Review / Tutorial: Morbid: The Seven Acolytes

Tela titulo do jogo

Ola, aqui é o Pena e hoje trago Morbid: The Seven Acolytes, um RPG de ação que usa e abusa da inspiração da série SOULS com algumas mecânicas da série Diablo, juntando com o clima mórbido dos contos de “Lovecraft”, com monstros e outros seres deformados e cheio de tumores.

Ele foi produzido pela Still Running e distribuída pela Merge Games, que também trabalharam em conjunto nos lançamentos de “The Walking Vegetables” e “Zombie Kill of the Week – Reborn“.

Review feito a partir da versão para Playstation 4
(código cedido pela Merge Games)

Titulo: Morbid: The Seven Acolytes
Produtora: Still Running
Distribuidora: Merge Games
Gênero: RPG de ação
Plataformas: PlayStation 4 , Nintendo Switch, Xbox One e PC
Mídia: Digital e Física
Textos: Inglês, Francês, Alemão, Espanhol, Russo, Japonês e Chinês

Links para compra da versão física pela Play-Ásia:

História

Gahars são criaturas que tem conhecimentos muito além da nossa compreensão que nasceram do subconsciente humano, mas que para habitar no nosso mundo, necessitam de um hospedeiro. Esses são os 7 Acólitos do jogo, humanos que por algum motivo se deixaram levar pelos seus desejos e foram possuídos por esses seres.

Nesse mundo decadente e totalmente mórbido de Mornia, controle uma “Striver” sem nome da ordem de Dibrom com a missão de derrotar esses seres malignos que estão corrompendo até mesmo o solo do mundo.

O resto da história e detalhes de acontecimentos são contados a partir de itens adquiridos durante o jogo, no mesmo esquema da série Souls. Dessa vez não tenho como fugir as comparações do jogo a essa série, já que ela tem uma influencia enorme dela, mas não fica apenas na sombra da série.

Gráficos

Os gráficos do jogo usa uma arte em pixel mais puxada pra um estilo “rústico e sujo“, justamente pra manter o clima que eles precisam pro jogo.
Os humanos não tem tantos detalhes assim, mas em compensação os monstros e “gore” (violência e sangue de forma exagerada) compensam isso, o jogo está cheio disso.
Qualquer monstro que você mate é um mar de sangue, deixando poças e mais poças dele e o corpo no chão, que alguns chegam a explodir.
Todos os monstros são bem peculiares, mas a “Lady Tristana”, uma das Acolytes ganha no estilo macabro, não vou deixar imagem de nenhum dos chefes aqui, mas quando você jogar, vai entender o que eu quis dizer.

A visualização do jogo é no estilo “isométrico”, vendo o personagem e todo o cenário por cima, dando um senso de perspectiva legal no cenário.
Infelizmente não existe troca de roupa da personagem, mas pelo menos cada arma tem o desenho próprio delas.

Áudio

O esquema de musicas do jogo também segue o estilo da série Souls, enquanto você está explorando o mundo, a musica é bem sinistra mas sem pontos altos, ficando bem de fundo.
Mas quando começa uma das batalhas dos Acolytes a história muda, todas as musicas são bem marcantes, principalmente a do “Maestro Bibé”, uma musica no piano excelente.

Não temos dublagem nas conversas, mas já era esperado isso pelo estilo do jogo, mas ele não é mudo, os monstros e a Striver tem reações aos ataques e movimentos e ficaram legais.

Jogabilidade

Especial dumas armas

A jogabilidade dele é um pouco lenta, principalmente das armas mais pesadas, mas pelo menos a maioria dos inimigos também são, é se acostumar com isso mesmo.
Cada arma equipada tem o ataque básico e o especial, sendo esse segundo bem mais lento, mas causa aproximadamente 2,3 vezes o dano do ataque normal. A maioria dos “ataques especiais” são somente uma versão mais lerda do ataque básico, mas como tem uns especiais, já dá pra chamar apenas de “ataque pesado”.
Os ataques consomem estamina, que é aquela barra verde, mas ela recarrega automaticamente se não fizer nenhuma ação que consuma ela.

Um dos modos de sobreviver é usando a esquiva, ela é bem eficiente, só que claro, consome estamina e se estiver sem, já era.

Você pode também defender o ataque e se conseguir acertar no momento certo, mostra essa luz verde, dando a possibilidade de atacar logo em seguida com um dano mais alto, só que o tempo é hyper apertado pra isso, precisa praticar bastante.

Temos arma de longa distancia aqui, entre rifles e bestas, basta segurar o botão de tiro que você pode usar o analógico para mirar no inimigo.
Só aproveitando, não é só você que consegue defender os ataques, alguns inimigos, como esse polvo, também conseguem.
Só não abusa, tem balas limitadas, dai você precisa recarregar a arma com um dos itens.

Você pode se esgueirar atrás do inimigos pra que não te notem, assim ao atacar ele sofrerá mais dano. Da pra saber se o inimigo te viu ou não, já que enquanto não tiver a barra de energia nele, ele não é hostil contra a personagem.

O inventário do jogo segue o mesmo esquema dos jogos da série “Diablo“, aonde você tem uma certa quantidade de espaços mostrados por quadrados e cada item ocupa um ou mais desses quadrados, então brincar de “Tetris” aqui será obrigatório pra levar o que você quer.

Também tem como equipar um 2º set de armas, mas infelizmente não tem como TROCAR para entre os sets sem acessar o menu, o que mata a utilidade dele, já que enquanto você está no menu, o jogo não para.

Com exceção do “Stone of Dibrom“, que sempre fica especificado para o direcional para baixo (ele é o seu item de cura principal, que recarrega o máximo que você tem ao meditar), você pode especificar os itens consumíveis para uma das 3 direções .

easter egg do “The Walking Vegetables

O jogo todo é focado nas batalhas e sobrevivência, não existe loja ou sistema de trocas aqui, tudo que você consegue no jogo é a partir de drop dos inimigos, dos baús, barris e dos corpos encontrados no jogo, mas tem um detalhe, com exceção dos itens dos corpos, quando você medita, todos os itens são renovados, desde armas e itens de cura.
Também não tem baú pra guardar itens, vai ter que se virar com o inventário que você tem.

Temos runas também

As armas tem buracos para encaixar runas, que dão efeitos extras a sua arma, como aumentar a velocidade de animação do ataque ou causar dano por fogo nos inimigo.
Não existe um locam especifico no jogo para encaixar as runas nas suas armas, basta selecionar a runa desejada, levar ela até a arma e apertar o botão mostrado como “Attach to Item” (no caso do PS4, o ).

Uma vez afixada, a runa não pode ser recuperada, mas tem como tirar todas as runas de uma vez usando o “rune remover”, mas qualquer runa que esteja lá será perdida e não tem como tirar apenas uma, vai tudo de uma vez.

Estátuas com as Bênçãos

Essas estátuas contem as Bênçãos que você pode equipar pra melhorar o seu personagem, mais pra baixo eu explicarei melhor sobre elas.

Além do HP e da estamina, você precisa ficar esperto com a barra de sanidade.
Quando a tela começa a mostrar esses “nervos” roxos, ao derrotar os inimigos, alguns levantam como espectros pra continuar a te atacar.
Ela também afeta quanto de dano é causado e tomado, além do exp que você recebe, então sempre tente deixar ela o mais cheio possível, já que ao receber um ataque, reduz ela além do HP.

Qualquer inimigo que tenha esses crânios vermelhos na barra de energia são conhecidos como “Elite”, sendo mais fortes que a versão normal e claro, vai dar mais trabalho.

Não temos penalizações ao morrer

Ao morrer, coisa que vai acontecer bastante, você retorna para o ultimo save point do jogo, podendo ser um dos santuários (Shrines) ou do save automático de quando entra numa área.

Menu completo dos santuários, não tem tudo desde o começo.

Nos Santuários, além de salvar automaticamente quando interage com ele, temos as seguintes opções

  • Meditate: Restaura todo o HP, balas e restaura todos os inimigos e objetos quebrados;
  • Blessings: Equipa as Bênçãos adquiridas;
  • Quests: Verifica as quests ativas;
  • Travel: É a viagem rápida entre os cenários lá liberados;
  • Morbid Menagerie: Glossário com todas as informações do jogo, conforme são liberada.
Algumas das bênçãos

Aqui o sistema de nível é um diferente do convencional. Quando você passa de nível, recebe 1 ponto de skill , mas aqui não temos melhorias de status, eles são usadas nas bênçãos, que é o modo de customizar o seu personagem.
Há efeitos variados, tão como aumentar a barra de HP ou ficar mais difícil dos inimigos te perceberem.

Cada nível gasta mais pontos de skill para melhorar a bênção, no começo você não tem acesso a elas e quando libera só pode equipar 2 bênçãos, aumentando a quantidade conforme avança no jogo.

A viagem rápida também funciona um pouco diferente, você não se locomove para o save point da região que você quer ir, mas sim pra uma das saídas dela, então se você quer chegar em algum ponto no meio da região, vai ter que andar tudo até lá.

Extras

O “Morbid Menagerie” é o glossário do jogo.
Aqui você vai encontrar todas as informações da história do jogo que são apresentadas nos equipamentos ou ao matar algum inimigo.
Pelo menos voê não vai precisar ficar com o item para ver a informação dele, basta apenas ter pego uma vez pra ficar marcado e acessar a hora que quiser

resposta direta na Steam

Ainda não temos um NG+, mas está nos planos da produtora conforme resposta deles na comunidade do jogo na Steam: Tópico

Conquistas

O jogo traz uma perspectiva maligna e macabra, mas pelo menos nas conquistas eles aliviaram bem o tranco, não exigindo nada de MUITO fora do normal, as mais difíceis são:

Strive for perfection:
Derrote um dos Acolytes sem tomar dano.

This Seems… Familiar:
Encontre o “Broccoliath” e a “Blader” em Grimwald’s Grove.

The Blessed One:
Encontre todas as Bênçãos

Conclusão

Morbid cumpre com o que propõe a trazer, um mundo grotesco sem nenhum pingo de esperança, com um clima macabro durante o jogo todo.

A ideia básica do jogo é boa, mas ele peca um pouco na velocidade do jogo, o que chega a incomodar um pouco, além da falta de pelo menos a opção de equipar armaduras, coisa que não existe aqui.
Mas em termos de dificuldade e OST, ele se retrata bem, realmente da pra aproveitar ambas mesmo com essas precariedades

Bugs

O jogo tem alguns bugs, a maioria a favor do jogador, que ajuda a ter mais itens ou evoluir mais rápido, mas esses eu não vou explicar pra não tirar a dificuldade diversão do pessoal, mas tem um que incomoda.
Quando você dá o golpe final no ultimo chefe, se apertar em sequencia os botões de ataque, você pode IMPEDIR que os créditos rolem.
O jogo ainda salva entendendo que você fechou ele e marca a informação final, mas você precisa sair do jogo pra poder fazer qualquer coisa pois ele fica travado.

Hoje recebemos informação que a versão para a STEAM recebeu o patch de correção, então quem jogar por lá não terá esse problema (os outros exploits não temos informação), mas ainda não lançaram o patch pros consoles, então fica o alerta pra quem for jogar neles.