DESCOBRINDO FRANQUIAS – Devil May Cry

Durante o desenvolvimento do que viria a ser Resident Evil 4, Hideki Kamiya e sua equipe viajaram para a Espanha, em busca de inspirações em arquitetura e temas góticos.
Quatro protótipos para o jogo foram descartados antes que recebêssemos o jogo conhecido hoje, mas uma destas versões destoou tanto do clima que a equipe encabeçada por Kamiya (Team Little Devils) acabou gerando um novo jogo.


(alguns dos protótipos da série Resident Evil descartados)


Assim nascia Devil May Cry, mas o que a Capcom não sabia era que nascia também não somente uma franquia, mas um novo sugênero do hack’n’slash, o Character Action Game (Bayonetta, Ninja Blade, série God Of War anterior ao jogo de 2018, entre outros).

Olá, eu sou o Musashi e hoje, no Descobrindo Franquias, vou falar sobre a série Devil May Cry.
Como todos os títulos podem ser jogados na atual geração, o texto não conterá grandes spoilers, apenas o início de cada jogo.


PLOT

Durante uma guerra entre humanos e demônios, Sparda decide ajudar a Terra, lacrando a passagem entre os dois mundos.
Ele se apaixona por uma mulher e o casal acaba tendo gêmeos: Dante e Vergil (Dante e Virgílio, referências diretas à Divina Comédia, de Dante Allighieri).

o demônio Sparda

DEVIL MAY CRY 1

Plataforma: PS2
Desenvolvedora: Capcom
Publicadora: Capcom
Ano: 2001

Dante, um caçador de demônios, é confrontado por uma misteriosa mulher (Trish) em sua agência. Ela quer testá-lo para descobrir se é capaz de derrotar Mundus, o poderoso demônio derrotado no passado por seu pai (Sparda) e que quer voltar à Terra para conquistá-la definitivamente.

A câmera fixa e um clima mais sombrio são aspectos que remetem às suas origens em Resident Evil. O gameplay é seu diferencial, sendo um jogo rápido, possuindo combate com espadas e armas de fogo (além de armas coletadas durante o progresso e/ou derrotando
chefes) e uma trilha sonora com heavy metal/industrial metal.
O sistema de ranking de estilo nos combates, dando notas ao jogador dependendo da variedade e tempo dos combos, estabeleceu os pilares do que viria a ser o character action game.
Além disso, a partir de certa parte do jogo, Dante pode usar o Devil Trigger (sua forma demônio) por alguns segundos.

Dante enfrenta alguns Marionettes, inimigos básicos de DMC1

DEVIL MAY CRY 2

Plataforma: PS2
Desenvolvedora: Capcom
Publicadora: Capcom
Ano: 2003

Dante é convidado por uma mulher chamada Lucia para caçar Arius, um empresário que está reunindo os artefatos Arcana para invocar o demônio Argosax.

Em dois discos, DMC2 pode ser jogado com Dante ou Lucia (que inclui algumas cenas extras).
Apesar das características presentes no jogo anterior, é o título com mais críticas por parte dos fãs.
Tais críticas baseiam-se na baixa dificuldade do combate, ritmo estranho de jogo, apatia por parte de Dante durante a trama, além de desing esquisito dos inimigos (que incluem versões alteradas de animais, demônios e até tanques e helicópteros).

Grande parte do problema deve-se ao desenvolvimento conturbado, sem a participação de Kamiya ou do Team Little Devils.
Hideaki Itsuno foi convocado para concluir o projeto.

Dante enfrentando um tanque infestado… sim, isso é DMC2

DEVIL MAY CRY 3: DANTE’S AWAKENING/SPECIAL EDITION

Plataforma: PS2
Desenvolvedora: Capcom
Publicadora: Capcom
Ano: 2005/2006

Passado 10 anos antes do primeiro jogo, DMC3 começa com um jovem Dante recebendo um convite de seu irmão, Vergil, através de um curioso sujeito com heterocromia (olhos de diferentes cores) e uma mancha no rosto: Arkham.
Vergil e Arkham invocam a torre Temen-ni-gru, construída por demônios, para forçar a abertura dos portões do Inferno.
Durante seu trajeto, Dante encontra também uma jovem à qual nomeia Lady e um bufão (Jester).

Primeiro título a ser encabeçado desde o início por Itsuno, DMC3 é aclamado pelos críticos e pelos fãs e ajudou a consolidar o carisma do personagem, bem como o estilo da série, reforçando o combate, a trilha sonora e os ângulos de câmera (pela primeira vez um pouco mais livres e melhor posicionados).

Em 2006 o jogo recebeu a Special Edition, um relançamento do jogo, com a possibilidade de se escolher Vergil, o modo Blood Palace (arena com 9.999 levels), Turbo Mode (com aumento de 20% da velocidade do jogo), além da diferenciação entre Gold e Yellow.

Baseadas nos padrões de ressurreição do jogo original:

  • na versão Yellow (ocidental), caso morra, o jogador precisa recomeçar a fase do início; o uso de uma orbe amarela faz o jogador voltar ao último checkpoint (estátua da Deusa do Tempo);
  • na versão Gold (japonesa), o jogador volta para o último continue, se escolher continuar; o uso da orbe amarela pode servir para recuperar toda a vida e Devil Trigger ou ressuscitar automaticamente o jogador durante a luta (incluindo chefes).
um jovem Dante se prepara para o começo de sua jornada

DEVIL MAY CRY 4

Plataformas: PS3 – Xbox 360 – PC
Desenvolvedora: Capcom
Publicadora: Capcom
Ano: 2008 (2010 no PC)

Primeiro jogo a usar dois protagonistas em uma mesma campanha, DMC4 surpreende pelo uso de Nero no início, um jovem com um braço demoníaco capaz de puxar inimigos à distância e uma espada com um sistema de “marchas” que aumenta o seu dano e causa queimaduras.

O jogo tem início com Nero tentando chegar a tempo da apresentação de sua amada, Kyrie, na igreja d’A Ordem, uma entidade religiosa/ordem de cavaleiros sagrados, cultuantes de Sparda. Após lutar com algumas criaturas pelo caminho, Nero chega a tempo de assistir a missa, que é logo interrompida por Dante, que entra pelo vitral do telhado e rapidamente mata o sacerdote Vicar Sanctus. Após algumas lutas, Nero e Dante entram em conflito e Nero revela seu braço demoníaco, até então enfaixado e escondido.
Dante então conta a Nero que os membros da Ordem mortos são na verdade demônios e estão entrando pelos portões do inferno na cidade de Fortuna.

Percebe-se que a entrada de Itsuno na direção (definitivamente) em DMC3 transformou os roteiros da série em um novo pilar, com tramas mais elaboradas.

O gameplay se diferencia aqui pelos dois personagens: Nero é controlado por mais da metade do jogo, tendo a espada com potencias diferentes e o braço demoníaco, capaz de realizar agarrões poderosos mesmo em inimigos gigantes (ele receberá o Devil Trigger em
um ponto avançado da trama); Dante entra mais tarde como personagem jogável, tendo variação de estilos (agora ativáveis a qualquer momento, sem precisar acessar o menu) e diversas armas, várias das quais coletadas após derrotar os chefes.

Um ponto estranho no ritmo do jogo é que ele possui uma progressão menos linear e mais “Metroidvania”, com diversas indas e vindas pelos mapas, culminando numa revisita com Dante aos chefes enfrentados por Nero. Isto causa uma certa estranheza e é ponto de
crítica para uma parcela dos jogadores.

Um Dante mais velho, mas não menos fanfarrão do que o do terceiro jogo está de volta, ao passo que Nero é um personagem mais esquentado e sério.

Nero e Dante se enfrentam pela primeira vez

DmC

Plataformas: PS3 – Xbox 360 – PC
Desenvolvedora: Ninja Theory
Publicadora: Capcom
Ano: 2013

Jogo mais polêmico da série, DmC foi a tentativa da Capcom de rebootar a série através de um estúdio ocidental (Ninja Theory).
O título recebeu pesada crítica dos fãs já na sua revelação (mas boa recepção por parte da crítica especializada), pela mudança brusca no visual de Dante e da arte em si.

Os temas centrais destoam bastante da série principal, tendo um Dante com cabelos negros (brancos apenas durante o Devil Trigger) vivendo na cidade de Limbo, uma metrópole calma na sua aparência, mas controlada por demônios através de ilusões e lavagem cerebral.
Mundus é o “dono” da cidade e a governa usando mensagens subiliminares, seja através de propagandas com significados diferentes aos olhos humanos ou pelo refrigerante Virility, produzido por uma sucubus.

Após uma noitada, Dante é acordado por Kat, uma humana com poderes especiais, que faz parte d’A Ordem, um grupo “terrorista” de guerrilheiros urbanos que tenta alertar os humanos e despertá-los do domínio de Mundus através de invasões piratas no sinal de TV
e outras ações de vandalismo.

Nesta versão do jogo, além de filhos do demônio Sparda, Dante e Vergil são também filhos de um anjo chamado Eva (não mais uma humana como no restante do universo da série), sendo portanto Nefilins.

Como diferencial do jogo, Dante desperta poderes de anjo e demônio ao decorrer da trama, além de possuir habilidades que o auxiliam com as plataformas, podendo deslocá-las ou lançar-se em direção às mesmas (semelhante à habilidade de Nero em DMC4).

A criação por outro estúdio demonstra uma diferença com relação à abordagem da mitologia: no jogo ocidental temos uma aproximação maior com a mitologia judaico-cristã, enquanto os títulos japoneses possuem uma visão mais destoante, com diversas liberdades
artísticas.

Ainda falando das diferenças, temos aqui a trilha sonora das bandas Noisia e Combichrist (ainda usando o Indutrial Metal) e uma arte bastante específica, com um visual mais sujo.

DmC possui um grande foco em plataformas

VERGIl’S DOWNFALL (DLC/Expansão)

Plataformas: PS3 – Xbox 360 – PC
Desenvolvedora: Ninja Theory
Publicadora: Capcom
Ano: 2013

Pela primeira vez recebendo uma expansão do universo, Vergil’s Downfall acontece após DmC.

No DLC, Vergil é guiado pela voz da mãe através de um estranho local, lutando contra demônios e também alucinações suas e de Dante.
A duração do conteúdo extra é menor e mais focada em plataformas. Vergil possui um estilo de luta semelhante ao apresentado nos títulos anteriores e mesmo em DmC, diferindo apenas no visual de suas habilidades em toda a franquia.

Vergil usando a Yamato

DEVIL MAY CRY 5

Plataformas: PS4 – Xbox One – PC
Desenvolvedora: Capcom
Publicadora: Capcom
Ano: 2019

Após a controvérsia de DmC, Hideaki Itsuno retoma a franquia principal, trazendo uma continuação ao universo pré-estabelecido pelo Japão.

Em DMC5 Urizen, o rei dos demônios, faz surgir a árvore demoníaca Qliphoth no centro da cidade de Red Grave.
Contratado por V, Dante tenta em vão derrotar Urizen com apoio de Lady e Trish. V então convoca Nero para ajudá-lo e os três partem novamente em direção à árvore para baterem-se outra vez com Urizen.
Novamente derrotados, V e Nero escapam, enquanto Dante fica preso no interior de Qliphoth.

O jogo retoma o universo com um bom upgrade visual, destacando-se não apenas gráfico e arte, mas também um grande detalhamento na captura de movimento. Expressões faciais e corporais refinadas chamam a atenção durante cutscenes.

A trilha sonora com base no Industrial Metal está presente, com uma pegada um pouco mais violenta no vocal gutural do tema de Dante e mais pop para Nero e V.

Falando dos três personagens, temos aqui três estilos diferentes de combate: Nero perdeu seu braço demoníaco, contando agora com os Devil Breakers (braços mecânicos com diversos poderes, criação de Nico, a “mecânica” que o acompanha), além da espada com
“marchas” e a pistola já características; Dante possui diversos estilos de luta e armas cambiáveis em tempo real (incluindo uma moto e mesmo um chapéu!); já V não luta diretamente, invocando suas três criaturas (a água Griffon, a pantera Shadow e o golem
Nightmare), ficando ao seu papel apenas finalizar com a bengala os inimigos já paralisados.

DMC5 possui elementos online, como participação (em fases específicas) de IA’s baseadas nos dados de outros jogadores (semelhante ao sistema Drivatar da série Forza) ou mesmo coop em tempo real online (com jogadores aleatórios). Uma Orbe Dourada é dada ao
jogador pelo login diário, bem como uma a cada boa avaliação de outro jogador.

O título foi bem recebido tanto pela crítica quanto por fãs, tendo uma boa história (apesar da simplicidade), referenciando diversos inimigos e ocasiões de toda a série, até mesmo citando personagens do anime.

Nero usando o poder de um de seus braços

REMASTERS

Em 2012, Devil May Cry HD Collection foi lançado para PS3 e Xbox 360, numa “preparação” para o lançamento de DmC.
O pacote contava com os três primeiros jogos com melhorias na resolução; DMC3 veio em sua versão melhorada (Special Edition), com Vergil jogável e a possibilidade de escolher entre versões Gold e Yellow (previamente explicadas).
Apesar do belo pacote, a coletânea contava com problemas de framerate, o que irritou boa parte dos fãs, por tornar alguns dos jogos mais difíceis de serem jogados (e parecendo mais ports do que propriamente remasters).

Em 2015, DmC: Definitive Edition foi lançado para PS4, Xbox One e PC.
Este remaster conta com todos os dlc’s do original, incluindo roupas e a expansão Vergil’s Downfall, além de rodar a 1080p e 60FPS.

Também em 2015, Devil May Cry 4 Special Edition foi lançado para PS4, Xbox One e PC.
O mais notável dentre os remasters da série, DMC4SE conta com melhorias na performance, além de ser possível jogar a campanha também com Vergil e Lady e Trish. No entanto, os personagens são apenas encaixados na campanha, sem modificações nas cutscenes, mas o gameplay se sustenta e suas habilidades são bem adaptadas aos desafios (tanto em combate quanto em plataforma); Vergil estrela sua campanha sozinho.

Já em 2018, em preparação ao lançamento de DMC5, a Capcom relançou Devil May Cry HD Collection, desta vez para PS4, Xbox One e PC.
Não há muitas novidades aqui: um pequeno aumento em texturas e resolução em relação à versão anterior, mas um grande salto na parte de performance, garantindo os 60FPS, o que melhora em muito a fluidez do combate.

SPIN-OFF’S:

O universo de Devil May Cry recebeu algumas adaptações para mangá, HQ e anime:

DEVIL MAY CRY VOLUMES 1 e 2:

Lançado em 2001 no Japão (com relançamento em 2006 nos EUA) pela Kadokawa Shoten, DMCV1 foi escrito por Shinya Goikeda e ilustrado por Shiro Miwa e se passa antes de DMC1 (as discrepâncias com DMC3 acabaram tornando o mangá não-canônico, embora Hideki Kamiya tenha acompanhado a criação do mesmo).

Já em 2003, foi lançado no Japão DMCV2 (também relançado em 2006 nos EUA) pela Kadokawa Shoten, com roteiro de Shinya Goikeda e arte de Shiro Miwa; o mangá se passa entre DMC1 e DMC2.

Embora o lançamento de DMC3 tenha tornados ambos não-cânonicos, existem algumas curiosidades nos dois volumes, como o codinome de Dante, Tony Redgrave, que seria usado posteriormente no anime; a citação à gravação “.45 Art Warks” nas pistolas Ebony e Ivory por
Nell Goldstein, criadora e vendedora de armas, avó de Nico.

Em um curioso caso não confirmado, o personagem Enzo Ferino se assemelha muito ao Enzo da série Bayonetta (também de Hideki Kamiya).

DEVIL MAY CRY 3 CODE 1, CODE 2 e CODE 3:

Escrito e desenhado por Suguro Chayamachi (em 2005 no Japão e posteriormente nos EUA), a trilogia é um prequel para DMC3 e cada volume é focado em um personagem: CODE 1 em Dante, CODE 2 em Vergil e CODE 3 em Lady (mas o último volume nunca foi lançado).

DEVIL MAY CRY (COMICS):

Adaptação do primeiro jogo (lançada em 2004) publicada pela editora canadense Dreamwave Productions, foi escrita por Brad Mick, com arte de Pat Lee. Recebeu três edições (Book 1: Evil Woman, Book 2: Superbeast e Book 3: Angel with the Scabbed Wings), mas o
quarto volume (Book 4: Shout at the Devil) nunca foi lançado, pois a editora faliu em 2005.

DEVIL MAY CRY – THE ANIMATED SERIES:

O anime estreiou no Japão em 12 de Junho de 2007 (pelo canal WOWOW TV).
Possui 12 episódios, produzidos pelo estúdio Madhouse e dirigidos por Shin Itagaki. Bingo Morihashi, um dos escritores em DMC3 e 4 participa como um dos redatores na série animada.

o anime está atualmente disponível no Netflix

DEVIL MAY CRY 4 – DEADLY FORTUNE:

Graphic novel em dois volumes (publicado em 2009, apenas no Japão, sem tradução oficial), foi escrito por Bingo Morihashi e seu assistente Yasui Kentarou.

os dois volumes da série Deadly Fortune

DmC – DEVIL MAY CRY – THE CHRONICLES OF VERGIL

Série em duas partes, contando as origens de Vergil e Kat no reboot, foi escrito por Guillaume Dorison (IZU) e ilustrado por Robin Recht e Patrick Pion.
As duas partes foram publicadas apenas digitalmente pela Titan Comics, em 24 de Janeiro de 2013, mas espera-se ainda duas versões impressas no ano de 2019, respectivamente em 15 de Maio e 19 de Junho.

DEVIL MAY CRY 5 – BEFORE THE NIGHTMARE:

Before the Nightmare (1 de Março de 2019) é um prequel para os eventos de DMC5, escrito por Bingo Morihashi e ilustrado por Tsuyomaru.
Conta como os personagens do jogo se conheceram, fazendo ligações entre os diversos jogos da série e revelando quem é o pai de Nico (citado rapidamente no jogo, jogadores mais atentos podem entender quem é).

capa japonesa

DEVIL MAY CRY 5 – VISIONS OF V:

Ainda a ser publicado em 2019 (primeiro episódio esperado para 27 de Abril), é um prequel para DMC5, contando o nascimento de V e sua busca por alguém que consiga derrotar Urizen.
Com arte de Tomio Ogata, o mangá será publicado todos os sábados no site LINE MANGA; devido às restrições de conteúdo, por enquanto somente com publicação no Japão.

arte de Visions of V (apenas em formato digital, no Japão)

PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS:

Em Viewiful Joe (série também criada por Kamiya), Dante aparece como convidado nas versões da família Playstation. Personagem jogável em VJ1; já em Viewtiful Joe: Red Hot Rumble (PSP), Dante é jogável, além de existirem skins de Vergil, Trish, Sparda, Marionette e Plasma (inimigos de DMC1).

Em um acordo entre Capcom e Atlus, o designer de Shin Megami Tensei (Kazuma Kaneko) foi responsável pelas formas demoníacas de Dante e Vergil em DMC3; em retorno, a Atlus incluiu Dante (com o visual de DMC2) na versão melhorada de Shin Megami Tensei: Nocturne no Japão, com o subtítulo Maniax. O port para o ocidente de Nocture baseia-se em Maniax e inclui Dante.

Dante enfrentando demônios em Shin Megami Tensei Nocturne

Dante e Trish são personagens jogáveis em Marvel x Capcom 3; na versão Ultimate, Vergil também foi incluído.

Dante, Vergil e Trish em Ultimate Marvel X Capcom 3

A versão de Dante de DmC é jogável no party-game/jogo de luta PlayStation All-Stars Battle Royale.

Dante ao lado de mascotes da Sony e convidados

Dante aparece como personagem jogável (fazendo dupla com o vampiro Demitri, de Darkstallkers; Lady aparece como unidade solitária no jogo) no RPG tático de 3DS Project X Zone (sucessor espiritual de Namco x Capcom, de PS2). Em Project X Zone 2 Dante faz dupla com Vergil.

Como menções honrosas cito aqui, por falta de informações mais completas:

  • Sengoku Basara X Devil May Cry, apresentações teatrais feitas exclusivamente no Japão.
  • Devil May Cry: The Live Hacker, uma série de apresentações musicais ao vivo em Tokyo, de 1 a 10 de Março de 2019, na arena Zepp DiverCity Tokyo.
  • As máquinas de pachinko (jogo de azar famoso no Japão): Devil May Cry 4 (Pachislot), Devil May Cry X The Last Judgement e CR Devil May Cry 4.

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