Review / Tutorial: Skul: The Hero Slayer

Ola, aqui é o Pena e hoje vamos com um rogue-like de ação que te coloca no outro lado da história, o Skul: The Hero Slayer.

Ele foi produzido pelo estúdio sul-coreano SouthPAW Games, sendo o primeiro jogo deles, enquanto a publicação dele ficou por conta da NEOWIZ, do qual já fizemos review do Blade Assault.

O jogo foi lançado inicialmente no PC pela Steam e recebeu um port posterior para os consoles na versão digital e agora no começo de abril sai a versão física para PlayStation 4 e Nintendo Switch pela Stricly Limited.

Review feito em base da versão do PS4
(código cedido pela NEOWIZ)

Titulo: Skul: The Hero Slayer
Produtora: SouthPAW Games
Distribuidora: NEOWIZ
Gênero: Rogue-Like / Ação / Plataforma
Plataformas: PlayStation 4, Nintendo Switch, Xbox One e PC (Steam)
Mídia: Físico e Digital
Textos: Português, Inglês, Espanhol, Francês, Alemão, Polonês, Russo, Japonês, Coreano, Chinês Tradicional e Simplificado

História

A guerra entre o reino dos humanos e dos demônios iniciou novamente, mas dessa vez quem é raptado é o Lorde dos Demônios e os seus generais.

É nesse momento que um pequeno esqueleto levanta e segue na sua jornada pra resgatar o seu líder, com a ajuda da Bruxa que se transforma em gato.

A história é uma paródia com o clássico do herói com capa e espada e os jogos de RPG em geral, te colocando no controle de um esqueleto em vez de um dos heróis, trazendo bastante humor e mesmo com uma história relativamente curta, é bem gostosa de acompanhar.

Gráficos

O jogo foi criado usando o motor gráfico Unity, usando pixel art pra trazer a nostalgia dos jogos antigos com uma excelente arte tanto nos cenários como nos diversos sprites que encontramos na campanha.

Em alguns pontos eles colocam artes ainda mais detalhadas pra contar a história por traz dos ocorridos do jogo, em todo o jogo da pra reparar como capricharam nessa parte da produção.

Áudio

I wanna rock and roll all night and party every day” 🎵🎵🤘

Enquanto o jogo utiliza pixel art nos gráficos, optaram por não utilizarem musicas em chip-tunes, trazendo musicas com uma grande variedade de estilos para a campanha, muitas bem pesadas e outras com um estilo pra batalhas épicas que encontramos nos filmes e animes de heróis, tem muita coisa boa aqui pra curtir durante a sua jornada.

Infelizmente as musicas do jogo não estão disponíveis em todos os países no Spotify, então vou deixar uma playlist do Youtube pra você curtir a trilha sonora enquanto termina de ler o review.

Jogabilidade

Como todo bom e velho jogo de rogue-like, aleatoriedades e mortes consecutivas é o que você mais encontrará aqui, mas também temos como superar isso durante a campanha, então vamos lá.

Castelo do Rei Demônio

Apesar de estar totalmente destruído, o castelo ainda oferece o abrigo necessário para as “forças do mal?” contra-atacarem os humanos e resgatar o seu líder. Aqui, conforme você encontra os outros generais, libera as facilidades pra agilizar a sua investida.

A mais importante dos suportes do jogo é a Bruxa. Com ela você gasta os Dark Quartz (moeda permanente) encontrados no partida pra liberar as melhorias fixas do Skul, que vai desde aumentar o HP dele como outros bônus que varia pelo tipo de cabeça que estiver utilizando.

Os outros generais que você encontra na campanha ajudam o começo da nova partida, que varia entre dar uma cabeças, equipamentos e bençãos aleatórias.

Um cavaleiro da morte que tricota? Essa eu não esperava hahahaa (e olhe bem que tem detalhe extra na imagem XD)

Você também pode usar os Dark Quartz pra restaurar o castelo, dando um novo visual para a sua base.

Exploração

“I’m Groot”

A exploração segue o padrão dos rogue-likes de ação, aonde você entra numa área e só consegue sair dela depois de derrotar todos os inimigos, usando os ataques normais e especiais das cabeças.

“Zeus, your son has RETURN!”
“Ah, Alucard… what is your business here?”
“My life is a chip in your pile”

O ponto interessante do jogo é a variação de jogabilidade dependo da cabeça que você usa durante a partida. Isso lembra muito o jogo “Kid Chamaleon” do Mega Drive / Sega Genesis, aonde cada uma delas tem habilidades bem distintas. Aqui, além disso, elas também são divididas em 3 categorias:

  • Balance: Essas cabeças são balanceadas entre força e velocidade, não excedendo em nenhum dos dois pontos;
  • Power: Essas tem foco em força, geralmente são bem mais lentas, mas cada ataque é bem destrutivo;
  • Speed: Essas tem foco em velocidade, algumas realmente muito rápidas, mas cada ataque individual não tem muita força sozinho.
Motoqueiro fantasma faz uma ponta aqui XD

Cada cabeça, além dos bônus únicos, pode ter até 2 técnicas, que variam cada vez que você pega, mas tem NPCs durante a partida que podem alterar a técnica que essa cabeça tem.

Também é possível usar 2 cabeças diferentes, assim podendo alterar a estratégia conforme o necessário, mas depois que troca, precisa aguardar um pouco pra trocar novamente (e quando troca, usa um especial da cabeça que está entrando em combate).

Infelizmente as melhoras das cabeças só duram na partida…

Em alguns pontos você entrará a Arachne, que tem a habilidade de melhorar as cabeças usando os ossos (moeda temporária) que você consegue ao destruir cabeças ou com NPCs. Nem todas as cabeças tem uma melhoria, já que geralmente essas já são extremamente apelonas por conta própria, mas as versões melhoradas também são excelentes se souber usa-las e conseguir chegar nesse nível.

Em vários pontos da campanha você passa pelo Mercado Negro, aonde pode comprar comida, equipamentos e as vezes também trocar a cabeça que está utilizando, mas claro, tudo que aparece aqui é aleatório. A maioria das compras utiliza moedas de ouro (moeda temporária) na transação

Também encontramos NPCs que ao serem resgatados podem dar algum bônus e também tem pontos que ao serem destruídos, como esse monumento de espada, tiram os benefícios dos inimigos e ativam no Skul.

No menu de pausa temos as informações das cabeças e equipamentos encontrados na partida. Vale reparar o números nas caracteristicas da tabela a esquerda. Cada equipamento tem até 2 categorias e conforme sobe nível delas, os efeitos desses equipamentos também ficam melhores.

Infelizmente temos um limite de 9 equipamentos por vez, então precisa duma boa estratégia e sorte pra montar os bônus que te ajudaram a sobreviver na jornada.

Algo engraçado aqui é que você encontra alguns aventureiros diferente durante a jornada e eles “roubam” como se fosse um jogador normal, com golpes forte e até poções de cure (aqui o “mob” é você hahaha)

No final de cada área as vezes temos escolha de qual tipo de bônus podemos receber na próxima área, dai também entra a estratégia do que pretende fazer ou do que precisa.

Caso não tenha costume em jogos de rogue-like (ou simplesmente não queria sofrer MUITO), tem o modo novato, que diminui o dano recebido sem afetar mais nada na jogabilidade.

Esse foi o resultado da partida quando finalmente consegui fechar o jogo XD

Conseguindo fechar ou morrendo (acredite, será mais a segunda opção hahaha), eles mostram as estatísticas da sua partida pra você ter um controle legal de como anda o avanço do jogo (e durante os loads eles mostram os tempos de cada área).

Conquistas

Por mais que eu gostei do jogo, eu não tenho habilidade pra derrotar os chefes sem tomar dano, então não corri atrás dos troféus dele…

Enquanto a lista de conquistas dele não é afetada pelo “modo novato” e foge do padrão dos rogue-like que depende muito da sorte pra conseguir os diversos itens do jogo, ele requer uma boa pratica e reflexos pra certas conquistas, já que ele exige que você derrote todos os chefes sem receber dano. Entre os mais trabalhosos temos:

ConquistaDescrição
The God of BattleDerrotar o ultimo chefe sem receber dano
Castle Restoration PlansRestaurar totalmente o castelo do Demonio Rei
The Skeleton KingDerrotar o ultimo chefe com a cabeça inicial
Cold-BloodedDerrotar o ultimo chefe sem salvar nenhum NPC no caminho

Conclusão

Alguém tem que limpar a sujeira da guerra

Skul: The Hero Slayer traz um jogo de ação com mecânicas de rogue-like bem divertido de jogar com bastante variações na jogabilidade dependendo da sua sorte na partida.

A arte em pixel dele são muito bem feitas e com vários detalhes, além de usarem e abusarem de referências de jogos e cultura pop em geral, da pra rir bastante nele com isso.

As musicas do jogo também agradam bastante, conseguiram um bom balanceamento entre as musicas mais agitadas e mais tensas, agrada bastante durante a jogatina.

A jogabilidade requer um pouco de pratica em jogos de ação em plataforma, já que os chefes são bem agressivos e tem vários ataques que acertam muitos pontos na tela, mas como tem uma grande variedade de cabeças que mudam bastante como a partida desenrola, da pra adaptar bem com os equipamentos encontrados durante a campanha atual, tendo um pouco de sorte, claro.

No geral, se você curte ação em plataforma e rogue-like junto com um bom humor, esse é jogo que merece a sua atenção, pois como o jogo desenvolve é bem interessante e desafiador, ainda mais se você gosta de fazer 100% nos jogos.