Review/Tutorial: Gunborg: Dark Matters

Gunborg é um jogo de plataforma que irá possuir dois estilos de jogadores, apostando em uma jogabilidade leve e com ritmo de acordo à sua escolha.
Desenvolvido pelo solodev Rickard Paulsson, vamos então aprender um pouco mais do que esse jogo tem de desafiador e amigável.

Código cedido para review pela Red Art Games, versão Playstation 4/5
Review baseado na versão Playstation 5

Nome: Gunborg: Dark Matters
Gênero: Plataforma, Ação, Shooter, Arcade
Desenvolvedora: Ricpau Studios, Rickard Paulsson
Distribuidora: ORBMIT Productions / Red Art Games
Plataformas: Playstation 4/5, Xbox One, Nintendo Switch, PC
Lançamento: 2022 (4 de março)
Mídia: Física por prints limitados e digital
OBS: as versões PS4/PS5 são crossbuy digitalmente, a versão física de PS4 da Red Art também possui free upgrade para PS5

Versões Físicas

As versões físicas possuem print limitado pela Red Art Games na versão Standard, porém apenas para Nintendo Switch e Playstation. Para comprar diretamente da Red Art Games, clique no logo deles abaixo e escolha sua versão.

Os cálculos são feitos apenas com o valor de venda do jogo adicionado ao valor de frete para sua residência. Caso for preciso o pagamento de importações adicionais no seu serviço postal, deverá ser feito por sua total responsabilidade.

Tela Título

História / Enredo

A história tem poucas sequências que explicam de fato o que acontece ou as razões para os acontecimentos do jogo. Logo de início, nossa personagem está observando uma grande espaço nave, na qual instantes antes diz “Hora de voltar pra casa” e a invade com o intuito de derrotar os diversos inimigos robóticos e alienígenas que lá se encontram.

Gráficos

O jogo possui gráficos desenhados com arte cartoon e personagens em formatos deformados e pequenos na escala da tela. As explosões e efeitos de tiro são variados com as paletas de cores bastante intensas. Há pequenas sequências animadas da história e a artwork dos personagens aparece nos breves diálogos contra os chefes.
As artworks foram feitas pelo artista Lorenzo Zap Papazzoni.

Som / OST

O jogo não conta com dublagens.
A trilha sonora por sua vez remete aos clássicos sintetizadores, muito comuns nos anos 80, com arranjos trance, sendo composta por Cato Hoeben, que nos concedeu a trilha sonora em alguns serviços de stream para apreciarmos.

Jogabilidade

Gunborg aposta em jogabilidade em gatilhos e os shoulders para as ações, por padrão, porém totalmente mapeável, além dos analógicos para andar e mirar.
Uma das vantagens da versão Playstation 5, é usar o recursos de pressão dos gatilhos (algo que até então eu não tinha notado em indies).

Sistema de Jogo

O jogo é totalmente linear em setores na nave que a nossa personagem invade, sendo dividida em fases e chefes com o básico sistema de ponto à ponto para sua conclusão.

Uma heroína completa

Nossa personagem se mostra muito versátil no quesito combate, levando consigo uma espada e um escudo. Em termos agressivos, a espada mata com um hit kill em sua grande maioria, além de poder usar o cenário para danos colaterais.

Além disso, ela pode recolher as armas que os inimigos derrubam e fazer combate a distância.

As armas também podem ser encontradas em caixas que estarão disponíveis nas fases.

As armas por sua vez, possuem munição limitada que é mostrada na parte inferior esquerda da tela. Ao acabar a munição, as armas podem ser arremessadas contra os inimigos, tornando um gameplay mais ágil para combates com diversos inimigos na tela.

Em relação à sua defesa, nossa personagem possui um escudo que poderá protege-la dos perigos do cenário e dos projéteis dos inimigos seja absorvendo ou ricocheteando eles, porém ele tem um certo tempo de uso, seja estratégico.

O cooldown do escudo é indicado pela pequena energia que fica no entorno da personagem.

A energia negra

Ok, os conceitos gerais de combate foram vistos, porém podemos melhorar esse poder ainda mais mantendo as mortes dos inimigos em sequência. Perceba que há um multiplicador embaixo dos pontos e uma barra roxa embaixo, esse é o indicador de tempo para manter os combos e aumentar o multiplicador, que ao chegar em 3, ativa a Dark Energy.

O Dark Energy dá um boost considerável no seu dano, e é perdido ao ser atingido por inimigos ou sofrer danos colaterais do cenário, o combo é mantido pegando itens e derrotando os inimigos.

Infobots e ranks

Durante as fases haverão pequenos robôs amarelos que possuem informações do universo do jogo, esses são os coletáveis, que ao possuir 10 deles, irá liberar a dificuldade HARDCORE.

Já no rank das fases, o jogo considera os fatores de tempo de fase, infobots coletados, dano sofrido e bonificação por dificuldade.

Extras

O jogo possui 3 fases adicionais que irão desafiar você em combate frenético, denominadas Escape Pods.

Troféus / Conquistas

Não ocultei os troféus por simplesmente não terem a idéia de spoiler na lista de troféus (aka troféus ocultos)

Dificuldade: 4/10
Para os amantes de troféus e conquistas, o jogo irá exigir um gameplay no ritmo acelerado para o rank máximo, então se você for o estilo de jogador mais tranquilo ou que não gosta de fases coreografadas, talvez você tenha um pouco de dificuldade.
De forma resumida você precisa:

  • Derrotar os 3 chefes e terminar o jogo
  • Desbloquear e erminar as 3 fases extras
  • Ter 15 ranks S
  • Desbloquear o modo hardcore
  • Encontrar todos os infobots

Considerações Finais

Graficamente, o jogo agrada pela sua coloração intensa e efeitos simples das explosões e projéteis, incluso o efeito da dark energy ativado. A artwork por sua vez tem um teor mais macabro e sombrio (é só ver a personagem ter olhos vermelhos LOL).

A trilha sonora combina com o ritmo do jogo, a falta da dublagem não incomoda e não atrapalha a diversão que o jogo proporciona.

A jogabilidade achei um dos pontos fortes, pois é simples e leve para a resposta que é necessária nos combates mais exurbitantes em números de inimigos. A pressão dos gatilhos ajuda para fazer disparos mais rápidos e de acordo com a necessidade de derrotar os inimigos em um ritmo mais acelerado, além de ser algo não muito explorado pelos jogos indies, achei muito bem vinda essa implementação.

O desafio do jogo é moderado – alto para os ranking S, os jogadores que tem poucos reflexos pode ter problema em fazer ranks altos, mas o jogo é amigável ao ponto de montar estratégias mais tranquilas para esse tipo de jogador em apenas terminar as fases.
Já os que adoram uma platina, terão de fazer sequências rápidas de combate e exploração das fases, tornando praticamente uma coreografia de combate e avanço de exploração.

A duração do jogo é condizente com a proposta, sendo 3 ambientes da nave com 12 fases, divididas em design de fases simples, fase com segmento de arena e por fim, uma fase de luta com chefe. Apesar de haver pouca variação de inimigos de forma geral, o jogo possui fases com design de fuga e destreza com armadilhas, incluso para coletar infobots.
Esse design em específico torna o jogo muito versátil e traz uma boa dose no desafio.

A performance no PS5 roda em 60fps, porém ajustável nas opções do jogo. Não possui slowdowns em efeitos demasiados em excesso na tela, mas o jogo pode sofrer pequenos fechamentos repentinos se der retry diversas vezes em uma fase.

De forma resumida, Gunborg: Dark Matters se tornou uma grande surpresa por se mostrar um jogo versátil e que dá a opção de jogo rápido ou simplista para os menos ágeis no reflexo. As batalhas com chefes são criativas e com pequenas variações nos segmentos de fases no decorrer do avanço do jogo. Para um solodev, fiquei muito satisfeito com o resultado.

Ajude nossa personagem à buscar seu objetivo…