A Relevância Atual da E3

Encerramos o mês de Junho, mês da E3, a Electronic Entertainment Expo.
A E3, apesar do que o nome sugere, não é uma feira necessariamente apenas de video games, mas é famosa por tal.

Outras participações já incluíram a indústria pornográfica, através dos óculos de realidade virtual…
A E3 também não tem o nome pois “É” 3 empresas de consoles (o trocadilho é realmente criminoso, mas eu precisava fazer).

Focada nos jogos e nos eventuais consoles, a E3 sempre foi realizada em Los Angeles, até o ano de 2020, onde passou a ser realizada em formato virtual, dada a pandemia do SAR-COVID-2 (popular Covid 19).
A solução foram os eventos virtuais, o que alguns consideram como um dos principais motivos para o enfraquecimento da feira.
No entanto, sinais anteriores já demonstravam a derrocada da E3 ao longo das últimas edições.

Palco de apresentação de novos títulos e consoles, a E3 mostrava ao mundo os jogos planejados para a segunda metade do ano vigente, o ano seguinte e até mesmo para o terceiro ano.
A possibilidade da divulgação dos trailers através do YouTube e outras plataformas de video on demand e streaming já vinha diminuindo paulatinamente a sua relevância.

Some-se a isto o fato de que outros eventos passaram a ganhar trailers de destaque, como a Gamescom, na Alemanha e a TGS, no Japão.
A premiação The Game Awards, idealizada e apresentada por Geoff Keighley, cresceu com o decorrer dos anos e também recebeu trailers de peso.
Afora estes fatos, os contínuos vazamentos de jogos e listas de apresentações antes do evento tornaram-se bastante comuns na semana pré-E3.

Vale ressaltar que mesmo algumas empresas já experimentavam novos formatos, apenas virtuais, como a Nintendo com o Direct e a Treehouse.
Enquanto o Nintendo Direct é exibido com certa periodicidade, a Treehouse, mais focada em longas demonstrações de gameplays da Big N, acontecia paralelamente ao evento da E3.

A Sony também embarcou no mesmo segmento, de uma forma mais radical, cortando os vínculos diretamente com a E3 e adotando o formato State Of Play, “levemente” semelhante ao Nintendo Direct, embora com diversas transmissões duvidosas em conteúdo.
Até mesmo a EA, embora não totalmente fora da E3, passou a ter seu evento também em Los Angeles, o EA Play.

Tantos fatores contribuíram para o enfraquecimento da feira enquanto principal palco para os grandes estúdios. Some-se a isto o Covid 19, que impediu o Show Floor usual, com os estandes demonstrando os jogos diretamente para jornalistas e jogadores.

O resultado foi talvez a E3 mais fraca de todos os tempos em 2021, com pouquíssimos anúncios e a falta (novamente) da Sony no evento.
Não fosse a Nintendo, que veio com uma boa e variada leva de títulos, poderíamos dizer que a E3 foi um desastre completo.
Diante de tudo isto, contudo, fica a pergunta: a E3 ainda é relevante?