Review / Tutorial: Fallen Knight

Ola, aqui é o Pena e hoje tem um jogo de ação em plataforma, o Fallen Knight.

O jogo foi produzido pela Fair Play Studios, que também produziu o Himmapan Marshmello Saga está trabalando nos jogos Angry Wife e The Land Beneathus, enquanto ele foi publicado pela PQube Games, dos quais já fizemos review do Dusk Diver, Under night In-Birth EXe Late [cl-r] e Is it Wrong To Pick Up Girls In A Dungeon? Familia Myth – Infinite Combate (tem mais, basta clicar aqui).

Ele foi lançado inicialmente para IOS em 2019 e agora recebemos um port para Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One e PC pela Steam.

Review feito em base da versão pra PS4
(código cedido pela PQube)

Titulo: Fallen Knight
Produtora: Fair Play Studios
Distribuidora: PQube
Gênero: Plataforma / Ação
Plataformas:
PlayStation 4, Nintendo Switch, Xbox One, Pc e IOS
Mídia: Digital
Textos: Português Brasileiro, Inglês (USA, Reino Unido e Austrália), Francês, Italiano, Alemão, Espanhol, Polonês, Japonês, Coreano e Chinês

História

A história do jogo ocorre num mundo futurista em que o Santo Graal em conjunto com os Cavaleiros da Távola Redonda mantém a paz e protegem os seus cidadãos.

É nesse contexto que controlamos Lancelote, um dos cavaleiros enquanto ele enfrenta o grupo terrorista conhecido como Expurgadores, que iniciam um ataque a sua cidade.

A história é bem simples e direta, coisa mais do que normal em jogos de plataforma, mas serve bem pra ter um objetivo na partida.

Gráficos

O jogo todo é em 3D, com modelos bem detalhados e uns ataques interessantes, mas temos um sentimento de “travamento” em alguns pontos, já que a reação a alguns ataques (principalmente dos chefes) é praticamente nula.

Em alguns pontos do jogo temos umas imagens paradas pra contar um pouco da história, essas imagens ficaram bem legais, mesmo que não tenham animação.

Áudio

As músicas do jogo, mesmo com pouca variação, são bem legais e agitadas, principalmente nos chefes, mantém o ritmo para a ação que está ocorrendo na partida.

Ele não tem dublagem alguma, nem ao menos vozes durante os ataques, o que incomoda um pouco, além que alguns ataques as vezes não produzem o som dos acertos, fica um pouco estranho quando ocorre isso.

Infelizmente não encontrei a OST do jogo em nenhum local, dessa vez eu vou ficar devendo…

Jogabilidade

Sendo um jogo de plataforma, não é muito complicado adaptar-se a sua jogabilidade, só uns detalhes que demoram um pouco mais, mas nada extremamente difícil. Caso não esteja acostumado com esse gênero, inicie no mais fácil, pois alguns pontos podem dar mais trabalho.

Seleção de Missão

Depois da missão introdutória, você pode escolher qualquer missão no melhor estilo de Megaman, bastando escolher o chefe que pretende enfrentar.

Na aba de Customização você pode equipar as técnicas compradas na loja, levando em consideração ao limite de núcleos de energia que você tem e quanto eles utilizam

Na Loja temos diversas técnicas e melhorias pra comprar. Aqui são utilizados “Pontos de Honra”, adquiridos durante as missões (como conseguir eles eu comento na parte das missões).

Só é bom deixar avisado que algumas dessas habilidades só são liberadas pra comprar se você completa algum desafio especifico, como derrotar um número de chefes.

Na aba Arquivo temos todas as informações da história do jogo, mas claro que boa parte dela precisamos desbloquear, precisando realizar alguns desafios específicos.

A aba de Progresso te da informações da sua partida, mostrando tempo de jogo, rank nas missões e outros detalhes.

Missões

A parte das missões segue o modelo básico dos jogos de plataforma em 2d, pulando em vários pontos e usando dash quando necessário.

Os ataques do jogo são todos em curta distância usando a espada. Os ataques são rápidos, mas não causam tanto dano assim, então tem que agir rápido pra não tomar dano.

Conforme você ataca ou recebe dano, acumula energia. Essa energia pode ser convertida em vida, mas precisa segurar o botão de cura e não receber nenhum ataque até completar a sequencia. Usa-la em momentos de ação é um pouco trabalhoso.

Com essa energia acumulada também é possível utilizar o “Fúria de Deus”, que demora um pouco pra carregar, mas é um ataque bem forte na tela toda.

Uma coisa legal aqui é que você pode escalar as paredes desde o começo e de um modo estiloso hahahaha. Muitos pontos você precisa fazer isso, mas é extremamente simples.

Um ponto diferente e que contém o maior desafio do jogo é o uso do desarmamento. Quando um adversário usa um ataque em que os seus olhos brilhem vermelho, se você usar o ataque no momento correto, você bloqueia o ataque dele, deixando ele paralisado por alguns instante e caso ataque logo em seguida, em vez de mata-lo, você desarma ele e recebe pontos e honra, que são usados na loja.

No final de cada estágio tem um chefe. Eles tem três barras de energia e a cada uma destruída, ele fica mais forte, além de mudar alguns padrões de ataque.

Lembra da mecânica de desarmar? Então, você também consegue fazer isso com os chefes, mas o funcionamento é um pouco diferente. Pra fazer isso requer:

  • O chefe utilize o ataque especifico que permite o desarmamento;
  • Parar todos os ataques da sequência;
  • Bloquear totalmente os ataques três vezes.

Se conseguir fazer isso, você desarma o chefe sem mata-lo, o que libera algumas habilidades na loja pra comprar e facilitar a sua vida.

Seguindo a ideia de Megaman, alguns chefes quando derrotados libera um ataque extra. Mas nenhum deles utiliza energia, sendo comandos específicos. Quando adquire uma dessas técnicas, entra um tutorial pra treina-las.

Extra

Desde o inicio você tem acesso ao modo “Galahad’s Path“, aonde você joga com o Galahad. Enquanto algumas coisas seguem as mesmas mecânicas do jogo padrão, tem vários detalhes que mudam aqui:

  • Só tem UMA VIDA. Se morrer, retorna pra a primeira tela;
  • Galahad não precisa equipar técnicas para utilizar o Pulo Duplo e o Dash Aéreo;
  • Não existe botão de cura aqui;
  • Aqui o jogo segue uma sequencia de telas direto, sem seleção de chefe que nem no modo principal;

Antes de cada missão você tem a possibilidade de escolher algumas técnicas que são disponibilizadas aleatoriamente e caso não goste delas, pode mandar gerar novas, gastando pontos de honra.

Enquanto Galahad não tem o botão de cura, o uso do Assassinato (que entra no lugar do desarmamento do Lancelot) recupera um ponto de vida ao ser executado, além de receber pontos de honra também.

O Assassinato também funciona nos chefes, mas segue o mesmo padrão do uso de desarmamento do Lancelot, com um bônus que, a cada sequencia bloqueada corretamente e utilizando a finalização, recupera 3 de vida em vez de um único ponto.

Outro detalhe aqui é que a cada inimigo derrotado você recebe uma adaga e ao usa-la, caso acerte o inimigo, faz com que Galahad se teletransporte pra trás dele e o mate na hora (mas não ganha pontos de honra assim).

Ao fechar o jogo libera o modo Chefão na Mira. aqui você enfrenta os chefes do jogo diretamente.

Nessa parte tem algumas missões extras de como enfrentar os chefes. Quem curte esse tipo de desafio, vale bem a pena.

Conquistas

Infelizmente esse está longe da minha habilidade pra conseguir a platina…

Tirando o ultimo chefe, o jogo não é muito complicado, mas completar a lista de conquistas dele já é uma história completamente diferente. Pra isso você precisa treinar muito pra pegar todas as mecânicas e decorar muita coisa. Dos mais trabalhosos, temos:

ConquistaDescrição
Golden KnightConseguir a Excalibur
Seeker of TruthCompletar a seção de Arquivos
Legendary KnightConseguir o rank de Cavaleiro Lendário

Conclusão

Fallen Knight trás um jogo de plataforma relativamente agradável, com uma boa ação e desafio, principalmente se você tentar fazer os desafios do jogo usando a mecânica de desarmamento.

A parte gráfica do jogo é bem legal até, trazendo uns modelos 3D bonitos, mas que são um pouco travados e sem muita reação a alguns ataques, mas o geral dele ainda agrada bastante.

Uma parte que agrada bastante, mesmo que com pouca variação, são as musicas, são bem legais e agitadas, ainda mais a do ultimo chefe, nessa parte capricharam bastante.

O mais difícil mesmo é se adaptar a mecânica de desarmamento, pois além do tempo de reação ser extremamente curto (como a maioria de sistemas de parry) as vezes ele não funciona corretamente.

Alguns detalhes que é bom deixar avisado:

  • Com o texto em português, as vezes as conversas começam em inglês e só depois ficam em português (além de alguns pequenos erros de tradução);
  • Algumas perdas de frame em certos pontos, principalmente quando passa em check point ou tem muito inimigo na tela;
  • As vezes os comandos não entram de primeira depois que você recebe um ataque;
  • Infelizmente o jogo é relativamente curto e caso você não tente as mecânicas de desarmamento, finaliza o jogo muito rápido, já que o desafio dele está justamente nisso.