O Problema da Múltipla Escolha

Quando a grande quantidade de títulos disponíveis tira nosso foco para jogar.

Quem cresceu no Brasil dos anos 80/90 certamente lembra das saudosas locadoras de games.
Sexta-feira, você alugava 3 cartuchos para devolver apenas na segunda-feira.

Os tempos eram diferentes então: jogava-se apenas durante o fim de semana (ao menos assim o era em minha casa) e raramente um novo jogo era adquirido.
Tudo custava muito caro, a inflação era descontrolada e não havia um sólido mercado nacional.

Com isto, o aproveitamento dos jogos durante locações precisava ser o maior possível, afinal você estava pagando por isso!
É claro, o mercado de jogos em geral era também de menor escala: não havia tantos lançamentos simultâneos.

Mas então veio a pirataria e, com ela, uma oferta muito grande de títulos.
Jogar se tornou barato e os jogos passaram a ser… descartáveis!
Qualquer jogador possuía uma caixa de sapatos ou um porta CD com dezenas de jogos, muitos dos quais eram apenas testados e deixados de lado.

Saltemos para os dias atuais.
Serviços de assinatura
que oferecem jogos mensalmente tornaram-se comuns.
O Xbox Game Pass é o principal expoente do sistema, oferecendo centenas de jogos por cerca de 45 reais mensais.

Desnecessário salientar o quão tentador é o serviço, pelo baixo custo e pela grande biblioteca oferecida.
Mas e como fica o aproveitamento dos títulos por parte do jogador?
Ninguém é obrigado a baixar e jogar todos os títulos, mas com tantas opções disponíveis, testar rapidamente diversos jogos passa a ser muito simples.
Parece que a caixa de sapatos agora é virtual