma forma que o menu de escolha da coleção, dividindo os jogos pelo sistema.

Teenage Mutant Ninja Turtles (Arcade)

Trívia: O jogo de arcade foi distribuído como TMNT: Super Kame Ninja no Japão, Teenage Mutant Ninja Turtles na América do Norte e Oceania e Teenage Mutant Hero Turtles na Europa. O jogo foi lançado principalmente como um gabinete arcade dedicado para quatro jogadores em todas as regiões, exceto no Japão, onde foi vendido como um kit de conversão para 2 jogadores. Os kits de conversão para 2 jogadores do jogo foram lançados em outras regiões, servindo como alternativas mais baratas aos gabinetes de 4 jogadores.

Lançado originalmente em 1989, foi o primeiro jogo em arcade, e constituía em animações fluídas e paletas de cores bem fortes, remetendo ao cartoon.
A história era o que na sua maioria exigia no plot central: Salvar April e Splinter, além de derrotar o Foot Clan, Shredder e Krang.

A versão arcade tinha o número máximo de 4 jogadores, porém dependendo da versão, as tartarugas poderiam ser selecionadas in-game ou de acordo com o slot que a ficha era inserida.

Haviam variações de golpes que dependiam do seu timing de comando que eram apenas dois botões, ataque e pulo.
Os ataques por sua vez constituíam em basic combo com 4 hits.

O back attack também está presente, e é feito com ataques emergenciais pelas costas.

O agarramento ocorre e não há variações como em alguns jogos, sendo o único agarramento presente, detalhe para o impacto dos inimigos com relação às limitações de cenário.

A voadora possui variações, sendo possível executar a voadora rasante e a voadora de investida, a diferença fica pelo timing feito no pulo, no caso a voadora de impulso pode ser feita de forma rápida ou tardia, desde que seja próxima ao chão.

E por fim, temos o golpe especial, que envolve em um golpe com dano considerável e que pode causar instant kill na maioria dos inimigos.

Como recuperação de energia, as clássicas pizzas, estão lá, porém em pontos estratégicos das fases.

Teenage Mutant Ninja Turtles: Turtles in Time (Arcade)

O flyer promocional… sim… o flyer promocional………

Em 1991, os arcades ganham um novo jogo das TMNT. Esse porém não foi lançado nos arcades do Japão, o que de fato resultou no flyer acima…. mas bem, vamos lá:

O plot central resumia em:

As Tartarugas assistindo a um noticiário de TV em uma noite de domingo, com Aprill reportando de Liberty Island. De repente, Krang voa usando um exosuit gigante (visto ocasionalmente na série animada) e rouba a Estátua da Liberdade, momentos antes de Shredder sequestrar as ondas de rádio para rir das tartarugas.
As Tartarugas entram em ação no centro de Nova York e perseguem o Foot Clan nas ruas e nos esgotos da cidade, onde Shredder os envia através de uma distorção do tempo. As tartarugas devem lutar contra o exército de Shredder no passado e no futuro para chegar em casa e recuperar um dos símbolos de Nova York.

Mantendo o sistema do jogo anterior, as tartarugas podem ser selecionadas in-game, ou serem atribuidas conforme o slot de ficha inserida na máquina na época.

No segundo jogo, temos uma mudança claramente significativa nos gráficos, porém com a mesma intensidade forte da paleta de cores. Os sprites dos personagens foram refeitos e todos eles tem uma nova postura de luta, além de novas mecânicas.

Os basic combos continuam com 4 hits e um finalizador, além do back attack.

Adicional aos ataques terrestres, há a corrida que é ativada segundos depois de continuar andando ou por intermédio de um botão de função.

O agarrão tem variações de arremesso de tela, sacode e arremesso de ombro.
O arremesso na versão arcade é feita de forma aleatória.

As voadoras se consistem em impulso, rasante e estrela voadora.

Ainda existe a voadora rápida, que funciona para recuperações rápidas e pós danos.

E por fim, há o golpe especial, feito pela combinação ATTACK+JUMP.

As pizzas PIZZA TIME e PIZZA POWER fazem parte do jogo.

Teenage Mutant Ninja Turtles IV: Turtles in Time / Teenage Mutant Ninja Turtles: Turtles in Time (SNES/Super Famicom)

Trívia: enquanto na versão japonesa o “IV” sai, na versão americana é apenas para remeter aos 3 jogos de NES lançados no console americano.

Lançado em 1992 para Super Nintendo / Super Famicom, o sucesso dos arcades fez com que a Konami relançasse esse port no console doméstico, virando referência até hoje como um dos melhores jogos de TMNT.

Embora a versão SNES esteja faltando algumas animações e efeitos gráficos da versão arcade, ela fez uso extensivo do efeito de rolagem para frente do chip Mode7 do SNES:
O nível “Neon Night-Riders”, sofre uma alteração, enquanto nos arcades é sidescroller, no SNES é uma espécie de fase bônus que remete em um circuito, enquanto coleta itens, desvia de perigos e derrota Foot Soldiers.

Os sons também diferem entre as versões arcade e SNES. A versão SNES está faltando certas amostras de voz para as tartarugas e personagens chefes. Além disso, a música tema do título da versão arcade, “Pizza Power”, foi substituída por uma versão instrumental da música tema dos desenhos animados.

Várias alterações foram feitas na jogabilidade da versão SNES. “Sewer Surfin'” e “Neon Night-Riders” foram alterados para níveis de bônus de uma espécie e um novo estágio Technodrome foi adicionado, que apresenta uma batalha de chefe com Shredder sentado em um tanque de batalha em primeiro plano que exige que o jogador acerte o tanque com soldados de infantaria jogados na tela, na versão arcade não há essa sequência.

Vários inimigos foram alterados na versão SNES. Quatro outros novos chefes foram adicionados: o Rat King foi adicionado no final do nível “Sewer Surfin'”, Slash substituiu Cement Man no nível pré-histórico e no nível do navio pirata, a dupla de Bebop e Rocksteady substituiu Tokka e Rahzar , que foram transferidos para o novo nível Technodrome. O jogo também muda a batalha final com Shredder para Super Shredder de Teenage Mutant Ninja Turtles II: The Secret of the Ooze.
A versão SNES também adiciona dois inimigos regulares: Roadkill Rodneys (que substituiu os robôs de boxe) e Mousers.

A versão SNES também apresenta um modo de contra-relógio e um modo de luta contra dois jogadores. Como na versão arcade, cada tartaruga recebeu atributos únicos em áreas como velocidade e força.
Além disso, o movimento para jogar os inimigos fora da tela agora pode ser realizado intencionalmente (em vez de apenas aleatoriamente).
OBS: o arremesso é feito apertando e ataque, sacode é feito apertando e ataque
As voadoras possuem 3 tipos: rasante, impulso e estrela voadora.

Por fim, na versão SNES, o jogador é penalizado com perda de vida ao usar os golpes especiais das tartarugas, enquanto na versão ARCADE não há essa penalidade.

TMNT: Tournament Fighters / TMNT: Mutant Warriors (SNES)

Lançado em 1993 para Super Nes, aqui temos uma tentativa de jogos de luta baseados em combates 1VS1.

O jogo possui 2 plots:
Um torneio foi organizado e muitos lutadores entraram, sendo Shredder um deles. As Tartarugas decidem participar para deter seu inimigo, além de provar sua força no torneio.

E o modo story:
Depois de uma longa batalha contra Shredder e sua derrota, as ruas estão tranquilas novamente. Entretanto um novo grupo de inimigos elite aparece na cidade e ameaça as tartarugas, prometendo vingança ao que fizeram com Shredder.
April e Splinter estão desaparecidos (de novo)…

O jogo conta com 4 botões de funções, sendo 2 socos e 2 chutes, entre fracos e fortes.
Há golpes personalizados para cada tartaruga, com comandos clássicos do gênero como “carregados” e “meia lua”.

Como adicional, a barra abaixo da stamina é o jogo chama de Mutant Power, e pode aplicar o Final Attack, que é um dos golpes mais fortes de cada personagem. Para encher a barra é necessário efetuar ataques, seja defendidos ou não, nos inimigos. A quantidade preenchida varia conforme o êxito de golpes.

Entretanto, ao jogar o modo história, a MUTANT POWER fica indisponível.

O roster conta com dez personagens disponíveis, além de dois chefes.
No modo história, apenas Leo, Mike, Raph e Don são selecionáveis.
A maioria dos personagens são novos e em arcos diferenciados dos quadrinhos, com exceção de Rat King e Wingnut que já são conhecidos da série animada…

TMNT: The Hyperstone Heist / TMNT: The Return of Shredder (Mega Drive / Genesis)

O primeiro jogo das TMNT para o console, e foi lançado em 1992.

April O’Neil está reportando da Liberty Island quando, em um súbito clarão de luz, seu público e ela própria testemunham a ilha de Manhattan de repente começando a encolher. Shredder então seqüestra as ondas de rádio e anuncia ao mundo que esta foi apenas uma demonstração do poder do Hyperstone, o tesouro da Dimensão X. Com o Hyperstone em sua posse, ele agora tem o poder de dominar o mundo. As tartarugas não têm escolha a não ser ir atrás de Shredder e detê-lo.

A jogabilidade é fortemente baseada no segundo jogo de arcade TMNT, Turtles in Time, que foi portado para o Super NES durante o mesmo ano. Os controles são semelhantes ao Turtles in Time, mas a habilidade de correr agora é atribuída a um botão específico e o jogador não pode mais jogar inimigos na tela.

O jogo compartilha quase a mesma trilha sonora e efeitos sonoros de Turtles in Time, mas a música toca mais rápido em The Hyperstone Heist. Embora haja menos da metade dos níveis do Turtles in Time, cada nível é mais longo, incluso o fato de que algumas fases separadas do TiT viraram sequência de segmento em fases.
Por exemplo: a primeira fase “New York City”, inicia nos esgotos, e seu segundo segmento é exatamente a segunda fase do TiT.

Outro aspecto interessante é que, apesar de haver os segmentos já conhecidos, há outros criados especificamente para esse jogo.
Além disso, The Hyperstone Heist / Return of the Shredder tem uma IA inimiga mais agressiva e jogabilidade mais rápida.

TMNT: Tournament Fighters (Mega Drive / Genesis)

Lançado na mesma época que a versão SNES, o jogo possui diferenças tanto na jogabilidade, quanto no roster.

O plot é simples, nossos heróis devem viajar para a Dimension X e enfrentar seus clones maléficos e dos seus amigos, para assim encontrar Karai e resgatar Splinter.

O jogo possui os 3 botões padrões do console (desconsiderando os controles com 6 botões), onde há apenas 1 soco e 1 chute, a variação para golpes fortes fica por conta em apertar simultaneamente o ataque com os botões e , dependendo do lado do oponente.

O terceiro botão, é usado para provocações, porém também é usado para outro aspecto dos golpes, a possiblidade de fazer o Killer Move, uma espécie de golpe especial que é ativado ao apertar provocação e um comando específico no direcional.

Os cenários possuem transição e podem ser acessadas novas áreas durante as lutas.
O roster inclui alguns personagens novos como Ray Fillet (vindo dos quadrinhos) e Sisyphys / Musha Beetle (criado especificamente para o jogo), sim como Casey e April (esta com papel diferenciado aos outros jogos).
O jogo conta também com o modo torneio, que é uma espécie de survival e deve derrotar os 88 inimigos com uma única barra de stamina / hp.

Teenage Mutant Ninja Turtles / Gekikame Ninja Den (NES/Famicom)

Trívia: o lançamento do Japão sofreu diferenças significativas no enredo, April é filha de Splinter, em vez de ser a repórter do canal 6, sendo este o único jogo com essa premissa. Os jogos seguintes do Japão trocaram para o estilo de April ser amiga dos personagens, e não com ligação familiar.

Lançado originalmente no NES / Famicom em 1989 e consequentemente tornando-se o primeiro jogo das tartarugas em console doméstico.
Consequentemente, temos um jogo “cru” em aspectos técnicos, algo no estilo de as quedas das tartarugas serem mais travadas em suas animações de pulo e ataque.

A premissa da história há 2 pontos, a primeira parte se resume em os nossos heróis irem ao resgate de April, que serviu apenas como isca para a segunda premissa, que é o rapto do Splinter (tudo normal até então). O motivo por trás disso envolve mais 2 fatores, que é deixar NY em perigo e pôr em risco a forma humana de Splinter.

Konami decidiu apostar em um gênero plataforma e com fases não lineares através de um breve mapa, que terão áreas diferenciadas no decorrer do jogo. O mapa possui inimigos que podem causar dano e prejudicar a saúde das tartarugas nas fases.

As fases se dão em pequenos trechos que irão ligar um ponto ao outro do mapa, a exploração é no formato plataforma. Haverão diversos inimigos que dão respawn fixos conforme seus avanços, ou seja, se encontrar inimigos e matá-los, ao recuar na fase eles irão estar lá novamente. Há também o encontro com sub-chefes e os chefes.

O jogador controla as 4 tartarugas, de forma que cada uma terá suas habilidades e armas com alcance diferenciado e o HP é único para cada uma. A troca se dá pelo menu de pausa do jogo que mostra dicas da April / Splinter para caso você estiver perdido, além de um mero esquemático da área que você se encontra no jogo.

Os slots no canto inferior direito, ao lado da HP são referentes à arma das tartarugas, itens e itens de progressão. Cada tartaruga tem seu próprio slot, o que torna a dinâmica de troca mais estratégica. Além disso, há itens de uso imediato, como as pizzas, que dispensa apresentações à essa altura do texto.

TMNT 2: The Arcade Game / TMNT (NES / Famicom)

Trivia: enquanto no US o jogo carregava o número 2, no Japão ele foi considerado apenas com o título corrente da franquia. Uma vez que o jogo anterior é considerado totalmente fora do contexto mundial, pela mudança de enredo.
Outro detalhe interessante é que nesse jogo algumas mudanças foram feitas no enredo geral. Quando Teenage Mutant Ninja Turtles 2: The Arcade Game foi lançado no NES, o longa-metragem de ação estava agitando os cinemas em todo o mundo e encontrou imenso sucesso com o público, tornando-se o filme independente mais lucrativo de todos os tempos. Devido a esse sucesso, a versão para NES na verdade se apresenta como uma sequência do filme, mencionando o final climático em seu manual e detalhando a sobrevivência e o retorno de Shredder.

Isso dá ao jogo, um status de sequência dupla, seja pelo lançamento do primeiro jogo no US ou pelo live action lançado na época, de qualquer forma, a história é parecida ao jogo arcade original.

Lançado em 1990, e como já dito na trivia, devido ao sucesso de recepção do público, chegamos ao port do jogo arcade original.
Diferente da versão arcade, no NES temos sprite minimizados e com baixas animações.

O plot é exatamente o mesmo do arcade lançado em 89, onde nossos heróis devem resgatar April e Splinter.

Os ataques são apenas animações diferenciadas mas que em suma, causam o mesmo número de danos, 2 hits para os inimigos de infantaria. Porém, se apertar JUMP e em seguida ATTACK, é possível fazer um instant kill e causar dano dobrado.

A voadora rasante é a única presente no jogo, na versão NES.

E sim, não esqueceram das pizzas… 😛
Inclusive há pequenas propagandas da Pizza Hut nas fases, além de vir um voucher na época.

A versão NES ainda conta com algumas diferenças:

  • A pontuação da versão US é 1 para inimigos normais, como na versão arcade, enquanto na versão JAP é 50.
  • Há 2 fases novas na versão NES: Snowy Central Park e House of Shogun. Ambas as fases possuem inimigos totalmente novos e exclusivos, além dos próprios chefes da fase Tora e Shogun.
  • A maioria das fases já vistas no arcade, foram expandidas.
  • Baxter aparece duas vezes na versão NES, uma em sua forma humana e a outra na versão mutante.

Trívia: a pequena skatista que aparece na fase SoHo Sewer System, no segmento das ruas New York, é um cameo de Contra Rebirth de 2009 de Nintendo Wii, que também é a área 2 do jogo.
Créditos: Tiny Cartdridge

TMNT 3: The Manhattan Project / TMNT 2: The Manhattan Project (NES)

Lançado em 1991, e talvez o mais injustiçado dos jogos da TMNT, em razão de ser um título que passou despercebido pelo lançamento recente de Turtles in Time nos arcades e do Super Nintendo como console doméstico.
Nesse jogo, temos sprites com uma aparência mais designada ao pocket / traço japonês (note a mudança da aparência dos soldados Foot Clan nos anterioes e nesse jogo).

Diferenças regionais já se encontram no menu do jogo, onde na versão japonesa temos um menu de opções já liberado, enquanto na americana era ativado por meio de cheat feito na tela título.
As opções normais na versão US eram single player e multiplayer com ou sem friendly hurt (2 Player A / 2 Player B).

O plot é o primor da física: as tartarugas estão passando suas férias em Key West, Flórida. Enquanto assistem a última reportagem de April, sua transmissão é subitamente interrompida e por consequência acaba sendo sequestrada pelo Shredder.
Shredder revela que ele também transformou todo o bairro de Manhattan em uma ilha flutuante e desafia as Tartarugas a irem ao seu covil para detê-lo.

A jogabilidade no entanto sofre mudanças sutis e com adições nas mecânicas que irão diferenciar mais ainda os nossos heróis.

Os ataques básicos porém continuam com animações menores (nesse jogo há apenas um tipo de animação) e com o dano de 2 hits para derrotar os soldados ninjas do Foot Clan. A voadora rasante ainda é a única presente no jogo de NES. Ainda há a possibilidade dos inimigos sofrerem diferentes impulsos com os golpes, no caso de Don, ele pode empurrar os inimigos para o fundo do cenário.

O jogo conta também com um substituto do golpe especial do TMNT anterior. Ao usar e botão de ataque, as tartarugas irão passar os inimigos por cima, como se fosse um breve agarrão, e irá causar um instant kill, porém esse golpe custa menos pontos.
Em adição, os inimigos que estiverem próximos podem sofrer dano.

Por fim, os movimentos individuais de cada personagem é feito com JUMP + ATTACK simultaneamente, no caso de Don, ele tem um ataque rolante com seu bastão. Ao executar o golpe, perde-se um pedaço de vida.

TMNT: Tournament Fighters (NES)

Lançado em 1994 e sendo o último jogo da Konami para NES, não tendo lançamento para o Japão (apesar de 1993 ali na tela ser referência ao registro da marca).

O plot é simplista: Shredder envia uma mensagem de desafio para nossos heróis, a fim de provar quem é o mais forte em Manhattan.

O roster por sinal é bem limitado comparado aos outros consoles, sendo apenas 7 personagens: Leo, Mike, Raph, Don, Casey, Hothead (este baseado no personagem Dragon Warrior das HQ’s) e Shred.

A jogabilidade é simples: os 2 botões do controle de NES são destinados apenas aos ataques., e os personagens possuem pequenos golpes especiais.
Porém, a força dos golpes não é satisfatória o suficiente em termos de dano.

A diferença de golpe forte fica por conta de um item chamado Ultra Ball.
Esse item aparece randomicamente durante os rounds e vem através de uma cápsula e um televisor com a cabeça de Splinter.

Ao pegar a bola, um indicador fica abaixo do personagem.
Com comando básico de jogos de luta e o botão de ataque, o personagem irá usar a bola como uma espécie de magia, que causa grande dano no rival.

Diferente dos outros consoles, essa versão há fases bônus, que se conistem em destruir as paredes da fase o mais rápido possível.

TMNT: Fall of the Foot Clan / TMNT (Game Boy)

Lançado em 1990 para Game Boy, chegamos em um dos ápices dos jogos portáteis e simplistas…

O plot??? April está capturada e precisa ser recuperada, nossos heróis devem enfrentar Shredder e Krang…
Caso você tenha acertado, considere-se esperto e merecedor de um pedaço de pizza… 😛

O jogo conta com os 4 personagens e a opção de trocar antes de cada fase.

O jogo usa o sistema de plataforma e combate com inimigos pulando na tela, onde há apenas ataques terrestres e aéreos por meio de voadoras.

Conforme passar as fases do jogo, o spawn de inimigos começa à ficar mais frequente e com padrões misturados entre ar e terra.

Mas não se preocupe, a pizza está entre nós…

TMNT: Back from the Sewers / TMNT 2 (Game Boy)

Lançado em 91, novamente seguimos no estilo plataforma sidescroll, com mudanças consideráveis no design dos sprites, onde as tartarugas remetem ao estilo live-action dos filmes.

Diferente do que éramos acostumados em ver com uma plot simples e animações ou cenas centralizadas, nesse jogo é apenas a abertura (que por sinal viria à ser parecida no Manhattan Project) e a tela título.

O jogo conta com o mesmo estilo do anterior, selecionando seu personagem e o mapa de progressão de fases logo abaixo. Ao concluir as fases, pode-se trocar de personagem.

Os ataques terrestres e aéreos continuam, e os pulos das tartarugas tem mais animações de voadora que o anterior. Ao apertar JUMP + ATTACK, as tartarugas fazem um golpe rasteiro.

O jogo conta com “continues” que representam a captura dos nossos heróis quando perdem toda a HP. Entretanto essa recuperação exige que você enfrente o REX-1. Caso não tiver nenhuma tartaruga capturada, você irá para o bônus stage de coletar pizzas.

Dessa vez temos entregadores de pizzas… 😛

TMNT 3: Radical Rescue / TMNT 3: Turtles Kiki Ippatsu (Game Boy)

Lançado em 1993, a Konami resolve apostar em um gênero que estava se popularizando na época: o metroidvania, esse na minha opinião é o melhor jogo de Game Boy das TMNT.

O plot se consiste em April estar cobrindo uma fuga de prisão, quando Leo, Raph e Don resolvem resgatá-la. Ao chegar no esconderijo e ver totalmente deserto, Mike é surpreendido por um aviso de Shredder, dizendo que está sob controle dos nossos heróis e de April. Eis que Mike vai ao restage de todos.

Mantendo o padrão dos jogos, você possui ataques terrestres, aéreos para combater os inimigos, que geralmente morrem com 1 hit.

A exploração é guiada pelo mapa e os pontos em preto são os possíveis objetivos, seja batalha com chefes ou resgates.

Ao explorar o mapa à procura de nossos heróis, você deve enfrentar áreas com chefes, que irão possuir chaves para abrir os calabouços que estão nossos amigos.

Ao encontrar os calabouços e usar as chaves, um personagem novo irá se juntar a Mike, possibilitando novas explorações.
Observe que há um password abaixo, era usado pra anotar e continuar o jogo com o status que você estava no momento, já que o jogo não possuia save.

Com isso, cada tartaruga teria sua própria habilidade, o que ocasionaria novas explorações em áreas não possíveis de ir antes. No review/tutorial, vou mostrar apenas Mike e Leo.

Mike é capaz de planar e alcançar lugares mais distantes.
Leo pode destruir rochas/caixas abaixo dele que sejam frágeis.

Além disso, haverão outros itens que irão ajudar a aumentar a vida das tartarugas ou até mesmo progredir no jogo.
Fique atento…

Gráficos

A coletânea não nos trouxe muitas opções de filtros para a emulação dos jogos, apenas opções variadas de scanlines que remetem à televisores CRT e LED. Não há suavização para as fontes ou mudança de filtros de esquemas do Game Boy, por exemplo.

Som / OST

A trilha sonora dos jogos é excelente, mesmo que em sua maioria remeta ao jingle do tema das tartarugas na maioria das composições, há misturas de composições como eletro, pop, jazz, rock na maioria dos jogos.
Diversos compositores ícones do entretenimento fazem parte do time que trabalhou em TMNT ao longo dos anos, como exemplo, posso citar: Michiru Yamane (Symphony of the Night), Syun Nishigaki (Street Fighter II & Alpha / Resident Evil), Kozo Nakamura (Simpsons: The Arcade Game / GuitarFreaks / Dance Dance Revolution SuperNova)…

Jogabilidade

A simplicidade dos controles e a evolução de mecânicas com o passar dos anos, apenas aumentam a diversão e nostalgia imposta na franquia. A grande maioria dos jogos possui uma resposta considerável para emergenciais flancos da IA.

Em contrapartida, Tournament Fighters peca em alguns aspectos de resposta de comandos, principalmente na versão Mega Drive / Genesis, onde em sua maioria é uma luta com o controle do jogo, e não apenas com a IA… lol

Extras

Como extras, percebemos o carinho que a Digital Eclipse teve ao fazer a coletânea, através do menu “Turtle’s Lair”, onde podemos verificar a trilha sonora dos jogos, artwork conceitual, posteres promocionais, cases de cartuchos, manuais, imagens dos quadrinhos e série animada.

Ainda há a adição de quick save state, de forma individual para os jogos e rewind de 10 segundos para consertar possíveis erros e um guia estratégico com dicas e cheats em forma de códigos para fazer nos jogos.

E por fim, ao apertar TOUCH na seleção de jogos, poderá alterar algumas confirgurações e facilitar os sjogos conforme a possibilidade.

Troféus / Conquistas

Dificuldade: 1/10, 4/10 e 10/10
Calma, eu explico: a essência do set de troféus e conquistas é literalmente terminar os 13 jogos, porém a dificuldade pode variar de acordo com o perfil de jogador que for enfrentar os jogos.
Dificuldade 1 – destinado àqueles que buscam apenas troféus / conquistas e não a diversão, podendo usar recursos de selecionar fase na maioria dos jogos ou usar o recurso de “watch”, destorcendo assim a essência de jogar videogames.
Dificuldade 4 – destinado àqueles que querem a nostalgia e terminar os 13 jogos, porém com o uso de Rewind e Save State.
Dificuldade 10 – destinado aos jogadores que não usam as facilidades impostas na emulação, jogando o jogo de forma original ao sistema, sem saves, cheats e rewind.

Considerações Finais

Não há muito o que falar em aspectos gerais, devido ao fato de ser uma emulação dos sistemas incluídos na coletânea. Mas podemos reafirmar o carinho que a Digital Eclipse teve em incluir os extras e fazer os devidos cuidados em criar netcode com rollback para os jogos que possuem suporte ao online, mesmo que em pouco número.
O menu de escolha de jogos também foi muito bem feito e que deixa o jogador com a breve ideia que precisa para escolher qual jogo se aventurar.

A performance do jogo é excelente e não há fechamentos repentinos, mesmo que jogando por mito tempo.
O desafio dos jogos é alto, e a adição de rewind pode ajudar os menos experientes ou os que querem se livrar de alguns complexos de não ter terminado alguns jogos na época (o 2 de GameBoy e o TMNT 1 de NES, no meu caso).

Entretanto, há 2 aspectos que no meu ponto de vista poderiam ter sido tratados:
A escolha em incluir Tournament Fighters, na minha opinião, não foi de grande adição, uma vez que são jogos extremamente medianos para baixo (pra não dizer tristes de ruins) e com um nicho muito abaixo do público que conhece os TMNT. Talvez a inclusão seja para tentar adicionar um pequeno nicho de futuros jogadores que possam se aperfeiçoar, mas ainda sim é incerto devido às limitações dos jogos e de suas jogabilidades e mecânicas sem inspiração. Talvez se fizerem um jogo de luta novo da franquia, com as condições que temos agora, saia algo mais proveitoso em colaboração com ArcSys e Capcom.

E o outro aspecto: o preço acima da média para uma coletânea de jogos de forma emulada e que é de fácil acesso geral (em vários aspectos além de uma compra na geração atual), mesmo que sejam 13 jogos, porém por justamente serem sistemas já antigos e que chamaria mais atenção apenas de fãs ou jogadores nostálgicos e saudosistas, algo que possivelmente seja menos atrativo para a nova geração.
Talvez o preço justo seria entre 20,00 / 25,00 em vez de 40,00 (U$ e €). Não sei ao certo o que levou esse preço, se as licenças pela Nickelodeon ou o processo de incluir os extras, netcode e adições em geral, mas ainda sim está muito acima do normal, levando em conta que Contra Anniversary Collection custa exatamente 20 dólares / euros.

De forma resumida, TMNT: Cowabunga Collection traz a diversão e nostalgia para aqueles que viveram a época de jogar os devidos jogos, somado ao fato de que o último jogo lançado das TMNT’s pela Dotemu esse ano, reergueu a chama dos jogos retro e que fazem jus ao legado deixado pelos seus antecessores, afinal pra tudo há um começo e ele está aqui.
Pra mim, faltou apenas o TMNT de 2003 pela Konami, que completaria com vigor o sentimento de diversão dos fãs de TMNT (eu já disse que Torunament Fighters foi uma péssima escolha?).
Talvez no atual momento seja melhor esperar uma promoção, ou esperar que a Konami decida fazer um pricedrop no jogo, há não ser que você faça questão de mostrar pro seu filho(a) o legado do poder tartaruga e ensinar ele á gritar COWABUNGA!!!!!!.