Review / Tutorial: The TakeOver

E cá estamos nós com mais um jogo do gênero Beat them Up, entretanto, para mim esse tem uma característica especial, pois é inspirado em Streets of Rage, que aliás temos o review do 4 aqui no site, quando eu ainda usava critérios de nota nos meus textos… LOL

Por essa razão, me senti no dever de liberar o Pena e o Musashi e escrever eu mesmo o review / tutorial deste jogo que vos falo, seja pelo meu carinho com SoR e pela minha admiração em jogos do gênero (River City Girls por um lado era pra eu ter feito ,mas sou um editor chefe muito legal e deixei o Pena fazer)…

The TakeOver, que foi feito pela Pelikan13 (atualmente Antonios Pelekanos) inicialmente para PC em 2019, chamou atenção pela sua fidelidade ao SoR, com direito à trilha sonora com Little V Mills, Richie Branson, James Ronald e Yuzo Koshiro, ganhando a admiração dos diversos fãs da franquia, sendo portado para Nintendo Switch em 2020 e para Playstation 4 em 2021.

Vamos então analisar tamanha fidelidade tanto pelas suas mecânicas como pelo seu visual???

Código cedido para review pela Dangen Entertainment, versão Playstation 4

Nome: The TakeOver
Gênero: Beat them Up
Desenvolvedora: Pelikan13 (Antonios Pelekanos)
Distribuidora: Pelikan13 (PC / Nintendo Switch), Dangen Entertainment (Playstation 4)
Plataformas: PC, Nintendo Switch, Playstation 4
Lançamento: 2019 (PC – 9 de novembro), 2020 (NS – 4 de junho), 2021 (PS – 19 de maio)
Mídia: até o momento do review, apenas digital

Tela Título

História / Enredo

A história é totalmente parecida com a de SoR, inclusive com os takes usados para as cenas das animações. Infelizmente o jogo não tem Português na sua localização, sendo necessário noção de inglês para que você possa entender a premissa que irei postar em formato de vídeo:

Personagens

O jogo possui 3 personagens jogáveis e um desbloqueável.
Todos com suas características que serão vistas mais para frente do Review / Tutorial.

Com relação ao seu background, não temos muitos detalhes específicos, sendo informações curtas e muito breves.

Ethan Rivers (Voice Actor: Curtis “Takahata101” Arnott)

Ethan é a inspiração de Axel Stone de SoR.
Seu estilo de jogo é balanceado, sendo um personagem de força, alcance e velocidade média.
Tudo que se sabe é que Ethan é o pai adotivo de Vanessa, capturada pelos capangas de Freya.
Possui como arma um revolver semi automático.

Megan Brooks (Voice Actor: Sarah Anne Williams)

Megan é a inspiração Blaze Fielding do SoR e mãe adotiva de Vanessa.
Seu estilo de jogo é destacado em sua velocidade nos ataques e alcance alto, porém com pouca força nos danos dos seus ataques.
Possui como arma uma magnun.

Connor Grayson (Voice Actor: Marc Swint)

Connor é amigo de Ethan, tendo seus ataques focados em força, raio de ataque grande e pouca velocidade, mas não se preocupe que os itens anteriores compensam isso.
Tem como arma uma escopeta.

E não é que Kira e Freya ficaram parecidas ????
Freya (Voice Actor: Kira Buckland)

Freya é a vilã do jogo, tome muito cuidado em atacar ela, pois como todo jogo Beat them Up, o boss supremo tem ajuda dos capangas…
Suas intenções com Vanessa não são claras até lutar com ela (hahaha achou que eu ia dizer???).

Gráficos

Os gráficos do jogo é um dos pontos fortes na minha opinião, com uma paleta de cores bem intensa, e efeitos de luz bem detalhados, assim como o sangue sendo mostrado enquanto espanca seus personagens, onde todos possuem uma modelagem mais “plastificada”.
As sequências da história entretanto são em partes de desenho animada que lembram muito os HQs, sendo mostrada em toda intermissão, tendo uma aparência mais caricata.
Particularmente gostei mais da arte dos personagens no formato mais anime do que o caricato…
Afinal de contas é só ver a diferença da Megan nas duas artes… LOL
Ao enfrentar os chefes, também há o diálogo clássico dos jogos da época…

Som / OST

A sonoplastia do jogo é bem clássica, com o som dos golpes acertando os inimigos.

A trilha sonora é composta pelos renomados e conhecidos compositores da franquia SoR…
Yuzo ajudou na composição ao lado de James Ronald, Richie Branson e Little V, tornando uma trilha sonora bastante mista nos seus arranjos musicais, misturando eurobeat e hard rock.

Apesar dessa variação, há poucas músicas, quantitativamente falando, sofrendo então algumas repetições em estágios mais para frente do jogo.

No SoundCloud há o perfil do jogo com algumas das músicas, deixarei para vossa apreciação.

Jogabilidade

O jogo conta com um esquemático de comandos bem diferente do que a maioria dos que estão acostumados no ocidente esperam, como não tem foto in-game, vou citar em forma de texto:

– especial
Δ – chute
O – soco
X – pulo
R2 – mirar arma
L2 – correr

O jogo não possui personalização de esquema de controle.
Sua leitura de comandos é bem rápida e ele consegue reconhecer seu dinamismo ao aplicar os combos, o que torna excelente pra jogar no seu combate rápido quando tem muitos inimigos na tela.

Sistema de Jogo

O jogo conta com o clássico estilo de beat ‘em up 2D com isometria no cenário.

Ao começar o jogo, selecione seu personagem:

Como dito antes, há 4 atributos que diferenciam os personagens, sendo seus significados:

Range – alcance dos ataques
Power – força dos ataques
Speed – velocidade e frequencia dos combos
Stamina – sua resistência ao tomar dano

Os outros 2 quadros irei explicar mais para frente…

Quebrando tudo e todos…

Antes de começar a explicar os seus ataques, devo frisar que que o jogo possui no seu HUD:

O multiplicador de pontos, sendo de 1 à 5.
A quantidade de vidas e sua pontuação, com o contador de hits consecutivos sem tomar dano, compatível com o multiplicador de pontos e relativo à proporção de hits.
A barra de stamina, a quantidade de munição da arma de fogo com as barras de ataque super e rage, que explicarei conforme sua leitura no review / tutorial.
Note que a stamina dos inimigos fica indicada acima deles

Todos os personagens contam com diferentes tipos de ataques, sendo eles:

Basic Attack
Socos e Chutes fazem parte dos seus ataques simples e básicos, constituídos em combos mais curtos, ao serem aplicados repetidamente.

Extended Combo
Caso alternar seus ataques básicos, você poderá fazer combos mais estendidos, com golpes que só irão ser feitos nesse estilo de combo

Finishers (Gorund / Launcher)
Juntamente com os ataques básicos e estendidos, você pode aplicar os finalizadores, sendo um para colidir no chão e outro para lançar verticalmente, isso é feito apertando ↓ e ↑ com o botão de ataque (soco ou chute) no último golpe.
OBS: Também é possível misturar o extend e o finisher.

Mid Air Hit
Com a possibilidade de os inimigos serem lançados verticalmente pelos finishers ou por algum outro motivo, você pode aplicar golpes durante a queda deles, tornando os combos mais criativos e divertidos.

Throw / Reverse Throw
Uma boa forma de se livrar do excesso de inimigos é atirando uns nos outros, o throw é efetivo tanto na forma direta e reversa.

Special
O especial tem a mesma diversidade e função do especial do SoR, sendo neutro, ofensivo.
OBS: diferente de SoR, não há um special aéreo.
OBS 2: você perde stamina

Super
O Super é preenchido de acordo com sua forma ofensiva de jogar, e diminui em cada ataque sofrido. Diferente do especial, o Super é o mesmo para todos.

Rage
O rage funciona juntamente com o Super para o seu preenchimento, mas é ativado isoladamente.
Nesse modo a tela fica vermelha e seu personagem tem mais poder de dano, além de se defender automaticamente de ataques.

Às vezes os punhos não são o suficiente…

Um dos ataques que diferenciam o jogo do seu “inspirador”, é o fato de poder usar armas de fogo no meio dos combos, ou quando tiver a necessidade adequada. Para isso você deve juntar balas de munição em objetos destrutíveis, sendo o máximo de 25 balas.

Além de sua arma de fogo, é possível pegar outros itens para usar e espancar seus inimigos com armas auxiliares durante as fases. Uma das diferenças com SoR é que os personagens não tem “maestria” com espada ou pé de cabra (caso não lembre, Axel fazia combos com espadas ou taco de baseball).

Progressão

A progressão do jogo é de forma totalmente linear, sendo apenas os cards das fases para a sua seleção, caso não puder terminar o jogo de forma direta.

Extras / Modos de Jogo

O jogo possui 2 tipos de fases bônus que são contabilizadas como progressão da história:

The Traffic – destrua carros inimigos e chegue até seu objetivo antes do tempo acabar, desviando de obstáculos e evitando destruir civis.
Destruir inimigos concedem tempo, destruir civis e bater diminuem seu tempo.

Jetfighter – destrua os jatos e helicópteros, desviando dos misseis travados indo na sua direção.

Afterburner… quem sentiu saudades????

Ao encerrar ambas as fases, você ganha 1 vida extra.

Os modos de jogo são uma forma de aumentar o replay value do jogo.

Challenge libera depois de terminar o jogo 1 vez.

O modo arcade nada mais é que o modo história e comum dos jogos do gênero.
Lembra que na tela de seleção há dois espaços escuros?
Ao terminar o modo arcade 1 vez você libera o Jackson, o quarto personagem.
Em aspectos de história, não há alteração ou cenas específicas com ele.

Ao terminar 2 vezes você libera o modo relay, que se consiste em jogar com os 4 personagens de forma alternada apertando o botão de pulo 2 vezes.

O Challenge se consistem em objetivos para se cumprir com condições nas fases.
Conseguirá cumprir os 20 desafios?

O Survival é ondas infinitas de inimigos para serem derrotados até você ser nocauteado ou ter seu jetfighter destruído. Você só tem 1 vida e terá alguns caixotes com itens auxiliares.

O Practice serve para treinar com uma quantidade específica de inimigos na tela, e experimentar seus combos.

Troféus / Conquistas

Dificuldade: 8/10

É… ainda me faltam algumas coisas… 😛

Na versão Playstation não há platina, o que de fato é uma pena no meu ponto de vista, pois o jogo poderia ter sido mais explorado nesse aspecto, podendo incluir progressões das fases e os modos challenge… mas esperemos que alguma versão posterior saia com essa possibilidade, talvez???

De qualquer forma, para fazer o 100% você deve:

  • Terminar o jogo 3 vezes (qualquer 1 dos 3 personagens iniciais, Jackson e Relay)
  • Terminar Cooperativo (pode ser feito juntamente com um dos 3 anteriores)
  • Terminar no hard
  • Fazer os 2 finais
  • Derrotar 100 e 500 inimigos no modo survival de briga e jetfighter respectivamente
  • Derrotar Freya sem levar dano
  • Terminar o jogo sem perder 1 única vida em modo single player

OBS: no hard os inimigos são mais rápidos, mais resistentes e em maior número, não sendo possível escolher fase e usar continue.

Considerações Finais

Graficamente é um jogo muito admirável, com sua paleta de cores rica e bem definida, de acordo com o seu efeito de luz do choque dos golpes.O dinamismo das fases na sua variação climática, detalhamento de cenário, dão ao jogo um completo sentimento de jogar uma evolução dos jogos do gênero, porém com o mesmo sentimento de oldschool. Menção honrosa à sua modelagem, algo que particularmente achei extremamente fiel aos inimigos de SoR (como pode notar em algumas imagens, os inimigos lembram o Galsia e o Signal).

Eu já disse que o cenário é dinâmico??? só pra ter certeza…

A jogabilidade focada em combos é divertida, pois a leitura de entrada de comandos do jogo aprende rápido as suas intenções, podendo estender o combo mais do que o normal por milésimos de segundos de alternância na sua execução. De forma prática, se alternar o combo estendido entre poucos segundos de ociosidade e continuar espancando no frame de hurtbox, o jogo consegue resetar seu combo e lhe dá a possibilidade de derrotar o inimigo mais estrategicamente, além de puxar a arma de fogo e disparar enquanto estiverem frágeis.

A dublagem do jogo, apesar de um time respeitável, tem momentos que não apresenta emoção por parte dos heróis, onde no meu parecer, Kira atuou a Freya de forma mais convincente. A trilha sonora continua com o mesmo estilo de músicas do Yuzo (o que de fato é assimilável logo ao ouvir algumas músicas), que complementado com os outros compositores, tornam uma variação competente ao conjunto de fases do jogo, o que me leva ao quesito de duração serem compatíveis com as músicas, mesmo havendo repetição. O jogo conta com 9 fases no seu total, com as duas bônus. Entretanto, algumas fases são variadas em quantidade de telas, sendo consideravelmente extensas por possuírem 5 telas, mas compensadas em fases posteriores que possuem 2 telas

O desafio do jogo é moderado – alto porém com uma boa separação de perfil, o que de fato é bom por ser um jogo inspirado em dividir o oldschool do casual (afinal de contas as limitações do hard estão aí para os que gostam de um desafio). O jogo conta com uma IA clássica em te flanquear e atacar de forma variante, o que pode ocasionar a frustração até mesmo para os mais experientes nos jogos do gênero.

O modo multiplayer é apenas local, mas sendo facilmente aproveitado online via o shareplay do Playstation, modo portátil do Switch, ou o Remote da Steam.

A performance do jogo é satisfatória, não havendo crashes repentinos e variação de frames, ficando fixo em 60fps.

Em resumo, The TakeOver certamente merece uma atenção e uma admiração, sendo notável um trabalho feito por um grande fã de SoR e de jogos clássicos, o que pode ajudar à inspirar outros fãs à experimentarem essa forma de homenagear algo que fez parte da vida de muitos jogadores, sendo na minha opinião um jogo imperdível para o seu curriculo gamer.

Para quem quiser espiar, segue um vídeo de gameplay da primeira fase do jogo no hard no modo RELAY.
OBS: fiz cortes nas telas de loading.

E você??? Ajudará Ethan e Megan à salvar a filha????